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A Dolores Duran de Nina Becker

Nina Dolores por Caroline Bittencourt

Em seu novo disco, Minha Dolores, Nina Becker saúda sua grande musa com arranjos de seu tempo, mas apesar do álbum ser um convite musical ao miolo do século 20 no Brasil, ele fala bastante sobre estes tumultuados dias no início do século 21. “Comecei a selecionar as músicas do disco em plena ressaca de todas aquelas manifestações que começaram em junho do ano passado”, explica a cantora. “Naturalmente fui selecionando canções que falavam do Rio. Porque para mim esse disco é uma espécie de resposta para tudo o que está acontecendo”. Essa proximidade entre passado e presente sempre esteve próxima à sua carreira, que já visitou Lamartine Babo, além de resgatar pérolas para os bailes da Orquestra Imperial.

“Desde muito antes de começar a cantar, fazia listas de ‘músicas antigas que eu achava que poderiam ter sido feitas hoje’, que é um critério bem subjetivo, mas virou um norte para o meu trabalho, uma espécie de ‘método’ de pesquisa eu uso para a vida. Levei para a Orquestra Imperial, que é um espaço maravilhoso para isso. Aliás, eu me convidei pra entrar para a Orquestra por causa dessas listas e as utilizei muito lá.” Nina descolou a música de abertura do novo disco para o site e é categórica ao recusar a nostalgia no novo trabalho. “Está tudo no disco, a canção que fala sobre a criminalidade e a violência nos morros, a relação entre a alta sociedade e a classe baixa, as modas da elite da época ironizados de forma que podemos reconhecer aspectos idênticos na nossa sociedade de hoje. Esse disco é tanto sobre a Dolores como sobre o Rio.”

Leia abaixo a entrevista que fiz com a cantora:

 

Quando Thiago Pethit roga uma praga…

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Thiago Pethit roga a velha maldição de Screamin’ Jay Hawkins sob o Nosferatu de Murnau visto pela Renata Chebel em show no Sesc Vila Mariana. Deixa cair…

Slint tocando “Cortez the Killer”, do Neil Young

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Marco zero do chamado pós-rock (ou “poste roque”, como riam os cínicos dos anos 90), o clássico Spiderland do grupo Slint finalmente vai ganhar uma edição remasterizada, cheia de extras, em comemoração a seu aniversário de 25 anos. E uma das jóias da nova edição é a íntegra de uma versão que o grupo fez ao vivo em 1989 para o épico “Cortez the Killer”, de Neil Young, que pode ser ouvida abaixo:

A edição inteira do novo disco está disponível para a audição em streaming no site da NPR, dá um pulo lá.

Built to Spill tocando “Jokerman” em um tributo aos anos 80 de Bob Dylan

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Os anos 80 de Bob Dylan são uma fase renegada por muitos fãs do bardo norte-americano. Também pudera: os requintes plásticos de produção musical e os timbres daquela década talvez sejam o extremo oposto dos valores musicais erguidos por Dylan nas duas décadas anteriores. Mas ninguém o forçou a gravar esses discos e a perspectiva histórica aos poucos vão salvando grandes canções e discos inteiros menosprezados à época (o próprio Dylan começou esta reavaliação ao dedicar páginas de seu único volume de Chronicles, sua autobiografia não-terminada, ao disco Oh Mercy, de 1989). Agora é a vez de um tributo inteirinho dedicado a esta década de Dylan (chamado, darl, Dylan in the 80s) – e reúne nomes tão improváveis quanto Elvis Perkins, Reggie Watts e uma dupla inominável formada pelo Gene do Ween e o Slash ex-Guns’n’Roses. O aperitivo que já soltaram traz nosso querido Built to Spill tocando “Jokerman”, aquela música que o Caetano tocava na turnê do Circuladô, no início dos anos 90.

Twin Shadow x Smiths

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George Lewis Jr., o Twin Shadow, chamou a vocalista do Friends Samantha Urbani para dividir os vocais nessa versão sossegada do clássico dos Smiths. A versão foi gravada pro dia dos namorados norte-americano no mês passado, mas só vi agora.

Bom dia.

Spice Girls via Dinamarca

MØ

A dinamarquesa Karen Marie Ørsted, também conhecida apenas por MØ, está às vésperas de lançar seu novo disco, No Mythologies To Follow, e como aperitivo descolou essa versão para a já clássica “Say You’ll Be There”, das Spice Girls.

Ficou massa.