Encontrei a Rita Oliva, dona do projeto Papisa, dia desses, retomando uma conversa que paramos lá no início de 2018, quando ela apresentou a segunda versão de seu Tempo Espaço Ritual numa das primeiras terças-feiras no Centro da Terra. De lá pra cá, ela abriu o processo de criação e gravação de seu novo disco com o público e vem amadurecendo o que se tornaria o disco Fenda, que ela anuncia para o início de agosto. Depois de lançar a faixa “A Velha” no início do ano, ela traz um contraponto, “Roda”, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira mas pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.
“‘Roda’ fala da sensação de estar no meio das mudanças”, explica a cantora e compositora paulista. “e ela traz uma certa leveza, mais humana, da emoção, da nostalgia, de encarar o tempo é como uma espiral”. A faixa é um contraponto leve de um disco que ela mesma encara como mais denso, ao ser temático sobre a morte. “É um disco que fala da morte em várias perspectivas, como parte de um ciclo, literal ou figurado”, continua, lembrando que viveu algumas mortes próximas que funcionaram como gatilho para o disco, batizado justamente a partir desta sensação de transição que sentimos atravessar. “A fenda é um símbolo de uma entrefase, de um momento em que uma coisa acabou e outra não começou. Tem essa suspensão, no tempo e espaço.” O disco deve sair no dia 2 de agosto e estas são as faixas.
“Moiras”
“A Velha”
“Terra”
“Fenda”
“Retrato Infinito”
“Nigredo”
“Semente”
“Roda”
“Espelho”
Encerrando o ciclo de seu primeiro disco, Ouro, a cantora e compositora Isabel Lenza estreia o clipe de “Amalgamado” em primeira mão no Trabalho Sujo. “Escolhi ‘Amalgamado’ para fazer um clipe por ter sido uma música recorrente nos comentários trazidos pelo público após os shows, que acabava elegendo ela como uma das preferidas”, explica Isabel. “Além do fato de ela ser muito especial para mim por ter sido a primeira melodia que fiz sozinha – sem parceria – de cabo a rabo, inaugurando a leva de composições do ‘Ouro’.”
O clipe é dirigido pela dupla Cinza, formada pelos diretores José Menezes e Lucas Justiniano, e é o início do encerramento do ciclo de seu primeiro disco, uma vez que ela já está começando novas composições. “A leva de músicas novas estão chamando a abertura de um novo ciclo”, explica.
Que bordoada este novo single do Emicida – e como não bastasse o sample de Belchior e a virulência e delicadez que ele aborda o tema da depressão, “Amarelo” ainda reúne o rapper a Majur e Pabllo Vittar. ““Quando meu irmão Criolo lançou o seu disco ‘Ainda Há Tempo’, uma coisa que me chamou muito a atenção foi a sua liberdade criativa, sua capacidade de ir da densidade à doçura com tanta naturalidade e também como suas palavras soavam como as palavras de um velho amigo que nos alegra ao dizer o que precisamos ouvir para levantar a cabeça e seguir em frente em uma vida muitas vezes difícil”, ele me explica por email. “Todos esses atributos em um único projeto foram edificantes para nóiz. Homenagear esse passo que pudemos assistir nascer de um lugar privilegiado, na extinta Central Acústica é, para mim, uma forma de dizer: ‘Obrigado, Criolo. Você é um mestre’. Também é uma oportunidade de darmos atenção a frase que continua fazendo tanto sentido ainda hoje – atenção – como pede o amarelo dos semáforos, pois ainda há tempo.”
Ele lança mais um disco esse ano – e a partir destes dois primeiros singles (além de “Amarelo” ele também lançou a paulada “Eminência Parda“) dá pra ver que ele não vai pegar leve.
Quando o punk pop é tão inofensivo- e delicioso – que torna-se irreversivelmente pop – e o clipe que as Regrettes fizeram para sua ótima “I Dare You” apenas amplifica a onda boa que o grupo emana.
Demais.
Duas pontas do indie brasileiro deste século, a princesa do MySpace Mallu Magalhães e o príncipe da sofrência Tim Bernardes, se reúnem numa versão para uma música da carreira solo do vocalista d’O Terno, gravado no quintal do selo Risco.
Ao convidar Camila Cabello para cantar o terceiro single de seu próximo álbum, “Find U Again”, composto com Mark Ronson, do Tame Impala, o produtor Mark Ronson mostra que não está pra brincadeira.
Seu próximo disco, Late Night Feelings, já teve outros singles apresentados, como “Nothing Breaks Like a Heart”, com Miley Cyrus…
…e a faixa-título, com Lykke Li.
A capa é esta abaixo e vem seguida da ordem das músicas – que ainda trazem outras convidadas do produtor:
“Late Night Prelude”
“Late Night Feelings”, com Lykke Li
“Find U Again”, com Camila Cabello
“Pieces of Us”, com King Princess
“Knock Knock Knock”
“Don’t Leave Me Lonely”, com Yebba
“When U Went Away”
“Truth”, com Alicia Keys
“Nothing Breaks Like a Heart”, com Miley Cyrus
“True Blue”
“Why Hide”
“2 AM”
“Spinning”
Late Night Feelings já está em pré-venda – e promete.
O Sleater-Kinney, melhor trio feminino do rock norte-americano, está prestes a lançar o disco que foi produzido pela St. Vincent, The Center Won’t Hold, e começa a mostrar o rumo que o encontro foi ao mostrar a primeira faixa, “Hurry On Home”, que, de quebra, ainda tem um clipe dirigido pela Miranda July.
Sensacional.
O grupo inglês Metronomy, liderado pelo cantor e compositor Joseph Mount, dá notícias deppis de três e ressurge com o clipe da otima inédita “Lately”.
Mas não há nenhuma notícia sobre disco novo. Hmmm…
O grupo inglês Hot Chip lança mais um single de seu próximo álbum, A Bath Full of Ecstasy, “Melody of Love”.
Sempre alto nível.
Faz tempo que o Pin Ups é um clássico do indie brasileiro, mas as condições que o grupo paulistano se tornou clássico não ajudaram no registro da sonoridade que os colocou neste Olimpo: os shows e a atitude faça-você-mesmo acabaram por tornar o grupo em maior evidência do que seus registros oficiais. Até que, ao decidir pendurar as botas, num último anunciado show em 2015, no Sesc Pompeia, o grupo pode tocar seus clássicos nas melhores condições possíveis, fazendo-o renascer exatamente na hora em que decidiram oficializar o fim.
“É engraçado pensar que há quatro anos havíamos decidido encerrar as atividades”, me explica Zé Antonio, guitarrista e único integrante original desde a fundação do grupo. “O que seria nosso show de despedida foi um turning point para todos nós. Ver a plateia cheia, com muita gente jovem foi o maior estímulo que tivemos pra voltar. Receber aquele carinho foi emocionante”, lembra, ao anunciar que o próximo disco da banda, Long Time No See, será lançado neste mesmo palco, dia 15 de junho. O disco começa a ser mostrado nesta sexta, quando eles lançam o clipe de “Spinning” em primeira mão no Trabalho Sujo.
“Gravar um disco estava em nossos planos há muito tempo, mas os custos nos impediam”, Zé continua a história. “Há cerca de dois anos o diretor do documentário Guitar Days pediu que gravássemos uma música inédita para entrar em um CD a ser lançado pelo selo Midsummer Madness. Graças aos esforços do produtor, Magoo Felix, rolou uma ótima parceria com o estúdio Aurora, e durante as gravações dessa faixa eu comentei sobre nosso desejo de fazer um disco novo. Pouco tempo depois, os donos do Aurora, Carlos e Aécio, ofereceram o estúdio para a banda gravar. E aí, pela primeira vez na história do Pin Ups, pudemos fazer as coisas do jeito que a gente quis e no tempo que era necessário, pensando um pouco mais nos arranjos e amadurecendo as idéias.”
Long Time No See consagra a formação daquele último show no Sesc Pompeia: Alê Briganti nos vocais e baixo, Zé em uma guitarra, Adriano Cintra na outra e Flávio Cavichioli na bateria – e o grupo convidou amigos e parceiros para o estúdio, como a dupla Antiprisma, a baixista Amanda Buttler (do Sky Down), o tecladista Pedro Pelotas, a ex-Pin Ups Eliane Testone, o baixista do Superchunk Jim Wilbur. Zé explica que não tiveram uma preocupação de não soar retrô. “Foi uma coisa espontânea. Se a gente gravasse um disco soando do mesmo jeito que há 20 anos seria um sinal de que alguma coisa estaria errada, É claro que o nosso DNA continua lá, mas depois de tanto tempo o nosso jeito de tocar mudou naturalmente, a nossa relação com o estúdio também. As guitarras barulhentas estão lá, as melodias dos vocais da Alê também, mas nos permitimos experimentar um pouco mais, gravar o disco de uma maneira que fizesse sentido artisticamante. Esse álbum é o mais sincero e verdadeiro que fizemos até hoje. A música esteve acima de qualquer outra preocupação e isso nos permitiu pensar de maneira mais aberta, foi uma experiência bem boa.”
Além do lançamento do disco em junho, Zé também espera que o disco avisa que o disco se materializará em vinil no segundo semestre e que deverá ter dois clipes, um de animação feito pelo mesmo Laurindo Feliciano que fez a capa do novo disco.












