Trabalho Sujo - Home

Curadoria

Vamos esquentar essa semana com Inferninho Trabalho Sujo em pleno feriado! Você já sabe que depois da meia-noite eu e a Fran queimamos neurônios, quadris e solas de sapato com hits que não deixam ninguém parado – e antes disso não vai ser diferente, quando reunimos duas bandas novíssimas para apresentações especiais para esta quinta-feira no Picles. O lo-fi à brasileira do Schlop e as canções perigosas do Monstro Bom ajudam a aquecer este segundo Inferninho do ano, deixando a temperatura naquela medida que a gente conhece e gosta. A festa começa às oito da noite e quem chegar antes das nove não paga pra entrar. O Picles fica ali no coração do bairro de Pinheiros, no número 1838 da Cardeal Arcoverde e a noite promete pegar fogo! Vamos?

Janeiro é aquele raro mês do ano em que o palco do Centro da Terra não recebe espetáculos – afinal de contas, é bom tirar férias! Mas voltamos com nossa programação em fevereiro – e com uma novidade: além da minha curadoria de música seguir nas segundas e terças como há anos e a de dança, feita pelo Diogo Granato, seguir firme às quintas e sextas, agora temos uma curadora de cinema que irá tomar conta das quartas-feiras, e a responsável por essa programação é a Chica Mendonça, seja bem-vinda! Mas já na próxima segunda, dia 22, anunciamos os espetáculos de segunda e terça da curadoria de música em fevereiro, porque 2024 já começou quente. E o restaurante do teatro, o ótimo Shakshuka, já voltou às atividades, funcionando de segunda a sexta do meio-dia às 22h30. Vamos lá?

Começamos os trabalhos do Inferninho Trabalho Sujo nesta quinta-feira, quando recebemos lá no Picles mais uma vez a Xepa Sounds do Thiago França, que passou por tudo quanto é tipo de hit – teve desde “Total Eclipse of the Heart” até “Hotline Bling” – antes que eu e a Fran incendiássemos a pista para começar a aquecer os trabalhos da festa neste novo ano. E como bem lembrou a Fran, já já completamos um ano de discotecagem em dupla, quando tocamos juntos pela primeira vez, justamente num show do Thiago, só que com sua Charanga. Deu muito certo, né?

Assista aqui: Continue

Prontos pra aumentar ainda mais o calor do verão 2024? Então te prepara que a primeira edição do ano do Inferninho Trabalho Sujo, que acontece nesta quinta-feira, como sempre no Picles, tá em chamas. Quem começa ateando o fogo – e já com os pés na fogueira do carnaval – é o trio Xepa Sounds, em que Thiago França, Pimpa e Samba Sam atiçam o começo do fervo com gasolina musical! Depois, eu e a Francesca, devidamente recarregados depois do descanso do fim do ano, aumentamos ainda mais a temperatura com hits que atravessam a madrugada cuspindo labaredas sonoras que não deixam ninguém parado. O Picles fica no número 1838 da Cardeal Arcoverde, no coração de Pinheiros, e a festa começa a partir das oito da noite sem previsão de horas pra termina!

Encerramos nessa terça-feira mais um ano de música no Centro da Terra felizes por saber que nosso palco já é reconhecido como laboratório de experiências que permite artistas cogitem novas possibilidades cênicas, narrativas e musicais. Foram nove temporadas e em cada uma de suas quatro segundas-feiras Jadsa, Maria Beraldo, Paula Rebellato, Dinho Almeida, Ná Ozzetti, Sandra Coutinho, Lulina, Chicão Montorfano e Sue com Desirée Marantes foram fundo no desafio de criar quatro apresentações diferentes, experimentando linguagens, dissecando repertórios e promovendo encontros novíssimos e reencontros clássicos. Os encontros também deram a tônica de 2023 com apresentações conjuntas – em alguns casos inéditas – que reuniram Alessandra Leão a Rafa Barreto, Tagore com a banda Bike, Kiko Dinucci com Lucio Maia, as bandas Test e Papangu, Tori e a Meiabanda, Lucas Gonçalves e Lucca Simões, o Bufo Borealis com Edgard Scandurra, Enio e Zé Manoel, Maurício Takara e Carla Boregas e os grupos Antiprisma e Retrato. Ainda tivemos shows de um time de artistas que formam bom retrato da produção musical brasileira contemporânea, reunindo nomes estabelecidos com outros em ascensão. Maurício Pereira, Do Amor, Arrigo Barnabé, Nath Calan, Bruna Lucchesi, Chico Bernardes, Marcela Luccatelli, Izzy Gordon, Paola Lappicy, Sophia Chablau, Filarmônica de Pasárgada, Anvil FX Orchestra, Guizado, Tatá Aeroplano, Glue Trip, Bruno Bruni, Mestre Nico, Caçapa, Atønito, Lê Almeida, Tika, Anna Vis, Oruã, Rotunda, Anná, MNTH, Cøelho, Tila, Sophia Ardessore, Marília Calderón, Rubinho Jacobina e Vieira passaram pelo palco do nosso querido teatro no Sumaré, que ainda teve os shows de estreia de artistas tão diferentes quanto Guaxe, Comitê Secreto Subaquático, Manuela Julian, Risco Quarteto, Ondas de Calor e Manuela Pereira. Agradeço nominalmente a todos que toparam a provocação de fazer algo diferente do que vinham fazendo e não posso nem começar a mencionar os convidados dos artistas que convidei que vamos a pelo menos quase outra centena de nomes, de diferentes calibres e talentos, mas aproveito para reforçar o agradecimento, mesmo que muitos destes só pude conhecer no palco. E não custa mencionar o prazer que é trabalhar com um time que já virou família, desde a gestão hábil – e de baixo perfil – da diretora Keren, à habilidade de nossa produtora Nat, aos ouvidos do Leandro do som, ao Will, Murilo, Alexandre, Hel e Zé que trabalham em diferentes áreas do teatro, além da Érika e a turma do salão e da cozinha do restaurante Shakshuka, que conseguiu temperar ainda melhor as esperas e conclusões de cada show, com pratos e drinks ótimos. É dele, inclusive, o expresso martini que pedi para fechar esse ano no teatro, que volta a ter shows só no mês de fevereiro do ano que vem. Mas o restaurante segue aberto até o dia 22 deste mês e volta no dia 10 de janeiro. Saúde – e que venha 2024 (se quiser assistir ao povo que passou pelo teatro esse ano, clique aqui e boa viagem).

Linda a apresentação que a Filarmônica da Pasárgada fez nesta terça-feira, encerrando o ótimo ano de música que tivemos no Centro da Terra. Além de apresentar a maravilhosa e forte voz de Loreta Colucci como contraponto à voz do líder da banda Marcelo Segreto – e a química ente os dois está ótima -, o espetáculo PSSP ainda contou com a presença do mestre Luiz Tatit, que foi reverenciado pela banda tanto num número seu (“Capitu”) quanto do grupo (“Fora do Ar”), além de fazer duas músicas próprias (“Toque o Tambor” e “Felicidade”) sozinho ao violão. A casa, lotada, suspirava ao fazer coro baixinho com as músicas do mestre, além de gargalhar com os jogos musicais das canções de Segreto. Foi demais.

Assista aqui: Continue

E para encerrar as atividades musicais do Centro da Terra em 2023, eis que a Filarmônica de Pasárgada recebe ninguém menos que um de seus faróis criativos, o cantor, compositor e pensador da música brasileira Luiz Tatit, para uma versão bem particular de seu PSSP, álbum dedicado à tradição paulistana da música brasileira que contou com participações de diferentes artistas que conversam com essa história, como Tom Zé, Barbatuques e Trupe Chá de Boldo, além do próprio Tatit, que vem dar sua contribuição a essa obra. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda neste link.

Que beleza ver um projeto finalmente tomando forma. Caçapa passou anos trabalhando em sua pesquisa para construir suas próprias violas eletrodinâmicas e agora as coloca na estrada, mostrando que o som maravilhoso desses instrumentos têm uma vida própria e específica a ser percorrida. No espetáculo instrumental que apresentou nesta segunda-feira no Centro da Terra, penúltimo show do teatro no ano, o músico e luthier pernambucano mostrou sua obra – instrumento e canções – pela segunda vez depois do período pandêmico, a primeira ao lado de outro músico tocando uma viola semelante, no caso Leo Mendes. Os dois foram acompanhandos pela influência do jazz da soberba contrabaixista Vanessa Ferreira e pelo lastro do pulso inconfundível de Mestre Nico. A sonoridade captura ao menos um século de tradições e num dado momento emendou três músicas numa mesma levada, o que acabou sendo uma pequena amostra da amplitude da musicalidade que ele lida neste novo momento: um baião chamado “Marco Brasileiro” que Ariano Suassuna dizia ouvir na feira quando era criança, “Procissão da Chuvarada” de Siba e “Pé de Lírio” de Biu Roque. Foi maravilhoso.

Assista aqui: Continue

E na penúltima apresentação de 2023 no Centro da Terra, temos a enorme satisfação de receber o mestre Caçapa, que finalmente começa a mostrar os frutos musicais de uma pesquisa que vem desenvolvendo há quase uma década no espetáculo Eletrodinâmica. E o produto deste tempo de estudo são violas eletrodinâmicas, que ele usará para tocar o repertório de seu disco Elefantes na Rua Nova, além de de arranjos instrumentais para baiões e cocos tradicionais e músicas de parceiros como Siba, Biu Roque, Tiné e Nilton Júnior. Para esta apresentação novíssima de seu trabalho, ele convidou três velhos parceiros, o violeiro Leo Mendes (que toca outra viola feita por Caçapa), a contrabaixista Vanessa Ferreira e o percussionista Mestre Nico. A apresentação começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos há venda neste link.

Se eu tivesse escolhido uma das inúmeras festas que demos durante o ano para fechar 2023, não poderia ter outra melhor que a dessa quinta-feira. A noite começou com dois shows imprescindíveis – tanto Luna França quanto os Garotas Suecas estão tinindo ao vivo e transformaram o Picles numa grande celebração da música independente paulistana, mostrando que a cena tem qualidade, bom gosto, técnica e talento de sobra. E depois quando eu e a Fran pegamos a pista, a casa caiu: era tanta gente que a gente nem percebeu que já tinha dado a hora de acabar. Foi muito astral. E quando será o próximo Inferninho Trabalho Sujo? Só no ano que vem – e com novidades logo de cara… Aguarde e confie.

Assista aqui: Continue