
E por falar no 73 Rotações, começaram a aparecer os vídeos do show que a Céu fez tocando a íntegra do primeiro clássico de Bob Marley, Catch a Fire. Dá uma sacada nos vídeos abaixo:

Que vibe boa essa do domingo passado – o dia ajudou pacas e tivemos a primeira Sussa com sol de verdade, um prenúncio pras próximas, de verão. Além de mim e do Klaus no som, tivemos ainda a presença da Babee discotecando, que pode discotecar pela primeira vez no quintal do Neu, puxando o som do mais pro indie do século 21. Os já tradicionais e festejados hambúrguers do Bruno dividiram espaço com os cupcakes da Mariana e o domingo terminou lindo com a Lulina levando devotos do Lou Reed a uma missa de sétimo dia velvetundergroundiana. Um dia perfeito – e um belo início das comemorações dos 18 anos do Trabalho Sujo (nesse sábado tem mais!).
Lulina – “After Hours” / “Waiting for the Man”
Tem mais vídeos que fiz na festa do show da Lu e as fotos da Helena logo abaixo:

Vamos aproveitar a segunda vinda de Beck ao Brasil (ele toca no Planeta Terra nesse sábado) para lembrar da primeira gravação que ele fez de seu Beck Record Club, em 2009. Ele criou o experimento como uma brincadeira – regravar a íntegra de discos clássicos em um dia, sem ensaio, com um monte de amigos escolhidos aleatoriamente. O primeiro disco homenageado foi o da banana do Velvet Underground, que começa com a clássica “Sunday Morning”, em versão tocada pelo Beck, pelo ator Giovanni Ribisi, o produtor Nigel Godrich, o baterista Joey Waronker e a vocalista islandesa Thorunn Magnusdottir. Segue linda como uma homanagem ao mestre Lou Reed.

Aconteceu na quinta-feira da semana passada, em Florianópolis, quando Rodrigo Amarante resolveu celebrar Lou Reed com uma bela versão para “Sattelite of Love” em seu show:

Alex Turner e sua gangue reverenciaram o mestre Lou Reed em sua apresentação em Liverpool nessa segunda-feira, com uma versão correta e sóbria de “Walk on the Wild Side”.

Esperávamos há um tempo a versão de “Elephant” do Tame Impala feita pelo Flaming Lips – ei-la:
Ficou bem trivial – bom riff, solo inofensivo, nem boa, nem ruim. Valeu pelo registro.

A morte de Lou Reed vai demorar algum tempo até que a ficha caia – o impacto de sua obra na história da cultura recente começará a ser medido de fato a partir da notícia triste que soubemos no domingo de manhã. As homenagens são um bom termômetro, a começar por essa feita pelo mestre Neil Young no festival que ele realiza anualmente pela sua fundação Bridge School. A edição deste ano aconteceu em Mountain View, na Califórnia, no fim de semana passado, e ao final da apresentação, o velho Neil Young juntou-se a Elvis Costello, aos My Morning Jacket, a Jenny Lewis, entre outros, para tocar uma versão de “Oh! Sweet Nuthin'” – a última música do último disco do Velvet Underground.
Ficou demais.

Kevin Barnes fez sua reverência ao pai do underground no show que o Of Montreal fez nesse domingo no Music Hall de Williamsburg, atual epicentro hipster na Nova York inventada por Lou Reed.