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Todos atentos.

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Noite Trabalho Sujo espetacular na sexta passada lá no Apartamento Byob, quem foi sabe. Quem não foi fica com o gostinho das fotos tiradas pelo compadre Fabs, que dão bem o tom de como foi a esbórnia. Nesse finde não tem festa, mas no próximo voltamos com a formação completa, aguardem!

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Segue à toda a adaptação do primeiro romance de Neil Gaiman, American Gods, para a televisão. O produtor Bryan Fuller, que assumiu a bronca de transformar o livro em seriado depois que a HBO abandonou o barco, tem dado uma série de entrevistas sobre os estágios de desenvolvimento do novo projeto. Ele explicou para o site Den of Geek que um dos motivos da série ter sido deixada de lado pela HBO talvez tenha sido uma possível concorrência com Game of Thrones, que também parte de um universo mágico em livros que está sendo expandido graças à TV. Ele disse que um dos desafios do estágio atual tem sido escolher o ator que irá fazer o personagem Shadow, um dos principais da série:

“Ele é cigano? Hispânico? Negro? Ou todos esses num só? Sabemos que ele não é branco. Acho que se escolhermos alguém branco para fazer o papel de Shadow vamos ser os maiores cuzões da televisão.”

Em entrevista à Craveonline, Fuller disse que os três primeiros episódios já foram escritos e que a produção deverá começar no meio do ano que vem. Ele falou sobre como a série parte do ponto de partida do livro para explorar mais a fundo personagens que têm pequenas participações no livro e ainda cogitou misturar o universo de American Gods com o do segundo livro de Gaiman, Filhos de Anansi, que parte de uma premissa semelhante à do primeiro livro. O ponto a favor dessa história toda é que o próprio Neil figura como produtor executivo da nova adaptação, o que garante uma certa liberdade para expandir a história. Mas Gaiman escreverá algum episódio?

“É bom que ele escreva”, riu Fuller.

Seguimos acompanhando novidades por aqui. E a imagem deste post é da ilustradora indiana Anamika Baruah.

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Em 2008, James Houston botou velhos computadores para tocar Radiohead, vocês devem se lembrar:

Agora ele foi além no mesmo conceito e está compondo suas próprias músicas.

Muito bom.

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Em uma recente entrevista ao blog SpeakEasy, do Wall Street Journal, o diretor Guillermo Del Toro deu dicas de como será a continuação de seu fantástico Pacific Rim:

“O que já dá pra contar: Zak (Penn, roteirista) e eu nos envolvemos e começamos a ficar trocando idéias entre nós e Travis (Beachman, também roteirista) há um ano e meio. E eu disse para o Zak para continuar tendo idéias até encontrarmos uma que realmente vire o filme do avesso, por assim dizer (…) É difícil imaginar um mundo que não venha de um quadrinho, que tenha sua própria mitologia, por isso tivemos que sacrificar muitos aspectos para conseguir colocar tudo no primeiro filme. Como, por exemplo, o “drift” (a conexão neurológica que precisa ser realizada entre os dois pilotos dos robôs gigantes, os jaegers), que era um conceito interessante. E um portal rasgou o tecido de nosso universo, que ferramentas eles estavam usando? Então chegamos a uma idéia bem interessante. Não quero estragar, mas acho que no final do segundo filme as pessoas vão entender que os dois filmes se sustentam sozinhos. Eles são bem diferentes um do outro, mesmo que, esperamos, tragam o mesmo espetáculo feliz gigantesco. Mas o tom dos dois filmes será bem diferente.”

Na mesma entrevista, Del Toro falou de outro velho projeto seu – levar As Montanhas da Loucura, do mestre do horror pulp H.P. Lovecraft, para a telona:

“Esse é o filme que eu realmente quero fazer algum dia, ele ainda é caro e ainda… Acho que do jeito que os filmes classificados como sendo adequados para maiores de 13 anos têm se tornado mais flexíveis, acho que poderemos deixá-lo com essa classificação, mas eu vou lutar para deixá-lo o mais horripilante que eu consiga mas sem ser tão gráfico. Há basicamente uma ou duas cenas no livro que as pessoas não se lembram que são bem gráficas. Como, por exemplo, a autópsia feita pelos aliens em um ser humano, que é uma cena muito chocante. Mas acho que dá pra achar maneiras de filmá-la. Veremos. É certamente uma possibilidade no futuro. A Legendary estava disposta a bancá-lo a um tempo atrás, por isso sei que eles amam o roteiro. Veremos. Espero que aconteça. Certamente é um dos filmes que eu mais quero fazer.”

E o entrevistador perguntou ao diretor se havia a possibilidade de haver uma conexão entre Pacific Rim e As Montanhas da Loucura – afinal, o vilão do universo de Lovecraft também é um monstro de uma outra dimensão. Del Toro riu e disse que não.

E por falar em Guillermo del Toro, olha que maravilha esse mashup feito pelo mexicano Turrilandia.

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Dois dos principais ícones pop do mundo atualmente, James Franco e Lana Del Rey têm sido vistos juntos… Ele já postou foto dela duas vezes em sua conta do Instagram

Interessa só às revistas de fofoca ou daí pode sair… arte?

Microsoft WTF

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Quando Google e Facebook estavam começando a ofuscar de vez o reinado da Microsoft, no fim da década passada, a empresa de Seattle chamou o diretor Brad Abrahams para criar vídeos que estimulassem novos talentos do mundo digital a procurá-la em vez de bandear para os lados de Zuckerberg ou de Brin e Page. A solução? Usar ironia para atrair novos candidatos. Chamar o resultado de constrangedor é um elogio, como dá pra ver por esses dois vídeos desenterrados pelo blog Animal.

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Um inverno cheio de veranicos. Foi bom.

Max Frost – “White Lies”
Girls Names – “A Second Skin”
Banda do Mar – “Me Sinto Ótima”
Adriano Cintra – “Animal”
Mr. Twin Sister – “In the House of Yes”
Tops – “Change of Heart”
Paulinho da Viola – “Roendo As Unhas (Victor Hugo Mafra Edit)”
Mayer Hawthorne – “A Long Time (Silly Pilly Edit)
Stee Downes – “Asunder”
Mombojó + Céu – “Diz o Leão”
Russo Passapusso – “Anjo”
Mercurias – “Desse Jeito”
Iggy Azalea + Charlie XCX – “Fancy”
Jungle – “Time”
Classixx – “Holding On”
Magician + Years & Years – “Sunlight”
Lana Del Rey – “West Coast (Munk Remix)”

Venha por aqui.

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A Bia me pediu pra escrever um depoimento pra matéria que ela fez sobre o fim do Orkut no YouPix e, quando mal percebi, havia escrito um texto inteiro – que ele publicou em separado e eu republico a seguir:

Minha história sobre o Orkut: Alexandre Matias

Se eu pudesse salvar uma só coisa do meu Orkut, o que seria?“, me vi repetindo para mim mesmo a pergunta que a Bia Granja me fez ao abrir meu velho profile. Tirando o azul calcinha e o logo rosa, o Orkut em 2014 é bem diferente daquele que comecei a frequentar há dez anos e que larguei entre 2008 e 2009. Entrei em comunidades idiotas que criei por puro ócio, reli todos os meus testimonials, visitei álbuns que nem minha memória lembrava, passeei por scraps de um passado que parece mais remoto do que ele realmente é. E, enquanto isso, fui teletransportado pela memória por um período de transição da minha vida que foi muito turbulento, produtivo e intenso.

A era Orkut (2004-2009) foi bem importante pra mim, pois coincidiu diferentes fases: o período em que me mudei pra São Paulo, o fim do meu primeiro casamento, a época em que comecei a me dedicar à cobertura de tecnologia e quando comecei a trabalhar como frila. O Orkut foi uma pauta que acompanhei desde o início e fui um dos primeiros usuários do Brasil (tanto que muitos “testimonials” me rotulam como “sócio do Orkut” ou coisas do tipo – quem dera…). Participei do Mídia Tática Brasil, quando John Perry Barlow e Richard Barbrook se conheceram na Casa das Rosas na Avenida Paulista e muitos dos que estavam naquele evento foram convidados pelo próprio Barlow para entrar naquele tal site novo que ninguém sabia pra que servia.

Eu entendi logo: era uma ótima ferramenta para encontrar personagens e descobrir assuntos para matérias que fazia para a revista Info e para o falecido caderno de Informática da Folha de S. Paulo, além de, claro, reencontrar amigos de um passado distante e conhecer pessoalmente gente que só conhecia no mundo online. Lembro que durante a primeira vinda dos Pixies ao Brasil em 2004, em Curitiba, popularizei a expressão “Orkut funciona” quando reconhecia pessoalmente rostos que só conhecia em fotos.

Foi uma época em que eu viajava muito pelo Brasil (sdds Rio de Janeiro 2002-2005), também porque comecei a trabalhar no Trama Universitário, projeto da gravadora Trama que vislumbrava um circuito cultural universitário no Brasil (antes de “universitário” virar sinônimo de “música pra pegar mulher”, que fase). Eu não tinha celular nem laptop, usava basicamente desktops alheios em lan houses ou em business centers de hotéis (duas entidades em vias de extinção) e o Orkut era uma espécie de “memória em nuvem”, funcionando pra várias coisas também em níveis locais, como descobrir um lugar legal para almoçar no Recife ou saber quem eram os estudantes que estavam organizando protestos contra o aumento de ônibus em Florianópolis e Salvador.

O final deste período misturou um monte de coisas: um acidente de carro que foi determinante na minha vida (aquele momento “para tudo!” existencial), a criação da minha primeira festa (Gente Bonita Clima de Paquera, que terminou em 2011), a fundação do meu podcast (o Vida Fodona, criado no carnaval de 2006 no Recife, ao lado do meu saudoso irmão Fred Leal) e a minha ida para o Estadão, onde fui editar o Link. Esta fase também terminou quando comecei a namorar a Mariana, minha atual esposa, que me ajudou a por minha vida nos trilhos.

Poderia escolher álbuns de fotos, comunidades (o Vida Fodona começou como uma comunidade minha no Orkut), testimonials, a enxurrada de scraps que recebi de alagoanos depois que um texto que escrevi para a Trama Virtual sobre um festival em Maceió foi entendido como um “manifesto de preconceito paulistano contra o nordeste” (justo eu, brasiliense filho de cearenses!), mas quando fui procurar o que escolher pra levar comigo, achei tão simbólico que meu último testimonial fosse o da Mariana, com um singelo “S2” que copiamos de diálogos de adolescentes em lan houses e usávamos como um código óbvio, como se marcasse o fim daquela fase.
E começasse outra muito melhor. 🙂

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