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Doolittle, dos Pixies, faz 25 anos

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Qual é o melhor disco dos Pixies? Surfer Rosa? Bossa Nova? Doolittle? O clássico quarteto de Boston é daquelas raríssimas bandas em que toda discografia ultrapassa a média – eu mesmo não consigo escolher meu favorito, por vezes é o seco Surfer Rosa, por outra o viscoso Doolitlle. Este última está completando 25 anos e foi escolhido pela banda para ganhar uma versão deluxe, com discos e mais discos de extras. Alguns destes – como os lados B dos singles e as Peel Sessions – já são conhecidos dos fãs da banda. O que deve vir de apetitoso no novo pacote são as demos das músicas do disco, que nunca foram lançadas. O disco já está em pré-venda, veja as faixas do box de três CDs (ou quatro vinis):

Disco 1
“Debaser”
“Tame”
“Wave of Mutilation”
“I Bleed”
“Here Comes Your Man”
“Dead”
“Monkey Gone to Heaven”
“Mr. Grieves”
“Crackity Jones”
“La La Love You”
“No. 13 Baby”
“There Goes My Gun”
“Hey”
“Silver”
“Gouge Away”

Disco 2
Doolittle: Peel Sessions & B-Sides

“Dead (Peel Session)”
“Tame (Peel Session)”
“There Goes My Gun (Peel Session)”
“Manta Ray (Peel Session)”
“Into The White (Peel Session)”
“Wave of Mutilation (Peel Session)”
“Down To The Well (Peel Session)”
“Manta Ray”
“Weird At My School”
“Dancing The Manta Ray”
“Wave of Mutilation (UK Surf)”
“Into The White”
“Bailey’s Walk”

Disco 3
Doolittle: Demos

“Debaser”
Tame”
“Wave of Mutilation (First Demo)”
“I Bleed”
“Here Comes Your Man (1986 Demo)”
“Dead”
“Monkey Gone To Heaven”
“Mr. Grieves”
“Crackity Jones”
“La La Love You”
“No. 13 Baby – VIVA LA LOMA RICA (First Demo)”
“There Goes My Gun (1.29)*, 13. Hey (First Demo)”
“Silver”
“Gouge Away”
“My Manta Ray Is All Right”
“Santo”
“Weird At My School (First Demo)”
“Wave Of Mutilation”
“No. 13 Baby”
“Debaser (First Demo)”
“Gouge Away (First Demo)”

Todos os discos das Sleater-Kinney relançados em vinil!

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Um dos grupos mais subestimados dos anos 90, o trio Sleater-Kinney está sendo revisitado por sua gravadora Sub Pop numa caixa com os sete discos de sua carreira lançados em vinil na caixa Start Together. A caixa com sete discos também vêm numa versão colorida, como postou a guitarrista Carrie Brownstein, hoje uma atriz de sucesso no seriado Portlandia, em sua conta no Instagram.

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Lindaço, hein. Resta saber se isso pode ser um aceno pra volta da banda. Não seria nada mal…

O disco perdido do Velvet Underground

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O processo de devassa nos arquivos do Velvet Underground nos tem garantido várias caixas de disco com material inédito além das quatro obras-primas que o grupo lançou em vida e dos vários discos ao vivo lançados posteriormente. O próximo álbum a entrar nessa brincadeira é o terceiro disco da banda, lançado em 1969 com apenas o nome do grupo de título. É o disco que marca a saída de John Cale da banda, trazendo o guitarrista e baixista Doug Yule para a formação, e deixando Lou Reed mais à vontade para compor canções em vez de tratados de estética ou afrontas pop art.

Sussurrando na maioria das música, Reed buscava uma qualidade musical que soasse muito mais íntima que as canções dos anos 60, “como se o disco estivesse sentado contigo em uma mesa”, como disse certa vez. E mesmo que traga arroubos artsy como “The Murder Mystery” e desfile de guitarras em “Beginning to See the Light” e “What Goes On”, o disco de 1969 soa doce e delicado, com faixas como “Candy Says”, “Pale Blue Eyes”, “That’s the Story of My Life” e “After Hours”, esta última a primeira vez que a baterista Mo Tucker assume os vocais. O crítico norte-americano Lester Bangs, um dos primeiros fãs da banda, notou a mudança radical de rumo do grupo ao questionar “como se define um grupo desses, que vai de ‘Heroin’ a ‘Jesus’ em menos de dois anos?”

A gravadora inglesa Polydor irá lançar a caixa The Velvet Underground 45th Anniversary Super Deluxe Edition (já em pré-venda online), com seis CDs que dissecam diversos aspectos do disco. Os três primeiros CDs são variações do mesmo tema: o primeiro traz o disco de 1969 remasterizado pelo técnico da MGM Luis Pastor “Val” Valentin, o segundo traz o mesmo disco no chamado “closet mix” (que soa como se fosse gravado num armário e antecipa em três décadas a estética lo-fi) e o mix promocional em mono (mais as versões mono do single “What Goes On” e “Jesus”) é o terceiro CD.

O filé da caixa, no entanto, é seu quarto disco. Ele é o mais próximo do que poderia ter sido o quarto disco do Velvet Underground caso eles continuassem na MGM. São 14 faixas gravadas no estúdio Record Plant e que veriam a luz do dia em discos seguintes, como o quarto e último disco do Velvet Underground, o Loaded (lançado pela Atlantic) e o disco Transformer de Lou Reed, além de aparecerem remasterizadas em duas coletâneas nos anos 80, V.U. e Another V.U. O disco é tido como um álbum perdido pelos fãs da banda também por não haver consenso histórico sobre se aquele disco teria sido lançado de fato ou não – uns lembram ser apenas demos gravadas mais profissionalmente, outros (Lou Reed, entre eles) falam que de fato havia planos de se lançar esse disco. Muitas das versões originais dessas gravações apareceram também em discos piratas, o que motivou muitos fãs a tentar reconstruir um disco que não tinha nome, capa nem ordem das músicas definidas (como a imagem que ilustra esse post, saído do blog Albums That Never Were.

A ordem definitiva do tal “disco perdido” ficou assim na nova caixa:

“Foggy Notion (original 1969 mix, unreleased)”
“One of These Days (new 2014 mix, unreleased)”
“Lisa Says (new 2014 mix, unreleased)”
“I’m Sticking With You (original 1969 mix, unreleased)”
“Andy’s Chest (original 1969 mix, unreleased)”
“Coney’s Island Steeplechase (new 2014 mix, unreleased)”
“Ocean (original 1969 mix)”
“I Can’t Stand It (new 2014 mix, unreleased)”
“She’s My Best Friend (original 1969 mix, unreleased)”
“We’re Gonna Have a Real Good Time Together (new 2014 mix, unreleased)”
“I’m Gonna Move Right In (original 1969 mix)”
“Ferryboat Bill (original 1969 mix)”
“Rock & Roll (original 1969 mix)”
“Ride Into the Sun (new 2014 mix, unreleased)”

Os discos 5 e 6 que completam a caixa trazem dois shows que a banda fez na casa The Matrix, em San Francisco, nos dias 26 e 27 de novembro daquele ano, que foram remixadas a partir das fitas originais do dono do estabelecimento, Peter Abram. Há, inclusive, uma versão de 37 minutos para “Sister Ray”.

Ótima notícia!

David Bowie extra

David_Bowie_The_Next_Day_Extra

E por falar em David Bowie, o Bracin nos avisa que ele anunciou o conteúdo da edição especial de seu The Next Day, lançado subitamente no início desse ano. Eu nem achei o disco essa cocacola toda que andam dizendo por aí – é mais um disco Bowie sendo Bowie do que propriamente uma nova reinvenção, algo que não acontece de verdade desde o início dos anos 80. Mas há boas faixas, a produção é clean e objetiva e, o principal a meu ver, seu acabamento visual é brilhante. O uso da capa de “Heroes” com glitch de computador, a lente precisa dos clipes que já foram lançados e, agora com esse disco-caixa, o acabamento de sua produção como objeto – veja no vídeo abaixo – mostra que mesmo não desequilibrando o cenário pop mundial com um disco, ele ainda é um dos veteranos mais afiados em ativa.

E esse box luxuoso do disco novo do Daft Punk?

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Cheia dos guéri-guéris: vinil duplo com rótulo dourado e prateado, pendrives com conteúdo digital, capacetes, pôsteres, livro de luxo, cinco frames do clipe de “Lose Yourself to Dance” e o item mais foda: um dez polegadas com a íntegra da entrevista que os robôs fizeram com Giorgio Moroder que deu origem à incrível “Giorgio by Moroder“. Mas por quase 300 doletas é um pouco demais, não?