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ItsPaper

Pingo van der Brinkloev fez esses pequenos loops de cenas cotidianas animadas por computador – “nenhuma árvore foi machucada para a realização deste filme”, ele brinca no vídeo, pois tudo que você vê em seu curta It’s Paper foi feito digitalmente:

blade+runner+noir

É evidente a influência do cinema noir em Blade Runner, mas o usuário do YouTube Chet Desmond levou essas referências ao extremo, ao recriar o trailer do filme de Ridley Scott como se ele fosse feito nos anos 40. Saca só:

Perdoem-me pela tira estar em inglês, mas Essa intromissão no seu dia-a-dia (agora com a tradução feita pelo Fernando, logo abaixo) vale:

calvin-dead-bird

– Olha, um pássaro morto!
– Ele deve ter se chocado na janela.

– Ele não é bonito? tão delicado.

– Poxa… só quando é tarde demais que você aprecia o milagre que é a vida.

– Você percebe que a natureza é impiedosa e nossa existência é muito frágil, passageira e preciosa.

– Mas pra seguir em frente com seu dia a dia, você não pode realmente pensar sobre isso.

– E provavelmente é por isso que todos presumem tudo como algo garantido e agimos sem refletir.

– É bem confuso.

– Suponho que tudo isso fará sentido quando crescermos.
– Sem dúvidas.

Se alguém quiser traduzir, é só postar nos comentários que eu colo aqui em cima. Ela é uma de uma lista de várias tiras sensíveis de Bill Watterson reunidas pelo Buzzfeed dia desses.

Barcelona 2013

sagrada-familia

O fotógrafo russo Alexandr Kravtsov reuniu 24 mil fotos em um time lapse de Barcelona que nos lembra rapidamente porque a cidade catalã é tão encantadora.

labirinto

A banda paulistana Labirinto se apresentou em Ljubljana, Eslovênia e o vídeo abaixo, produzido pelo coletivo local Channel Zero, pega o finzinho da apresentação deles no primeiro semestre desse ano.

Coisa fina. Se você não sabe o que é pós-rock mas curte rock progressivo, vai na fé.

sussa02

O dia amanheceu claro, o sol ameaçando sair e o céu bem mais azulado que nos últimos dias – ótimos sinais para uma grande SUSSA hoje à tarde. Você sabe que agora, além das Noites Trabalho Sujo, estou investindo nas Tardes Trabalho Sujo – e o clima é mais pra conversar e passar o dia do que se acabar de tanto dançar. Pelo contrário – a discotecagem aqui é mais trilha sonora para viagens introspectivas (às vezes, a dois) do que o fio condutor de êxtases em fúria, por isso espere mais músicas para ver o tempo passar, indo de modinhas indies a chill outs futuristas, passando por velhos clássicos dos anos 70 e soul music derretida. Desta vez a SUSSA acontece na Casa do Mancha – como o Neu, um lugar tranquilo e familiar para ver o cair da tarde entre pessoas queridas. No som, eu, Danilo e Klaus recebemos o trio curitibano Sweet Grooves, que traz seu mix de future bass, R&B e new dubstep pra Casinha. Bruno também repetirá seus elogiados burguers, com opção inclusive pra quem não come carne, e o Mancha traz todo o cardápio de seus já tradicionais drinks à mesa. A festa começa às 16h20 e vai até a noite começar a engrenar e não se esqueça de tirar dinheiro, pois a Casinha não aceita cartões. Vamo lá…

SUSSA – Tardes Trabalho Sujo
Domingo, 13 de outubro de 2013
Casa Do Mancha
R. Felipe de Alcaçova – Pinheiros. São Paulo.
Telefone: (11) 3796-7981
ATENÇÃO: A casa não trabalha com cartão, apenas dinheiro.
Ingresso: R$ 20
Horário: a partir das 16h20

banksy-ny-meat-packing

E a presença de Banksy na maior cidade dos Estados Unidos começa a sair das paredes (que já começam a virar fonte de renda para flanelinhas de grafitti, vejam só): no fim de semana passado ele fez um caminhão circular com um oásis na carroceria (veja a foto lá embaixo) e ontem ele botou outro caminhão para circular pelo Meatpacking District – e chamou esta obra de Sirens of the Lambs.

banksy-ny-meat

Veja o vídeo:

Na semana passada o inglês pintou outros muros e ainda divulgou um vídeo direto do Oriente Médio, veja abaixo:

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Depois de quinze anos, a banda liderada por Jeff Mangum voltou à ativa num show ontem em Baltimore, nos EUA, que deu início a uma turnê mundial que só termina no ano que vem (se tudo der certo, os vejo em maio do ano que vem). O diretor Lance Bangs pegou o setlist e postou em sua conta do Instagram:

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Demais, demais.

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Eu sei, foi um dos principais assuntos da semana passada, mas quero sublinhar aqui. O escritor mineiro Luiz Ruffato foi o primeiro brasileiro a discursar na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, o maior evento do mercado editorial mundial. No evento, que começou na terça passada, o Brasil entrava com louros de homenageado. Mas Luiz não se fez de rogado e emendou um discurso emocionante e épico, arregalando os olhos dos gringos para a série de problemas que ainda nos afligem no Brasil. Um discurso excessivamente sóbrio e sem eufemismos, que expôs didaticamente – e com números – o rosário de preconceitos, violências e abusos que convivemos diariamente no Brasil, mas com um tom essencialmente otimista, apesar do peso das palavras usadas. Um discurso parente da recente fala do presidente uruguaio José Mujica na Assembléia da ONU.

A velha guarda chiou: Ziraldo gritou, ao final, que ‘não tem que aplaudir! Que se mude do Brasil, então” e Nélida Piñon desconversou que ‘adoto a postura de não criticar o Brasil fora do país, assim como não critico meus colegas”. Conversa fiada. É importante que saibam que, por baixo do chapéu tutti-frutti de país exótico latino-americano e por trás dos olhos injetados de ódio que parecem clamar pela guerra civil há um país muito complexo, cheio de camadas contraditórias e mantido sob a rédea de uns poucos que, à medida em que veem a sociedade crescer, apertam o cabresto com medo das mudanças. E é isso que Ruffato fez em seu discurso, que republico abaixo, com trechos em vídeo registrados por Tânia Maria Rodrigues-Peters. Um texto obrigatório para todos que se interessam minimamente pelo Brasil – e que já tem seu lugar na história pela coragem, postura e mensagem. Faça-se o favor de ler este texto abaixo:

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albumcoversbykids-talkingheads

albumcoversbykids-flips

Idéia simples e massa: o cara começou a postar versões que duas crianças (Tim e Samantha, presumo que seus filhos) faziam para capas de discos conhecidos (uns clássicos, outros nem tanto) e aos poucos começou a receber colaborações. Quero ver aparecer uma versão brasileira. Tem mais aí embaixo:

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