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Destaque

Chromatics 8-track

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Johnny Jewel continua desenterrando raridades e extras de seus trabalhos, principalmente de sua banda Chromatics, em sua conta no Soundcloud – e tudo pra download gratuito. Entre as pérolas dessa última leva estão duas versões para faixas do excelente Kill for Love gravadas portaestúdios de oito canais.

Mas se eu fosse você, passava lá no Soundcloud dele e baixava tudo.

James-Blake

E essa entortada que o menino-prodígio do dubstep James Blake deu no maior hit do Gorillaz, “Feel Good Inc.”? Vocais lá atrás, beats e graves em primeiro plano, atmosfera tensa mas ao mesmo tempo esparsa, para dançar sem sair do lugar. O remix foi feito há alguns anos – ninguém consegue especificar uma data – e foi lançado sob o pseudônimo de Harmonimix – e agora apareceu online:

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A editora Aleph, que vem construindo um belo catálogo de ficção científica, acrescentou mais um volume essencial à bibliografia do mítico Philip K. Dick ao lançar pela primeira vez a obra Valis, em que o escritor romantiza a revelação psicodélica-religiosa que mudou completamente sua vida em um livro que deu um novo rumo aos seus livros. A edição traz de brinde a HQ A Experiência Religiosa de Philip K. Dick, escrita e desenhada por Robert Crumb, que eu havia traduzido de brincadeira no começo desse século – e o velho compadre Mateus, que incentivou a tradução, letreirou o quadrinho e a hospedou em seu Ovelha Elétrica (ela está lá até hoje). Ao saber que o quadrinho já havia sido traduzido, a editora pediu para que eu desse um tapa na versão original para incluí-la como extra em Valis, oficializando assim a sexta obra de Crumb que participei da adaptação para o Brasil.

riverscuomo-realestate

A banda nova-iorquina Real Estate, dona de um dos grandes discos de 2014 (Atlas, excelente), passou por São Paulo na semana passada e no repertório paulistano sacou um raro cover de Weezer (“No Other One”, do clássico Pinkerton), pegando o público de surpresa (procurei a música no YouTube, mas não achei). Para quem acompanha de perto não foi tão inusitado, pois no último show que eles fizeram nos EUA antes de vir para o país, na terça-feira, em Los Angeles, contaram com ninguém menos que o próprio Rivers Cuomo, o dono do Weezer, nos vocais do hit indie, que, marcha reduzida, tornou-se hipnótico.

ride

Semana passada eu falei da inesperada volta do Ride e esqueci de falar aqui que eles, sim, confirmaram a turnê de volta entre maio e junho do ano que vem, dando um rolê pela Europa (incluindo no festival espanhol Primavera e no festival inglês Field Day) e tocando dois shows na América do Norte, um em Nova York e outro no Canadá. Pode ser que eles acrescentem algumas datas a essa tour, mas se você é desses indies fãzaços da banda e ainda não tiver comprado seu ingresso, corra, porque devem ter poucos sobrando a essa altura do campeonato. Eis as datas:

05/22 – Glasgow, UK @ Barrowland Ballroom
05/23 – Manchester, UK @ Albert Hall
05/24 – London, UK @ Roundhouse
05/26 – Amsterdam, NL @ Paradiso
05/27 – Paris, FR @ Olympia
05/29 – Barcelona, ES @ Primavera Sound Festival
06/02 – Toronto, ON @ DanForth Music Hall
06/04 – New York, NY @ Terminal 5
06/07 – London, UK – Field Day

Alguns ingressos ainda estão disponíveis, segundo o site da banda. Se existe alguma possibilidade de vir pra cá? Mínima, não conte com isso. Se o My Bloody Valentine que é bem mais importante e conhecido ainda não veio… Mas ia ser demais se eles viessem.

littleboots

Nossa querida Little Boots volta a dar sinal de vida depois de quase um ano e meio fora do ar. Dessa vez ela volta com o EP Business Pleasure, feito em parceria com gente do nível do Com Truise e do Jas Shaw do Simian Mobile Disco. A pegada é aquela mesma que a gente sempre gosta: pop docinho com altas doses de nerdismo eletrônico temperado com a formação clássica da inglesa Victoria Hesketh. Abaixo, três faixas que estão no novo disco, que sai no começo da semana que vem.

E por falar na Aleph, a editora está lançando uma edição comemorativa do marco zero do cyberpunk, o Neuromancer de William Gibson, primeira obra de ficção científica a vislumbrar o futuro com a presença da internet. Um dos atrativos dessa nova versão é uma introdução escrita pelo próprio Gibson para o aniversário de 30 anos do livro, lançado em 1984, que reproduzo abaixo:

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“Fico muito feliz que a edição de 30 anos de Neuromancer esteja sendo publicada no Brasil no século 21. Em 1984, o ‘Brasil no século 21’ era tema de ficção científica. Em 2014, o Brasil é um país que pulsa pleno de futuro, o futuro do verdadeiro século 21.

A história de Neuromancer se passa principalmente nas semirruínas do que ainda chamamos de nações “desenvolvidas”, porque essas eram as nações que eu conhecia suficientemente bem para que pudesse, a partir delas, lançar minhas extrapolações. Nações como o Brasil e a Índia eram cartas fora do baralho para mim, mas esses países são verdadeiros curingas do mundo hoje, ricos em possibilidades, muitas das quais, pelo que temos visto, ainda permanecem completamente imprevisíveis. Em breve, as maiores cidades do mundo não estarão nas nações outrora “desenvolvidas”.

O Brasil, em Neuromancer (ou o “além-mar” em Neuromancer, já que o país praticamente não está lá) queria sugerir algo assim: outro mundo, um lugar inteiramente distinto, onde a tecnologia pode ter se desenvolvido de uma forma diferente. Essa perspectiva continua nas duas sequências do livro e em minha obra posterior. Os personagens não visitam o Brasil, mas coisas interessantes emergem de lá, vindas a partir de um conjunto completamente diferente de possibilidades.

O fato de que leitores do século 21, vivendo em nações como o Brasil, ainda estejam dispostos a ler um romance de ficção científica anterior ao telefone celular e em que aparelhos de fax ainda estão presentes, me encanta. Para mim, Neuromancer nunca foi sobre “como o futuro seria”, mas sobre o que fazemos, como espécie, com as ideias que temos a respeito do futuro. É um romance sobre como a tecnologia nos modifica, ou fracassa em suas tentativas de nos modificar, geralmente de maneiras que os desenvolvedores dessa tecnologia sequer são capazes de antecipar.

O futuro imaginado em Neuromancer é um ato de improviso, um acidente complexo, pós-heroico, pós-mitológico. É justamente aí, eu acho, que o livro ainda funciona, apesar de sua tecnologia inevitavelmente obsoleta. E é por isso, eu acho, que nosso verdadeiro futuro pertence especialmente a lugares como o Brasil, lugares onde se trabalha necessária e concretamente com o improviso, com o complexamente acidental, todos os dias.

Em um novo mundo, talvez, meu estranho velho livro se torne um livro novo. Contexto é tudo. E eu invejo o de vocês.

–William Gibson
Vancouver, 25 de julho de 2014

Cores_e_Valores_Racionais

Eis a capa do sexto disco dos Racionais MCs, que chama-se Cores e Valores e deve ser lançado oficialmente nesta terça-feira. Eles já descolaram um teaserzinho pra ir aquecendo, saca só:

O grupo já liberou a íntegra da faixa “Quanto Vale o Show?” e, em tese, a ordem das faixas do novo disco seria essa aqui: segue a íntegra do disco para quem quiser ouvir:

O grupo pôs o disco à venda via Google Play ao preço de R$ 9,99 e a ordem das faixas é esta:

1) “Cores & Valores”
2) “Somos o que Somos”
3) “Cores & Valores – Preto e Amarelo”
4) “Trilha”
5) “Eu Te Disse”
6) “Preto Zica”
7) “Cores & Valores – Finado Neguin”
8) “Eu Compro”
9) “A Escolha que Fiz”
10) “A Praça”
11) “O Mau e o Bem”
12) “Você Me Deve”
13) “Quanto Vale o Show?”
14) “Coração Barrabaz”
15) “Eu Te Proponho”

A fonte é o André Camarante.

noitestrabalhosujo_211114

Babee e a Rê fizeram bonito na Noite Trabalho Sujo passada, como fica claro nas fotos da Nati, veja só. Sexta-feira quem segura a pistinha é o bom e velho Luiz Pattoli, que chamou uns “brimos” pra fazer o povo se acabar de dançar!

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vf466

Um Vida Fodona gravado na praia…

Symmetry – “Uptown Rain”
Hail Social – “R U Still There?”
Shirley Ann Lee – “I Shall Not be Moved”
Alan Parsons Project- “Eye in the Sky”
Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários – “Declaração”
Fool’s Gold – “I’m In Love (Poolside Remix)”
Escort – “If You Say So”
Eunice Collins – “At the Hotel”
Elis Regina – “Cobra Criada”
Criolo – “Fermento pra Massa”
Karina Buhr – “Canto de Osanha”
Bonobo – “Cirrus”
Cardigans – “Lovefool”
Marina – “Fullgás”
Belle & Sebastian – “Legal Man”
Brian Eno – “St. Elmo’s Fire”

Aqui, ó.