
A história do encontro de Paul McCartney com Fela Kuti é bem conhecida de quem acompanha do artista nigeriano, mas aproveitando a proximidade de seu aniversário – que cada vez mais ganha contornos de celebração global -, o próprio Paul McCartney se dispôs a contar sua versão para o causo:
E essa comemoração acontece tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. A anual Festa Fela paulistana acontece no Centro Cultural Rio Verde, com a presença do Bixiga 70 (afinal, a banda praticamente nasceu para tocar numa Festa Fela dois anos atrás) e discotecagens do Ramiro e do Vini, do Radiola Urbana, da DJ Haru, e de Fred e Tiago Z, do NaveGroove. Enquanto, no Rio, o Fela Day acontece mais uma vez no Circo Voador, com show da Abayomy Afrobeat Orquestra com participação do Otto e do BNegão, além de discotecagem do Lucio Branco e Zé McGill, da Festa Makula.
Groovezeira!

Johan Kugelberg escreveu o livro Enjoy the Experience sobre um estranho efeito colateral do sucesso da indústria do disco na segunda metade do século passado, quando fábricas de vinil ofereciam às pessoas comuns a possibilidade de gravar seu próprio disco. E ao oferecer a mídia sem dar suporte artístico – não eram gravadoras, e sim fábricas de disco -, essa atividade deu origem a mais de uma geração de artistas amadores que não fizeram-se de rogados e gravaram seus próprios LPs, por mais estranhos, toscos e sem sofisticação parecessem. No livro recém-lançado, seu autor compila capas e histórias inacreditáveis de pessoas sem inclinação nem talento, mas dispostas a deixar sua marca na história da música pop. Abaixo, uma matéria que a BBC fez sobre este livro:

Pausa para uma notícia sobre celebridade.
Mas, fazer o que, se essa celebridade é uma gata fritando na praia? Eu acho é pouco…

Porra, Vaticano!

Mr. Oizo robotizou total o novo single da dupla de Montreal.

O Tiago já vem me falando há um tempo da neozelandesa Lorde – e depois desse clipe vi que merece mesmo atenção. Assim, repasso a boa vibração pra sexta-feira adiante.

Sir Paul McCartney deu o ar de sua graça em pleno Times Square, em Nova York, pegando turistas e transeuntes de surpresa, para promover seu disco New num show-relâmpago.
Dica do Pedreira (valeu!).

Alexander Skarsgård (o vampiro Eric da série True Blood) faz um papel de um líder de culto no clipe da faixa hippie-dance (tem um quê de KLF…) que parece dar o tom do próximo disco do Cut Copy, “Free Your Mind”.

Começou hoje no MIS a exposição Stanley Kubrick, que já passou por cidades européias e norte-americanas reunindo parte considerável do acervo do maior diretor de todos os tempos. Conversei com a viúva de Stanley, Christiane Kubrick, na edição atual da Galileu.
Dentro da cabeça de Kubrick
Exposição definitiva sobre gênio autor de clássicos como 2001, O Iluminado e Dr. Fantástico chega ao Brasil

JÚPITER E ALÉM: Stanley Kubrick em um dos cenários da obra-prima 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968)
O excesso de detalhismo do diretor Stanley Kubrick (1929-1999) em suas produções é tão célebre quanto suas obras-primas. Ele experimentava novidades técnicas com a mesma obsessão que se aprofundava nos temas que queria abordar. Ele fez a atriz Shelley Duvall repetir a mesma cena 127 vezes nas gravações de O Iluminado (1980), para que ela atingisse o nível de desespero que havia imaginado na atuação. Estudou combinações de lentes e câmeras para filmar cenas apenas à luz de velas em Barry Lyndon (1975).
São feitos míticos e ousadias de produção que, ao lado de filmes que sempre entram nas listas de melhores de todos os tempos, o transformaram em uma das personalidades mais complexas da história do cinema. Seu acervo póstumo é uma coleção infindável de caixas que, em 2004, foram transformadas na exposição definitiva sobre o trabalho do diretor. Chamada apenas de Stanley Kubrick, ela já passou por várias cidades europeias e chega ao Brasil a partir de 11 de outubro, ficando em cartaz até o dia 12 de janeiro do ano que vem no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.
A exposição foi organizada pelo alemão Hans-Peter Reichmann com o aval da viúva de Kubrick, Christiane, que conversou com GALILEU por e-mail. “Tive receio no início, mas Hans-Peter Reichmann, do Instituto de Cinema de Frankfurt, me convenceu que a enorme quantidade de material de Stanley foi guardada para um propósito”, explica a ex-atriz, que Kubrick conheceu nas gravações de Glória Feita de Sangue.
“A maior dificuldade foi decidir o que ficaria de fora”, continua a senhora Kubrick. “Seria ótimo mostrar a técnica de projeção de frente que foi usada na sequência A Aurora do Homem, em 2001 — Uma Odisseia no Espaço, em escala original, desenvolvida pelo próprio Stanley, mas isto exigiria muito espaço e dinheiro.” Além dos materiais dos filmes — que incluem o boneco-bebê usado em 2001, a maquete da sala de guerra de Dr. Fantástico e o figurino de Laranja Mecânica, entre outras joias —, a exposição ainda trará parte da pesquisa de Kubrick para filmes que não realizou, como Arian Papers, Napoleon e Artificial Intelligence. O MIS também planeja exibir os clássicos de Kubrick enquanto a exposição estiver em cartaz.
Abaixo, algumas fotos da abertura da exposição e o microvídeo que fiz quando pude ver a mostra em Paris.

Damon Albarn esteve no programa de Dermot O’Leary na BBC 2 no fim de semana e entre as entrevistas que fez com Idris Alba (o Stringer Bell da série The Wire) e o baixista do Clash (e colaborador assíduo de Albarn) Paul Simonon, tirou da manga uma inédita do Gorillaz que ele gravou com a Orquestra Nacional da Síria nas gravações do disco Plastic Beach. A curta faixa instrumental, batizada de “Whirlwind”, no entanto, não garante que ouviremos mais material inédito da banda este ano…