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A partir deste mês de agosto sou o colunista de música brasileira da revista Caros Amigos, substituí a Paçoca de Eliete Negreiros com minha coluna Tudo Tanto, cujo título é sampleado do segundo disco da Tulipa Ruiz. A idéia é sempre falar de música brasileira, todos os meses. Mas nesta primeira edição eu dei mais um panorama geral do que vem acontecendo com a cena nacional. Nada que você, leitor do Trabalho Sujo, já não saiba:

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Deve ser porque procuro mais do que você
A música brasileira do século 21 é muito mais rica e plural do que a música comercial

Houve um tempo em que só era possível ter uma carreira musical com a chancela de uns poucos. Rádios, gravadoras e emissoras de TV davam as cartas e decidiam o futuro da música gravada dando seu aval para poucas dezenas de escolhidos, deixando milhares de talentos à própria sorte para bancar seus discos e tentar emplacar uma música no rádio na marra, sem jabá.

Esse tempo começou a ruir em câmera lenta a partir de uma série de invenções que, no final do século passado, mudaram a forma como consumimos música. Em 1994 foi lançado o formado MP3 pelo Sociedade Fraunhofer na Alemanha, que permitia compactar um arquivo de áudio de forma que uma canção de cinco minutos – que antes pesava 50 MB – passasse a pesar menos que cinco megabytes. Em 1997 é lançado um portal chamado mp3.com, que permite a qualquer um subir suas próprias músicas na internet, abrindo um filão de arquivos que permitiam o armazenamento de conteúdo digital online que dura até hoje (e alimenta o que tornou-se conhecido como “nuvem” – informação digitalizada acessível de qualquer lugar). Em 1999 foi inventado o programa Napster, criado para facilitar a transferência de músicas entre computadores de um mesmo dormitório universitário, mas que, graças à internet, possibilita a qualquer um baixar músicas diretamente do computador de outra pessoa. A invenção do MP3 player, o sucesso do iPod, a ascensão da Apple como força na indústria musical, a criação dos torrents e a popularização de serviços de streaming – tudo isso aconteceu já no século 21, e é consequência direta da lenta escalada do MP3 como formato musical padrão na segunda metade dos anos 1990.

Outra consequência direta das transformações neste período foi o início da ruína do cenário anterior à internet, a partir da criação da lógica P2P, com o Napster. A sigla vem da pronúncia do termo peer-to-peer (parceiro para parceiro), que mudava a distribuição de downloads como a conhecíamos. Em vez de existir uma fila em que as pessoas só conseguiam baixar de um mesmo servidor, a invenção do adolescente Shawn Fanning permitia qualquer computador funcionar como servidor, horizontalizando a distribuição. Os primeiros tremores desta revolução ameaçaram ruir a indústria fonográfica, que reagiu com advogados em vez de trazer aquela ideia para seus domínios. 15 anos depois do Napster, praticamente as mesmas empresas tomam conta do negócio – mas algo mudou drasticamente.

O artista não precisava mais pedir a benção para a rádio, para a emissora de TV ou para a gravadora para conseguir ser ouvido. Como a tecnologia de gravação foi barateada ainda mais no final do século passado, logo que a internet apareceu como uma alternativa para a distribuição musical, uma série de novos artistas viu a oportunidade de deixar para trás o mundo artificial das gravadoras multinacionais. Esse movimento aconteceu no mundo todo, mas especialmente no Brasil rendeu frutos interessantíssimos – e uma lógica de distribuição gratuita que ainda é tabu em países do hemisfério norte, uma vez que uma parte considerável dos artistas da música brasileira do século 21 em vez de policiar ou cobrar pela audiência digital, simplesmente doa seus discos através de downloads gratuitos. E assim cria um novo público que passa a acompanhar artistas que não precisam de gravadora, TV ou rádio, lotando shows pelo Brasil e, mesmo assim, vendendo discos cada vez mais.

Nova Geração
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Essa nova geração da música brasileira fez sua hora, sem esperar acontecer. Uma safra de artistas espalhados por todo o Brasil que viu no contato direto com o público a oportunidade perfeita para retomar uma relação que andava distante: a música brasileira que faz sucesso popular para públicos de médio porte. A lógica do crescimento insustentável – em que “muito” é “melhor” – também funciona para a cultura. Se a meta da arte for a quantidade, haja estádio para tanto megashow. Felizmente essa nova música brasileira não compartilha dessa e prefere apostar numa catarse qualitativa, não apenas números.

As unanimidades desta nova geração – Criolo, Tulipa Ruiz, Karina Buhr, Marcelo Jeneci – deram seus discos de graça para seu público pois sabiam que suas mensagens se espalhariam com mais facilidade, rompendo a barreira financeira da posse de um produto e tornando a música naturalmente livre. Ao redor deles, nomes que têm outra relação com o público e, mesmo os que ainda não liberam seus discos para download gratuito, não se vêem mais do alto. Nomes como Emicida, Silva, Cícero, Mallu Magalhães, Lulina, Cidadão Instigado, Céu, Tiê, Bixiga 70, Curumin, BNegão, Thiago Pethit, Blubell, Garotas Suecas, Sambanzo, Bárbara Eugênia, Kiko Dinucci, Mariana Aydar, Thiago França e Juçara Marçal ajudam a compor uma paisagem híbrida e plural, com diferentes cidades-sede e gêneros musicais. O trânsito entre diferentes estilos musicais também é a característica desta nova safra, que ainda conta com nomes como Baleia, Banda Uó, Jair Naves, Quarto Negro, Gang do Eletro, Iconili, Rafael Castro, Supercordas, Trio Eterno, Juliana R., O Terno, Molho Negro, Bruno Morais, Lurdez da Luz, Mahmundi, Kika, Tibério Azul e Boogarins. Nenhum deles é parente de nenhum medalhão da MPB nem repete uma fórmula estabelecida por artistas do passado. Poucos são classificáveis como “rock”, “MPB” ou “hip hop”. Todos procuram novas matrizes e novos pontos de vista e criam uma classe musical inclassificável.

Esta coluna Tudo Tanto, batizada após o segundo disco de Tulipa (sampleei mesmo), servirá de vitrine para os novos nomes dessa geração e é direcionada para todos aqueles que acham que a música brasileira atual resume-se apenas à música comercial. Ledo engano. “Deve ser porque procuro mais do que você”, canta a própria Tulipa, noutra frase que me aproprio para convidar o leitor a buscar os nomes citados acima na internet – e se gostar, ir num show. E se gostar mesmo, por que não, comprar o disco. Digital, CD, vinil, não importa. O que importa é que uma nova fase da música brasileira – e da cultura, mas o foco aqui é musical – vem se desenvolvendo a partir da internet. Vamos acompanhar.

Hoje também estreei a coluna Refletor (a citação desta vez é do disco mais recente do Arcade Fire) no site Brainstorm9. Esta é semanal e nela vou falar de música e tecnologia. E começo juntando Daft Punk com Aphex Twin, Boards of Canada com My Bloody Valentine, David Bowie com Beyoncé e o desafio de chamar atenção na internet.

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O próximo dia
Entre lembranças de acesso aleatório e a colheita do amanhã

Antes era fácil: lançar disco e fazer show, esperar que toque no rádio ou que alguém goste e conte pros amigos, que irão comprar o disco e ir ao show. Felizmente isso é passado. A facilidade de antes tinha um preço: havia menos gente no jogo da música. No novo século há cada vez mais gente produzindo música por inúmeras razões diferentes. Haja rádio e casas de show pra tocar todos os artistas que existem no mundo hoje – as que existem não dão conta.

Por isso a internet tornou-se não apenas a grande plataforma de lançamento de novos artistas – superando o rádio, a TV, os jornais, as lojas e as gravadoras – mas também seu grande palco. É na rede que surgem e se apresentam os grandes e pequenos novos gênios ou picaretas do mercado da música no século 21.

As rádios ainda tocam novatos que são ouvidos diariamente por milhares de pessoas do mesmo jeito que as lojas de disco ainda vendem novos nomes que importam para alguns milhões de pessoas pelo planeta. Mas os números de hoje não são nada se comparados com os do passado, quando milhões de pessoas conheciam as poucas centenas de artistas verdadeiramente populares no mundo, escolhidos por algumas dezenas de executivos que, em muitos casos, nem se importavam com música.

Hoje vivemos num outro mundo. A facilidade de se expressar artisticamente – não apenas musicalmente – vem acelerando na mesma velocidade em que a facilidade de distribuir sua produção artística, seja ela filme, tweet, livro, aplicativo, festa, perfil em mídia social, seriado, peça publicitária, graphic novel, evento, game, clipe, álbum, tirinha, monólogo, site, canção, crônica, reality show, comentário, festival ou a fusão de cada um destes itens uns com os outros. O consumidor/produtor do início da década passada, motor da infância e adolescência da web 2.0, banalizou tanto o conceito de celebridade quanto o de artista.

Assim todos somos artistas o tempo todo, sempre mais conscientes deste papel e das necessidades de atingir um novo público. E este – que nos inclui – cada vez mais disperso, exposto a mais música – nova e velha, ambas vindo às torrentes – e engolindo tudo que seus ouvidos podem ouvir. Antes era caro conhecer muita música – uma boa discoteca requer um senhor investimento -, hoje basta conexão com a internet e disposição para fuçar ou para levar-se pela transmissão. Não há mais um veio principal a ser perseguido e a tempestade de som nos persegue para onde quer que vamos.

Por isso se antes o processo de voltar a se comunicar com o público exigia apenas mostrar serviço – faixas novas, novas fotos de divulgação, notícias sobre um novo disco – agora é um trabalho que exige dedicação, estratégia e imaginação.

No ano passado, o Daft Punk começou o processo de divulgação de seu disco lançando um teaser de segundos num comercial de TV (um microtrecho que chegou a render remixes!) para depois lançar o refrão do primeiro single no intervalo entre shows de um grande festival, revelando as participações do rapper Pharrel e de um dos pais da disco music comercial, Nile Rodgers, do Chic. A estratégia funcionou – e quando “Get Lucky” começou a ser vendida, puxando o ótimo e retrô “Random Access Memories”, já era uma das músicas mais ouvidas de 2013.

Outro grupo, mais obscuro mas igualmente eminente, optou por uma caça ao tesouro. No Record Store Day do ano passado, a dupla Boards of Canada espalhou pistas de seu novo disco em lojas de discos, no YouTube e em sites de fãs da banda. Ao juntar os pedaços os fãs ouviam um trecho do novo disco, além de descobrirem o título e a data de lançamento de seu “Tomorrow’s Harvest”, que figurou entre os melhores discos do ano passado em diferentes listas.

2013 também viu o lançamento repentino de discos de gente como David Bowie (com “The Next Day”), My Bloody Valentine e Beyoncé (em discos homônimos), que anunciaram seus álbuns mais recentes ao mesmo tempo em que os lançaram – uma tática semelhante à do Radiohead em 2007, com seu “In Rainbows”. Mas naquela época o grupo inglês era a exceção – e por sua natureza experimental seria natural experimentar também na estratégia de lançamento. Bowie, MBV e a senhora Carter fizeram semelhante caminho e tiraram seus coelhos das cartolas antes que alguém pudesse cogitar que discos novos estavam sendo produzidos.

Quem puxa esse carro em 2014 é o produtor inglês Richard D. James, o enigmático Aphex Twin, que desde 2001 não lança material novo e, de uma hora pra outra, apareceu com novo disco na área. Primeiro soltou um zepelim de brinquedo nos céus londrinos com seu logotipo num sábado, depois o mesmo logo apareceu pixado nas calçadas de Nova York num domingo. Na segunda twittou um endereço que só podia ser acessado usando o navegador Tor, que permite conectar-se à chamada “deep web”, recanto digital da rede por onde armas, pornografia e drogas correm soltas. O endereço anunciava o título do novo trabalho – “Syro” – e a data de lançamento, confirmada pela gravadora Warp como sendo em outubro.

E isso por que estamos falando de nomes como Daft Punk, Beyoncé, Aphex Twin, My Bloody Valentine, Boards of Canada e David Bowie. Nomes que, mais ou menos conhecidos, são gigantes para seus séquitos de fãs. Gente que não teria dificuldade para emplacar a notícia sobre um disco novo. Mas se até os grandes se sentem desafiados e instigados a repensar seus lançamentos à era digital, que dizer dos pequenos que não correm nenhum risco e não têm nada a perder?

O século digital ainda está engatinhando, apesar de já acharmos que já o conhecemos faz tempo.

[* O nome desta coluna é uma referência ao álbum Reflektor, do grupo canadense Arcade Fire, um disco que, apesar de não parecer à primeira vista, fala justamente sobre a época digital em que vivemos. Música e tecnologia são os assuntos aqui.]

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O disco Cavalo, que Rodrigo Amarante lançou no ano passado, continua rendendo frutos ao seu autor. Desta vez no exterior, quando o hermano gravou quatro músicas na série de shows Tiny Desk Concerts da NPR norte-americana. Sem banda e com o clima informal dado pelo próprio compositor, o showzinho funciona – e as músicas soam melhores do que no álbum, confira:

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O sábado tá bonito!

Clancy Eccles – “Fatty Fatty”
Smith – “Baby It’s You”
Of Montreal – “Jaques Lamure”
Ney Matogrosso – “Incêndio”
Kevin Ayers – “Connie On A Rubber Band”
Arcade Fire – “Flashbulb Eyes”
Brigitte Bardot – “Contact”
Phoenix – “Trying To Be Cool (Breakbot Remix)”
Friendly Fires – “Paris (Aeroplane Remix)”
Peter Schilling – “Major Tom”
Warpaint – “Son”
Lana Del Rey – “Pretty When You Cry”
Karina Buhr – “A Pessoa Morre”
Silva – “Maré”
Metronomy – “The Upsetter”
Hail Social – “Cherry Cola Funk”
Haim – “If I Could Change Your Mind”
Holy Ghost – “Bridge and Tunnel”

Colaê.

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China está aos poucos finalizando seu novo disco e aos poucos começa a mandar notícias. Uma delas, a faixa “Arquitetura da Vertigem”, chega em forma de clipe, com imagens da Ocupação Estelita.

A ocupação foi um eco tardio dos protestos de junho do ano passado que tomou corpo no Recife entre maio e junho deste ano, quando a especulação imobiliária foi rumo a uma área chamada Cais José Estelita disposta a erguer 12 arranha-céus de até 40 andares na região central da capital pernambucana. China explica o que está acontecendo:

“Existe um projeto das construtoras e da prefeitura chamado Novo Recife, em que a idéia é subir prédios altos em áreas ‘abandonadas’ ou ‘em desuso’. A venda da área do Estelita foi facilitada para construtoras e, como foi averiguado, esse leilão não poderia ter sido feito, pois está todo irregular – inclusive porque naquela área do Estelita passa a Ferrovia Transnordestina, que ainda está ativa. Nem o Iphan foi consultado.

Um grupo de pessoas dos direitos urbanos ficou sabendo desse esquema e começou a divulgar isso. As pessoas se identificaram com o lance e aderiram ao protesto. De início, as pessoas iam aos domingos, levar as famílias para curtir… Daí começaram a destelhar de derrubar alguns galpões, e um grupo achou por bem ocupar a área. E durante mais de 50 dias essas pessoas ficaram lá. Artistas, advogados, gente das mais variadas profissões. No dia que fui lá, haviam dois advogados acampados, que estavam de olho no que governo e construtoras resolviam. Tem muita gente envolvida no Ocupe Estelita.

Pra você ter uma ideia, a grande maioria dos pernambucanos não sabe o tamanho daquela área nem o que tem lá dentro. É um lugar gigante, man… Bonito pra caralho, que poderia ser um monte de coisa, menos espigões que vão beneficiar apenas alguns.

Agora a parada tá ‘teoricamente’ embargada e os órgãos competentes só tomarão alguma decisão depois das eleições. Mas, velho, fiquei um dia lá na ocupação e vi umas coisas muito legais. A galera que tava ocupada começou a dar cursos e oficinas pra turma de comunidade carente que mora lá perto. Acho que isso ajudou a criar a consciência nas pessoas. Porra, o espaço público é nosso, a cidade é nossa, também queremos ser consultados e dar pitacos nos rumos dela.

Desde o manguebeat eu não tinha visto uma concentração tão forte de pessoas em prol de algo tão bacana, você ia chapar se tivesse ido lá.

Eu já tinha soltado a música antes. Daí Pedro Escobar e Pedro Vitor, diretores do clipe, tiveram a ideia de pedir imagens pra todo mundo que tinha registrado a ocupação: artistas, ativistas, cineastas… e todos colaboraram. Queria que o vídeo mostrasse o que de fato aconteceu nos 50 dias da turma acampada. Mostrar o lance pra quem não foi la, ou pra quem achava que no Estelita so tinha vagabundo. Pelo contrário: a turma que tava lá fez oficinas, cursos – eram super ativos e todos afim de mudar o contexto das coisas.”

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Aumenta o som!

Sam Cooke – “Wonderful World”
O Terno – “Quando Estamos Todos Dormindo”
Thurston Moore – “The Best Day”
Mombojó + Céu – “Diz o Leão”
De Leve – “Melô da Amônia”
Gal Costa – “Vapor Barato”
Talking Heads – “Heaven”
Mercúrias – “Desse Jeito”
Iggy Azalea + Charli XCX – “Fancy”
Saint Pepsi – “Fiona Coyne”
Caribou – “Dive”
The Pool – “Jamaica Running (Poolside Edit)”
Jungle – “Platoon”
Phoenix – “Bankrupt! (Gesaffelstein Remix)”
Marina Lima – “Gata Todo Dia”
Haim – “My Song 5”
Sia – “Soon We’ll Be Found”

Llega más!

Criolo plagiador?

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Às vésperas do lançamento do terceiro disco de Criolo, a Billboard brasileira levanta uma lebre que já corria nos recantos da internet: de que algumas músicas do segundo disco do rapper, o aclamado Nó na Orelha, seriam plágio de outras canções. Segue abaixo uma relação com três músicas que teriam “influenciado” as composições de Criolo, compare:

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E no bis do show que fez na quarta passada em Seattle, Beck convidou Jenny Lewis para dividir os vocais com ele num cover de “Do Ya Think I’m Sexy?”, aquela música que o Rod Stewart roubou do Jorge Ben nos anos 70. Ficou jóia.

A foto é do Kirk Heynen.

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A gravadora Warp confirmou o anúncio de Syro, o disco novo do mestre da estranheza Aphex Twin e o disco que vazou no início da semana felizmente é fake (era drum’n’basszinho bem fuleiro). O disco deve ser lançado no mês que vem e a partir dos nomes das músicas que foram divulgadas (junto com a quantidade de beats por minuto de cada faixa), os fãs já começaram a caçar trechos das cada vez mais raras apresentações ao vivo de Richard D. James para determinar quais faixas de seu primeiro álbum em 13 anos já foram apresentadas. Algumas seguem abaixo:

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ShabazzPalaces

Vale muito ficar de olho nesses tais Shabazz Palaces, de Seattle.

Psicodelia pesada no beat do hip hop. Não é mole não.