
O Poolside deu uma mão pra dupla Gorky e Philip A. (que tocam no Bonde do Rolê e no Killer on the Dancefloor, mas assinam juntos como Fatnotronic) esticar seu edit de “Onda”, do mestre soulman brasileiro Cassiano, que já havia sido tocado na mixtape Stir it Up (que eu já havia linkado aqui). O resultado é um delírio disco music vespertino, solzinho caindo à tarde….

O produtor canadense Dan Snaith deu um trato num de seus projetos usando seu outro pseudônimo – e assim “Our Love”, do disco novo do Caribou, foi remixado por Daphni. É quase como se ele explicasse a diferença entre os dois nomes de guerra…

Dois nerds tomando conta de duas das franquias mais nerds do planeta só poderia dar num bate-boca daqueles. Mas como estes dois nerds são J.J. Abrams (atualmente pilotando a nova versão de Guerra nas Estrelas) e Zack Snyder (tentando mais uma vez fazer a DC Comics emplacar no cinema), a briga é daquela que empolga os fãs de ambas as marcas, além de funcionar como bom marketing pros dois filmes, que prometem chacoalhar 2015. Começou com um tweet engraçadinho de Snider no final de julho, que pôs Henry Cavill, o Super-Homem da vez, empunhando um sabre de luz, numa clara provocação a J.J.:
#SuperJedi pic.twitter.com/PyNbELK8UZ
— ZackSnyder (@ZackSnyder) July 24, 2014
J.J. não deixou barato e comprou a briga, respondendo com esse impagável John Boyega (que está no elenco do próximo Guerra nas Estrelas) vestido de Batman:
#BOYEGAMAN pic.twitter.com/AZUHvn9VFF
— Bad Robot (@bad_robot) July 25, 2014
Depois foi a vez de Snyder revidar, desta vez apelando pros andróides mais queridos da galáxia:
BATMAN & R2BIN @bad_robot pic.twitter.com/yWPmGPKJ3f
— ZackSnyder (@ZackSnyder) August 2, 2014
J.J. Abrams respondeu na mesma moeda:
THE C3PED CRUSADER @ZackSnyder pic.twitter.com/wh0m6GF15p
— Bad Robot (@bad_robot) August 8, 2014
Snyder achou que abafaria com essa, prendendo os stormtroopers com carros da polícia de Gotham:
Case closed. pic.twitter.com/fVyENoksFp
— ZackSnyder (@ZackSnyder) September 13, 2014
…mas nem ele – nem ninguém – esperava que J.J. Abrams respondesse com um vídeo revelando sua versão da Falcão Milênio, com um pequeno adereço ao final:
…transformando o Batmóvel num mero adereço na nave de nosso mercenário favorito. E agora Zack Snyder?

Thiago Pethit começa a mostrar seu terceiro disco, o nova-iorquino Rock’n’Roll Sugar Darling, a partir da quarta que vem, quando lança o clipe do primeiro single, “Romeo”, às 14h.

Esperto o Paul McCartney – pegou a música que compôs em 2009 para celebrar a fundação da iniciativa Meat Free Mondays (que, como o nome diz, sugere que as pessoas não comam carne na segunda-feira) e fez um clipe cheio de celebridades para viralizar o tema às vésperas da convenção sobre o clima da ONU deste ano, que acontece nesta semana. A fundação Meat Free Mondays foi fundada por Paul ao lado das filhas Mary e Stella.

Voltei a colaborar com a Folha e pra começar fiz essa matéria pra revista Sãopaulo sobre festas com cara de bazar e vice-versa.
Festas ou bazar?
Designers, estilistas e quituteiros vendem seus produtos com drinques, DJs, bandas e atrações de dia e ao ar livre
Há algo no ar de São Paulo -e não é poluição- que tem feito os moradores da cidade saírem de casa.
Desde as passeatas anteriores aos protestos de junho de 2013 às recentes e polêmicas ciclofaixas, há um ímpeto para ir às ruas em vez de ficar preso em shoppings, engarrafamentos e condomínios fechados, como rezava o antigo clichê paulistano.
O novo passo nessa direção ganhou força com o passar do ano e é a cara desta primavera: festas com jeito de bazar ou bazares com jeito de festa.
O movimento reúne duas tendências já estabelecidas. As festas diurnas deixaram de ser continuações de noites viradas e ganharam contornos com menos cara de balada. Reúnem um público mais velho, mas disposto a sair de casa para dançar -embora não tão tarde.
Os exemplos vão desde a pioneira Green Sunset, no MIS (Museu da Imagem e do Som), aos encontros na finada pracinha da loja Tag and Juice, na Vila Madalena, região oeste.
A outra tendência é a reunião de produtores locais para vender itens artesanais, veganos e vintage em festas-bazares e eventos de maior porte, a exemplo das feiras de vinil, dos encontros gastronômicos e da Feira Plana, de fanzines.
A história do Jardim Secreto, uma dessas novas festas, reflete bem essa fusão. A designer Claudia Kievel, 26, já tinha uma festa, a Uuh Baby!, desde 2012, e a garçonete Gladys Maria, 27, tocava o Bazar Dançante desde 2011.
“Partimos do princípio de que chega de só ter balada como diversão. Queríamos eventos diurnos, ao ar livre, verde, e espaço para novas ideias também de amigos e artistas que admiramos”, resume Claudia.
A próxima edição do Jardim Secreto está marcada para dezembro, em local a ser definido.
Outro evento, o YardSale, nasceu de uma “venda de quintal” -como na tradução do nome para o português-, em março do ano passado. Tamali Reda, 27, que trabalha com cenografia, queria se desfazer de coisas de seu armário.
Ela juntou amigos a fim de fazer o mesmo e a primeira edição deu tão certo que tornou-se regular: ocorre a cada dois ou quatro meses. “Agora chamo designers novos, com propostas diferentes, além de reservar espaço para a arte: fanzines, quadrinhos, tipografia, gravuras.”
A YardSale, que, para Tamali, “é um grande festão”, reúne bazar, DJs, banda e comida (“sempre tentar trazer aquela que tenha cara de comidinha de vó, sabe?”), é itinerante e já passou por vários lugares, como hostel, bar, boate e até “um jardim absurdo do casarão da avó de uma amiga”. A próxima edição está marcada para sábado (27), no restaurante Lorena 1989.
O Bazar Pop Plus Size, da jornalista Flavia Durante, vai além das compras e diversão: “É um evento para celebrar a diversidade e incluir quem sempre foi excluída do mercado da moda, onde é possível comprar roupas, bater papo, fechar negócios, degustar comidinhas, beber e ouvir música, sem ninguém te olhar estranho por você não vestir 38.”
A festa traz marcas e gente de fora de São Paulo e sua edição mais recente aconteceu no fim de semana passado. A próxima será em dezembro.
Uma das inspirações para o Bazar Pop Plus Size é o Mercado Mundo Mix, nome de peso do mercado alternativo dos anos 1990 que ressurge. O evento estará de volta nos dias 8 e 9 de novembro, gratuitamente, no parque da Água Branca, região oeste, com periodicidade mensal. No último domingo (14), a Casa das Caldeiras, também na Água Branca, abrigou a terceira edição da festa anual C.R.I.A., sigla para Coletivo de Realização e Integração Artística, organizada pela Freak Produtora e Estúdio, de Antonio Carvalho, 26, Gustavo Prandini, 25, e Antonio Pauliello, 25, integrantes da banda Mel Azul e da festa Foggiorno.
O evento, gratuito, pela primeira vez abriu suas portas para vendas de produtores locais, inspirados pela festa brasiliense PicniK, com quem dividiram a edição deste ano. Segundo Carvalho, a festa reuniu 1.800 pessoas.
“A ideia é fortalecer a economia criativa local, aproximando os pequenos negócios da área gastronômica, produção de moda e artesanato aos novos artistas independentes, para criar um público consumidor”, diz o organizador Antonio Carvalho.
Como no Brooklyn
Já a novata Feirinha Pantasma, criada pela jornalista Taís Toti, surgiu do sucesso da Feira Plana, de fanzines. “Curto esse lance do Brooklyn [distrito de Nova York], de incentivar a produção artesanal. Não entendia porque isso não pegava aqui. Gosto de saber quem fez as coisas que eu estou comprando, me sinto bem com isso”, afirma Taís, que organiza a feirinha no sobrado do Neu, na Água Branca.
Apesar de o foco ser a produção local, ela não discorda que a feirinha é uma festa, “já que é um evento para que as pessoas possam passar um dia agradável, curtindo as ‘good vibes’. Tem DJ e bebida, então as pessoas se animam”.
“Acho que a tendência são espaços com lojas, restaurantes, cafés e música: tudo misturado”, constata Inara Corrêa, organizadora do Mercado das Madalenas, que ocorre três vezes ao ano na Vila Madalena e teve uma edição no fim de semana passado. A próxima será em dezembro.
Além das compras, há a retomada da rua como espaço de convívio. Carvalho, do C.R.I.A., atribui isso à Virada Cultural. “Abriu precedentes.”
“Acredito que tem aumentado a sensação de pertencimento das pessoas em relação à cidade”, continua Amauri Terto, da festa-exposição-bazar Escambau, que acontece no Puxadinho da Praça, na Vila Madalena.
“Não tenho mais fôlego para ficar batendo cabelo até as 6h e voltar para a casa de metrô”, resume Tamali, da festa YardSale. “Tem rolado um ‘êxodo baladesco’. Parece que existe uma vontade coletiva de aproveitar a cidade de dia.”
Mercado Mundo Mix
Hit nos anos 1990, “o Mercado Mundo Mix nunca parou”, conta o dono da marca, Beto Lago. “De 2002 a 2012, ele ocorreu anualmente em Portugal.” No Brasil, teve breves aparições na Virada Cultural de São Paulo e no Festival de Inverno de Bonito (MS). A temporada portuguesa, no castelo de São Jorge, um dos pontos turísticos de Lisboa, ampliou os horizontes do organizador. “Quero fazer o mesmo modelo que organizamos na Europa: lugares públicos e com entrada gratuita.” Daí a escolha do parque da Água Branca para inaugurar essa nova etapa. Lago aponta a internet como um fator importante para a reformulação. “As marcas que se apresentaram ao mundo no boom do consumo de moda pela internet hoje sentem necessidade de sair do mundo on-line para se aproximar do público.”
Agenda primaveril
Setembro
YardSale (dia 27): www.facebook.com/yardsalesp
Brooklin Coletivo (dias 27 e 28): www.facebook.com/brooklincoletivo
Outubro
Feirinha Pantasma (dia 18): www.facebook.com/neuclubsp
Novembro
Mercado Mundo Mix (dias 8 e 9): www.facebook.com/pages/Mercado-Mundo-Mix/481991788604564
Dezembro
Jardim Secreto (dias 6 e 7): www.facebook.com/jsecreto
Bazar Pop Plus Size (a definir): www.facebook.com/bazarpopplussize

Taylor-Ruth estava na quinta série quando retirou um disco dos Dead Kennedys na biblioteca da escola. Ela gostou e escreveu sobre isso em seu diário da época – e postou o texto em seu tumblr no começo do ano passado.

Se alguém traduzir, é só escrever nos comentários que eu posto aqui.
O DaSoDu traduziu (valeu!), olha só:
Peguei um monte de CDs de música na biblioteca hoje! Alguns tinham palavrões no título, então eu tive que prometer para Sra. Jervis que eu tinha 15 anos. Ainda não tenho, mas acho que essa mentira não conta na biblioteca.
Já ouvi todos eles agora. Notei que em VÁRIOS desses CDs que os cantores não gostam do Homem. Eles até xingam ele! Não sei quem é o Homem. Talvez seja o Bush ou o diretor do vocalista. Mas se os Dead Kennedys não gostam do Homem, eu também não gosto. Também não gosto dos fachistas [sic]. Acho que eles são como uma religião ou culto a qual o Homem pertence.
Acho que, até agora, eu sou mais punk do que qualquer pessoa que eu conheci em toda a minha vida.
* The Man não é o “Big brother” como o próprio DaSoDu cogitou – e sim uma forma de se referir ao Sistema, com “S” maiúsculo.
Vi no Dangerous Minds.

E no mesmo post do Dangerous Minds vi esses Beatles de desenho animado tocando “California Übber Alles” – simples, besta, mas bem legal.

O começo é daqueles, depois amacia.
Ween – “What Deaner Was Talkin’ About”
Aphex Twin – “syro u473t8+e [141.98]” (piezoluminescence mix)”
Ruido/mm – “Cromaqui”
Beulah – “Don’t Forget to Breathe”
Mopho – “Caixa de Vidro”
Raul Seixas – “How Could I Know”
Rita Lee + Lúcia Turnbull – “Gente Fina é Outra Coisa”
Dizzy Gillespie – “Matrix”
Dom Um Romão – “Caravan”
Cassiano – “Onda (Fatnotronic Edit)”
Marcelo D2 – “Fazendo Efeito”
Los Amigos Invisibles – “Mujer Policia”
Ariel Pink – “Put Your Number In My Phone”
Courtney Barnett – “Pickles From The Jar”
Arnaldo Antunes – “Ela é Tarja Preta”
Pato Fu – “Cities in Dust”
Gilberto Gil – “Palco”

Na semana passada, a filha de Alan Moore, Leah, anunciou que seu pai havia terminado de escrever Jerusalem – e que o segundo romance do mestre dos magos da HQ teria um milhão de palavras.

Comparando, a Bíblia tem 200 mil palavras e Guerra e Paz, do Tolstoi, tem pouco mais de meio milhão.
O esforço pesado de Alan Moore é um trabalho que começou há seis anos e explora ainda mais o conceito de seu primeiro livro, A Voz do Fogo, em que ele voltava à pré-história para contar diferentes estágios no tempo do condado onde nasceu e reside, Northamptonshire. Jerusalem vai mais a fundo nessa história ao focar em uma área central da cidade de Northampton. “Meu próximo livro terá alguns milhões de palavras e será apenas sobre esta sala de estar”, riu em uma entrevista que deu em 2011 sobre o livro ao New Statesman.
Na mesma entrevista, ele dizia que escrevia o livro para “provar a inexistência da morte”, enquanto encarna diferentes estilos literários, à maneira como faz na saga A Liga Extraordinária. A diferença é que em Jerusalem não há referências visuais e os devaneios linguísticos incluem um capítulo escrito de forma quase cifrada emulando James Joyce e outro em que evoca uma peça de Samuel Beckett em que o dramaturga fala sobre críquete e igrejas. Há inclusive um capítulo que se passa numa quarta dimensão, o que pode ser a chave não apenas para o livro, mas para toda a obra de Alan Moore:
“Cheguei à conclusão que o universo é um lugar de quatro dimensões em que nada acontece e nada se move. A única coisa que move-se no eixo do tempo é nossa consciência. O passado ainda está aí, o futuro sempre esteve aí. Todos os momentos que já existiram ou ainda existirão fazem parte desse hipermomento gigante no espaço-tempo. (…) Quando você pensa numa viagem padrão em três dimensões – por exemplo, estar em um carro que anda por uma estrada. As casas pelas quais você passa desaparecem atrás de você, mas você não duvida que se você voltasse, as casas continuariam ali. Nossa consciência só se move de uma forma pelo tempo, mas acho que a física nos diz que todos aqueles momentos ainda estão ali – e quando chegamos ao fim de nossas vidas não há para onde a consciência possa ir, exceto voltar ao começo. Vivemos nossas vidas o tempo todo, mais uma vez.”
Não vejo a hora de ler isso!