Trabalho Sujo - Home

Curadoria

Tenho um segredo pra te contar: o último espetáculo musical de março no Centro da Terra é um evento único, como o desabrochar de uma orquídea ou uma aurora boreal. A cantora e compositora Manda Conti, que vara madrugadas fazendo lives solitárias com seu violão, mostra suas próprias composições na apresentação Um Segredo Meu, na segunda vez que sobe a um palco. Dona de uma voz delicada e firme ao mesmo tempo, ele reuniu um time de músicos de respeito – Luis Cunha ao violão e direção musical, Batata Boy nos teclados, José Pedro no piano e vocais e Helena Cruz no baixo – para mostrar suas canções em público, muitas delas pela primeira vez, colocando-se em algum lugar entre a doçura das melodias de Stevie Wonder, Suzanne Vega e Carole King e uma instrumentação que soa jazzy, folk e ambient ao mesmo tempo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda neste link.

#mandacontinocentrodaterra #mandaconti #centrodaterra2024

Missa à música

Na última noite da temporada Aprendendo a Rezar, Luiza Brina reuniu duas sacerdotisas da canção como ela para transformar um conjunto de orações em uma missa à música. Ao lado de Iara Rennó e Josyara, ela passou por músicas de seu terceiro álbum Prece, que será lançado neste mês de abril, e por rogos escritos pelas duas convidadas, harmonizando cordas e vocais de três mulheres fortes de nossa música de forma sublime. A noite começou e terminou com a mesma canção, a prece “Oração 18”, que ela apresentou na terceira noite da temporada no Centro da Terra, e que será lançada ainda esta semana. Um desfecho divino.

>Assista abaixo: Continue

A produtora e musicista Lorena Hollander conduziu o público que foi ao Centro da Terra nesta terça-feira em uma jornada interior. Apesar de apontar para o satélite natural do planeta ao batizar o espetáculo de seu projeto Ushan como Ao Redor da Lua, ela mergulhou em uma jornada interior dividida em três partes. Na primeira delas, entre apitos e um kotô, ela foi acompanhada pelo baixo de Samuel Bueno e pela bateria de Martin Simon e apresentou a paisagem sideral no cenário ao mesmo tempo em que conduzia o público para uma introspecção lisérgica que misturava baixo e bateria de rock psicodélico a beats, distorções digitais e mantras vocais ao timbre peculiar do instrumento asiático. Depois entrou numa viagem de improviso ao lado da convidada da noite, Sue, que trouxe sua guitarra e seus processadores sonoros para duelar com o kotô e os processadores de Lorena, em um improviso intenso. A terceira e última parte trouxe Samuel e Martin de volta ao palco, quando a líder da noite nos conduziu pelo momento mais expansivo e intenso da noite, entre efeitos e uma cimitarra na cabeça. De deixar todos perplexos.

>Assista abaixo: Continue

Adoro quando essas coincidências acontecem. Conversei faz tempo com a Lorena Hollander, autora do projeto Ushan, sobre a possibilidade de fazermos uma apresentação no Centro da Terra e entre datas que vão e voltam, conseguimos acertar o espetáculo para o dia 19 de março – sem perceber que esse dia marcava justamente o fim do ano astrológico e de um ano regido pela lua! Seu projeto musical é regido por nosso satélite e o nome Ushan também faz referência à Lua, inspiração também para o disco Banho de Lua, de 2022, e o clipe “Lunar”, cuja equipe ela reuniu para esta celebração no Centro da Terra. Misturando música brasileira, música eletrônica e rock, a apresentação contará com Lorena tocando o instrumento asiático koto, além da guitarra, sintetizadores e voz, que ainda reuniu o baixista Samuel Bueno, o baterista Martin Simon, o cenógrafo Cleverson Salvaro, as projeções de Carol Costa e a luz de Morim Lobato, além de contar com a participação especial da Sue, tocando guitarra e disparando samples. O espetáculo Ao Redor da Lua começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda neste link.

#ushannocentrodaterra #ushan #centrodaterra2024

“Pra viver junto é preciso viver só, pra gente se encontrar”, incitando o público a cantar o refrão da inédita “Oração 18”, que faz parte de seu Prece, rosário em forma de disco que lança em abril, e que será lançada como single na semana que vem, a mineira Luiza Brina resumiu a força tanto de sua temporada no Centro da Terra, quando apresentou-se pela terceira vez dentro de Aprendendo a Nadar, quanto de seu novo momento artístico, quando aproximou-se de outros artistas para somar forças e criar algo coletivo, ciente das respectivas individualidades. Desta vez ela chamou o carioca Castello Branco e o alagoano Batataboy e os três criaram momentos únicos, Castelo sempre ao violão, Batataboy entre o piano e o contrabaixo e Luiza entre o violão e o contrabaixo, os três entrelaçando vocais sem pausas entre as canções desde o primeiro dedilhado que abriu o show, parando só na citada última música, que recebeu todos os aplausos da casa. “Pra andar junto é preciso poder andar só, pra gente caminhar”, caminha Luiza!

#luizabrinanocentrodaterra #luizabrina #centrodaterra2024 #trabalhosujo2024shows 41

Assista abaixo: Continue

O Inferninho Trabalho Sujo despediu-se das quintas-feiras na festa desta semana e daqui a no fim deste mês – justamente na sexta-feira da PAIXÃO – começamos a incendiar o hospício do Picles às sextas… e quem é esperto já sabe quem traremos pra brilhar no primeiro sextou oficial do nosso Inferninho, dia 29 de março. A despedida começou com a dupla Mundo Vídeo, que despejando guitarras desenfreadas sobre bases de dance music começou a esquentar a noite…

Depois foi a vez do Varanda fazer a casa cair. Depois de seis meses de sua primeira apresentação em São Paulo (justamente neste mesmo Inferninho), a banda de Juiz de Fora participou do momento de encerramento desta primeira fase da festa mostrando uma evolução considerável desde o primeiro show no Picles, que já tinha sido foda. Mas depois de um semestre rodando bastante (o que a constância do palco não faz com um grupo de músicos, não é mesmo?), o quarteto voltou tinindo, tanto na coesão entre seus músicos, quanto em sua presença de palco. Todos os quatro – Augusto Vargas (baixo), Amélia do Carmo (vocal), Mario Lorenzi (guitarra) e Bernardo Mehry (batera).- conversam com o público, brincam entre si, contam piadas de tiozão sem ironia e cantam parte das músicas, mas o foco da atenção não tem como não ser a presença magnética de Amélia, que personifica a fusão de MPB com indie rock do grupo para muito além do que o os clichês que a miserável mistura parece inspirar, encarnando o espírito livre, o humor infame
e o alto astral que são a essência da banda. Os quatro ainda chamaram o homem Irmão Victor, o gaúcho Marco Benvegnú, para tocar sax (!) no hit “Gostei”, além de mostrar várias músicas inéditas. Depois, eu e a Fran apelamos e ganhamos a pista, como de praxe. Que noite!

#inferninhotrabalhosujo #mundovideo #varanda # #noitestrabalhosujo #trabalhosujo2024shows 37 e 38

Assista abaixo: Continue

Atenção que este é o último Inferninho Trabalho Sujo às quintas-feiras. A partir da próxima edição, nossa acalorada celebração noturna encontra a hashtag sextou para embalar inícios de fins de semana maravilhosos, aguarde e confie. E para marcar esse novo momento, chamamos de volta os queridos Varanda, que fez seu primeiro show em São Paulo num Inferninho do ano passado e agora volta às vésperas de lançar seu primeiro álbum. Evolução, povo, evolução! E o grupo que abre a noite, o Mundo Vídeo, também não deixa barato. Depois da meia-noite você sabe que eu e Fran tomamos conta do fervo, que, como sempre, acontece no Picles (Rua Cardeal Arcoverde, 1838) a partir das 20h da noite (e quem entrar até às 21h não paga!). Bora que a noite vai ser boooooa…

Foi demais o primeiro show oficial da banda Orfeu Menino nesse ano dentro da sessão Trabalho Sujo Apresenta, que nesta quarta aconteceu no Redoma. A banda está afiadíssima e é impressionante o domínio que a vocalista Luiza Villa tem do palco, em sintonia finíssima com os outros quatro músicos da banda, o virtuosismo de Tommy Coelho na bateria, a guitarra discreta e precisa de Tomé Antunes, o teclado irrepreensível do maestro Pedro Abujamra e o baixo denso e suntuoso de João Chão. Parte do repertório ainda é composto por versões, o que já mostra a amplitude de alcance do quinteto, indo de “Nossa História de Amor” do Tim Maia a “Jorge Maravilha” do Chico Buarque, passando por “Dentro de Você” de Marcos Valle e Leon Ware, “Banho de Espuma” da Rita Lee, a versão de Annie Ross pro standard “Twisted”, “Cara Cara” e “Pessoa Nefasta” do Gilberto Gil, “Nua Ideia” de João Donato, além de uma versão de “Bala com Bala” do João Bosco que não tava no roteiro. Entre esses clássicos, eles ainda mostraram suas duas primeiras músicas, “Pega Mal” e “O Amor é Fogo”. Depois o DJ Benni seguiu a noite esmerilhando pérolas ousadas de diferentes frentes musicais. É, a brincadeira está só começando…

#trabalhosujoapresenta #orfeumenino #redomabixiga #trabalhosujo2024shows 36

Assista abaixo: Continue

Complementares

Foi bem bonito o encontro inédito que o baterista Pedro Fonte e a violonista Tori apresentaram nessa terça-feira, no Centro da Terra. Os dois reuniram seus repertórios e se acompanharam no espetáculo O Instante do Derretimento, em que o carioca e a sergipana puderam entrelaçar instrumentos, cantos e canções acompanhados do baixista baiano Toro. A apresentação ainda contou com a aparição surpresa do trombonista Antônio Neves – que também tocou trompete no show -, formalizando uma novidade que parecia já ter anos de convivência. Que sigam essa jornada juntos!

#toriepedrofontenocentrodaterra #tori #pedrofonte #centrodaterra2024 #trabalhosujo2024shows 35

Assista abaixo: Continue

Nesta terça-feira, no Centro da Terra, a sergipana Tori e o carioca Pedro Fonte fundem o repertório dos discos que lançaram no ano passado (respectivamente Descese e Late Night Light) no espetáculo intimista O Instante do Derretimento, em que tocam seus instrumentos – guitarra e bateria – enquanto passeiam por suas canções, acompanhados do baixista Toro e com uma atração surpresa. A apresentação começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda neste link.