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INXS via National

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Organizada pela cantora e compositora australiana Julia Stone, a coletânea Songs for Australia foi criada como uma forma de arrecadar fundos para as vítimas dos incêndios na Austrália, reunindo artistas de todo o mundo para doar versões para músicas conhecidas de artistas australianos – e assim Julia trouxe nomes como Damien Rice, Kurt Vile, Martha Wainwright, entre outros, para regravar músicas de Nick Cave, Goyte, Sia e outros tantos (além de ela mesma ter lançado o projeto com sua versão besta para “Beds Are Burning” do Midnight Oil). Nesta quinta-feira foi a vez do grupo norte-americano The National mostrar sua versão comportada para a bela “Never Tear Us Apart”, a maior balada do INXS.

O projeto, chamado Songs for Australia, está vendendo a coletânea em seu site, além de mostrar outras formas de colaborar com a iniciativa.

Johnny Jewel não para!

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Não bastasse estar à toda com seus Chromatics (sacando versão dupla do ótimo disco que lançou ano passado, seguido de música inédita), o norte-americano Johnny Jewel parece ter entrado num flow criativo intenso – e acaba de lançar uma versão estridente e sinuosa para a clássica “Bizarre Love Triangle” com mais uma de suas inúmeras bandas, desta vez o trio Desire, composto por ele, o comparsa de Chromatics Nat Walker e a cantora canadense Megan Louise.

Uma versão bem simples, mas absorta no universo sonoro de nosso herói.

Napalm Death tocando Sonic Youth!

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Pedra fundamental na discografia do Sonic Youth, “White Kross”, do clássico Sister, de 1987, ganha uma senhora releitura grindcore a cargo de um dos principais nomes do gênero, o grupo inglês Napalm Death, que ao lançar sua primeira música inédita em quatro anos no single Logic Ravaged By Brute Force colocou a música do grupo nova-iorquino no lado B.

Vocês lembram da original, claro…

A primeira gravação dos Smiths

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Apesar de Morrissey enfileirar motivos para deixarmos de acompanhar sua carreira solo (que já não me chama atenção desde seu terceiro álbum, ainda nos anos 90), o legado de sua banda original segue inconteste: a importância dos Smiths continua intacta apesar de todos os absurdos fascistas e xenófobos proferidos por seu vocalista e letrista. Tanto que o grupo esteve em um pequeno furor ao ter seu primeiro registro musical tornado público por um coadjuvante da primeiríssima fase da banda. Dale Hibbert gravou alguns dos primeiros discos da banda e foi um dos primeiros baixista do grupo, respondendo à busca que Morrissey e o guitarrista Johnny Marr iniciaram no começo dos anos 80. Para mostrar o tipo de som do grupo, os dois gravaram uma versão guitarra e voz para uma pérola obscura dos anos 60, “I Want A Boy For My Birthday“, lado B de um single do girl group norte-americano The Cookies, já mostrando a obsessão de nerd de música do vocalista (Marr nunca tinha ouvido a música). A fita foi enviada para Dale para criar uma linha de baixo antes de eles gravarem uma demo em agosto de 1982, que nunca aconteceu – além da gravação abaixo, os Smiths só a tocaram uma vez ao vivo, em outubro daquele ano, para nunca mais. O hoje engenheiro de som publicou a deliciosa versão em seu canal no YouTube, pinçada pelo blog Slicing Up Eyeballs, e em pouco tempo, a música foi disponibilizada no próprio canal do grupo inglês.

Que joia.

Lana Del Rey sempre em boa companhia

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Na turnê de divulgação de seu ótimo Norman Fucking Rockwell, nossa querida Lana Del Rey está revisitando os clássicos. Começou quando ela convidou Sean Lennon, o filho de John Lennon e Yoko Ono, para dividir a faixa que os dois gravaram juntos em seu disco anterior, Love, “Tomorrow Never Came”, em sua apresentação no Jones Beach Theatre, anfiteatro ao ar livre perto do Nova York, no dia 21 do mês passado…

Depois, no dia 2 deste mês, eem Seattle, ela estreou uma versão para “For Free”, de Joni Mitchell, que acabou incluindo no repertório da turnê…

E pra finalizar, no domingo passado, num mesmo show em Berkley, na Califórnia, ela primeiro chamou outro filho de outra lenda: Adam Cohen, filho do velho Leonard, a acompanhou na clássica “Chelsea Hotel”, uma das pérolas do repertório de seu pai…

…Depois foi a vez de ela chamar ninguém menos que a lenda Joan Baez, com quem dividiu a faixa-título de seu disco de 1975, “Diamonds & Rust”, deixando-a depois tocar, sozinha, “Don’t Think Twice, It’s All Right”.

Nada mal, Lana…

Jesus & Mary Chain via David Hasselhoff

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Quem foi criança nos anos 80 vibrava com as aventuras do carro Supermáquina, veículo futurista dirigido pelo ator David Hasselhoff que alimentava sonhos de consumo infantis alimentados pela indústria automobilística. O canastrão, que anos depois foi um dos protagonistas de outra série nostálgica, Baywatch, agora realiza seu sonho e lança seu primeiro disco solo, um álbum new wave cheio de versões de hits do passado com participações especiais inusitadas. Open Your Eyes traz Hasselhoff cantando músicas como “Lips Like Sugar” (do Echo & The Bunnymen), “Heroes” (de David Bowie), “Sugar, Sugar” (dos Archies) e o standard “Sweet Caroline” com colaboradores tão díspares quanto o repertório, como a banda A Flock of Seagulls, Todd Rundgren, Steve Cropper e Ministry (!!). Ele antecipou uma das faixas – a versão para “Head On”, do Jesus & Mary Chain, gravada ao lado do guitarrista do grupo Cars, Elliot Easton, e o resultado ficou até legal: sem as guitarras dos irmãos Reid (substituída por uma parede de ruído sintético, uma guitarra meio surf music e um solo horroroso) e a faixa ressurge como uma pérola new wave.

O disco será lançado no dia 27 de setembrol.