Trabalho Sujo - Home

Destaque

foto: Helena Yoshioka

Ficamos bem surpresos com a primeira Noite Trabalho Sujo no Neu – e a pista também curtiu, como dá pra ver pelas fotos da Helena, abaixo:

Continue

Daft cubo

Daft-Punk-Cubo

Ok, pra descontar essa, vamos a um clássico via cubo mágico:

noites_neu

Enquanto o Alberta #3 não abre, deslocamos excepcionalmente a Noite Trabalho Sujo para uma edição especial no Neu Club. Nos CDJs, os mesmos suspeitos de sempre: Alexandre Matias, Babee, Danilo Cabral e Luiz Pattoli levam hits de todas as épocas para fazer todo mundo dançar até as pernas não aguentarem mais de tanto doer. Vamo lá? Dessa vez não tem lista! É só chegar!

Noites Trabalho Sujo @ Neu
Sábado, 19 de outubro de 2013
Neu Club
Rua Dona Germaine Burchard, 421 – Água Branca. São Paulo
até 0h: R$15 entrada ou R$40 consumação
após 0h: R$25 entrada ou R$60 consumação
Horário: a partir das 23h

As duas bandas se encontraram outro dia e brincaram com a possibilidade de se fundir num só grupo.

chromeo-haim

Tudo bem, é uma brincadeira. Mas ao mesmo tempo é uma baita idéia foda! Imagine…

free-your-mind-remixes

Às vésperas de lançar seu novo disco, o Cut Copy já começou a antecipá-lo com um par de remixes, um deles feitos por ninguém menos que o senhor Spiritualized – J. Spaceman virou a faixa do avesso, arrancando as camadas dance originais e substituindo-as por demãos de texturas noise elétricas e eletrônicas, além de sussurrar a principal frase do refrão com seu timbre hipnótico. Heavy stuff.

Além deste, outro remix anterior ao disco é o do trio londrinho Fort Romeau sobre a mesma faixa. Mais etéreo que o original, se alicerça na dance music dos anos 90 para abordar a faixa sem usar os vocais. Mais convencional, embora valha a audição, abaixo:

Continue

rambleon

Que tal ouvir uma música de suas bandas favoritas isolando as partes tocadas por cada músico? Se liga nessa “Ramble On” aos pedaços. Primeiro só o violão:

Agora só o vocal:

Só o baixo:

Veja os outros instrumentos separados abaixo – além da versão completa:

Continue

tame-impala-2013

Cheguei em cima da hora, peguei uma fila gigantesca (dava até a 23), entrei e o show já tinha começado, nem cogitei ficar embaixo e subi para o mezanino do Jóia. O som tava baixo, mas aumentou logo em seguida e a partir daí… Kevin Parker nos conduziu a um delírio sônico em technicolor que, ao mesmo tempo que apontava para o cânone clássico da psicodelia dos anos 60, abria novos horizontes para a lisergia sonora que conduzia a partir de sua guitarra.

Descalço e muito mais seguro de si do que quando apresentou-se no Brasil há um ano (quando Lonerism ainda nem havia sido lançado e só duas músicas do disco haviam aparecido online, “Apocalypse Dreams” e “Elephant”), Parker tem plena certeza dos rumos que quer levar e conta com músicos tinindo pra isso. Jay “Gumby” Watson (que tocava bateria e foi pra guitarra e sintetizadores) e Dominic Simper (baixista no início da banda e hoje nas guitarras e teclados) funcionam como sombras de Kevin, ecoando solos, riffs e texturas sonoras que o líder da banda joga no ar. Os dois novatos da cozinha, o baixista Cam Avery, que entrou no semestre passado, e o baterista Julien Barbagallo, que entrou no ano passado, fazem tudo funcionar com esmero, forçando os limites de seus instrumentos sem precisar apelar pro virtuosismo – Cam passeia pelas belas linhas de baixo compostas por Parker com tranquilidade enquanto Julien equilibra-se nas viradas lentas como um Ian Paice ou um Ginger Baker.

Mas todos trabalham por Kevin, que mesmo tento espasmos de deus do rock – erguendo a guitarra bem no alto, rodopiando, fazendo poses com o instrumentos – é um moleque que passeia feliz pelo céu de diamantes que resolveu habitar. Sem surpresas no repertório, ele esticou músicas em jam sessions memoráveis, intercalou fraseados com espasmos sonoros que fizeram o público no Jóia ficar de queixo caído. Ele adorou a audiência (que cantarolou riffs e solos), além de elogiar o fato da platéia saber a letra de todas as músicas. Um show memorável, mas que parece ser apenas o começo de uma carreira brilhante.

Fiz uns vídeos abaixo, saca só.

Continue

boogarins-jairnaves

A melhor nova banda psicodélica brasileira faz seu primeiro show em São Paulo esta noite, no Beco 203, e eu discotecarei antes e depois do show. Na mesma noite tem o Jair Naves. Vamo aê? Se liga que o Boogarins é o mais próximo de um Tame Impala que há no Brasil hoje (não à toa discotecaram antes do show de ontem) – e os shows serão pontuais: Boogarins às 21h30, Jair Naves às 22h30. Maiores informações na página do evento no Facebook.

É hoje!

tamimpala-00
tamimpala-08
tamimpala-07
tamimpala-06
tamimpala-05
tamimpala-04
tamimpala-03
tamimpala-02
tamimpala-01

Quem vai?

criolo-2013

E Criolo, como quem não quer nada, lançou duas músicas numa mesma tacada. “Cóccix-ência” (abaixo) já era conhecida dos shows, mas “Duas de Cinco”, com suas superposições pós-tropicalistas (“Um governo que quer acabar com o crack / Mas não tem moral para vetar comercial de cerveja / Alô, Foucault / Cê quer saber o que é loucura? / É ver Hobsbawm na mão dos boy / Maquiavel nessa leitura”) e seu belo sample de Rodrigo Campos, aponta para um segundo disco mais tenso e menos manhoso. Um bom recado sobre o que pode vir adiante:

Resta saber se esperamos ainda pra 2013 ou se já ficou pra 2014.

Continue