Trabalho Sujo - Home

A missa de sétimo dia de José Rico

jose-rico

José Rico morreu há uma semana e Giancarlo Ruffato celebra a importância do mestre caipira resgatando uma versão que fez há três anos para o maior clássico da dupla que mantinha com Milionário, “Estrada da Vida”.

Groove is in the Roots

questlove-black-thought

A loja de departamentos norte-americana Target chamou dois Roots – Black Thought e ?uestlove – pra recriar o clássico “Groove is in the Heart” do Deee-lite pra sua mais nova campanha publicitária. E a dupla chamou Charli XCX pra assumir os vocais. A versão é bem correta – até demais -, mas a música é boa demais pra passar despercebida.

Stephen Malkmus ♥ Taylor Swift

malkmus-taylor

O homem Pavement vive dizendo em entrevistas que acompanha a música pop atual através do gosto dos filhos. Por isso não é de se estranhar que Stephen Malkmus tenha convencido seus Jicks a tocar uma das melhores músicas do ano passado, a cortante “Blank Space”, da Taylor Swift, em um evento para crianças na cidade em que mora atualmente, em Portland. Al

Royal Blood x Police

royalblood

Mais uma versão inusitada no Live Lounge da BBC: desta vez a dupla Royal Blood decide brincar em cima do primeiro single do Police, “Roxanne”, e o resultado, que poderia parecer herético, no fim das contas é um senhor tributo à excelência pop do trio liderado por Sting.

Chvrches x Justin Timberlake

chvrches

A banda liderada por Lauren Mayberry esteve na BBC e gravou esta versão para o velho hit de Justin Timberlake. Ficou demais.

Underworld ♥ Frankie Knuckles

baby-ride

Em memória do primeiro após a morte de um dos pais da house music Frankie Knucles, o grupo Underworld se juntou à dupla de DJs Heller & Farley para recriar em laboratório “Baby Wants to Ride”, um dos marcos zeros do gênero. A versão ficou bem mais enxuta (e menos escancarada) que a original, mas funcionou bem. E foi lançada para arrecadar fundos para o Fundo Frankie Knuckles, que faz parte da Elton John AIDS Foundation. Dá pra comprar o vinil ou a versão digital da música aqui.

Foo Fighters ♥ Rush

fufa-rush

Parei de me interessar pelos Foo Fighters entre o segundo e o terceiro disco deles. Não é que sejam uma banda ruim, só acho que se tornaram uma versão açucarada (demais) do power pop promissor de seus dois primeiros discos, caindo em uma lacuna entre o rock de arena e o emo que inevitavelmente carregariam milhões de pessoas dispostas a berrar seus refrões. Mas não tenho como não achar inspiradora a figura de David Grohl, didaticamente ensinando aos seus fãs o prazer de se ouvir rock. O triste dessa história é o cara ter que explicar isso, mas dá pra entender perfeitamente sua cruzada pessoal nesses tempos coxinha que vivemos. E ela inclui o bom e velho minisset de covers no meio do show – e no show do Rio na semana passada eles tocaram sua versão xerox (solos idênticos e tudo) para “Tom Sawyer”, do Rush, aquela banda que eternamente será o antônimo de cool:

É muita moral tocar Rush em qualquer época, dizaê.

Stephen Malkmus cantando Black Crowes

stephenmalkmus

Lembra daquele show de vinte anos da Vice? Eis mais um trecho de um show inusitado – tanto quanto o líder do Pavement cantando o maior hit dos Black Crowes. E o pior é que se, em tese, Stephen Malkmus cantando “Remedy” parece o cúmulo da ironia, quando a banda engata as coisas funcionam – e bem.

De brinde, outro vídeo novo da mesma noite, que traz Jarvis Cocker cantando a ridícula “If the Kids Are United” do Sham 69.

E pra quem interessar possa: os Black Crowes acabaram de encerrar suas atividades.

Frank Ocean ♥ Aaliyah

aaliyah

Frank Ocean tá que não se aguenta pra lançar música nova. Primeiro foi a vinheta esticada “Memrise”, que lançou no ano passado, como uma espécie de prenúncio de seu próximo disco. E na semana passada ele aproveitou que no último dia 16 a cantora Aaliyah completaria 36 anos se estivesse viva para regravar um clássico do repertório da musa R&B, “At Your Best (You Are Love)“, dos Isley Brothers, que Aaliyah puxou para si. Frank tira os beats, os samples, os vocais de apoio e deixa apenas o piano para acompanhar seu vocal choroso.