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Tem mais uma trilha sonora do Air na área. Depois de musicar os filmes As Virgens Suicidas no ano 2000 e, 12 anos depois, compor a trilha para o épico mudo francês Le Voyage Dans La Lune, Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel embarcam não num filme, mas num museu. Music for Museum é um EP lançado apenas em vinil (transparente!) que foi inspirado pelo Palácio das Belas Artes de Lille, o maior museu francês fora de Paris. São nove faixas bem ambient (ouça abaio) inspiradas em artistas contemporâneos expostos no museu, como Linda Bujoli, Mathias Kiss, Xavier Veilhan e Yi Zhou. Feche os olhos e boa viagem:


Air – “Land Me”


Air – “Reverse Bubble”


Air – “The Dream Of Yi”

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2016 marca os quarenta anos do lançamento do primeiro disco dos Ramones e os responsáveis pelo espólio do grupo já estão esquentando os motores para a efeméride. Além da coletânea de músicas selecionadas por Morrissey, outros projetos estão em andamento, entre eles um livro com memorabilia e registros de desde antes da formação do grupo e um documentário dirigido por Martin Scorsese. “Conseguimos garantir toneladas de filmes, grande parte delas nunca foi vista antes”, explica Jeff Jampol, um dos administradores do legado do grupo, à Billboard. “São cenas filmadas em turnê nos anos 70 e nos anos 80, que conseguimos com o próprio sujeito que filmou tudo, chamado George Seminara.” Scorsese aos poucos está se tornando o biógrafo documentarista oficial da história do rock, depois de dirigir filmes sobre Bob Dylan, Rolling Stones e George Harrison. Esse papel não podia estar em melhores mãos.

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Em 2006, um ano antes de morrer, o escritor Kurt Vonnegut recebeu envelopes contendo convites de cinco alunos da Xavier High School de Nova York que eram dever de casa: os estudantes deveriam escrever para seu autor favorito e convencê-lo a fazer uma apresentação na escola apenas com uma carta. Kurt não pode ir devido à idade, mas deixou seu recado na carta que enviou de volta à escola (que vi no Letters of Note e traduzi abaixo):

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“Cara Escola Xavier de Segundo Grau, senhorita Lockwood e senhoras Perin, McFeely, Batten, Maurer e Congiusta:

Obrigado por suas cartas amigáveis. Vocês realmente sabem como animar um velho sujeito (84) em seus anos de crepúsculo. Eu não faço mais aparições públicas porque hoje pareço uma iguana.

O que devo dizer a vocês, aliás, não levaria muito tempo. A saber: pratique qualquer tipo de arte, música, canto, dança, teatro, desenho, escultura, poesia, ficção, ensaios, reportagens, não importa se forem boas ou ruins, não para ganhar dinheiro ou fama, mas pela experiência transformadora, para saber o que há dentro de você e fazer sua alma crescer.

Sério! Estou falando para começarem agora, façam arte e façam pelo resto de suas vidas. Faça um desenho bonito ou engraçado da senhorita Lockwood e entregue a ela. Dance em casa depois da escola e cante no chuveiro e siga por aí. Faça uma cara no purê de batatas. Finja que é o Conde Drácula.

Eis uma tarefa para hoje à noite e espero que a senhorita Lockwood os reprove se não a fizerem: escreva um poema de seis linhas, sobre qualquer coisa, mas rimado. Nenhum tênis é justo sem rede. Torne-o tão bom quanto você possivelmente pode. Mas não conte a ninguém o que está fazendo. Não mostre nem o recite para ninguém, nem para sua namorada, para seus pais, para ninguém, nem para a senhorita Lockwood. Ok?

Rasgue-o em pedacinhos minúsculos e os separe em lixeiras que estejam amplamente separadas umas das outras. Você encontrará que você já foi gloriosamente recompensado por seu poema. Você experimentou a transformação, aprendeu muito sobre o que há dentro de você e fez sua alma crescer.

Deus abençoe a todos!

Kurt Vonnegut”

No Open Culture eu vi um vídeo com a carta narrada, e abaixo segue o texto original em inglês):

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Lembram daquela “Go”, a música que a Grimes fez com os Blood Diamonds para que Rihanna gravasse? Virou clipe, inspirado no Inferno da Divina Comédia de Dante.

Essa Grimes, viu…

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O comentarista inglês John Oliver se firma como um dos melhores nomes no colunismo eletrônico dos EUA. Não tinha visto o comentário dele sobre a questão da neutralidade de rede (abaixo, em inglês), mas é uma das coisas mais lúcidas e hilárias que eu assisti em muito tempo:

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E as irmãs do Say Lou Lou continuam galgando seu caminho rumo ao topo do hype de 2015 – desta vez elas fizeram uma versão na macia pro hit “Instant Crush”, aquele que o Julian Casablancas canta no disco mais recente do Daft Punk. Sente só:

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Era uma previsão mais fácil de acertar do que o catastrofismo dos “elefantes brancos no meio do nada” que a galera do #NãoVaiTerCopa cogitava como destino inevitável para os megaestádios construídos pra Copa 2014 – que estes espaços se tornariam lugares não apenas para jogos, mas também para shows – e shows granfes. E agora o jornalista José Norberto Flesch, do Destak (aquele que só crava vinda de show pro Brasil quando está 100% certo disso), nos conta de uma rodada de negócios que poderá trazer, nos próximos meses, megasshows para se apresentar nos estádios pelo Brasil, com nomes como Paul McCartney, Rolling Stones, The Who e Foo Fighters para fazer grandes apresentações nos novos estádios brasileiros, entre eles o reformado Maracanã, o novato Itaquerão, o novo estádio do Palmeiras (que agora chama-se Allianz Parque) e o velho Morumbi.

Paul já se apresentaria em novembro agora, com datas fechadas, por enquanto, pra São Paulo e Brasília. São Paulo e Corinthians disputam os shows dos Foo Fighters. Os Stones já estão acertando Rio e São Paulo para o início do ano que vem e devem tocar pela primeira vez em outra cidade brasileira além das duas, provavelmente Belo Horizonte. E o Who pode finalmente vir para o Brasil pra tocar no Palmeiras.

São as primeiras movimentações. É inevitável que alguns desses artistas acabem tocando em mais praças do que apenas Rio e São Paulo. E que produtores de outros shows de grande porte percebam que o Brasil pode entrar em mais uma nova fase de grandes shows, dessa vez com apresentações espalhadas por todo o país, com shows gigantescos para cidades que nunca viram eventos com essa proporção. O próprio Paul já semeou o início dessa era ao apresentar-se em Fortaleza, Goiânia, Recife e Florianópolis noutras vindas. Público pra isso tem. E o próprio Flesch nos lembra que ano que vem tem Rock in Rio, o que torna a temporada de shows ainda mais quente… Vamos aguardar.

oterno

Agora dá pra baixar de graça o disco novo d’O Terno: é só colar no site novo e baixar.

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Essas imagens capturadas em 1971 na Tower Records de Los Angeles nos lembram dos tempos em que o vinil era a principal moeda da indústria fonográfica e visitávamos tempos gigantescos cheios de estantes de bolachas pretas com capas enormes e de difícil manuseio. Uma atividade que hoje é restrita a colecionadores e DJs era comum entre o público da virada dos anos 70 para os 80, antes da indústria dar o primeiro tiro no próprio pé ao criar o CD. O vídeo tava no Internet Archive mas foi pinçado pela Wax Poetics.