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stephen

Usei o gancho do vazamento online do Django para falar do novo filme de Tarantino na minha coluna do Link.

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O novo filme de Tarantino e o amadurecimento digital
Formatos piratas já não satisfazem as pessoas

Assisti a Django Livre, que estreia no Brasil na sexta-feira. Era dia de Natal (data da estreia oficial do filme de Quentin Tarantino) e eu estava em uma viagem no exterior. E fui com a minha mulher ver Django numa telona. Gosto de assistir a filmes e séries na TV, já vi muitos filmes no computador, mas nada substitui o cinema para alguns filmes.

O elemento social talvez seja seu aspecto mais encantador: sentar-se no meio de desconhecidos e conduzir-se por uma viagem de sons e imagens que passaram-se na cabeça de um autor, numa sala escura. É um processo completamente diferente da literatura. No cinema, as cores, formas e sons vêm antes da mensagem e da linguagem, e a comunicação é feita por instintos puramente estéticos. Todo mundo vê e ouve a mesma coisa, mas a história é interpretada por cada espectador. E absorver essas sensações coletivamente, uma viagem cerebral cujos condutores são apenas nossos olhos e ouvidos, é uma das grandes experiências sociais que o século 20 deixou para as gerações futuras.

Prefiro assistir aos meus cineastas favoritos assim. Tarantino é um dos meus prediletos entre os vivos (ao lado dos Coen, Cronenberg, Lynch, Scorsese, Herzog e mais alguns) – e por isso cedi à expectativa e resolvi ver o novo filme em inglês mesmo. Na semana passada, no entanto, pude revê-lo em português em uma sessão para a imprensa (que é chamada de cabine), dois dias depois de uma versão screener vazar na internet.

Versões screeners são DVDs enviados a jornalistas que não podem ir às cabines. Elas não têm a qualidade técnica de uma projeção cinematográfica nem a alta definição dos DVDs comerciais. Servem para que o crítico de cinema assista ao filme antes da estreia.

No mundo do download ilegal, essas versões recebem nomenclaturas específicas. Screener, abreviado SCR, é a versão mais apresentável nas primeiras vezes em que o filme vaza online, diferente de outras categorias.
CAM, abreviatura de “câmera”, é o filme pirata mais rasteiro possível, aquele em que o pirateiro filma a tela do cinema. É a qualidade mais tosca que se pode imaginar: iluminação ruim, silhuetas de espectadores e som fora de sincronia são características frequentes. A versão TS – telesync – é um pouco melhor, pois o pirateiro pega o áudio do projetor. Em seguida vem a versão SCR, como a que vazou de Django na semana passada.

Desta vez, o rebuliço que normalmente acompanha o vazamento de obras esperadas há muito tempo – como é o caso do filme de Tarantino – não foi tanto. Parte do público preferiu esperar o filme estrear no cinema (eu estaria entre eles, se já não tivesse visto o filme). Outra parte baixou sem saber da qualidade. E um terceiro grupo preferiu esperar o vazamento de uma versão melhor, em alta definição, ripada do DVD.

O que mostra que estamos vivendo um amadurecimento digital considerável. O mesmo vale para o vazamento de discos ou para a qualidade do áudio de músicas vendidas legalmente online. Há audiófilos que se recusam a ouvir música com bitrate – que mede a qualidade da frequência – menor do que 320 kbps. Dez anos atrás, muitos estavam comemorando o simples fato de o disco ter aparecido online – mesmo que a qualidade fosse inferior ao padrão mais baixo, o de 128 kbps.

Esta mudança está diretamente associada ao tipo de equipamento que temos hoje em casa. Com esses equipamentos, aos poucos estamos exigindo mais qualidade digital. Mas temos que nos acostumar com o fato de que o digital não necessariamente exige suporte para ser consumido. Você não precisa de um DVD para ver um filme como não precisa de um CD para ouvir um disco. Falo mais disso em colunas futuras.

E assistam a Django no cinema. Alguns momentos são de pura catarse coletiva. E saber que você tem que ficar quase três horas sem poder dar pause, olhar a internet no celular ou correr para pegar algo na geladeira torna a exibição ainda mais intensa.

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Domingo agora completo mais um verão ao redor do sol e pra exorcizar o fim do inferno astral, convidei o chapa e mestre Camilo Rocha pra experiência coletiva transcendental que é a Noite Trabalho Sujo – e se você sabe da importância de Camilo para a pista de dança brasileira, pode recolher seu queixo do chão. No repertório, clássicos instantâneos e o obscuros, pérolas impensáveis e hits óbvios de todas as épocas – a trilha sonora perfeita para se acabar de dançar numa noite fria dum verão paulistano. Para chegar lá, basta seguir as dicas que estão tanto no site do Alberta e quanto na página do evento no Facebook – e os nomes para a lista de desconto podem ser enviados para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. Chega mais pra me dar os parabéns!

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Mais um que reaparece com o ano novo…

2013 promete.

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Começamos muito bem o ano no Alberta, com a Camila, do Copacabana Club, me ajudando a temperar bem a primeira Noite Trabalho Sujo de 2013 – dá pra ter uma idéia pelas fotos da Bárbara, logo abaixo. E nessa sexta eu vou comemorar meu aniversário com o Camilo Rocha, hein! Vai ser histórico!

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David Bowie 2013

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Qualquer música nova de David Bowie já seria motivo de atenção em qualquer época, mas vivemos uma década em que Bowie raramente apareceu ao vivo e, pior, à sombra do rumor de que o homem chamado estilo estaria com o pé na cova. Felizmente, no dia de seu aniversário, ele manda boas notícias – além da música nova, a insípida “Where Are We Now?”, ele lançou novo site e anuncia disco novo (The Next Day) para março.

A música não é grande coisa, mas quem se importa… É o Bowie de novo.

Vazou o Django

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Interrompo a contagem regressiva das melhores músicas de 2012 para avisar que o filme novo do Tarantino já está circulando com boa qualidade online. No entanto, recomendo assisti-lo primeiro na telona…

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Na minha primeira coluna no Link em 2013, aproveitei para falar da maior feira de tecnologia do mundo – e como ela está deixando de ser importante.

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O ano em que a CES deixa de ser o maior encontro da tecnologia
Feira parou de emplacar tendências

Todo ano é sempre assim: começa janeiro e lá vem a Consumer Electronics Show (CES) – alardeada aos quatro cantos como “a maior feira de tecnologia do mundo”. E os olhos do planeta se voltam para Las Vegas, quando as principais empresas desta área exibem seus lançamentos para o recém-iniciado ano. Alguns estão na fila para chegar ao mercado, outros são protótipos de tecnologias que ainda vão se tornar mais baratas, outros tantos foram lançados às pressas apenas para fazer frente à concorrência.

Ao começar o ano do mercado de tecnologia com o dedo na tomada, a CES bate o bumbo para reforçar sua importância. Há uma esperteza estratégica no fato de o evento acontecer em janeiro. O mês é tradicionalmente morto no que diz respeito a notícias em geral, e até março a pasmaceira noticiosa na área de tecnologia é clássica.

Acontece que, há alguns anos, a feira perdeu a importância que tinha. Muitos podem apontar a edição de 2012 como o grande termômetro desta mudança. Foi a última vez que a Microsoft participou do evento; a CES 2013 não contará com os lançamentos da empresa que popularizou o Windows e a computação pessoal. A saída da Microsoft, no entanto, não é o primeiro sinal de que a feira já não é o que era; mas sim, o derradeiro.

Há outras razões que ajudam a chegar a este diagnóstico. Para começar: pelo menos há dois anos, não há uma grande tendência que toda a indústria se reúna para celebrar. Antes, toda CES era pautada por uma grande novidade que se desdobrava em diversos aparelhos. Foi assim com as telas de toque, com as telas de plasma e de LCD, com os smartphones antes e depois do iPhone, com os notebooks, etc.

Desde 2009, logo após a crise financeira que atingiu os EUA, a CES não consegue emplacar sua grande tendência. No ano seguinte, tentou dizer que o futuro eram os aparelhos 3D, mas as pessoas não estavam tão interessadas nisso. A CES 2011 teve um monte de clones do iPad, mas nenhum deles conseguiu fazer frente ao tablet da Apple.

As tendências desta nova edição da CES são bem esparsas e soltas. Há apostas em relação à saúde monitorada por aparelhos, discussões sobre “a segunda tela” (a relação do celular com a TV e com o computador), muita ênfase em carro e casa conectada e pouca referência a um novo tipo de produto, a algo que faça o mercado e os consumidores acompanharem o que acontece em Las Vegas para saber qual será o grande produto que precisa ser comprado em 2013. Pode ser um eletrodoméstico, um televisor, algum acessório para o carro… Tudo girando ao redor da internet.

E é a rede um dos motivos que me parece ter esvaziado a importância da CES. Graças à popularização em massa da internet durante a década passada, os aparelhos perderam sua importância para os serviços oferecidos online. E os grandes deste cenário estão mais preocupados em fazer seus próprios eventos do que em participar de feiras em que fabricantes de todo mundo mostram suas máquinas. Afinal, por que montar uma barraquinha do Google ou o do Facebook num evento gigante?

O segundo motivo também está ligado à internet, mas passa pelos telefones celulares – que, há menos de uma década, agem como pequenos computadores de bolso com acesso à rede. Os telefones móveis hoje são os principais objetos de desejo do consumidor de tecnologia (competindo de perto com os tablets) e há pelo menos cinco anos estes produtos se encontram em outro grande evento, realizado dois meses depois, do lado de lá do Atlântico, em Barcelona, na Espanha.

O Mobile World Congress cresce mais a cada ano e não duvide que sua edição de 2013 seja mais popular – e faça mais barulho – do que a CES deste ano.

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Esta é a primeira coluna do ano novo, por isso não posso deixar passar a oportunidade de desejar um feliz 2013 para todos que acompanham o Link. O ano promete!

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Mallu, por sua vez, vem saindo de sua casca indie e começa a explorar as possibilidades da canção até para além da influência de Marcelo Camelo, inevitável muso e influência de seu terceiro disco, Pitanga. “Me Sinto Ótima”, ainda sem disco e lançada num programa da MTV brasileira, mostra que ela vem ouvindo muita MPB dos anos 70 – Jards, Erasmo, Clube da Esquina, Rita Lee – e é prova de que a menina ainda tem muito o que mostrar.

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Como foi de feriado de ano novo, conseguiu descansar, tudo certinho, São Paulo tá ótima nessa época, esse frio não tem nada a ver com verão e… sexta-feira é dia de Noites Trabalho Sujo, que retomam seus trabalhos este ano com a ilustre presença da vocalista do Copacabana Club, Camila Cornelsen – a Cacá – que divide os CDJs comigo para receber 2013 em 220 volts, puro verão pop! Para não se perder, é só seguir as coordenadas no site do Alberta e na página do evento no Facebook. E é claro que rola de incluir nome na lista de desconto, claro. É só mandar o seu nome e os de seus amigos o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. Vamos começar bem o ano?

Retrospectiva 2012

75-2012

Vamos recapitular as melhores músicas e discos de 2012? Começando pelas 75 melhores músicas de 2012.