
O ex-Whitest Boy Alive avisa que seu primeiro disco solo, Legao, chega no mês que vem. E pro esquenta, puxou esse belo reggaeinho sueco, chamado “Fence Me In”.

A dupla sueca Drop Out Orchestra ajudou os australianos do Bag Raiders em sua trip africana, dando um tempero caprichado no single de “Nairobi”, saca só:

Thiago Pethit começou bem a expectativa ao redor de seu disco novo, dando um bom primeiro passo com o clipe da ótima “Romeo”, que estreou hoje.

Um set pra dançar, mas bem retrô. Segura!
Beirut – “My Night With The Prostitute From Marseille”
ESG – “Get Funky”
Eumir Deodato + João Donato – “Capricorn”
George Benson – “Give Me the Night”
Whispers – “And the Beat Goes On”
Lincoln Olivetti + Robson Jorge – “Eva”
S.O.S. Band – “Take Your Time (Do It Right)”
Tim Maia – “Juras”
Brylho – “Cheque Sem Fundos”
Brothers Johnson – “Stomp!”
Daryl Hall + John Oates – “I Can’t Go For That (No Can Do)”
Marina – “Ensaios de Amor”
Guilherme Arantes – “Cheia de Charme (Extended Remix)”
Ritchie – “Vôo de Coração”

O que sobrou do Pink Floyd volta a dar sinal de vida. David Gilmour e Nick Mason postaram nessa semana o primeiro trecho do último álbum, um picote de 30 segundos de um aparente longo solo de guitarra que prenuncia o quase-póstumo The Endless River.
Quase-póstumo porque o disco é uma espécie de último suspiro possível do grupo, que foi no baú do fraco Division Bell, do início dos anos 90, para resgatar teclados inéditos do falecido Rick Wright e tentar tirar daí um disco novo. Felizmente instrumental (embora a esposa de David, Polly Samson, tenha conseguido emplacar uma música com letra, “Louder Than Words”), o disco parece ser antecipar um obituário ainda em vida para a banda, que provavelmente vai aproveitar a deixa para excursionar mais uma vez os velhos clássicos.
O tom do disco é quase ambient, com a guitarra mestra de Gilmour derretendo-se bluesy como sempre, também felizmente (ouça abaixo), embora uma faixa chamada “Autumn’68” (referência óbvia ao hino “Summer’68″) possa causar uma curiosidade seguida de calafrio. O disco também sairá em vinil (duplo, claro) e terá uma versão deluxe cheia de extras em áudio e vídeo.
Depois disso só resta Gilmour e Roger Waters refazerem as pazes e singrarem juntos mais uma vez tocando cada um dos discos, na íntegra. Mas isso é utopia, como também foi utopia imaginar que, até a morte de Wright em 2008, uma volta do grupo com a formação heróica.
Abaixo, a ordem das músicas de Endless River.
Lado 1
1. “Things Left Unsaid”
2. “It’s What We Do”
3. “Ebb and Flow”
Lado 2
1. “Sum”
2. “Skins”
3. “Unsung”
4. “Anisina”
Lado 3
1. “The Lost Art of Conversation”
2. “On Noodle Street
3. “Night Light”
4. “Allons-y (1)”
5. “Autumn’68”
6. “Allons-y (2)”
7. “Talkin’ Hawkin'”
Lado 4
1. “Calling”
2. “Eyes To Pearls”
3. “Surfacing”
4. “Louder Than Words”

Um dos melhores discos brasileiros do ano está vindo aí. Rasura é quarto disco da banda curitibana Ruído/mm (lê-se “Ruído por milímetro”) e os consagra não apenas como principal representante de uma cena de música experimental instrumental dentro do rock independente brasileiro como também como uma banda estabelecida no cenário nacional, mesmo que desconhecida do grande público. Menos introspectivo e mais guitarreiro que o disco anterior (o incrível Introdução à Cortina do Sótão, de 2011), Rasura ainda flutua no éter da pressão da microfonia, contrapondo calma e barulho como elementos não necessariamente opostos. O grupo está soltando o disco aos poucos, já liberou a faixa “Cromaqui” e agora descola “Transibéria” aqui pro Trabalho Sujo, ouça:
O novo disco será lançado no próximo sábado, dia 27, num show no Sesc da Esquina de Curitiba, nos formatos digital (download gratuito pelo selo paulistano Sinewave ou pelo Bandcamp, em que o ouvinte pode pagar pelo download – e ganhar bônus por isso), CD e, mais pra frente, em vinil, o que garantirá toda a glória desta colagem feita pelo designer Mario de Alencar, que assina essa capa incrível:

A banda é formada pelos guitarristas André Ramiro e Ricardo Pill, o baterista Giovani Farina, o pianista Alexandre Liblik e pelo novato mulltiinstrumentista Felipe Ayres, além do baixista Rafael Panke, que conversou comigo por email.
Fale mais sobre esse amadurecimento do Ruído. Vocês já têm um próprio som definido ou é algo em mutação constante?
O Ruído é uma entidade com vontade própria. Não importa quem a esteja incorporando no momento, sempre será conduzido por uma intuição estranha, como que guiado por vozes. Cada desertor deixa um pouco de sua essência e leva um pouco do zumbido com ele. Percebemos para onde estamos sendo levados, mas não há nada que possamos fazer quanto a isso: escolhas, discussões, livre arbítrio, definições… O grande espírito ri. Às vezes, depois de muito tempo buscando determinado resultado, acabamos chegando lá por caminhos não antecipados. Outras, quando achamos que finalmente compreendemos a mecânica da construção… puf! O absurdo se revela e nos vemos às voltas com o imponderável outra vez. Aceitar isso foi o pulo do gato preto.
Uma vez ouvi que “o artista que sabe o que está fazendo é medíocre”. Não sei se concordo totalmente com isso, mas é uma grande frase de efeito. Se formos nos pautar por essa máxima, o ruído está fazendo do jeito certo.
O que vocês mais ouviram durante a gravação e composição desse disco? O que foi referência em termos de composição e de produção?
Usamos a coqueteleira de sempre, apenas dosando os ingredientes de forma diferente. Um pouquinho menos de Satie, um pouco mais de Yo La Tengo. O bom e velho Morricone continua lá, mas apertando forte a mão do Kevin Shields e do Lee Ranaldo. O piano não está tão proeminente nas composições quanto estava no nosso trabalho anterior, e essa opção permitiu ao Liblik explorar toda sua versatilidade com outros timbres, dos clássicos Wurlitzer e Hammond aos sintetizadores mais fritos. Temos muito mais camadas de guitarras desta vez, também.
Em questão de produção, eu tinha uma intenção vaga de aquecer o som; eu queria que o disco soasse honesto, mais parecido com a gente ao vivo: guitarras garageiras gritando, o piano e os synths bem quentes, a batera com muito som de sala e a coisa toda com bastante ambiência. Transportar o ouvinte praquele mesmo lugar/lugar nenhum, praquele momento fora dos momentos. As coisas foram feitas com muita minúcia e atenção, mas como eu disse anteriormente, a pajelança ruidosa incorpórea não nos permite tomar as rédeas da coisa totalmente. O disco foi se moldando a si mesmo diante de nós, observadores aparvalhados, e chegou a esse resultado como que por vontade própria.
Como anda a cena de rock experimental brasileira? Vocês se encaixam em alguma cena? Se sim, ao lado de que outros artistas?
Temos muita afinidade com o pessoal do Constantina, do Herod, do Labirinto, do Kalouv… mas apesar de curtirmos e nos identificarmos, é raro conseguirmos tocar juntos ou interagir fora da internet. Isso sim constituiria uma “cena” da forma tradicional, certo? Mas as grandes distâncias e a pouca grana para promover eventos impedem isso.
Por outro lado, há um sentimento de pertencimento, sim, e a Sinewave é o vetor disso. Eles têm feito um trabalho incrível de curadoria, descobrindo, reunindo e lançando bandas experimentais de todo o Brasil. No fim, estamos todos juntos numa grande hive mind.
Como Curitiba se reflete no som da banda?
Na dicotomia complementar entre a introspecção caseira e o boteco inferninho, creio eu. Na nossa casa, no vento frio na janela; nas quatro estações num mesmo dia; no bafo dum porão lotado ou num conhaque queimando o peito.
O Petit Pavé da Rua XV e os bêbados da Trajano Reis estão tatuados em nossas vesículas.
Vendo de fora, percebo a cidade está passando por uma nova transformação, incluindo culturalmente. O que você acha?
Não sei… de dentro, é difícil dizer; não dá pra dar um passo atrás e ver o quadro maior. O que pode ser dito é que, no que diz respeito à produção da música dita alternativa, Curitiba está está sempre borbulhando. A coisa se transmuta, cresce e encolhe, se estica, solta vapor e não pára de se mexer. Todos sempre atentos, esperando pra ver se não nasce um grande monstro voador dessa gosma inquieta.

Thom Yorke segue twittando pistas e, entre letras antigas e velhos desenhos do colaborador Stanley Donwood, que trabalha com a banda há vinte anos, anunciou em um tweet cifrado, que o Radiohead estaria em seu segundo dia de estúdio. Eis uma compilação dos tweets recentes:
Stanley & me going thru15years of discarded words & pictures..!while overdubs happen in Radiohead studio.2nd day only pic.twitter.com/XP3TZVeMzq
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
Eles não explicam, no entanto, o misterioso vinil branco que apareceu rodando em um tweet do vocalista da banda na semana passada. Como foi retwittado por Nigel Godrich, que é produtor do Radiohead mas também integrante da banda paralela de Yorke, Atoms for Peace, muitos cogitam que talvez seja um novo lançamento do projeto, não necessariamente um disco novo – mesmo porque a imagem mostrava um material gráfico semelhante ao do primeiro disco solo de Thom e ao do último disco do Atoms…, Amok.
Mas há dois meses Yorke vem postando em seu tumblr cenas inóspitas de árvores alienígenas ou tocos de árvores e obeliscos solitários. A temática visual do disco mais recente do Radiohead, The King of Limbs, de 2011, era toda inspirada em árvores cheias de galhos – e agora ele vem com essa…


















Tem (muito) mais imagens no tumblr original.

Aconteceu neste fim de semana: Thom Yorke twittou uma foto em seu tumblr em que mostrava apenas um disco branco girando numa vitrola (que foi retwittado em seguida por Nigel Godrich, produtor do Radiohead e colaborador de Thom no projeto Atoms for Peace):
— Thom Yorke (@thomyorke) September 21, 2014
Já fomos avisados através de uma atualização de aplicativo que algo está acontecendo no universo do Radiohead em 2014. Será que o novo disco já está pronto pra chegar?

O velho Kendrick Lamar pegou “Who’s That Lady” (clássico dos Isley Brothers que já havia sido sampleado pelos Beastie Boys na clássica “A Year and a Day“) e fez um senhor hit, saca só:

O apresentador de TV Conan O’Brien abriu uma semana de homenagens a George Harrison começando com uma versão acelerada do Beck pra favorita (como quase todas as músicas do All Things Must Pass) “Wah Wah”. Aperta o play: