
Lá vem mais um desses sites feitos para consumir seu tempo. Esta versão web da primeira fase do Super Mario 64 foi desenvolvida pelo canadense Erik Roystan Ross e você só precisa baixar o plugin Unity e pegar um pouco a manha dos controles para perder algumas horinhas repetindo várias vezes a mesma primeira fase de um dos clássicos do bigodudo. Clica aqui e bom jogo.

O jovem Jamie Xx – a parte que importa no grupo Xx – está prestes a lançar seu primeiro disco solo, depois de anos testando singles e remixes (e de gravar um disco com ninguém menos que Gil Scott-Heron, o ótimo We’re New Here). In Colour será lançado no início de junho e duas de suas faixas foram reveladas ao mesmo tempo – sendo que a primeira delas conta com a participação de sua companheira de Xx Romy Madley Croft, inclusive no belo clipe, que funciona como uma declaração de amizade entre os dois:
A outra, “Gosh”, também segue a pegada house do outro single, mas é quase instrumental (à exceção do sample que a batiza) e caminha por timbres e texturas tortuosas, mostrando que o disco vai passar por todo o espectro musical bate-estaca.
Que o cara é um geninho ninguém duvida (e as faixas acima apenas endossam isso). Vamos ver como ele expõe isso em disco.

Você já deve ter visto esse pixo preto e verde espalhado pelas ruas de São Paulo – e de outras cidades. Agora um documentário irá contar a história por trás deste misto de pixador e projeto de político, descrito por um dos produtores do filme como “um político excêntrico e utópico, cuja filosofia prega amor e sexo, ao mesmo tempo em que faz parte de uma partido de direita da igreja evangélica sendo ateu”, em entrevista ao Ideafixa. A foto, da Pizzaria Bate Papo, dá a perfeita noção da ideia de sua penetração em nosso inconsciente.

Seguindo a divulgação de seu ótimo disco de estreia, nossa querida Courtney Barnett cruzou o Atlântico para apresentar-se no programa da Annie Mac, que torna-se a principal apresentadora da BBC após a ida de Zane Lowe para a Apple. E ela sempre manda bem:

Conversei com o Tricky, um dos papas do trip hop, que finalmente põe os pés no Brasil durante o festival paulistano Nublu, que acontece neste fim de semana no Sesc Pompéia. Confira a entrevista lá no meu blog do UOL: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/03/28/tricky-como-antidoto-ao-lollapalooza/
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Se você não tem pique nem paciência para encarar as dezenas de horas e artistas que desfilam pelo Lollapalooza Brasil neste fim de semana, uma alternativa de porte menos adolescente é o Nublu Jazz Festival, que chega a sua quinta edição neste fim de semana, com apresentações em unidades do Sesc em São Paulo (no Sesc Pompeia) e em São José dos Campos.
O Nublu é um pequeno clube de jazz em Nova York que realiza festivais itinerantes na cidade, em São Paulo e em Istambul na Turquia, cidade-natal de seu seu dono, o saxofonista Ilhan Ersahin. Ele é o idealizador do evento que reúne titãs do groove do passado e novos talentos da música brasileira. Em edições anteriores desfilaram, lado a lado, nomes como Headhunters, o DJ Nuts, a Sun Ra Arkestra, Tulipa Ruiz, o trio Marginals, o baterista Karriem Higgins, Kassin, Guizado, Roy Ayers e o Marcos Paiva Sexteto, além dos projetos de Ersahin, como Love Trio e Wax Poetics.
A grande atração deste ano, no entanto, não vem propriamente do jazz. Desconhecido pelo seu próprio nome, Adrian Thaws é um dos pioneiros da cena de música urbana negra que começou a despontar em Bristol, na Inglaterra, no final dos anos 80. Entre o início do jungle e um hip hop cada vez mais desacelerado, com acento no jazz e funk dos anos 70 e larga reverência à toda a música jamaicana, esta cena deu origem ao soundsystem Wild Bunch que, influenciado pela nova cena dance do segundo verão do amor londrino, virou o Massive Attack. Adrian começou a rimar e participou do primeiro disco do Massive Attack, o clássico Blue Lines, de 1991. À época ele já assinava seus trabalhos como Tricky.
No ano seguinte deixou o Massive Attack e em 1995 lançou seu primeiro disco, Maxinquaye, batizado a partir do nome de sua mãe, e atingiu o nível dos mestres, fechando, ao lado do Massive Attack e do Portishead, a santíssima trindade do trip hop. O gênero, que evolui da desaceleração da acid house dos anos 90 e da absorção de referências mais orgânicas serviu como contraponto à cada vez mais veloz música eletrônica daquela década.
Vinte anos depois de Maxinquaye, Tricky finalmente chega ao Brasil, um ano após lançar um disco batizado com seu próprio nome, o festejado Adrian Thaws. “Sempre quis ir para o Brasil e algumas vezes quase fui”, me conta em entrevista por email. “Eu tenho muitos amigos que estiveram aí e me dizem que é um lugar incrível, por isso estou realmente animado de conhecer e descobrir. Não tenho nenhuma expectativa, série, só quero eu mesmo ver, sabe.” Uma ponte já foi feita, pois o rapper regravou a canção “Something in the Way”, que havia gravado com Francesca Belmonte no ano passado, com a brasileira Mallu Magalhães. Ele comentou sobre a parceria e seu último disco, entre outros assuntos, na entrevista abaixo.
Seu último disco tem seu próprio nome.
Sabe, eu venho usando o nome Tricky por anos e meu primeiro disco foi lançado com o nome da minha mãe, então é como se eu fechasse um ciclo, voltasse ao começo. Tirei cinco anos de folga quando fui morar em Los Angeles, então estou de volta agora. É como se fosse o próximo capítulo. Maxinquaye me pariu e também pariu a minha carreira, porque foi a base de toda a minha carreira. Minha mãe me deu, Adrian Thaws, a luz, e com isso eu fecho o ciclo e começo o segundo capítulo.
Como serão seus shows no Brasil?
Todo tipo de música, velha, nova, um pouco de tudo. Sou eu, minha vocalista Kamila Bleax, um baterista e um guitarrista.
Você gravou uma música com a Mallu Magalhães. Vai gravar mais algo com ela?
Sim, eu adoraria. Ela tem uma voz incrível. É tão… delicada. Uma voz linda. Desta vez ela me mandou os vocais, mas eu adoraria ir para o estúdio com ela. Seria ótimo.
O que você gosta na música pop atual?
Sabe, tudo é muito comercial. Mas tem um cara, Sam Smith. Eu não curto essa música muito comercializada, mas Sam Smith está trazendo a música pop de volta, dando um nome ao pop. Ele não é um Sam Cooke, não me entenda mal, não é um Bob Marley, nada desse tipo, mas ele tem canções lindas. Ele é bom para o pop, acho. Prefiro ele que o Justin Timberlake.
Eu escuto muito hip hop velho, quase nada novo. Muito do hip hop atual é música pop e eu não curto isso. Sabe, quando escuto hip hop eu não quero ouvir pop. Eu não quero ouvir o 50 Cent. Eu ouço hip hop underground, ou mais hardcore. Nunca gostei de música pop.
E como você escuta música atualmente?
Eu escuto CDs ou ouço no YouTube, com fones de ouvido. Quando escuto música, tenho que ouvir muito alto – ou com fones. Não tem meio-termo. Música pra mim é como uma conversa, é uma coisa muito pessoal.
E o que você tem achado deste novo cenário da música digital?
É bom, mas também é ruim. Por exemplo, se as pessoas baixam música de graça. Sabe, tem gente que não entende, mas é assim que você tira seu sustento, como você consegue fazer sua música. As pessoas deviam ao menos apoiar isso. Sabe, podem até baixar músicas de graça, mas então apoia de alguma outra forma, compra algumas músicas no iTunes ou coisa do tipo, sei lá…
As pessoas deviam apoiar mais os artistas. Eles têm a ilusão que os artistas estão ganhando dinheiro o tempo todo. Quer dizer, se você é enorme, você ganha sim. Mas aí, pra começar, você tem que que tocar no rádio. Eu não toco no rádio, não sou milionário nem nada. Se quiser baixar de graça, baixa a Madonna. Não é um grande problema pra ela, ela tem tanto dinheiro que não precisa. Mas artistad como eu, que colocam tudo em seu próprio trabalho, acho que deveriam ser apoiados.

Eis a primeira aparição do novo filme de James Bond, Spectre, dirigido pelo mesmo Sam Mendes que finalmente deu algum rumo à série após a saída de Pierce Brosnan, com o ótimo Skyfall. O título do filme é o nome da clássica organização secreta inventada pelo criador do personagem, Ian Fleming, como principal adversária de Bond, e esse trailer dá a entender que o personagem Franz Oberhauser, que aparece brevemente sem mostrar o rosto mas claramente interpretado por Christoph Waltz, é o grande vilão do filme.
Mas a Spectre é a organização chefiada pelo arquiinimigo de Bond, o calvo e ameaçador Ernst Stavro Blofeld. O personagem é um dos maiores arquétipos de vilões do século passado e a princípio não mostrava seu rosto, aparecendo apenas de costas ou movimentando as mãos na poltrona ao mesmo tempo em que acariciava um gato em seu colo. Por dois filmes aparecendo apenas como uma silhueta e referido apenas como “número 1” (007 – Ordem para Matar, de 1963, e 007 contra a Chantagem Atômica, de 1965), seu nome e rosto finalmente foram revelados em Com 007 só se Vive Duas Vezes, quando o ator Donald Pleasance consagrou o personagem, inspirando outros vilões, como o Doutor Evil da paródia Austin Powers e o Lex Luthor dos desenhos animados do Super-Homem nos anos 70.
Agora imagine um filme que se chama Spectre sem revelar, pelo menos, as mãos e o gato na poltrona do principal nome associado à organização criminosa? Aposto numa cena dessas perto do final do filme – ou um pouco antes (ou depois) dos créditos finais, dando a deixa perfeita para um novo filme.

Os Smashing Pumpkins já foram a banda de rock mais importante do mundo durante alguns meses dos anos 90, mas algo aconteceu entre o Siamese Dream de 1993 e o Adore de 1998 que fez a banda desabar e se tornar só um exercício de megalomania de seu líder, Billy Corgan. Escrevi um glossário sobre o grupo para o UOL para tentar entender, de forma não-linear, onde é que tudo deu errado…

Vamos encerrando esse março chuvoso com a segunda edição das Noites Trabalho Sujo deste outono de 2015, quando o mestre Luiz Pattoli recebe a querida Nathalie Folco para uma sexta-feira quente! Na pista, além de hits de todas as épocas, a dupla traz músicas recém-saídas do forno deste ano novo e aquela miscelânea de gêneros musicais que só têm como meta fazer todo mundo dançar e sorrir a madrugada inteira. A noite segue seu curso de festa mais alto astral destas bandas da cidade. Mande seu nome pra lista de desconto hoje pelo noitestrabalhosujo@gmail.com até às 19h dessa sexta!
Noites Trabalho Sujo apresenta Luiz Pattoli + Nathalie Folco
Com Luiz Pattoli e Nathalie Folco
Sexta-feira, 27 de março de 2015
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

Em algum momento dos anos 90, os Smashing Pumpkins foram a banda de rock mais importante do planeta. Mas durou pouco e logo a banda perdeu o rumo. Escrevi sobre a ascensão e queda dos Smashing Pumpkins num glossário feito para o UOL e aproveitei para comentar lá no blog uma entrevista dada por Billy Corgan na semana passada em que ele fala que a banda pode estar com seus dias contados: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/03/27/o-fim-dos-smashing-pumpkins/.

“Living the dream” é a legenda desta foto que Billy Corgan postou no Instagram dos Smashing Pumpkins https://instagram.com/p/zIW5z4n60B/
Às vésperas de se apresentar no Lollapalooza Brasil, os Smashing Pumpkins também podem estar em seus últimos dias. Pelo menos foi isso o que seu líder Billy Corgan falou à rádio peruana Oasis antes do show em Lima (em que pediu para ser chamado de William – “Meu nome não é Billy!”), na terça-feira da semana passada. “O futuro dos Smashing Pumpkins é um tanto incerto…”, disse na entrevista. “Eu já estou comprometido com a ideia dos Smashing Pumpkins até o final deste ano e depois disso eu vou ver como vai ser. Eu sinto que preciso avaliar o propósito musical dos Pumpkins, porque cada vez mais o público fica fixado no passado. Boa parte do público vai dizer que prefere as músicas dos anos 90 às músicas de hoje, mas eles não estão escutando as músicas de hoje como escutavam as de antes.” Veja o vídeo abaixo:
Escrevi uma matéria sobre a banda para tentar entender, de forma não-cronológica, o que aconteceu com os Smashing Pumpkins contando sua história em forma de glossário. Leia aqui.

Eu nem vou no Lollapalooza deste ano, mas o pessoal do UOL pediu pra que eu desse algumas dicas sobre bandas que não são conhecidas do grande público e escolhi umas bandas que vão tocar bem cedo – o vídeo tá lá no meu blog no UOL: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/03/27/o-que-assistir-se-voce-chegar-cedo-ao-lollapalooza/
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Festival tem dessas: trocentas bandas tocando desde cedo e, entre dezenas de nomes de artistas, há muitos nomes desconhecidos, iniciantes e, em muitos casos, promissores. Escolhi cinco artistas que vão se apresentar no Lollapalooza Brasil deste fim de semana para comentar na TV UOL: O Terno (foto acima), Fatnotronic, Far from Alaska, Alt-J e Boogarins.