
Uma homenagem a um mago.
Solange – “Fera Radical”
Lincoln Olivetti & Robson Jorge – “Eva”
Gal Costa – “Meu Bem, Meu Mal”
Gilberto Gil – “Palco”
Tim Maia – “Acenda o Farol”
Márcia Maria – “Amigo Branco”
Sandra Sá – “Pela Cidade”
Ronaldo Resedá – “Kitch Zona Sul”
Elba Ramalho – “Banho de Cheiro”
Gal Costa – “Festa no Interior”
Painel de Controle – “Black Coco”
Anne Duá – “Indecente”
Marina Lima – “Corações a Mil”
Marcos Valle – “Estrelar”
Erasmo Carlos + Tim Maia – “Além do Horizonte”
Jorge Ben – “Georgia e Jorge”
Rita Lee – “Lança Perfume”

O El País traduziu pro português alguns cartuns da edição de hoje do jornal Charlie Hebdo – a primeira a sair após a chacina em sua redação na semana passada. Tá tudo aqui.

Lembra daquela história que o John Waters iria refilmar todo seu Pink Flamingos usando crianças para ler o roteiro do clássico trash? A revista T do New York Times descolou um trecho dessa apresentação – que mesmo com a linguagem mais branda (sem palavrões nem referências sexuais explícitas) choca e encanta de um jeito bizarro. Como eles não liberam embedar, só rola assistir no site deles.


Imagine se Taylor Swift, as irmãs Haim e Lorde resolvessem gravar juntas? O principal para que isso aconteça já é fato: as meninas são amigas a ponto de passar uma tarde juntas, como fizeram na semana passada. Em uma viagem à ilha de Catalina, no litoral leste dos EUA, Taylor e seu pai Scott Swift se encontraram com as irmãs Este, Danielle e Alana Haim, com a neo-zelandesa Lorde, a atriz Jamie King e a patinadora Gracie Gold para uma tranquila tarde livre. E claro que todas postaram o encontro em suas contas no Instagram:
Vi na Billboard.

Uma das capas da edição Trip desta virada de ano é o ator, produtor e diretor Guilherme Fontes, que entrevistei para a seção Páginas Negras que abre a revista. 2015 é o ano que marca os 20 anos do projeto que consagrou a fama de Guilherme, que deixou de ser visto como um galá de novela para ir parar nas páginas de polícia como pária do cinema nacional, ao desviar milhões de reais que deveriam ser gastos na produção de seu filme Chatô – O Rei do Brasil, baseado na biografia do magnata brasileiro das comunicações do meio do século passado Assis Chateubriand. Na entrevista, dada no dia seguinte à decisão judicial que exigia que Fontes devolvesse mais de 80 milhões de reais aos cofres públicos, o ator diz estar tranquilo e que é vítima de uma conspiração por ter querido crescer demais no showbusiness brasileiro. Mas ele disse também que o filme está pronto e deve ser lançado em 2015, quando ele começa a provar que não deve nada a ninguém. Um trecho da entrevista pode ser lido no site da revista:
Que grande lição você tirou dessa história toda, da filmagem do Chatô?
Jamais faria um filme sem o dinheiro todo na conta. Foi meu único problema. O dinheiro tem que estar 100% na conta. A lei permite usar mesmo que você não tenha 100%, isso está errado. Sair pra captar é legal e você envolve outros personagens no processo. Por outro lado, você coloca pessoas que não têm nada a ver com o processo pra decidir sobre o negócio. Tudo bem que você precisa de anunciantes, mas não pode condicionar à existência desses patrocinadores a obra cultural do país. As pessoas já estão começando a usar dinheiro próprio e esquecendo do incentivo.O que podemos esperar do filme?
Estou encantado com o lançamento do Chatô. Acho que fizemos um grande trabalho. Como disse o Cacá Diegues, quando viu o material bruto: “É o último filme tropicalista do cinema brasileiro”. É uma grande homenagem ao cinema novo, ao modernismo, a tudo que admiro. Ao Fernando Morais pelo grande livro que escreveu. Não sei por que os figurões do cinema vieram me satanizar. Eu sou produtor pra brigar por mais espaços, mais empregos para a nossa classe. Fui até o fundo do poço por esse filme. Mas tinha mola lá embaixo. Valeu a pena.
O resto, só na edição impressa.

O ataque à redação do Charlie Hebdo também foi motivo para o jornalista e quadrinista Joe Sacco defender falar de limites quando o assunto é humor, neste comentário ácido feito para o Guardian. Se alguém se dispuser a traduzir, basta postar a tradução nos comentários que eu colo aqui.

No fim do ano passado, os Arctic Monkeys postaram um minirregistro de sua passagem pelo nosso continente em 2014. Na verdade é um clipe de “R U Mine” ao vivo, com cenas das apresentações da banda por Bogotá, Buenos Aires, Córdoba, Santiago, São Paulo e Rio de Janeiro intercaladas com cenas das cidades, dos fãs e da banda interagindo do jeito que consegue pela América do Sul (na praia, jogando tênis, dando entrevistas, em vans e vôos), com aquele filtro Instagram que deixa tudo meio anos 60/70. O clipe ainda para para pequenos trechos de “No. 1 Party Anthem” e um ótimo take a capella, nos bastidores, de “Knee Socks”.
Assisti ao show de Santiago (sem área vip, fãs de verdade grudados na grade) e foi fácil um dos melhores shows de 2014. Filmei, claro:

Outro trailer do filme que fecha o segundo capítulo da Marvel no cinema foi liberado agora à noite, mantendo o tom solene e sombrio do teaser, mas entupindo-o de ótimas cenas de ação.
Mas algo que me diz que eles não estão mostrando nem o primeiro terço dessa história nesses trailers…

O ator inglês Stephen Fry esteve entre o milhão e meio de pessoas que se reuniu em Paris após o já histórico atentado à redação do jornal Charlie Hebdo. E antes de ir para a rua, escreveu o seguinte texto em seu blog, que republico em inglês (e se alguém se dispor a traduzir eu republico aqui):
I remember all those years ago when the fatwa was declared on Salman Rushdie, plenty of British writers and commentators who absolutely should have known better claimed that The Satanic Verses ‘really wasn’t that good’, the implication being that it was therefore hardly worth making a stand against the death sentence laid on its author. As it happens (not that it matters of course) … The Satanic Verses is one of the great post-war comic novels. Similar horrible nonsense was spouted recently by some on the subject of the Sony film The Interview. ‘Oh, it’s actually rather poor.’
The now largely forgotten writer, broadcaster and Christian apologist Malcolm Muggeridge destroyed his legacy as a serious and interesting man in fifteen footling minutes on television in which he languidly described Monty Python’s Life of Brian as ‘tenth rate’ … as if that were a reason to stop it being screened. Utterly disingenuous. He wanted to stop it being screened because he was ‘offended’ by its ‘blasphemy’ and so he offered the same non-argument as those advanced by his fellow Festival of Light founder Mary Whitehouse of hilarious memory: “Oh I’m not shocked, oh no. In fact I found it rather boring.” Of course you did darling, and therefore we must certainly censor it right away. Bah! These days Life of Brian regularly comes top in all time best comedy film polls and Muggeridge might only be warmly remembered for being the MI5 officer who debriefed in kindly manner P. G. Wodehouse and his wife in Paris after its liberation in 1944.
So let no one think that in order to be defended against censorship of any kind, let alone the terminal horrors of Wednesday 7th January, a work of art or a film or a novel or a cartoon need be ‘first rate’ (whatever that means).
And aren’t we all tired of those who claim to know the answer to life, death and the creation being so fucking sensitive about their knowledge? If I knew the answer to it all, if I thought I understood the wishes of the author of the universe and was privileged to understand what happens to us after death, the last thing I would be is all prickly and defensive. ‘Mock me all you like,’ I’d cry. ‘Go on, laugh your socks off, paint crude daubs, make mocking films. They pass me by as the idle wind which I respect not.’
Como sempre, vale ler a íntegra.
