
O blog Design on the Rocks resolveu dar uma mão pra galera que fala nomes de produtos estrangeiros com a pronúncia errada. Saca só:

Lá no blog tem mais.

Morissey já era conhecido como um dos principais fãs de punk rock de seu país mesmo antes de criar os Smiths. Ele foi líder do fã-clube do New York Dolls antes mesmo do punk começar, foi aos shows das bandas punk norte-americanas que passaram pela Inglaterra no final dos anos 70, e escrevia cartas para os semanários ingleses defendendo a causa e a estética punk. Por isso não é tão estranho quando ele anunciou, através do site de fãs True to You que havia recebido um convite dos empresários do espólio dos Ramones para que ele organizasse a próxima coletânea do grupo que será lançada pela Rhino. Pela capa, acima, dá pra ver que não será uma coletânea como as outras… Vi no Consequence of Sound, que ainda linkou esse vídeo com o senhor Morrissey comentando o impacto inicial do gênero:

Syro, o primeiro disco de Aphex Twin em 13 anos, chega às lojas de disco no Japão no dia 22 de setembro. É a data mais precisa em relação ao lançamento do novo disco de Richard D. James e, ao mesmo tempo em que isso foi anunciado, adesivos com o clássico logotipo apareceram espalhados por Tóquio, como mostra o blog Ikimasho.
Mas o acaso deu um estranho caminho das pedras para o fã Jason Donervan, que fez um vídeo reunido os diferentes logotipos que foram aplicados com estêncil pelas calçadas de Nova York com uma música chamada “Manchester Track” que muitos cogitam ser a primeira faixa do disco, batizada de “minipops 67 (source field mix)”.
E ao subir o vídeo no YouTube ele recebeu a seguinte notificação, a partir do sistema de reconhecimento de músicas feito pelo site:

Em outras palavras, o YouTube reconheceu que a faixa usada como trilha já teve seus direitos autorais requisitados pela gravadora Warp (a casa de Aphex Twin) e é uma canção sem título, numerada como 1. Jason seguiu seu instinto e subiu mais uma música:
Nova notificação:

Desta vez é a faixa 2. Mais outro vídeo:
Outra notificação.

É a faixa 10. E aos poucos vamos desvendando o mistério do disco novo de Aphex Twin. Mas ainda tem mais, vamos acompanhar…

Nesta quinta-feira, o grupo Single Parents revisita o disco Rather Ripped, do Sonic Youth, nem show na Serralheira (mais informações aqui). Como aperitivo, um vídeo com apresentação da banda tocando a clássica “Incinerate”.

O cartunista islandês Hugleikur Dagsson resumiu o tal livro sagrado em alguns quadrinhos.

A sempre querida dupla sueca JJ lança mais um single de seu disco novo – e, mais uma vez, em vídeo – e resolvem brincar de índio…

Ninguém esperava que Ridley Scott já tivesse com tudo pronto para fazer a continuação de um de seus poucos grandes filmes, Blade Runner. Mas foi o que ele disse à Entertainment Weekly esta semana – que ele não só tem o roteiro pronto (coescrito ao lado de Hampton Fancher, o roteirista que o ajudou a transformar o livro de Philip K. Dick no filme de 1982, e Michael Green, o mesmo de, er, Lanterna Verde, como quer a participação de Harrison Ford na nova versão. A idéia é mais pavorosa do que propriamente boa, mas há uma visão menos pessimista para a notícia.
Afinal, Prometheus, prequel da série Alien que Scott lançou em 2012, talvez seja o melhor filme de Ridley Scott em décadas. Ele é um cineasta dono de um punhado de filmes perfeitos que viveu o resto da vida fazendo superproduções hollywoodianas disfarçadas de filmes sérios que são verdadeiras bombas campeãs de bilheteria – e só. Hannibal, G.I. Jane, 1492, Thelma e Louise, American Gangster, Gladiador, Robin Hood, Black Hawk Down são filmes esquecíveis (bem) vendidos com a capa do diretor de Os Duelistas, Alien e Blade Runner. Os poucos bons filmes que fez depois dessa tríade (Chuva Negra, Os Vigaristas e… qual mais?) não seguram uma reputação construída com muitos efeitos especiais e ufanismo norte-americano. Mas ao retomar um de seus filmes icônicos, contando a história que antecedeu o primeiro filme Alien em Prometheus, Scott fez finalmente as pazes com a ficção científica (está produzindo um filme sobre um astronauta esquecido em Marte chamado The Martian, com Matt Damon) e produziu um filme muito superior à sua média, que é mais baixa que de seu irmão recém-falecido Tony Scott. Quem sabe voltar ao universo dos replicantes de Philip K. Dick possa reacender alguma chama de criatividade neste que já foi um mestre contador de histórias e hoje é só um Michael Bay mais refinado.
E se o filme for uma merda, sempre teremos o Blade Runner original…

A banda que Marcelo Camelo e Mallu Magalhães fizeram já está com disco online, dá pra ouvir na playlist abaixo:
Disquinho simples e bonito.

Às vésperas de lançar seu primeiro disco solo, batizado apenas de Animal, Adriano Cintra descolou uma de suas novas faixas para o Trabalho Sujo. “Duda”, cuja letra é da Gaby Amarantos (!) e a produção é do Bo$$ in Drama, segue a linha das canções que já vem mostrando ao vivo – e além dos dois pés nos anos 80 ainda cita Ira! no refrão – além de fazer alusão à capa, com Adriano vestido de flor:
Ele segue fazendo shows (amanhã tem outro) e aos poucos chega a um formato definido ao vivo: “Testei alguns formatos e agora toco guitarra e teclado além de cantar. Descobri que é mais fácil cantar tocando alguma coisa junto”, contou por email, comparando ao início dessa nova fase que começou com um show numa Sussa em que ele apenas cantada (veja os vídeos aqui). O disco sai em outubro pela Deck, mas não há definição sobre o show de lançamento, que deve ter algumas participações especiais, como o disco (que conta com letras de Odair José e Guilherme Arantes). “Nem pensei ainda sobre o show de lançamento, primeiro preciso saber a data do lançamento do disco”, continua. “Sobre participações, queria chamar o Flausino, o Frejat e a Ke$ha pra cantar. E o Guilherme pra tocar piano. E a Shakira pra dançar”.

Já falei aqui do Russo Passapusso, do Baiana System, que está prestes a lançar seu primeiro disco solo. O disco sai nesta terça-feira em seu site oficial, o russopassapusso.net, mas rola um aperitivo exclusivo aqui pro Trabalho Sujo antes do disco aparecer, a faixa “Anjo”. Paraíso da Miragem foi produzido por Curumin, Zé Nigro e Lucas Martins – que é a mesma banda que o acompanha ao vivo, acrescida de Saulo Duarte (guitarra), Edy Trombone (trombone) e Maurício Badé (percussão) – e tem participações de BNegão, Anelis Assumpção, Marcelo Jeneci e Edgard Scandurra. O show de lançamento vai acontecer no dia 11 de setembro, no Sesc Vila Mariana – e promete!
Conversei com o Russo sobre seu primeiro disco solo por email:
Muita expectativa pro disco novo? É difícil assumir um trabalho pessoal em vez de ficar sob o nome de uma banda?
Muita expectativa sim. Na verdade, assumir esse trabalho é um reencontro com lembranças muito fortes pra mim, é uma necessidade pessoal mesmo. O disco foi construído numa relação muito transparente com os produtores Curumim, Zé Nigro e Lucas Martins, e isso foi o que me fez encontrar novas interpretações pras canções que eu vinha criando até hoje. Sou muito grato por isso.
Como foi o trabalho com o Curumin e companhia? Você já os conhecia?
Conheci os caras através do Guizado, quando ele me convidou pra participar de um show dele. A impressão é de que eu já conhecia o Curumin de outros tempos, sinergia total. Me deu essa vontade de mostrar pra ele essas composições antigas, então ele juntou essa turma e nessa convivência com os caras eu acabei me reconhecendo como o Russo desse trabalho solo.
O que você ouviu durante a composição e a gravação do disco?
Antonio Carlos e Jocafi, Hildon, Paulo Diniz, Cassiano, Erasmo Carlos, Batatinha, Riachão, Carlos Dafé, Burnier e Cartier, Paulinho da Viola. Ouvi isso aí diariamente durante o processo de criação do Paraíso.









