
Enorme satisfação ao receber Gustavo Galo para tomar conta da temporada de junho no Centro da Terra, quando junta três segundas e uma quarta-feira (porque é mês de Copa do Mundo) para fazer seu Um Bis no Abismo. A primeira noite acontece neste dia 8, quando celebra o poeta Torquato Neto com a apresentação Subterrânia, escrito com “i” mesmo, como Hélio Oiticica abrasileirou o termo em inglês “underground” para o Brasil nos anos 60, quando reúne Vitor Wutzki, seu companheiro de Trupe Chá de Boldo Gustavo Cabelo, Zé Ed e Soledad para celebrar o tropicalista do Piauí. Nas segunda seguinte, dia 15, ele traz sua nova banda Tudo a Ver (com Juliana Perdigão, Bruna Lucchesi e Vitor Wutzki) e convidados como Angélica Freitas, Fabricio Corsaletti, Dimitri Br e Marcelo Ariel. No dia 22 apresenta suas subversões com Peri Pane, quando verte para o português canções de Lou Reed, Patti Smith e Leonard Cohen e recebe André Mourão e Péricles Cavalcanti. E como a última segunda do mês cai num possível dia de jogo da Copa, o encerramento da temporada acontece no primeiro dia do mês que vem, numa quarta, quando ele mostra suas novas composições ao lado de Pedro Gongon, Otávio Carvalho, Lucas Gonçalves e Tomás Gleiser. As apresentações começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda pelo site do Centro da Terra.
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Mais uma edição do Chama maravilhosa, quando pude, ao lado do compadre Arthur Amaral, da Porta Maldita, mostrar alguns dos melhores shows que temos na nova cena independente brasileira que cada vez mais tornar-se mais forte, intensa e plural – e sem delírios de grandeza. Reunir Felipe Vaqueiro, Jovita, Tubo de Ensaio, Besta Fera, Gastação Infinita, Boia e Thalin – e seus respectivos convidados, numa mesma noite fez o público viajar em sete universos musicais distintos e dispostos a expandir seus trabalhos, mas sem perder a vibração comunitária e a sensação de estar assistindo a uma transformação cultural que vai para além da música.
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Vocês estão prontos para mais uma edição do Chama Festival? Pois marque aí na sua agenda que no próximo dia 6 de junho teremos mais uma safra de novas bandas que estão em ascensão na cena independente brasileira desfilando pelos dois palcos da Casa Rockambole, em mais uma parceria entre @aportamaldita e @inferninhotrabalhosujo. Olha esse elenco: Felipe Vaqueiro e Marina Nemesio! Jovita com Aria Onírica, TinyBear, Mefius e De Freitas! Tubo de Ensaio com Giba e Barulhista! Besta Fera com Paulo Barnabé! Gastação Infinita com Ricardo e Duda do Naimaculada e Dupla 02! Boia com Bruno Fechine e Kim Cortada! Thalin com Caio Colasante! Só show foda que você nunca viu! Neste sábado, a partir das 17h, vamos lá?. Confia!

O Inferninho Trabalho Sujo dessa sexta-feira foi um acontecimento daqueles. A começar pelo encontro histórico dos Irmãos Panarotto com a banda Tutu Naná, trazendo conjuntamente a maluquice do rock de Chapecó num mesmo palco. Duas formações e gerações completamente distintas, os dois se encontram na encruzilhada do rock desenfreado com o humor nonsense e a jovem banda ficou como escada para as canções dos patronos do Repolho, essa instituição do indie brasileiro que atravessa décadas incólume, deixando suas experimentações de noise com jazz brasileiro para recolher-se às bases do repertório da dupla, quase sempre equilibrando-se entre a Jovem Guarda e o rock gaúcho – com direito ao baterista Fernando Paludo fazendo cosplay de Peter Criss, do Kiss. O happening subiu mais um degrau quando chamaram Tatá Aeroplano para participar da zona e o bardo paulista sintonizou o man Júpiter Maçã, quando cantaram juntos “Eu e Minha Ex” e uma canção-tributo à estátua do paladino da psicodelia gaúcha em Chapecó que metamorfoseou-se em “Ando Meio Desligado”, dos Mutantes. Que delírio.
Depois foi a vez da banda amazonense Jambu mostrar como já estão bem ambientados em São Paulo, a ponto de lotar a casa de fãs cantando todas suas músicas – e pedindo outras que eles nem lembravam como tocar. Lançando o EP Cartas Que Escrevi Enquanto Sonhava ,a banda formada por Gabriel Mar na guitarra e vocal, Yasmin Costa no vocal e bateria, Gustavo Costa no baixo e Roberto Freire na guitarra solo – como esmerilha o instrumento, esse cidadão! , o grupo tem uma química impressionante e botou todo mundo pra cantar, inclusive as músicas recém-lançadas. Com influências de rock brasileiro dos anos 80, indie rock e emo, o grupo segue trilhando sua escalada pop e tende a crescer ainda mais. Depois eu e a Fran esticamos a madrugada até onde pudemos, numa noitada como há muito não fazíamos no Picles – sexta-feira, né?
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Em transição do primeiro álbum para o próximo, mais intimista, que deve lançar no ano que vem, o multiinstrumentista e compositor Leal mostrou os rumos que deve perseguir no novo trabalho e as influências externas que tem recebido no espetáculo Circulando, que trouxe nesta terça-feira ao palco do Centro da Terra, quando tocou ao lado de Reyviton Lima (trombone), Rafael dos Santos (bateria) e Fernanda Horvath (baixo). Ele passou por diferentes formações entre os músicos e instrumentos – passando do violão para o tambor onça, da rabeca ao piano e finalmente para a guitarra -, visitando o repertório de seu disco de estreia com novas formações, músicas ainda inéditas em formato acústico e versões para artistas tão diferentes quanto João do Vale e Cidade Negra (da fase inicial, com Ras Bernardo nos vocais) enquanto passeava por diferentes formatos de canção brasileira que investiga em suas composições.
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Nesta segunda terça-feira do mês, temos o prazer de receber o espetáculo Circulando, do músico, cantor e compositor Leal, em que leva seu homônimo disco de estreia para um território mais intimista, em que pode explorar de forma ainda mais detalhista instrumentos tradicionais da música popular brasileira como a onça, a viola e a rabeca, soando tanto experimental quanto minimal. Na apresentação inédita, ele vem acompanhado dos músicos Reyviton Lima (trombone), Rafael dos Santos (bateria) e Fernanda Horvath (baixo). O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda através do site do Centro da Terra.
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Maravilhosa apresentação do quinteto Lumia nesta segunda-feira no Centro da Terra que, apesar de tocar nesta formação que inclusive batizava sua apresentação, não pode contar com a baterista Amanda Barbosa no palco, que teve problemas de deslocamento para chegar em São Paulo a tempo. Com o baixista Bruno Migotto fazendo as vezes (e bem!) de baterista, as integrantes do grupo não tiveram dificuldade em mostrar seu repertório autoral e uma química latente entre elas que transparecia na troca de olhares e sorrisos que atravessou a apresentação feita por Marina Marchi (voz), Júlia Toledo (piano), Laryssa Alves (contrabaixo) e Miriam Momesso (guitarra). O entrosamento e sensibilidade dos músicos equilibra-se na delicadeza do jazz à brasileira com pitadas de música estrangeira, como quando fizeram uma composição do músico isralense Shai Maestro e uma composição tradicional da Estônia “Kiik Tahab Kindaid” na versão feita pela vocalista estoniana Karmen Rõivassepp, mas com arranjo próprio. Noite linda.
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Vamos começar o último mês deste semestre de 2026 com a primeira apresentação formal do grupo Lumia, formado pelas musicistas Marina Marchi (voz), Júlia Toledo (piano), Laryssa Alves (contrabaixo), Miriam Momesso (guitarra) e Amanda Barbosa (bateria), numa apresentação batizada com a descrição do resultado final de sua recente formação: Quinteto. Tocando composições próprias e releituras em que misturam jazz contemporâneo, música de improviso e a música brasileira, elas se orientam pelo próprio nome da banda, que pode ser literal (“luz”) ou simbólico (“guia”). O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.
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Emocionante a estreia do novo projeto do mago Chicão Montorfano, que apresentou seu novo trio, o Chicão Acústique Trio, regido pela sigla CAT, que montou ao lado da cantora Marcela Helena e do percussionista Nicolas Farias. A apresentação começou com o músico apenas ao piano uma peça própria inspirada em Egberto Gismonti e batizada de “Gismontando”, que viu a entrada do percussionista para, finalmente, receber a vocalista num arranjo maravilhoso para “Primavera”, do José Miguel Wisnik, que transformou-se na autoral “Sininho”, que lançou na primeira parte (a única lançada) de seu primeiro disco solo, Mistura. O trio seguiu passando por mais músicas alheias, sempre entortando os originais com arranjos absurdos, primeiro “A Volta do Malandro” do Chico Buarque, seguida da estupenda “The Free Design” do grupo anglofrancês Stereolab. Depois emendou na parte autoral da noite, trazendo canções simples (como uma bossa nova de um minuto feita durante o período pandêmico para caber no único minuto de duração que os reels do Instagram permitiam à época) e mais ousadas, para depois visitar outros autores queridos, como quando entrou em “Mergulhar na Surpresa” de Maurício Pereira e emendou duas que havia tocado na semana passada com André Abujamra, desta vez sozinho ao piano, primeiro num recital de Clarice Leite e depois com sua versão para “River Man”, de Nick Drake – e as duas canções dispararam a emoção no palco que logo contagiou a plateia, vertendo lágrimas, antes de encerrar a noite com um arranjo de chorar para “O Quereres” de Caetano Veloso. Noite mágica.
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Encerrando a programação de música em maio no Centro da Terra nesta terça-feira, temos outra apresentação do pianista Chicão, que depois de dividir o palco com André Abujamra na semana passada, agora volta com seu projeto solo chamado de Chicão Acústique Trio – ou, como ele prefere encurtar, CAT. Ao lado da cantora Marcela Helena e do percussionista Nicolas Farias, ele mostra suas próprias composições, que começou a expor depois que fez sua temporada no teatro em novembro de 2023, com esta formação mínima e precisa. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda pelo site do Centro da Terra.
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