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Clipe

Vem Avalanches!

Começou! A dupla australiana Avalanches acaba de lançar o single “Together”, com as participações dos norte-americanos Nikki Nair, Prentiss e Jessy Lanza (os dois primeiros estadunidenses, a última canadense), e com isso inicia os trabalhos de seu quarto álbum, mas sem contar muito além disso. A não ser ao lançar um clipe com disquetes, celulares pré-smartfones e iPods e lançar um site chamado Takumi Digital Archives, que anuncia: “Na Takumi, entendemos que arquivos digitais são mais do que repositórios de dados – eles são uma memória institucional, propriedade intelectual e legado cultural”. E continuam “Nossa plataforma combina segurança de alto nível, infraestrutura escalonável e indexação inteligente para entregar uma fundação segura e pronta para o futuro da preservação digital”. Será que esse é o tema do disco?

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Agora vai! Eis o clipe de “Olho”, primeiro single de Paralich, próximo disco do Orange Disaster que finalmente sai depois de anos, que a banda liberou em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Começamos a produzir esse disco ali pelo final de março de 2020, quando a gente ainda achava que a quarentena duraria umas poucas semanas”, explica Carlos Freitas, guitarrista do grupo e produtor musical que acaba de fechar as portas do seu heróico estúdio Aurora. “Nessa época, o Davi, nosso baterista, morava na Alemanha e o Theo, então um dos nossos guitarristas, morava no Uruguai, por isso fazer o disco acontecer não foi uma tarefa fácil com cinco pessoas morando em três países e quatro cidades diferentes”, que Carlão ainda soma tragédias pessoais vividas por cada um dos integrantes como motivo para lançar o disco quando finalmente tivessem condições de tocá-lo ao vivo sem substitutos para o lançamento, a volta de Davi Rodriguez Lima no começo do ano fez com que eles finalmente pudessem soltar o que se referiam como seu próprio “China in Box Democracy”, em referência ao infame disco do Guns N Roses que nunca saía. O título em russo, que quer dizer “Paralisia”, em referência aos anos que se passaram. “Eu estava com impressão de que a Europa era um mundo meio paralelo que tava começando novamente ter um impacto mundial mais amplo e comecei a ler muita coisa sobre política europeia, ficando com a impressão de que a Rússia era num lugar que estavam prestando pouca atenção”, explica o vocalista J.C. Magalhães. “É um lugar que era muito sintomático do mundo atual, por isso achei que era um jeito de mostrar que eles são importantes e que a gente vai ter que conviver muito com as maluquices de lá. E que se ia acontecer alguma insanidade, provavelmente viria de lá, como aconteceu… Foi um chute que eu dei que acabei acertando…”, diz em referência à questão do país com a Ucrânia. Paralich sai na próxima sexta, dia 22, quando fazem um show dividindo a noite com o Tutu Naná, no Fffront.

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Logo após soltar a iconoclasta “Rock Music”, Charli XCX mostra o lado B que estará na versão do novo single. Ela mesma disse que a pensativa “I Keep Thinking About You Every Single Day And Night” não estará nas plataformas digitais e só será lançada oficialmente (pelo menos por enquanto) na versão em vinil do novo single, que está à venda em seu site. Mas postou a música inteira em uma conta paralela no Instagram e avisou aos fãs que, se eles quiserem, podem ripar o áudio do clipe que soltou online.

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RockXCX!

“Rock Music”, que Charli XCX lançou quase de surpresa nesta sexta-feira, é um pé na porta que marca o possível anúncio de um novo álbum, mas que também segue um crescendo em sua carreira que vem desde antes da pandemia, seu Brat sendo o momento (daí o título do filme que lançou em seguida do disco de 2024) ápice deste movimento que seguiu inclusive incluindo sua fase cinematográfica. E apesar do título e da entrevista pra British Vogue em que ela parecia negar a pista de dança em detrimento do rock (com a frase “I think the dance floor is dead, so now we’re making rock music” sendo o refrão do single ainda não lançado dito como frase de efeito), o single e o clipe – curtos com meros dois minutos de duração – parecem continuar o projeto-objeto que é sua discografia. Não é uma negação nem uma continuação de Brat (nem negação ou mero pastiche de rock), mas um aceno a outra parte de seu universo sonoro – e, sim, com timbres de guitarra, culto ao excesso e a mesma pulsação 24 horas que ironizava em The Moment, agora aparentemente sem ironia. Ou como não ser irônico enfiando um maço de cigarros na boca ao mesmo tempo e acendendo todos de uma vez? “Eu realmente estou batendo a minha cabeça”: Ela ri de si mesmo, ri da gente e de todo o sistema (da sociedade de entretenimento, ao culto a celebridades, de Hollywood ao panteão do rock clássico até, em última instância, ao ultracapitalismo e a máquina de pifar sanidade das redes sociais) enquanto nos convida para uma nova fase. Vamos lá, Charli…

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Novamente no susto, a dupla escocesa Boards of Canada lança as duas primeiras faixas de seu aguardado Inferno, que estará entre nós no dia 28 deste mês. “Introit” e “Prophecy At 1420 MHz” chegam juntas como uma mesma faixa e com um clipe de colagens extraordinário feito pelo designer Robert Beatty, que fez capas para discos como Rainbow da Ke$ha, Afrique Victime do Mdou Moctar e Currents do Tame Impala. O que abre a possibilidade do disco inteiro ter clipes – e ser um álbum visual. Se mantiver o sarrafo desse aperitivo não tem nem o que pensar: só vem!

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Depois da bordoada guitarreira de “When” primeiro single do novo disco do Of Montreal, Aethermead, seu líder Kevin Barnes mostra outra faceta do mesmo disco ao revelar seu segundo single “Already Dreaming”, uma balada retrô e melancólica que me lembra os momentos mais introspectivos do Tatá Aeroplano, com aquela psicodelia romântica que caracteriza seus discos menos festeiros. E o clipe, dirigido pela filha do líder da banda, Beatrice Barnes, ficou ótimo.

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A primeira vez que o sagaz produtor inglês Sam Shepherd – que conhecemos melhor como Floating Points – arriscou-se a tocar ao lado de uma orquestra sinfônica foi antes da pandemia, quando selou sua nova amizade com o mago do free jazz Pharoah Sanders, 40 anos mais velho que ele, no projeto Promises, gravado com a London Symphony Orchestra em janeiro de 2020 e só lançado em março de 2021, um ano antes de Sanders nos deixar, num dos disco mais ousados e importantes desta década. Em 2023, Shepherd voltou a reunir-se com outro time sinfônico, desta vez para compor sua primeira trilha sonora para um balé, e estreou Mere Mortals ao lado da San Francisco Ballet Orchestra em janeiro de 2024, num espetáculo inspirado pelo mito de Pandora. E ele acaba de lançar a faixa de abertura desta apresentação, que será lançada em breve como disco, ao mostrar o single de 13 minutos “Falling to Earth”, um épico ambient com sintetizadores pesados dando o tom apocalíptico do espetáculo. Impressionante.

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Lançada dias após a prisão em Londres de um de seus líderes por protestar contra o genocídio na Palestina, “Boots on the Ground”, a nova canção do grupo Massive Attack coincide em ser a primeira canção inédita de Tom Waits em quinze anos. “Um dia, há muitos anos, aceitei o convite do Massive Attack para colaborar”, escreveu Waits sobre o lançamento do single. “O longo atraso no lançamento nunca me preocupou. Hoje, como em toda a história da humanidade, é garantido que esse tipo de música nunca sairá de moda e que a tolice humana de cometer fracassos é um banquete para as moscas”, explicou antecipando que o grupo inglês ainda lançará o single em vinil com outra música, chamada “The Fly”, como seu lado B. O clipe ainda traz uma série de imagens maravilhosas do fotógrafo estadunidense @thefinaleye, que vem cobrindo protestos em seu país desde o assassinato de George Floyd aos protestos contra a milícia de Trump contra os imigrantes daquele país, mostrando que, mesmo que as tensões políticas do mundo pareçam pairar sobre a Europa, a América Latina, os países árabes e a Ásia Central, o pau anda comendo nos Estados Unidos há muito tempo… Detalhe: a música não está no Spotify.

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Além da vontade de ouvi-la só mais uma vez (e outra e outra), “Drop Dead”, primeiro single do novo disco de Olivia Rodrigo, me parece mais um cavalo de Troia do que uma amostra do que será seu novo álbum. Especificamente por não espelhar a tristeza presa em seu título: You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, que traduz-se por “você parece bem triste para uma garota tão apaixonada” e, apesar de seu título (que pode ser traduzido livremente como “Morra”), a nova música vem carregada de uma felicidade rara nos discos anteriores de Olivia, fazendo-a literalmente dançar como uma princesa num palácio (e qual deles senão o mais famoso do mundo?). A impressão é que ela está empolgando seu público para uma descida emocional ainda mais profunda e dolorida que a dos outros discos, agora ciente que sua estatura como estrela pop ultrapassou as proporções do modismo passageiro. É como se, inclusive ao citar Cure e mostrar aparelhos do passado (o laptop e o fone de ouvido com fio) no clipe, ela tivesse consciência de que está fazendo seu primeiro disco clássico. E que época foda é essa que uma garota de 23 anos pode ter a disposição de fazer isso, diz aí…

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Depois de um vídeo rápido cheio de ruído e estática espalhado entre os fãs mais hardcore por fitas de VHS, os Boards of Canada acabaram de soltar um vídeo mais longo, menos barulhento e mais delicado, embora igualmente críptico, batizado de “Tape 05”. Ainda não sabemos se é uma música nova ou se é só mais um degrau de expectativa rumo ao próximo disco, que a gravadora deles, a Warp, já confirmou que está vindo aí

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