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Curadoria

Lá vem mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Redoma, que acontece na próxima sexta-feira, dia 21, quando reúno as bandas Nesga Mosquito, fazendo sua estreia na festa, e o quarteto de rock pesado Outra Banda no Fim do Mundo em sua segunda aparição no palco da festa. O Redoma fica na Rua Treze de Maio, 825-A, no Bixiga, e abre a partir das 21h. E eu discoteco antes, entre e depois dos shows. Os ingressos já estão à venda.

É a segunda vez que isso acontece este ano no Centro da Terra e, como da outra vez, foi impressionante ver como um disco pode crescer em dez anos. Como o Irmão Victor (que desta vez estava na plateia) fez no mês passado, a dupla Antiprisma também celebrou o aniversário de dez anos de seu disco de estreia, coincidentemente lançados em 2016. Apresentações que foram me apresentadas em conversas paralelas e que calharam de acontecer no mesmo palco com semanas de diferença. E como aconteceu no show do músico gaúcho, a dupla Victor José e Elisa Moos optaram por enriquecer ainda mais seu disco de estreia, preenchendo arranjos com os dez anos de estrada que construíram desde o lançamento do disco. Com isso, optaram por convidar músicos que fizeram parte de sua biografia para transformar a aconchegante choupana folk que construíram no mato com as próprias mãos há dez anos, em uma confortável e ampla casa, sem perder a simplicidade do trato, mas com atenção redobrada ao detalhe. Começaram o show em sua essência, só os dois no palco entrelaçando vocais e violões lindamente, e aos poucos foram chamando os amigos. Primeiro subiram o pai do prognejo Clóvis Cosmo (desta vez na bateria, mas revezando-se entre outros instrumentos como washboard, boingo e flauta) e o baixista Zé Mazzei (tocando um contrabaixo acústico na maior parte do tempo com arco de violoncelo), que acompanharam a dupla por quase toda a apresentação. Aos poucos começaram a chamar outros convidados, como a dupla gaúcha Doce Creolina, a maga Carol Encanto do grupo folk nórdico Yön, a pianista e vocalista Alambradas e o guitarrista Zé Antonio Algodoal, cada um deles entrando em cada número, exatamente na mesma ordem do disco até atingir o ápice em “Das Coisas”, quando reuniram todos os convidados ao redor da mesma música, erigindo uma pequena egrégora de folk caipira que funcionava como uma assinatura musical da atmosfera dos dois. Encerraram o show e o disco sozinhos os dois, primeiro com a última do disco homenageado, para depois completar a noite com uma música de cada um de seus lançamentos, desde o primeiro EP de 2014 (“o do burrinho”) até o disco mais recente (Coisas de Verdade, de dois anos atrás). E o que poderia parecer saudosismo, soou mais como a consciência da experiência de todos estes anos.

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Muita satisfação em receber no palco do Centro da Terra nesta terça-feira, a comemoração que Elisa Moos e Victor José fazem de uma década do primeiro disco de seu Antiprisma. Planos para Esta Encarnação é recriado no palco do teatro ao ser tocado na íntegra, reforçando a natureza acústica do duo, que recebe convidados para esta apresentação inédita, além de fazer novos arranjos para as clássicas canções. Prometem uma versão madura, que reforça letras e as harmonias vocais em um clima, e contarão com as presenças de Clóvis Cosmo, Zé Mazzei, a dupla Doce Creolina, Carol Encanto, Alambradas e Zé Antonio Algodoal, numa noite que promete ser especial. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Patrícia Bastos encerrou sua temporada Planeta Arrepiado nesta segunda-feira no Centro da Terra transformando o teatro num grande baile nortista. Como sempre acompanhada pelo violão de Dante Ozzetti, que desta vez contrapôs às guitarradas do filho de Patrícia Skipp e à percussão de sua própria filha, Thata Ozzetti , a cantora do Amapá veio acompanhada dos belíssimos vocais dos cantores congoleses Leo Matumona e Hidras Tuala, que superpuseram seu africanto por cima das referências caribenhas e amazônicas da dona da noite, que ainda trouxe um convidado surpresa, quando contou com a presença do multiinstrumentista Zé Pitoco, que desta vez assumiu a zabumba. A presença do grave instrumento de percussão foi a deixa para Patrícia deixar sua apresentação ainda mais dançante, fazendo até o público se levantar para dançar em pleno teatro. Noite linda!

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Inferninho épico!

Noite épica reuniu Vinco e Papangu no Inferninho Trabalho Sujo da Porta Maldita neste sábado. Depois que fechei a banda paraibana como atração surpresa na festa, perguntei quais nomes eles sugeririam para dividir a noite e quando o nome da Vinco foi mencionado, nem pensei duas vezes pois já estava há tempos de olho no quinteto. O grupo começou a noite mostrando que já é um dos grandes nomes em ascensão da cena paulistana, mesmo indo de encontro à confluência entre rock clássico, MPB e indie rock que predomina a paisagem dos principais novos grupos – ou talvez justamente por isso, indicando uma nova fase desta mesma cena. Instrumental, o grupo passeia por sonoridades distintas – chame de fusion, jazz rock, math rock ou rock progressivo -, mas ecoa uma tradição paulistana que funde a banda-mãe do math rock Patife Band, a psicodelia pós-punk do Violeta de Outono e o pós-rock do Hurtmold – esta última talvez a banda com a sonoridade mais próxima da Vinco, dá pra imaginar tranquilamente um show das duas bandas tocando juntas. A dinâmica entre os guitarristas Matheus Ayres e Henrique Porto, que trocam riffs, solos e loops como se jogassem squash, um rebatendo o outro, dá a tônica da banda, acompanhada de perto da cozinha absurda formada pelo baixista Hugo Ramalho e o jovem monstro baterista Gabriel Ribeiro, que também toca na Tubo de Ensaio, banda que trouxe dois de seus integrantes – a dupla Lorenzo Zelada e Lorena Wolthers, que também atende como Pão de Ló – para tomar conta dos eletrônicos e a noite ainda contou com o sax de Rômulo França. Bandaça, a Vinco tem que ser vista ao vivo.

Depois da Vinco, foi a vez da Papangu subir pela primeira vez no palco do Inferninho Trabalho Sujo na Porta Maldita e se o grupo de rock progressivo paraibano é conhecido por suas músicas de quase dez minutos, no sábado resolveram ir ainda mais fundo num show que durou quase duas horas, em que repassaram várias músicas de diferentes épocas da banda, com direito a visitar inúmeras músicas alheias, mostrando a raiz de sua versatilidade musical: teve Beatles, Creedence Clearwater Revival, Steely Dan, Earth Wind & Fire, entre outros. No percurso, a banda pode mostrar toda seu preciosismo instrumental misturado com um carisma improvável a uma banda de prog, com as brincadeiras do tecladista virtuoso Rodolfo Salgueiro, seu irmão, os vocais do baixista (e multiinstrumentista, até foi pra bateria em certa feita, além de tocar pífano, percussão e instrumentos de brinquedo) Pedro Francisco, os solos do guitarrista Hector Ruslan e o o groove do baterista George Alexandria. A apresentação ainda contou com as participações do conterrâneo pandeirista Ronaldo Neto, do guitarrista Leo Mayer (da banda Hurricanes) e do baterista Pietro Benedan (do Naimaculada) e a banda manteve a casa lotada até o fim do show. Absurdo!

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Inferninho Trabalho Sujo indo para o quarto ano e faço uma experiência: e se rolasse uma festa com show com uma banda surpresa? Uma banda nova, que está crescendo, já fez seu nome, lançou discos e faz turnês com frequência. Pois é isso que vai acontecer neste sábado dia 25 de julho na Porta Maldita. Quem começa os trabalhos é outra banda que já estava de olho faz tempo, o grande Vinco, e se você conhece, dá pra ter uma ideia quem pode ser a atração surpresa deste sábado. Porque não é um sextou e sim um senhor sabadou! Essa noite promete! E os ingressos já estão à venda.

Acompanhada de uma bandaça, Gae fez a prévia do que será seu disco de estreia nesta quarta-feira, no Centro da Terra, quando apresentou o espetáculo Antecipações, que é o mesmo título do primeiro single de seu próximo trabalho, que será lançado no início de agosto. Entre citações de músicas dos Beatles (quando “The Long and Winding Road” foi tocada na introdução de uma das canções) e Roberto Carlos (que entrelaçou-se com sua “Cinza Azul” quando dividiu os vocais com a convidada Luíza Villa, que cantou “Cavalgada” do rei), ela ainda fez uma versão para “Água de Chuva no Mar”, imortalizada por Beth Carvalho, e soltou sua bela voz em suas próprias composições, quase sempre no tom confessional, à frente da guitarra e violão de João Vaz , o baixo de Valentim Frateschi, o teclado de Lê Veras, o trombone de Conrado Bruno e a bateria de Bianca Godói. O disco tem a produção de Biel Basile e Sessa e está previsto para ser lançado ainda neste semestre.

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Nesta quarta-feira recebemos a cantora e compositora Gaê que mostra como será seu disco de estreia numa apresentação que leva o nome de seu primeiro single, “Antecipações”, no Centro da Terra. Multiinstrumentista, ela vem acompanhada de João Vaz (guitarra), Valentim Frateschi (baixo), Lê Veras (teclas), Conrado Bruno (trombone) e Bianca Godói (bateria) e seu trabalho com a canção mistura uma pesquisa sobre música brasileira, instrumentos orgânicos e intervenções eletrônicas, entre a tradição e a experimentação. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Sozinho com seu violão de sete cordas, Luca Frazão suspendeu a respiração dos presentes que se reuniram nesta terça-feira no Centro da Terra para ver a apresentação que batizou de Sol-Fora, antecipando o disco Despencando que deve ser lançado no próximo mês. Integrante dos grupos Os Amanticidas e Choro na Quitanda, Luca coloca seu primeiro instrumento no centro do palco, sem acompanhamentos nem acessórios, embarcando, como explicou em uma das várias vezes que conversou com o público, em uma “aventura paradoxal”, pois disse que estudar e compor para violão solo é mais uma forma de exercitar o instrumento em outras formações do que um fim em si mesmo. Contradizendo-se com toda sua apresentação, não apenas mostrou as composições de seu novo disco – num lugar próximo entre o choro e a música de câmara, certamente levando em conta desafios técnicos pessoais justamente por ser, além de músico, professor – como passeou por canções daquela mesma escola (“Beatriz” de Edu Lobo e Chico Buarque no arranjo de Marco Pereira e duas de Garoto, “Enigma” e a multinomeada “Jorge do Fusa”, “Amor Indiferença” ou “Bom de Dedo”, dependendo de onde você a conhece) mostrando a força e o tamanho do violão brasileiro e colocando suas composições como contribuições à altura deste cânone. Bem bonito.

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Imenso prazer receber nesta terça-feira a oportunidade de ouvir o disco de estreia de Luca Frazão. Conhecido pelos trabalhos com o grupo Os Amanticidas e com o grupo de choro Choro na Quintanda, Luca mostra as canções de seu disco de estreia, todo feito ao redor de seu instrumento, o violão de sete cordas, em que junta as duas tradições de seus conjuntos com a música de câmara, buscando os próprios rumos para o seu violão no espetáculo chamado Sol-Fora. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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