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E esse disco deles tá prometendo…

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Começamos muito bem o ano, eu, Babee e Danilo, numa festa que começou com Dr. Dog e terminou com Sia – e todo mundo extasiado de tanto dançar e cantar junto (saca só as fotos da Natália). A festa não pára e essa sexta-feira está na mão da Babee, que chamou o Goos pra quebrar tudo com ela. Boraê!

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Quem é Charlie?

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O jornalista norte-americano David Brooks, colunista do New York Times, concorda com o apoio à causa do jornal Charlie Hebdo mas faz questão de enfatizar que os Estados Unidos estão longe de aceitar o tipo de humor da publicação francesa. Reproduzo um trecho de seu texto, com a tradução feita pelo Estadão (o original em inglês pode ser lido aqui, a tradução na íntegra aqui):

A reação ao ataque de Paris revela que grande parte da sociedade se apressa em endeusar os que ofendem o ponto de vista dos terroristas na França, mas é muito menos tolerante com os que ofendem seus próprios pontos de vista em seu país.

Basta olharmos para todas as pessoas que reagem excessivamente a agressões muito menores que ocorrem em um câmpus universitário. A Universidade de Illinois demitiu um professor que dava aula sobre a posição da Igreja Católica na questão da homossexualidade. A Universidade de Kansas suspendeu um professor que usou termos duros em um tuíte contra a Associação Nacional do Rifle. A Universidade Vanderbilt criticou um grupo cristão que insistia que a instituição fosse dirigida por cristãos.

Os americanos talvez elogiem o Charlie Hebdo pela coragem de publicar cartuns que ridicularizam o profeta Maomé, mas, quando a ativista holandesa Ayaan Hirsi Ali é convidada para visitar o câmpus, há frequentes pedidos para impedir que ela fale em público.

Portanto, este deveria ser um momento de reflexão. Embora estejamos profundamente abalados pelo massacre dos cartunistas, nesta hora é importante que tenhamos uma visão menos hipócrita em relação às nossas personalidades controvertidas, provocadores e chargistas.

E se nos Estados Unidos – “land of the free” – as coisas são desse jeito, imagina se um cartum como o que estampa a capa do Charlie Hebdo aí em cima fosse publicado na capa de qualquer veículo impresso no Brasil…

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Único pai vivo do mítico Asterix, o desenhista Uderzo saiu de sua aposentadoria para saudar os jornalistas mortos na redação do jornal Charlie Hebdo com dois desenhos em que seu clássico personagem se alinha ao anarquismo do humor do jornal. Em um deles Asterix repete o coro de apoio Je Suis Charlie, no outro, tuitado pela conta oficial do personagem, Asterix, Obelix e Ideafix velam os mortos à distância.

“Claro que Asterix e Charlie não têm nada a ver um com o outro”, disse o desenhista ao jornal Le Figaro. No que se diz respeito à tradição de resistência francesa, acho que os dois têm muito a ver sim…

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Ainda bem que a ONU já interveio e proibiu a fabricação deste artefato.

Na mesma edição da revista Brasileiros em que falei da nova edição do Neuromancer e do Círculo de Dave Eggers, também escrevi sobre o ótimo novo livro do biógrafo de Steve Jobs Walter Isaacson, que em seu Inovadores voltou no tempo para contar as várias biografias que permitiram o ambiente digital que habitamos hoje.

Inovadores

De volta ao futuro
Livro do biógrafo de Steve Jobs conta a incrível história dos pioneiros da revolução digital

Se o futuro das novas tecnologias parece estar em aberto e difícil de decifrar, o passado da era digital está cada vez mais dissecado. A popularização e a onipresença do computador e da internet deram origem a todo um novo mercado editorial que, finalmente, oxigenou as prateleiras dedicadas à tecnologia nas livrarias do Brasil, antes cheias de livros técnicos ou datados demais.

Nesse novo cenário, surgiram as inevitáveis biografias no estilo autoajuda, contando a história de executivos bem-sucedidos e vários livros ensinando onde estaria o pote de ouro do fim do arco-íris digital. Em 2011, com a morte de Steve Jobs e o imediato lançamento de sua biografia oficial, essa dinâmica editorial começou a mudar mais uma vez.

Escrita por Walter Isaacson, a partir de uma série de longas entrevistas, a biografia do cofundador da Apple apareceu meses após o lançamento do filme A Rede Social, de David Fincher, que conta a história da ascensão do Facebook. As duas obras abriram filões em seus respectivos mercados para outras obras sobre essas empresas inovadoras e seus criadores.

Assim, foram surgindo, em rápida sequência, biografias sobre os fundadores do Google, livros dedicados à era de ouro do computador pessoal nos anos 1980 e às fases áureas do videogame, estudos das transformações nas comunicações e relações pessoais e sobre os novos nerds que tomam conta desse universo.

Mas o grande livro da nova fase talvez seja do próprio Isaacson, Os Inovadores (Companhia das Letras). Ao elencar um grupo de personalidades que, por séculos, criaram dispositivos, lógicas de funcionamento, aparelhos e materiais que permitiram que conseguíssemos chegar a este século digital, o autor conclui que o ambiente forjado pela equação computador e internet é uma criação coletiva.

A história começa no meio do século 19, com dois ingleses (Charles Babbage cogitando uma máquina de fazer contas, que concluiria a revolução industrial, e Ada Lovelace desenvolvendo uma linguagem com a qual poderíamos controlar essa máquina), passa por matemáticos como Claude Shannon (que cria o conceito de bit) e Alan Turing (que decifra a criptologia dos nazistas ao inventar o computador moderno), visita empresas como os laboratórios de telefonia da Bell e das máquinas de calcular da Texas Instruments, para só então chegar na era do reinado de Bill Gates e Steve Jobs, passar pela web criada por Tim Berners-Lee e culminar na criação do Google por Sergey Brin e Larry Page. Não apenas um relato de fôlego, mas um livro inspirador.

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Tudo corria bem no primeiro protesto contra o aumento das tarifas de ônibus em 2015, até que a polícia militar chegou e transformou tudo num caos.

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Prontos pra começar tudo de novo? Com a cabeça zerada pra 2015, eu, Babee e o Danilo retomamos as Noites Trabalho Sujo no Alberta #3 dispostos a fazer todo mundo dançar sem parar até a madrugada raiar. Vamos dar uma geral no melhor da música pop em 2014 além de fazer algumas apostas para 2015, sempre misturando décadas, gêneros e idiomas numa festa em que todo mundo canta junto! E ainda comemoro meu aniversário de 40 anos na festa! Vamos lá? Quem mandar nomes pro noitestrabalhosujo@gmail.com até às 21h fica com nome na lista de desconto durante toda a noite.

A primeira Noite Trabalho Sujo de 2015
Com Alexandre Matias, Babee e Danilo Cabral
Sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

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Um Vida Fodona em ritmo de festa.

Shamir – “On The Regular”
Meghan Trainor – “All About That Bass”
Strokes – “Machu Picchu”
Les Sins + Nate Salman – “Why”
April March – “Attention Cherie”
AlunaGeorge – “Attracting Flies”
Racionais MCs – “Você Me Deve”
Thiago Pethit – “Voodoo”
Far East Movement + Cataracs + Dev – “Like a G6”
Klaxons – “There Is No Other Time”
Belle and Sebastian – “The Party Line”
Lana Del Rey – “Blue Jeans (Penguin Prison Remix)”
Say Lou Lou + Lindstrøm – “Games for Girls”
Haim – “The Wire”
Arctic Monkeys – “Snap Out of It”
Charli XCX – “Gold Coins”
Kendrick Lamar – “Backseat Freestyle”
Lorde – “Don’t Tell ‘Em”

Vem aê!

Cohn-Bendit

“Era a concepção deles, um jornal satírico onde o exagero era parte de sua ideia. Se você diz que eles exageram, diz que eles não têm razão de ser. Estavam convencidos de que a liberdade de expressão é atacar de Cristo a Maomé. Era a concepção de liberdade deles. Pode-se achar isso babaca ou bom. Mas é parte do jogo. Uma sociedade livre é justamente aquela que suporta o excesso.”

Daniel Cohn-Bendit, um dos grandes nomes do maio de 68 francês, comenta o tipo de humor anárquico defendido pelo jornal Charlie Hebdo, em entrevista ao Rodrigo Vizeu, na Folha. A foto que ilustra o post é do Facebook do Daniel e o retrata durante sua visita ao Brasil no ano passado.