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Curadoria

Entrando na última semana de programação de música de 2025 no Centro da Terra recebemos nessa segunda-feira a estreia do primeiro show autora da banda Saüna. Formada por artistas de diferentes áreas – a vocalista Carol Borelli é atriz, o tecladista Gabriel Spinosa é produtor musical, o baixista Mano Bap toca no Karnak e na Central Scrutinizer, o artista visual o guitarrista Marcelo Polletto é artista visual e educador e o baterista Felipe Marini é designer -, a banda vem desde 2023 fazendo shows com versões para outros artistas, mas vem preparando seu primeiro álbum autoral – batizado de Dance Dance – para 2026 e aos poucos vem experimentando as músicas novas em seus shows mais recentes. Mas para essa primeira apresentação no Centro da Terra, o quinteto separou um repertório inteirinho autoral, no espetáculo Toda Letra Que Se Atreva, que até pode ter alguma versão alheia, mas não é o foco da noite. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Marque na sua agenda: a segunda edição do Chama Festival acontece no dia 7 de fevereiro, quando A Porta Maldita e o Inferninho Trabalho Sujo juntam suas forças de novo para mostrar as novas bandas que estão surgindo na cena musical brasileira. Novamente teremos oito bandas, cada uma delas trazendo um convidado, nos dois palcos da Casa Rockambole, mostrando como a cena musical brasileira está quente nesta terceira década do século. Vamos anunciar os nomes ainda este mês, mas quem comprar o ingresso antes de mostrarmos o elenco paga mais barato. Vamos nessa!

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Voa Varanda!

Encerrando a temporada 2025 do Inferninho Trabalho Sujo com o melhor show do Varanda que eu já assisti – e é muito bom poder constatar isso. A primeira vez que o grupo de Juiz de Fora tocou em São Paulo foi justamente no começo do Inferninho, na terceira edição (!), e de lá pra cá pude fazer outros quatro shows deles na festa – três no Picles e no carnaval que fiz na Casa Natura Musical no começo deste ano -, além de vê-los lançando seu ótimo Beirada no Sesc Vila Mariana no ano passado. Em cada um desses shows dava pra ver como a banda evoluía a olhos vistos, desde a química entre os músicos ao desempenho individual de cada um deles: o baterista Bernardo Merhy cada vez mais presente e preciso, sempre entretendo o público com piadas infames; o baixista Augusto Vargas firmando-se como segundo vocalista enquanto debulha seu instrumento como se solasse uma guitarra e o guitarrista Mario Lorenzi a cada show mais livre e solto entre solos, dedilhados e espasmos de microfonia, todos preparando terreno para os vôos teatrais de Amélia do Carmo. A vocalista é um pequeno fenômeno à parte, carisma equilibrando-se entre delicada fada e bruxa intensa, atiçando o público a convulsões melódicas, choques de refrão, doces canções ou simplesmente jogando-se nele. Este, por sua vez, estava entregue à banda. Numa das maiores lotações que já vi no Picles (par apenas para os shows da Enorme Perda de Tempo ou quando os Boogarins estiveram no primeiro aniversário da festa), o público dessa sexta não era apenas obcecado pela banda como cantou todas as músicas em uníssono, aos berros, às vezes sozinhos, com a banda apenas assistindo seus versos ganharem vida na voz dos fãs sem precisar tocar seus instrumentos. E ao lembrar que o próximo show que farão em São Paulo será na edição que vem do Lollapalooza dá pra ver o quanto eles estão fazendo seu trabalho direitinho. A satisfação de vê-los voar mais alto é tão gratificante quanto saber que eles têm ninho nessa festa que inventei há dois anos e que podem voltar sempre que quiserem. E também é bom saber que eles sabem disso. Pra coroar a noite, eu e Fran fizemos uma de nossas melhores discotecagens, que terminou com o dia claro! 2026 promete!

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A festa não para! Dessa vez o Inferninho Trabalho Sujo acontece no Picles, quando chamei mais uma vez os queridos Varanda, desta vez para fazer a primeira festa de fim de ano da firma. Quem começa os trabalhos é a banda Rã, que toca pela primeira vez na festa. E depois dos shows, eu e a Fran transformamos o palco do Picles em nossa cabine de DJ para fazer todo mundo dançar sem parar até às quatro da madruga. E quem comprar ingresso antes paga mais barato pra entrar. Vamos?

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Sempre que falamos de João Gilberto o cuidado deve ser redobrado – ou triplicado -, por isso tinha expectativa de ver como Marina Nemesio e Rodrigo Coelho defenderiam o mestre no palco do Centro da Terra no espetáculo que fizemos ao redor das primeiras gravações não-oficiais da musicalidade que João lapidou durante os anos 50. E por mais que já tivesse visto os dois tocar aquele repertório, havia toda uma expectativa em relação a vê-los tocando para outras pessoas. Porque, como nos grandes momentos do pai da bossa nova, João 1958 é uma apresentação pensada unicamente para voz e violão – a voz com Marina, aniversariante do dia, e o violão com Coelho, retomando o instrumento acústico depois de anos debruçados no baixo, synths e equipamentos eletrônicos. Vê-los tocando na minha frente, como único espectador presente, era uma situação completamente diferente da que mostramos nessa terça para um público que, ciente da grandeza de João, apreciou os quase sessenta minutos da apresentação sem dar o pio, quietos como quem assiste a uma missa. E foi isso que Marina e Coelho fizeram: uma celebração religiosa à musicalidade brasileira, passando por músicas que depois seriam registradas por João nos álbuns gravados nos anos seguintes, e outras que nunca mais revisitaria, como canções próprias sem letras e clássicos da velha guarda da nossa música, como “Chão de Estrelas” de Sílvio Caldas e “Preconceito” de Wilson Baptista que João só retornaria quando participou do festival de Montreux, em 1985. E essa missa não poderia ter melhores sacerdotes: Coelho, que não é virtuose mas audiófilo, tocou seu instrumento com delicadeza e precisão, cantarolando por sobre as bases em alguns momentos, e Marina, com sua voz delicada e suave, tomando conta do teatro. Foi lindo demais…

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Vamos voltar ao período em que João Gilberto mostra como seria o futuro do século 20 ao mostrar pela primeira vez em público a nova forma de tocar que inventou depois que mudou-se para o Rio de Janeiro. O espetáculo João 1958, concebido por Rodrigo Coelho e Marina Nemesio com minha direção, resgata o repertório que o mestre baiano mostrou para os amigos depois de chegar à capital do Brasil à época, depois de passagens por Porto Alegre, Diamantina e Juazeiro, onde lapidou aquele novo jeito de tocar e cantar. Essas primeiras demonstrações de seu som foram registradas pelo fotógrafo Chico Pereira, que apresentou João a Tom Jobim. Parte das músicas desta gravação foram eternizadas por João em seus discos seguintes, mas boa parte delas, algumas compostas por ele mesmo, nunca mais foram registradas. Elas formam a base de João 1958, que será apresentado pela primeira vez no Centro da Terra. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do teatro.

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“Esse foi o show mais alto que eu já vi aqui”, disse o boogarinho Dinho Almeida depois de dividir o palco com os portugueses do Linda Martini, quarteto noise que tocou pela primeira vez no palco do Centro da Terra neste primeiro dia de dezembro. Em sua segunda vinda ao Brasil em vinte anos de banda, como destacou o vocalista e guitarrista André Henriques, o grupo não fez por menos e valeu a fama de show alto e emotivo, tão ruidoso quanto melódico e assertivo. A cozinha formada pela dupla Claudia Guerreiro no baixo e Hélio Morais na bateria estabelece a presença rítmica ao mesmo tempo livre e metronômica em que os guitarristas André e Rui Carvalho podem tecer suas tramas elétricas. Guiadas pelo canto triplo de Claudia, Hélio e André – este quase sempre liderando os versos -, as canções do grupo criam uma retroalimentação entre paixão e som que conduz toda a apresentação, à medida que elas vão sendo entregues de forma sentimental e intensa, isso se traduz em volume e força elétrica, hipnotizando a plateia que encheu o teatro nesta segunda. Depois de contar com a participação de Victor Caldas num inusitado bombardino, o grupo nem precisou chamar Dinho para o palco, que entrou no meio de “Uma Banda” e tocou “Juventude Sónica” na íntegra, antes que os quatro encerrassem a apresentação emendando o bis de mentira com “Amor Combate” e “Cem Metros Sereia”. Arrebatador!

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Começando a programação de música do último mês de 2025 no Centro da Terra, recebemos neste primeiro dia a banda portuguesa Linda Martini, em sua segunda passagem pelo país e primeira no teatro, quando mostram o espetáculo Somos os Lindas Martini! Prazer!, em que mostram músicas de diferentes fases de seus vinte anos de carreira. Definindo esta apresentação como intensa e intimista, eles não escondem as garras ao citar bandas como Sonic Youth, At the Drive-In e Idles como referências musicais. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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“A Julia, além de ser uma grande compositora de música instrumental, ela vai lá e mete uma letra maravilhosa dessas numa canção linda dessas, não dá, não aguentei”, confessou a maravilhosa Marina Marchi após deixar as lágrimas correrem quando cantava a deslumbrante “Autorretrato”, uma das muitas músicas próprias que Julia Toledo apresentou no espetáculo Preto no Branco, que fez nesta terça-feira no Centro da Terra. Além de ter reunido um time de cobras – o sentimento sinuoso e classudo que Fábio Sá coloca em seu contrabaixo acústico e a impressionante leveza torta das baquetas de Henrique Kehde, à bateria, além da divina voz de Marina, que só participou de algumas canções, mas pode exibi-la maravilhosamente quando chamada ao palco -, Julia mostrou canções que esparramam beleza e inventividade musical, abrindo espaços para todos os músicos – inclusive ela mesma, que começou e terminou no violão e passou o miolo da noite entre o piano e o teclado – mostrarem suas destrezas instrumentais, sempre à disposição de suas composições. Essas por si só são um espetáculo à parte e mostram que, mesmo com pouca idade, ela já desabrocha como uma grande cancionista deste novo século da música brasileira – e começou a experimentar essa nova carreira solo em frente a uma plateia que sabia do privilégio que tinha ao ouvir tal repertório em primeira mão. Bravo!

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Encerramos a temporada de música de novembro no Centro da Terra com a estreia autoral da pianista Julia Toledo, que muito bem acompanhada por Fábio Sá (contrabaixo) e Henrique Kehde (bateria), além da participação especialíssima de Marina Marchi (voz), mostra suas vivências pessoais explorando os limites entre a canção e o improviso, a palavra e o som. Ela já lançou dois discos com seu grupo anterior, o Trio Cordi, e tocou ao lado de nomes como Filó Machado, Jacques Morelenbaum, Maria Beraldo, Zélia Duncan, Maurício Pereira e Titãs e revela sua identidade musical por inteiro no espetáculo Preto no Branco. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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