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Clipe

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Antes do ano acabar M.I.A. dá o seu recado falando de um dos grandes temas de 2015, os imigrantes ilegais, na faixa “Borders”, cujo clipe foi dirigido por ela.

thelessiknow

No lindo pesadelo psicodélico do clipe de “The Less I Know the Better” o Tame Impala mistura ciúme, macacos, basquete, bananas e muito tesão reprimido. Cuidado na hora de apertar o play para não estar em um ambiente “família”.

johncale

O único integrante vivo fundador do Velvet Underground, John Cale revisita um dos clássicos de sua carreira solo – Music for a New Society – à luz da morte do comparsa Lou Reed. O disco será reeditado em uma versão dupla, contendo o disco original e a regravação do disco feita este ano. O projeto, batizado de M:fans (que são as iniciais do título do disco), foi apresentado com o clipe da versão atual para “I Keep a Close Watch”, rebatizada agora apenas como “Close Watch” (e com a participação de Amber Coffman dos Dirty Projectors):

É uma versão interessante, mas não chega aos pés da solene versão original, que este ano foi regravada por Courtney Barnett.

claricefalcao2015

Em uma época tão intensa de provocações e preconceitos sendo expostos, Clarice Falcão deixa as gracinhas do Porta dos Fundos em segundo plano e lança uma versão acústica para “Survivor” – hit imbatível das Destiny’s Child de onde veio Beyoncé – que pode antecipar o lançamento de seu segundo álbum. O cover apareceu num clipe que superpõe imagens diferentes de todos os tipos de mulheres lidando com o mesmo batom vermelho que incomoda muita gente, num belo manifesto feminista que também está sendo lançado em áudio digital – e cuja renda será revertida para o Think Olga, que está virando fundação.

floatingpoints

O nome que o inglês Sam Shepherd escolheu para trabalhar – o codinome Floating Points – já circula pela cena dance inglesa como uma espécie de Doutor Jeckyll da cena dubstep desde 2009, soltando singles, EPs e músicas isoladas enquanto calibrava sua musicalidade entre um trip hop instrumental mais sombrio – parente torto da linha do DJ Shadow – e um improvável meio termo entre o jazz, a disco, a house e a música de câmara, numa câmera lenta mental que nos aproxima do zen. Estas qualidades chegam ao ápice em Elaenia, uma inesperada obra-prima que toma 2015 quase como um atordôo de nocaute, mas sem dor nem sequer noção de fisicalidade – uma jam session dos sonhos entre o Erik Satie, o Nightmares on Wax e Madlib, com direito andamentos intrincados, cordas românticas, graves pesados, grooves sintéticos, levadas puramente jazzy. Acho que nenhum disco de música eletrônica nesta década merece tanto o rótulo de transcendental quanto este. Separei as quatro primeiras faixas do disco – os clipes de “Nespole” e da versão editada de “Silhouettes” (que no disco tem dez minutos), a faixa-título e, finalmente, “Nespole” de novo e “Argenté” (ao vivo na BBC na semana passada). Sente só:

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E esse clipe que o Unknown Mortal Orchestral lançou pra “Necessary Evil” – uma das melhores músicas de seu brilhante álbum Multi-Love – apenas parece fofinho, mas lidas com as típicas paranoias de um relacionamento tentando se estabilizar.

O capixaba Lúcio Souza e Silva – conhecido simplesmente por Silva – está prestes a lançar seu terceiro disco, batizado de Júpiter e anunciado em contagem regressiva neste fim de semana. A capa é esta aí abaixo e foi divulgada exclusivamente para o Trabalho Sujo.

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A ordem das faixas do novo disco, que será lançado no próximo dia 20 no Spotify e uma semana depois nas outras plataformas de streaming, é a seguinte:

“Júpiter”
“Sufoco”
“Eu Sempre Quis”
“Feliz e Ponto”
“Io” (instrumental)
“Sou Desse Jeito”
“Nas Horas”
“Se Ela Volta”
“Marina”
“Deixa Eu Te Falar”
“Notícias”

O disco foi todo produzido pelo Lúcio e não tem participações especiais. O primeiro aperitivo para o disco é o clipe de “Eu Sempre Quis”, que ele lançou neste fim de semana.

Segue aquela levadinha minimalista e dançante que ele vem aprimorando, trazendo o Xx para o universo pop brasileiro. Vamos ver como o resto do disco se comporta…

frabin

A banda de um homem só Frabin – o pseudônimo usado por Victor Fabri, paraense radicado em Florianópolis – sai do quarto com direito à chancela das gravadoras indie Balaclava e Midsummer Madness. E o primeiro clipe, pra faixa “Kids From Outer Space”, mantém o pé naquela psicodelia noise do final dos anos 80.

Ele já havia lançado o ótimo EP Selfish, no meio do ano passado, que já mostrava que o garoto tem futuro.

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O grupo da Pensilvânia sai da toca com uma faixa new wave que critica publicidade – num clipe que tira onda com os infomerciais dos anos 80, chamado “Badvertise”.

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Os Chromatics seguem enrolando o lançamento de seu segundo disco – Dear Tommy, que originalmente sairia no meio do ano – e vão ganhando tempo lançando uma música aqui, um clipe acolá e agora vêm com um EP com SETE versões para o clássico “Girls Just Wanna Have Fun” da Cyndi Lauper. Que nem ficaram tãããão legais assim, veja uma delas.

Climão e tal, mas, pô… Cadê o disco?!