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Portlandia ♥ B-52’s

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Fred Armisen, que faz dupla com a guitarrista do Sleater-Kinney ‎Carrie Brownstein no seriado Portlandia junta-se à banda para celebrar o clássico “Rock Lobster”, dos B-52’s, no show que o trio fez em Nova York no domingo. Que incrível.

De outro ângulo.

Que banda. Que bandas!

Fargo e o universo indie dos irmãos Coen

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Estou completamente por fora da nova temporada de uma das melhores séries do ano passado, Fargo, produzida pelos irmãos Coen, mas plenamente ciente do quão ela parece ser melhor que a temporada anterior. Não duvido. Só de ver os nomes da nata indie que eles conseguiram reunir pra regravar clássicos do cancioneiro norte-americano, dá pra ter uma ideia do alto nível. O Britt Daniel, vocalista do Spoon, regravou “Run through the Jungle”, que os Coen já haviam utilizado no clássico Big Lebowski, porém em sua versão original, do Creedence Clearwater Revival.

O quarteto texano White Denim recriou outra música que os Coen usaram no Lebowski, “Just Dropped In (To See What Condition My Condition Was In)”, de Jerry Lee Lewis, eterninzada por Kenny Roggers:

E o vocalista do Wilco, Jeff Tweedy, compareceu tocando “Let’s Find Each Other Tonight”, de José Feliciano, que já havia aparecido pessoalmente no filme que deu origem à série cantando exatamente a mesma música (mas não consegui achar a versão de Tweedy online), alguém viu por aí?

Um tributo ao vivo – e na Austrália – a Horses da Patti Smith

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Há um mês, a gravadora indie australiana Milk Recordings celebrou o quadragésimo aniversário de Horses, o mítico disco da Patti Smith que inaugura a segunda metade da história do rock, que começa com o punk. O foco do show, que aconteceu no Melbourne Town Hall em sessão dupla, era a nossa querida Courtney Barnett, principal estrela do selo, mas também enfileirou apresentações de outros nomes do catálogo deles, como Jen Cloher, Adalita e Gareth Liddiard, todos acompanhados da mesma banda, formada por Dan Luscombe na guitarra, Ben Bourke no baixo, Stevie Hesketh nos teclados e Jen Sholakis na bateria. A gravação do show finalmente apareceu em grande estilo online e vale cada minuto assistido – as apresentações de Adalina, os mais de dez minutos de Gareth Liddiard em “Birdland” ou Courtneyzinha mandando ver em “Break it Up” são especialmente tocantes:

Quem quiser assistir a algumas apresentações isoladas, elas vêm a seguir:


Gareth Liddiard – “Birdland”


Courtney Barnett – “Redondo Beach”


Adalita – “Free Money”


Jen Cloher – “Land”

Tame Impala ♥ Kylie Minogue

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Essa versão que o Tame Impala fez para “Confide Me” é dessas que justifica artistas regravarem obras dos outros sem cair naquele nível de comparação que sempre conclui que o original é melhor. Kevin Parker escolheu um hit esquecido de Kylie Minogue cuja profundidade soul dance conversa diretamente com o momento em que vive a bordo de sua banda e de seu bissexto Currents – e revela nuances no original que provavelmente fugiu da maioria dos ouvintes à época. A banda mexe pouco no original, mas sobreposta à atual sonoridade do grupo e às texturas instrumentais características desta fase – tanto o entrelaçamento de teclados e guitarras, o vocal cantado apenas sobre a bateria e os agudos no refrão -, a versão é de chorar.

O cover foi feito para o programa australiano Like a Version, onde o grupo já havia regravado aquela música do Outkast.

Metá Metá num quarteto de cordas

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Os músicos Vitória Lima (violino), Letícia Teixeira (violoncelo), Breno Freire (contrabaixo) e César Martini (viola) fazem uma versão acústica de arrepiar para “Oyá”, do Metá Metá.

War on Drugs para a pista de dança

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A dupla inglesa Akase deu um trato em uma das melhores músicas do ano passado – “Under the Pressure”, do War on Drugs – adequando-a para a pista de dança – mas não espere nenhum remix maximalista ou batida dance sob os timbres psicodélicos de guitarra do original. O que Harry Agius (que também atende pelo nome de Midland) e Robbie Redway propõem é a reconstrução do épico com poucos elementos, crescendo com beats da mesma forma que o War on Drugs faz com as guitarras. O resultado é excelente (e pode ser baixado de graça aqui).

Fafá de Belém e o rock progressivo

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Em seu novo show, dirigido por Edgar Scandurra, a cantora Fafá de Belém resolveu encarar um repertório rock – e assim ela encarou um hit de Marina (“Fullgás”), uma desconhecida do Legião (“L’Avventura”), uma da Pitty, outra da Plebe Rude, Polnareff e Taiguara. Mas nenhum momento é tão arrebatador quanto a versão dela para o clássico prog “Hocus Pocus”, do grupo alemãoholandês Focus.

Além de Scandurra, a banda ainda conta com a cozinha dos irmãos Busic (Andria no baixo e Ivan na bateria), a mesma do Dr. Sin. Abaixo, mais versões do show que aconteceu no Teatro de Câmara da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, na terça passada: