Enquanto nos enrola o lançamento de seu Dear Tommy, Johnny Jewel, dos Chromatics, ainda encontra tempo para fazer a trilha sonora de um filme belga chamado Home, que, para aliviar pro lado dele, é composta de músicas velhas e não-lançadas de suas bandas (Chromatics e Symmetry) e de trilha incidental feita para o filme. Abaixo, o clipe de uma das músicas da trilha, com imagens do filme, chamada “Magazine”.
E a faixa-título do novo disco do Weeknd – sua aguardada parceria com a dupla Daft Punk – não é o hit arrasa-quarteirão que 2016 estava precisando, mas tem toda a manha e a sutileza fria de seus respectivos autores. Mas “Starboy” funcionaria perfeitamente dentro do Random Access Memories que os robôs lançaram há três anos, o que, comparando com a produção musical deste ano, é um senhor avanço. Olha ela ai na íntegra com seu clipe:
O vocalista da banda Terno Rei, Ale Sater, lança seu primeiro trabalho solo em São Paulo no próximo dia 7 de outubro, no Sesc Vila Mariana, e ele adianta o primeiro clipe de seu EP Japão em primeira mão para o Trabalho Sujo.
“Pipa é canção que fiz há uns dois anos atrás falando um pouco da pré-infância que passei em Niterói”, explica o Sater. “Já o clipe é uma animação feita pela Beatriz Pacheco Gavião nos últimos dois meses. Acho que tenta traduzir um pouco o jeito da música, minimalista e sentimental, e o jeito do EP, que assim como o clipe, é cheio de cortes e colagens.” Os ingressos para o show começam a ser vendidos hoje, neste link.
E a deliciosa “You’re the One”, com vocais da Syd the Kid, do The Internet, é uma das faixas mais sinuosas do excelente 99.9% do Kaytranada e ganha um clipe com sabor de seriado dos anos 90.
O recém-lançado clipe de “I Can Never Be Myself When You’re Around” é mais um indício – após o lançamento da faixa-título no mês passado – que o aguardado próximo disco da banda de Johnny Jewel, Dear Tommy, está prestes a sair.
Não vemos a hora.
O quarteto inglês Fujiya & Miyagi lança a segunda parte de seu quebra-cabeça de vinis Impossible Objects of Desire, composto por três EPs. O EP2 é puxado pela kraut “Outstripping (The Speed of Light)”, em que o grupo faz uma reverência literal aos seus ídolos do Neu.
No mês passado eles haviam lançado o clipe da faixa de trabalho do primeiro EP, lançado no primeiro semestre, e “To The Last Beat Of My Heart” segue a celebração a 2001 – Uma Odisseia no Espaço que, pelo jeito, voltou a habitar nosso inconsciente.
O terceiro EP da coleção sai no ano que vem.
Mais um clipe do novo disco do Radiohead dirigido por Paul Thomas Anderson, a apaixonada “Present Tense” recebe um tratamento bem mais cru (e, aparentemente, sem tantos significados cifrados) ao flagrar Thom Yorke e Jonny Greenwood tocando a canção ao pé de uma fogueira acompanhados apenas uma bateria eletrônica Roland CR-78.
Demais.
Sensacional essa justaposição de “Eventually”, do Tame Impala, sobre o clássico da ficção científica de Kubrick, 2001 – Uma Odisseia no Espaço, que dá novos contornos à canção.
A indefectível voz feminina que compõe o universo musical de Marcelo Jeneci começa a alçar seu voo solo. Laura Lavieri trabalha pouco a pouco sua estreia musical e antecipa a primeira faixa desta fase de sua carreira aqui pro Trabalho Sujo, mostrando em primeira mão o clipe de “Quando Alguém Vai Embora”, a seguir:
A faixa, bucólica e retrô ao mesmo tempo, está cheia das impressões digitais de seu parceiro nesta nova etapa: o jovem prodígio carioca Diogo Strausz, que fortalece sua reputação de produtor, arranjador e músico ao mesmo tempo em que segue pondo em prática seu lado maestro. “O disco segue a linha desta primeira música porque sou eu no front, e Diogo ao lado”, ela me explicou em uma conversa online. “Depois de oito anos conhecendo tanta gente, circulando por tantos cantos musicais, bebendo de tanta fonte, tenho vários desejos pra dar voz”, continua. “Teremos diversos personagens e cenários nesse álbum, tudo que uma intérprete pode dar conta.”
A parceria começou em março do ano passado (“foi sintonia musical à primeira vista”, diz Laura) e se aprofundou quando a cantora mudou-se para o Rio de Janeiro para completar seu projeto individual: “Começamos gravando a faixa, e seguimos aprofundando a amizade e as afinidades musicais; fizemos alguns shows juntos, pra desenvolver arranjos e repertórios e a parceria foi o incentivo que faltava pra eu me mudar para o Rio.”
O trabalho, que deve ficar para o ano que vem, no entanto não é uma incursão solitária da dupla no estúdio. “Tenho muita sorte com isso, sempre bem acompanhada, tenho a colaboração de músicos fantásticos – a base, e que segue pra vida toda é do Jeneci, e com ele, vem toda a família que é aquela banda – Regis Damasceno!”, festeja. “Diogo foi a fagulha e é a nova chama. João Erbetta é outro amigo que conheci com Jeneci, e há alguns anos se tornou fiel escudeiro. Hoje toca na minha banda, e trocamos em absolutamente tudo que pode envolver o processo criativo musical.” Entre os outros colaboradores ela lista uma turma de peso, que mostra que seu pêndulo musical está cada vez mais carioca: Rafaela Prestes, Kassin, Stéphane San Juan, Alberto Continentino, Ricardo Dias Gomes, Bruno DiLullo e Domenico Lancellotti. Ela diz que antes do fim do ano lança outro single (“de ondas mais revoltas”) e mais um terceiro antes do lançamento do disco (“mais dançante e extrovertido”).
Primeiro foi “Dreams” no ano passado e agora a fria “Wow”, um gangsta rap auto-ajuda de base enxuta, ganha seu próprio clipe, mostrando que Beck pode estar voltando para o território esquizopop de onde saiu. O novo disco sai no mês que vem, mas ainda não tem título
Que boa nova.









