
Falei do World War Z do Brad Pitt outro dia e o Jiban sugeriu o trailer desse Warm Bodies…
Parece um Zumbilândia para meninas – e isso não é propriamente ruim. Mas curti que a cura para os zumbis seja o amor…

Quem sabe, sabe.
How to Dress Well – “& It Was U”
The Internet – “Cocaine”
Funkadelic – “Groovallegiance”
Girls – “Alex”
Siba – “Brisa”
Metá Metá – “São Jorge”
Rockers Control – “36 Léguas”
Sirkane – “Making Time”
Poolside – “Harvest Moon”
Jess Ware – “Still Love Me”
Teams vs Star Slinger – “Say Please”
Cat Power – “Silent Machine”
Giancarlo Ruffato – “Melô do Crime Passional”
Django Django – “Hail Bop”
Lucas Santtana – “Jogos Madrigais”

Susan esmerilhou bonito – e nem parecia que era segunda vez que ela discotecava na vida. A pista, veja abaixo nas fotos da Bárbara, respondeu sorrindo e dançando sem parar. E nessa sexta o Danilo recebe a querida Lígia Helena para uma discotecagem de casal. Quem vai?
Afrojazz instrumental mineiro é a opção de hoje no Prata da Casa do Sesc Pompéia. Vamos lá? O show começa às 21h e os ingressos – gratuitos – começam a ser distribuídos uma hora antes. Abaixo, o texto que escrevi para o projeto – cuja edição de 2012, com a minha curadoria, termina neste mês.
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A música brasileira vive uma nova época de ouro da música instrumental. Na mesma medida em que rádio e televisão perderam o espaço para a internet como principais veículos a mapear novos artistas, uma certa desobrigação em relação a letras e ao papel central de um vocalista em uma banda abriu espaço para bandas de todo o Brasil experimentarem novos formatos – indo desde o afrobeat ao jazz mais cabeçudo, passando por rock experimental e outros formatos em que a canção e a melodia ficavam em segundo plano. Neste cenário, Belo Horizonte vem se fortalecendo como um grande celeiro de novas bandas – e o Iconili, com seus onze integrantes que fundem música africana, tropicalismo e jazz em doses cavalares, usando instrumentos como sopros, metalofone e muita percussão, é só a ponta do iceberg de uma cena que conta com nomes igualmente fortes como Constantina e Dibigode. Seu primeiro disco, Serrassônica, foi lançado em 2006 e só agora o grupo começa a preparar um sucessor – e o novo EP deve ser lançado até o fim do ano.

Quem foi, sabe como foi foda. Eu, Babee, Pattoli e Danilo usamos os 17 anos do Trabalho Sujo como desculpa para executar um velho plano – tocar toda a história da música pop em ordem cronológica desde o aparecimento do rock’n’roll, em 1955. Não precisou nem entrar nos anos 60 para engatarmos uma noite incrível, superlotando a pistinha digital da Trackers numa madrugada antológica, que com certeza terá repeteco. Terminamos às sete da matina, com a Malg registrando o registro de um #CliMatias – as minhas fotos de previsão do tempo no Instagram.

O Dan tirou umas fotos que mostram como foi o sábado passado, sente só aí embaixo:

A última encarnação do Link que comandei (em sentido horário a partir da esquerda): eu, Camilo, Thiago, Murilo, Vinícius, Carol, Filipe e Tati. sdds glr :~
Minha coluna de despedida da edição do Link. A coluna segue no caderno, toda segunda, mas desde a sexta-feira passada eu não frequento mais os corredores do sexto andar do prédio ocre perto da ponte do Limão na Marginal Tietê. Foi foda – saio com dorzinha no peito por perder determinadas convivências diárias, mas com a sensação de dever cumprido. Depois eu escrevo mais sobre isso…

Jornalismo, tecnologia, web e o que eu tenho a ver com isso
Sou feliz de trabalhar com quem trabalhei
Foi num jornal diário que comecei minha carreira e tomei gosto pelo jornalismo. A redação em que diferentes egos e perspectivas conversam e se chocam é um ambiente fantástico, circo-hospício seríssimo. Os assuntos mais pedestres trombam com as Grandes Questões da Humanidade, tudo correndo contra o relógio do fechamento, segundos contados para terminar o texto, chegar a foto, tratar a imagem, exportar a arte, pensar na página.
A primeira redação em que trabalhei tinha acabado de aposentar as máquinas de escrever e as trocado por PCs, mas não havia e-mail nem internet. Filmes eram revelados. Fumava-se na redação. Parece Mad Men, mas era 1994.
Lembro do primeiro PC com acesso à internet na redação, abandonado na sala de produção, ao lado dos computadores com matérias das agências de notícias, faxes e até uma máquina de telex. Eu era o único jornalista que me dedicava mais do que meia hora online, fuçando sites, listas de discussão e e-zines, antes de ter acesso à web em casa. Não à toa instiguei o próprio jornal a ter sua própria página na rede, ainda em 1996.
Mudei para a redação do jornal concorrente e tornei-me editor do caderno de cultura no mesmo ano em que o Napster popularizou o MP3. Foi quando percebi que internet não era só tecnologia – era cultura. Que baixar MP3 era o primeiro indício da transformação que o meio digital trazia. Não era só uma forma nova de “consumir cultura”, mas uma nova camada de experiência que atravessaria nosso cotidiano em breve.
E aconteceu: vieram os blogs, o Google cresceu, depois o YouTube, as redes sociais e o celular passou a acessar a internet. Passei por outras redações e cheguei a esta do Estadão no mesmo ano em que Steve Jobs mostrou seu iPhone. Novamente num jornal diário, mas o digital se impunha: fatos podiam ser checados online, fontes e personagens podiam ser descobertos em redes sociais, repórteres mandavam informações por celulares, todo mundo tinha e-mail, uma parte (pequena) da redação tinha blog. Ainda havia a máquina de fax e não era possível fumar no computador, mas ainda havia o fumódromo.
Quando comecei no Link, ainda editor-assistente, era relativamente fácil separar quem cobria que área no caderno. Mas os assuntos se misturaram e, ao ser promovido a editor em 2009, implodimos essas barreiras. Como passamos a escrever tanto para um caderno semanal quanto para um site diário – em vez de separar quem é do impresso com quem é do online. A mesma equipe também assumia o caderno em outras plataformas, que experimentou com as redes sociais antes do próprio jornal ter suas contas. Falamos do Twitter, do Marco Civil, do Facebook, da pirataria política e de impressão 3D antes de esses assuntos entrarem na pauta brasileira.
Mas a melhor coisa nestes cinco anos e meio de Link, que terminam nesta edição (estou deixando o Estadão esta semana) foi estar junto a pessoas ótimas, amigos dispostos a encarar desafios e a aprender, sempre de bom humor. Pessoalmente é a principal dívida que tenho com o jornal: ter trabalhado com pessoas tão fodas que vocês conhecem pelo nome e sobrenome, mas que me refiro como amigos – Filipe, Tati, Camilo, Murilo, Carol, Vinícius, Thiago, Helô, Carla, Rafa, Fernando, Ana, Fred, Rodrigo, Bruno, Ju, Lucas, Gustavo, Marcus. Juntos, transformamos não apenas o suplemento de tecnologia em um caderno central para o jornal como aceleramos a mudança na cobertura de tecnologia no Brasil. Além de termos aprendido e nos divertido muito, neste processo.
Quis o destino que meu último Link viesse na mesma semana em que o primeiro jornal que trabalhei acabou; o Diário do Povo, de Campinas, parou de circular no primeiro domingo deste mês. Mas isso não significa que o impresso irá acabar – estamos começando a ver uma transformação bem interessante no que diz respeito ao jornalismo, à tecnologia e, claro, à cultura humana. Vamos ver o que virá.
Saio da redação, mas sigo nestas páginas. A Impressão Digital segue aqui, toda segunda. Foi muito bom, aprendi muito. E não se esqueçam: só melhora.

E quando você menos espera, do nada, pinta aquela festa clássica na Trackers em que o Trabalho Sujo e o Veneno Soundsystem juntam forças para criar uma dimensão paralela de delírio sensual arco-íris de prazer e muita acabação feliz.
Desta vez o motivo da festa são os dezessete anos do meio de comunicação de ALEXANDRE MATIAS, que segura a pista digital com uma proposta épica: contar a história da música pop desde a metade do século passado até novembro de 2012 em ordem cronológica. Para isso, ele convocou os novos residentes das Noites Trabalho Sujo BABEE LEAL, LUIZ PATTOLI e DANILO CABRAL para essa maratona histórica. Quem viver, verá!
Do lado analógico, o trio MAURÍCIO FLEURY, RONALDO EVANGELISTA e PEBA TROPIKAL – bastiões dos grooves em vinil desde antes da volta do vinil virar moda – tem dupla participação especial. Pra começar, paulistano radicado em Belim GARRINCHA, especializado no suíngue tropical, traz suas bolachas pra mostrar pra gente como é que ele defende a bossa brasileira na Europa. E o crooner BRUNO MORAIS mostra sua coleção de discos num set cheio de manha.
Um sábado com tudo para ser ÉPICO!
ANALÓGICODIGITAL
SÁBADO 10 DE NOVEMBRO DE 2012
VENENO + TRABALHO SUJO (17 anos)
No som os DJs: Maurício Fleury, Ronaldo Evangelista, Peba Tropikal, Bruno Morais, Garrincha, Alexandre Matias, Luiz Pattoli, Danilo Cabral e Babee Leal.
Trackertower – Rua Dom José de Barros 337, esquina com av. São João
$25 (lista: baile@venenosoundsystem.com – só entra com nome na lista!)

Hora de começar a mudança…

Brad Pitt comprou os direitos para World War Z, o segundo livro do filho do Mel Brooks sobre zumbis, e o trailer deu as caras hoje.
Vi no Jovem Nerd.

E lá vamos nós de novo para mais uma sexta memorável, em que divido os CDJs com a musa Susan Souza, na segunda vez em que ela discoteca na vida. Em seu repertório? Hits, hits e mais hits – só músicas para fazer todo mundo chacoalhar o esqueleto sem medo de atravessar a madrugada adentro. As coordenadas pra festa são aquelas clássicas que estão tanto no site do Alberta e na página do evento no Facebook. Pra quem quiser incluir nome na lista de desconto, é só enviar para o email noitestrabalhosujo@gmail.com. A melhor sexta de São Paulo não pode parar!