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Destaque

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Eis o primeiro sinal de vida do disco de estréia do projeto paralelo de Thom Yorke, Atoms for Peace. “Judge Jury and Executioner” (ouça-a abaixo) faz parte do disco Amok, que dá as caras para o resto do muno no mês que vem. Além de Yorke, o Atoms for Peace ainda conta com o Flea dos Red Hot Chili Peppers, o produtor Nigel Godrich, Joey Waronker que toca com o Beck e o percussionista Mauro Refosco.

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sandman

E na trilha sonora do documentário Cure For Pain – The Mark Sandman Story (veja o trailer abaixo) a faixa “Brazil” traz uma canção cantada em português em que ele fala sobre o nosso país e o que aprendeu no Rio de Janeiro. Ele foi líder do Morphine, uma das bandas mais foda dos anos 90 (embora completamente alheia à cena barulhenta da época), que contava com um saxofonista (que muitas vezes tocava dois saxes ao mesmo tempo), um baterista e o próprio Sandman, balbuciando palavras com sua voz grave enquanto tocava um baixo com duas cordas. “Low rock”, rotulava o próprio grupo, que só terminou porque Sandman sofreu um ataque cardíaco fulminante em pleno palco durante um show em Roma, em julho de 1999. Uma das histórias mais peculiares daquela época.

Dica do Bela.

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É real.

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E não dá pra desver!

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E por falar em gringo cantando em português, e essa versão que o Charlie Sheen – ao lado da bela Katheryn Winnick – gravou para o clássico brasileiro internacional “Águas de Março”? A música tá no próximo filme do Roman Coppola, A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III.

Vi na Rolling Stone. E se você tem mais de 30 anos, é inevitável lembrar da versão do Cibo Matto, com o baterista do Jon Spencer Blues Explosion Russell Simins fazendo o vocal de Tom Jobim enquanto Miho Hatori faz a de Elis. Classic:

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Ah, a festa do sábado passado… Só quem foi sabe. As fotos do Dan, abaixo, só dão uma idéia…

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hexasujo

Já estou ficando mal acostumado – todo ano começa com a votação de melhores do ano anterior feita pelo Scream & Yell. A de 2012 acabou de sair e entre os vários primeiros lugares apresentados lá estã o meu Trabalho Sujo mais uma vez entre os melhores blogs do ano – e pela sexta vez em seis anos consecutivos! Desta vez ficou engraçado, porque, ao juntar blogs e sites na mesma categoria, o Sujo ficou na frente do Twitter, do Facebook e do Buzzfeed. Me resta agradecer a confiança de quem me colocou neste posto e manter mais uma vez o compromisso de fazer o melhor blog do Brasil. A íntegra da votação (bem como os votos de cada um dos 119 votantes) pode ser conferida lá no S&Y.

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Não conheci Jean-Yves pessoalmente, ao contrário da grande maioria de jornalistas que escreviam para a Bizz, uma das minhas cartilhas nesta profissão. Seus textos, por outro lado, estavam entre os principais no período anterior à chegada da geração anos 90 à redação, dois períodos tidos como auges da revista, por duas gerações diferentes, e ele era um dos poucos a defender a importância histórica dos Beatles num período em que isso não era bem visto (a versão em CD da discografia do grupo, por exemplo, só foi aparecer em 1987, 88…) e lembro ter comprado o Orange & Lemons do XTC, que até hoje é um dos meus grandes favoritos pessoais, depois de ler uma crítica entusiasmada daquele crítico de nome francês na revista. Minha memória até pode estar me traindo e eu posso estar misturando as autorias, mas o fato é que a forte presença de Jean-Yves neste período da revista é contrastante com sua ausência digital. Ao ficar sabendo de sua morte, ocorrida nesta terça-feira e noticiada por sua filha através do Facebook do Alex Antunes (outro que escreveu nestes ditos auges da publicação – mas este eu conheci!), fiz uma busca atrás de informações sobre o crítico e nem mesmo fotos de Neufville eu encontrei. Apenas este minúsculo retrato em seu perfil no Facebook:

JeanYvesdeNeufville

Mais tarde o Sérgio Martins lamentou via Twitter e o Dodô foi atrás de sua coleção de Bizz para desenterrar a capa com o Cure feita pelo velho Jean-Yves, que acompanhou a mítica primeira turnê do grupo de Robert Smith no Brasil e pode descrever, faixa a faixa pela primeira vez no mundo inteiro, como era seu novo disco, Kiss Me Kiss Me Kiss Me. Podem justificar esta ausência dizendo que crítico de música pop ou jornalista que cobre música não têm a importância que outros tipos de crítico ou jornalista, mas não deixa de ser lamentável a ausência digital da obra de Neufville. Vamos torcer para que, pelo menos depois de sua morte, sua obra ressurja.

(PS – E se alguém souber sua data de nascimento exata, agradeço a informação)

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E a festa da sexta passada – com as De Puta a Madre Babee e Renata no comando da pista – tinha gente saindo pelo ladrão e as fotos feitas pela Bárbara, abaixo, não me deixam mentir. E pra essa sexta-feira convidei dois cariocas – Bruno Correia e Tiago Lyra – pra quebrar tudo no aniversário de São Paulo. Vai ser fueda!

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Você sabe porque a imagem da capa de Rubber Soul, o álbum de 1965 que funcionou como o primeiro passo dos Beatles rumo ao amadurecimento, foi distorcida sem querer, né? Paul McCartney conta essa história no Anthology:

A novidade é que agora apareceu a imagem original, em versão endireitada:

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Não é melhor que a capa original, mas é uma senhora foto. Vi aqui.

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Duas usinas de força centrais na atual cena musical de São Paulo, Kiko e Thiago abriram 2013 disponibilizando gratuitamente duas sessões que fizeram em momentos diferentes, numa só os dois tocam sem parar, noutra, são acompanhados pela batera de Sérgio Machado. Dá pra baixar lá no site do Thiago e… boa viagem.