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A fase Berlim de David Bowie em uma caixa

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Seguindo a série de edições especiais da vida de David Bowie, é a vez de mergulhar entre os anos 1977 e 1982 do mestre morto no ano passado – escrevi sobre a caixa A New Career in a New Town no meu blog no UOL.

Mais uma caixa de discos vem dissecar outra fase de David Bowie. Depois de destrinchar a primeira fase de sua carreira na memorável caixa David Bowie Five Years (1969-1973), lançada em 2015, e de se aprofundar na fase de transição do artista no meio dos anos 70 na ótima David Bowie Who Can I Be Now? (1974-1976), de 2016, o mergulho no arquivo do artista que morreu no início do ano passado traz a tona a caixa A New Career in a New Town (1977-1982), que reúne as gravações da época em que Bowie mudou-se para Berlim, na Alemanha, até o disco que é considerado sua última obra-prima da fase clássica, Scary Monsters (And Super Creeps), de 1980.

São onze CDs (ou treze vinis) que reúnem reedições dos principais discos que ele lançou na época, como Low, “Heroes” (e o EP de mesmo nome, lançado em seguida com versões da música em alemão e francês), Lodger (em duas edições, sendo a mais recente com nova mixagem feita pelo produtor Tony Visconti), o duplo ao vivo Stage (também em duas edições), Scary Monsters e a coletânea Re:Call 3, reunindo músicas que só saíram em compacto neste período (incluindo a íntegra do EP Baal, com a trilha sonora que Bowie fez para a peça de Bertolt Brecht de mesmo nome. O título da caixa é o nome da última faixa do lado A de Low, que completou 40 anos no início de 2017.

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Entre as novidades da caixa (que ainda traz um livro de capa dura com 128 páginas) está uma versão mais longa, com quase dois minutos a mais para “Beauty And The Beast”, do disco “Heroes”, de 1977, que foi lançada originalmente num disco promocional lançado nos EUA.

OK, Radiohead

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O teaser do Radiohead no início da semana realmente tinha a ver com o vigésimo aniversário do OK Computer (e infelizmente nenhuma referência ao R.E.M.) – o grupo inglês abriu a pré-venda da caixa OKNOTOK, em que celebram o aniversário de seu primeiro disco clássico com uma série de extras. Em todas elas, o disco vem com três faixas inéditas e oito que já haviam saído em lados B dos singles do grupo na época. A seleção final é esta:

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São três versões, uma em vinil triplo, outra em CD duplo e o box completo, de deixar todo fã salivando, com três vinis, um livro de capa dura com trinta ilustrações (parte delas inédita), um caderno de 104 páginas com rascunhos de Thom Yorke, outro de 48 páginas com detalhes da preparação da arte do disco e uma fita cassete de noventa minutos com demos do disco, além de outra fita cassete (esta decorativa) com o material do disco no formato digital.

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Os três formatos podem ser comprados no site que o grupo criou para vender o disco. Outra novidade é que eles aproveitaram o aniversário do álbum para ressuscitar o site-labirinto que a banda tinha em 1997.

E essa caixa do Pink Floyd…?

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Essa caixa The Early Years 1965 – 1972, que o Pink Floyd lança no próximo dia 11, com 27 discos, é o sonho utópico de qualquer fã da banda. Ela vem dividida em sete volumes (batizados de Cambridge St/ation, Germin/ation, Dramatis/ation, Devi/ation, Reverber/ation, Obfusc/ation e Continu/ation) e abrange o período entre a fundação do grupo por Syd Barrett até pouco antes da aclamação crítica e popular com o disco Dark Side of the Moon. São 11 CDs, 9 DVDs, sete compactos em vinil e reproduções de pôsteres, flyers e material promocional da banda que expandem ainda mais as fronteiras deste período de formação da banda. Olha isso:

Entre as pérolas estão músicas desconhecidas da pré-história do Pink Floyd (“Lucy Leave”, “Double O Bo”, “Remember Me”, “Walk with Me Sydney” e “Butterfly”), apresentações ao vivo da banda pela Europa e todos os registros feitos na BBC, faixas inéditas das trilhas sonoras de More e Zabriskie Point, uma versão em vídeo de “Interstellar Overdrive” ao vivo com Frank Zappa (além de seis outras versões para esta música), as íntegras dos filmes More e La Valée (cuja trilha é o excelente Obscured By Clouds, de 1972), doze versões para “Atom Heart Mother” e algumas pérolas em vídeo que o grupo está colocando em seu canal no YouTube, como este clipe para “Green is the Colour”, que mistura o áudio de uma gravação na BBC em 1969 com o vídeo de uma aparição da banda no programa francês Pop Deux, cobrindo o show da banda no Festival de St. Tropez em agosto de 1970:

O clipe da excelente “Childhood’s End”, do meu favorito Obscured by Clouds:

Ou esta versão acústica para “Grantchester Meadows” do disco Ummagumma, gravada para a BBC:

É muita coisa!

De Volta para o Futuro em vinil

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E prepare-se para ouvir falar pacas de De Volta para o Futuro nos próximos dias – pois dia 21 de outubro deste ano é o dia em que teoricamente Marty McFly chega, pela primeira vez, ao futuro, na primeira continuação do filme. E entre as novidades está essa incrível caixa de vinis, com as trilhas sonoras dos três filmes pela primeira vez empacotadas num box organizado por uma loja de camisetas online, a Mondo Tees. A caixa reúne os três discos com as trilhas escritas por Alan Silvestri e foram reunidas como o plutônio que o Doutor Brown roubou para conseguir viajar no tempo.

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Na caixa, os discos têm essas capas:

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Dá pra comprar também os discos em versão individual – aí eles têm capas diferentes, mas igualmente estilosas.

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As artes são do ilustrador inglês Matt Taylor e dá pra fazer a pré-venda a partir do dia 21 no site da Mondo Tees.

Uma caixa com os shows do Velvet Underground no Matrix

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O baú do Velvet Underground não tem fundo: tem mais uma caixa com quatro CDs de gravações ao vivo do grupo prestes a ser lançada, desta vez concentrada nas apresentações que a banda de Lou Reed fez em 1969, no Matrix, em São Francisco, nos EUA. O Velvet passou uma temporada na Califórnia quando se apresentou por 18 noites em duas casas da cidade, o Family Dog e o Matrix. Este último era uma antiga pizzaria que Marty Balin, do Jefferson Airplane, transformou em casa de shows. E a caixa The Velvet Underground: The Complete Matrix Tapes reúne 42 faixas gravadas em quatro canais com material de principalmente duas noites, 26 e 27 de novembro daquele ano. Boa parte do material já foi lançada: primeiro no disco 1969 The Velvet Underground Live (lançado em 1974) e depois nas caixas das Quine Tapes e na edição de luxo do terceiro disco, lançada no ano passado. Das 42 faixas, nove são inéditas. A caixa será lançada no final de novembro e eis uma amostra do que podemos esperar:

Os cinco primeiros anos de David Bowie em vinil

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David Bowie começa, aos poucos, a reeditar toda sua discografia em vinil e resolveu dividi-la em fases cronológicas, dedicando a caixa de estréia a seus gloriosos cinco anos de início de carreira, entre 1968 e 1973. Five Years (1968-1973) reúne, em 13 discos, seus seis primeiros discos de catálogo (David Bowie, The Man Who Sold The World, Hunky Dory, The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, Pinups e Aladdin Sane), um disco ao vivo (Live Santa Monica ’72, que, por ser lançado em 2008, nunca foi lançado em vinil), a edição feita em 2003 do disco Ziggy Stardust e a trilha sonora do filme de mesmo nome, além de uma coletânea dupla de sobras de estúdio, lados B de singles, raridades e músicas inéditas chamada Re:Call 1, que inclui uma versão italiano para “Space Oddity” e versões para músicas de Chuck Berry e Jacques Brel.

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A caixa ainda traz um encarte cheio de anotações, fac-símiles de itens que estiveram nos discos originais (como a carteirinha de fã-clube que vinha no disco Aladdin Sane e fotos nunca publicadas do ícone.

Item obrigatório para quem é arquivista de Bowie e para os diletantes que ainda não têm seus primeiros discos em vinil. E prepara o bolso que essa é só a primeira…

E essa caixa de DVDs de Duro de Matar?

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DVDs já estão se tornando objetos obsoletos em nossas rotinas, por mais que as TVs a cabo e os sistemas de vídeo on demand não tenham um catálogo tão amplo e as locadoras vão se extinguindo rapidamente. Uma das alternativas que a indústria encontrou para dar sobrevida à mídia física foi transformar seus suportes em objetos de decoração, como é o caso dessa caixa com os cinco filmes da série Duro de Matar, com Bruce Willis, que vêm empacotados numa réplica do prédio fictício Nakatomi Plaza, cenário do primeiro filme. E o box já está em pré-venda

Velvet Underground: “I’m Waiting for the Man” ao vivo em 1969

Enquanto não surge nenhuma faixa da versão oficial do “disco perdido” do Velvet Underground, que será lançado junto com a caixa comemorativa de 45 anos do terceiro disco da banda, vamos nos contentando com os aperitivos que vão surgindo, com essa versão sossegada pra “I’m Waiting for the Man”, na já clássica versão gravada na residência que o grupo fez no minúsculo Matrix, em 1969, em San Francisco, já com Doug Yule no lugar de John Cale:

E a caixa tá ficando bonitona, olha:

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Beyoncé versão de luxe

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Um dos grandes discos do ano passado está ganhando nova edição. O formato quádruplo de Beyoncé – disco surpresa que a cantora lançou no finzinho de 2013, ficando de fora de todas as listas de melhores do ano fechadas no início de dezembro – não apenas inclui as canções e clipes originais (um para cada música) como ainda traz um disco só com remixes (de nomes como Kanye West, Pharrell e Nicki Minaj) e outro com um show gravado em vídeo. A caixa chama-se Beyoncé Platinum Edition Box Set e ainda conta com duas músicas novas, “7/11″ e “Ring Off”.