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Dentro de Fear of Music

Mais sinais dos Talking Heads. Aproveitando a reunião de seus ex-integrantes no início desta semana para a celebração de um canal dedicado à banda lançado pela rádio via satélite Sirius XM, a gravadora Rhino acaba de anunciar mais uma caixa dedicada a um período da carreira do grupo liderado por David Byrne, que desta vez disseca o primeiro passo ousado do grupo, seu terceiro álbum Fear of Music. A caixa Fear of Music (Super Deluxe Edition) traz em três CDs (ou 6 LPs) o disco de 1979 com uma nova masterização, raridades e versões alternativas do álbum e a íntegra de dois shows em que o grupo tocava músicas do recém-lançado disco, no Berklee Performance Center no dia 24 de agosto do ano do lançamento e no Capitol Theatre, em Nova Jérsei, no dia 17 de novembro seguinte, além de um livro de 60 páginas com fotos inéditas e um texto escrito pelo crítico Will Hermes. O disco (já em pré-venda) será lançado no dia 13 de novembro e, para temperar o anúncio, a gravadora desenterrou um trecho do grupo tocando “Life During Wartime” na apresentação que fizeram no programa Old Grey Whistle Test.

Assista abaixo:  

Chocolate and Cheese ao vivo… em 14 CDs!

O grupo Ween começou a abrir seus arquivos e acaba de anunciar a caixa Boognish Provides, que reúne 14 shows que a clássica dupla indie fez entre outubro de 1994 e junho de 1995, quando fizeram uma longa turnê pelos EUA tocando as músicas de seu então recém-lançado álbum, o colossal Chocolate and Cheese. A caixa conta com 14 CDs com material deste período, que também ressurge numa versão com os melhores momentos num vinil duplo. Anunciada pela ótima gravadora Rhino para o próximo dia 16, a caixa traz shows em que, além dos fundadores Aaron “Gene Ween” Freeman and Michael “Dean Ween” Melchiondo, a banda ainda contava com o baixista Andrew Weiss e o baterista Claude Coleman. E para mostrar a seriedade do material, a primeira música da caixa a aparecer é uma versão de 24 minutos de “Vallejo”, gravada no 40 Watt Club, em Athens, na Geórgia estadunidense. Ouça abaixo:  

Gravações inéditas de John Coltrane surgem em seu centenário

Se estivesse vivo, um dos maiores nomes da música dos Estados Unidos completaria cem anos nesta quarta-feira, data escolhida para revelar uma série de gravações de John Coltrane feitas num gravador caseiro entre 1960 e 1965 pelo colega saxofonista Frank Tiberi, que aproveitou o centenário para tornar pública esta coleção privada de registros históricos. The Complete Tiberi Tapes está sendo vendido em três formatos: uma caixa com 4 LPs, outra caixa com 3 CDs e um pendrive que vem numa edição de luxo de apenas 750 itens que reúne mais de 100 gravações e 26 horas de Coltrane ao vivo, quase sempre acompanhado por McCoy Tyner (ao piano), Eric Dolphy (no sax alto), Reggie Workman, Steve Davis ou Jimmy Garrison (no baixo) e Pete La Roca ou Elvin Jones (na bateria) em faixas que em alguns casos ultrapassam os vinte minutos de improviso. As fitas chegam ao público no dia 6 de novembro (e já estão em pré-venda) e o primeiro tira gosto deste acervo é uma versão de mais de treze minutos de “Giant Steps” gravada no meio de 1960 no Showboat, na Filadélfia, ou no Jazz Gallery, de Nova York, com Tyner, Davis e La Roca.

Ouça abaixo:  

39 discos com toda a turnê Rolling Thunder Revue que Bob Dylan fez em 1976

Imagine que um de seus artistas favoritos lance toda uma célebre turnê numa extensa caixa – é isso que Bob Dylan traz em The Rolling Thunder Revue: The 1976 Live Recordings, uma caixa com 39 CDs registrando todos os 27 shows da mitológica excursão que fez pelos EUA no meio dos anos 70 com uma banda composta pelo baixista Rob Stoner, a violinista Scarlet Rivera, o baterista Howie Wyeth e os guitarristas Mick Ronson (que tocou no Spiders from Mars de David Bowie), Steven Soles, David Mansfield e T Bone Burnett, além de contar com Joan Baez em vários momentos. A caixa (já em pré-venda) não entrou na antológica coleção das Bootleg Series porque nunca havia sido nem pirateada com essa minúcia e além dos quase 40 discos e ainda traz um dos principais shows desta turnê, do dia 16 de maio daquele ano no Tarrant County Convention Center Arena da cidade de Fort Worth, lançado como disco triplo em vinil. Famosa por colocar Dylan de volta na estrada num período tenso em seu país, a Rolling Thunder Revue funcionou como um descarrego furioso elétrico, antecipando a agressividade que o fim daquela década traria com o punk rock. Para antecipar a caixa, foi lançada a pesada versão para “Going Going Gone” deste show em destaque. Ouça abaixo:  

A história de origem de Elvis Costello

Sentindo a chapa esquentar na concorrência de efemérides que teremos no ano que vem, Elvis Costello antecipou a comemoração do cinquentenário de seu primeiro disco e acaba de anunciar uma caixa que revisita o álbum em seu 49º aniversário, que compara com a história de origem de um super-herói, quando abandona seu nome de batismo – Declan MacManus – para assumir o pseudônimo que o tornou conhecido. My Aim Is True (49th Anniversary Edition) reúne 104 faixas do período do disco, divididas em cinco CDs, metade delas são inéditas e já está em pré-venda. Além do disco original remasterizado, a caixa ainda inclui faixas ao vivo, gravações caseiras, entrevistas, demos, takes alternativos e áudio de divulgação do disco, além de um encarte com 72 páginas com fotos (muitas inéditas), letras escritas à mão, páginas de um diário da época e textos assinados por nomes como Nick Lowe, Rosanne Cash, Peter Wolf, entre outros. Para atiçar a curiosidade dos fãs, ele antecipou duas dessas inéditas, diferentes versões ao vivo para o clássico “Watching the Detectives”.

Veja a caixa, o nome de todas as músicas da caixa e ouça os primeiros singles abaixo:  

Um clássico do Aphex Twin relançado num box set

Outro disco aniversariante está prestes a receber o tratamento de luxo ao ser relançado como uma caixa com novo tratamento sonoro. Drukqs, primeiro disco que o produtor Aphex Twin lançou depois de um hiato de cinco anos, após ter lançado seu disco Richard D. James em 1996. Como a maioria de seus discos, Drukqs, lançado em outubro de 2001 (um mês após o traumático 11 de setembro), pegou a todos desprevenidos, principalmente por ter demorado tanto tempo para sair. E entre os diferentes novos clássicos da música eletrônica de vanguarda lançados naquele álbum, estava uma faixa cuja reputação só cresce com o tempo – uma releitura da sonoridade de Erik Satie chamada “Avril 14th” que é uma de suas canções mais reconhecíveis (se você conhece sabe do que estou falando). O disco talvez demorasse mais tempo para sair, não fosse o fato de Richard ter perdido um MP3 player com cerca 180 faixas inéditas num voo e isso tenha o tornado paranoico com a possibilidade de cair na internet, o que não aconteceu. A nova edição do disco sai no dia 30 de outubro (e já está em pré-venda) em diferentes formatos: como uma caixa com quatro discos de vinil, um CD duplo com um encarte com oito páginas ou em cassete duplo. A edição mais cara conta com um pôster e um estêncil com o clássico logo do produtor.

60 anos do primeiro clássico de Zappa

Um dos primeiros discos duplo da fase de ouro do rock dos anos 60 completa 60 anos neste 2026 e ganha uma reedição daquelas. Freak Out!, disco de estreia do grupo Frank Zappa & The Mothers of Invention, será relançado numa edição que traz nada menos do que 105 novas mixagens, músicas ao vivo e outras raras e nunca lançadas (como essa mixagem original “Hungry Freaks, Daddy”, lançada nesta terça-feira, junto com o anúncio do disco, já em pré-venda) num pacote cuja edição mais parruda conta com cinco CDs, um blu-ray, além de um libreto com 26 páginas com fotos raras e ensaios sobre o álbum, além de um mapa de Hollywood desenhado pelo próprio Zappa. O disco inaugura oficialmente a carreira fonográfica do músico dos EUA que já vinha trabalhando com música desde o início dos anos 60, mas só devido à onda da contracultura da costa oeste de seu país conseguiu um contrato para lançá-lo. Zappa só não conseguiu lançar o primeiro disco duplo de sua geração porque uma semana antes Bob Dylan abriu essa picada com outro clássico (que também merecia uma caixa com sobras e extras), Blonde on Blonde.

Ouça a íntegra de “Hungry Freaks, Daddy” e veja a ordem de todas as músicas do disco abaixo:  

Vem Rubber Soul!

Era isso aí, a tão aguardada caixa do Rubber Soul dos Beatles surge em nosso horizonte quase como uma miragem e cheia de extras, entre versões anteriores de várias músicas, duas demos (uma do Paul e a outra do John, esta última chamada “Little Girl” que pode ou não ser uma versão inicial de “Run for Your Life”), o disco em nova versão stereo e em versão mono, além da versão do disco lançada nos EUA, com música do Help! e do single que lançaram separadamente no Reino Unido (o duplo lado A “Day Tripper” com “We Can Work It Out”) e, na versão mais completa da caixa, um livro de 88 páginas com prefácio escrito por John Lennon e introdução escrita por Paul McCartney, fotos inéditas, informações aprofundadas sobre a gravação do disco, anotações sobre as faixas, dois pôsteres e duas reproduções de fotos exclusivas. A caixa chega para nós no dia 2 de outubro e como aperitivo eles mostraram o primeiro take de gravação de “Michelle”, que é simplesmente impecável. Mas ninguém falou nada sobre o Help!… ainda.

Veja o trailer e a cara do novo box, ouça a nova versão de “Michelle” e confira a relação com todas as músicas da caixa abaixo:  

É mesmo a caixa do Rubber Soul!

Os Beatles criaram mistério, mas as lojas online acabaram estragando a surpresa que eles preparam para esta quarta, quando fãs descobriram que o anúncio que eles haviam feito era mesmo a caixa do Rubber Soul. Faltam detalhes, mas já dá pra saber que são quatro discos (dois deles com o disco de 1965 na íntegra, provavelmente com variações de mixagem, e dois deles com 26 faixas, várias repetidas, certamente versões rascunho feitas no estúdio, pelo menos uma inédita – se “Little Girl” não for uma variação de outra, como “Run for Your Life” – e músicas que nem são do Rubber Soul) acompanhados de um livro com fotos e textos sobre o disco. Certamente virão muito mais detalhes sobre o aguardado lançamento (não sabemos nem a data de lançamento), mas a confirmação já saciou a expectativa…

Veja a lista com todas as faixas da caixa abaixo:  

Vanishing Point, XTRMNTR e Evil Heat: eis a trilogia Bunker do Primal Scream

“Desconfiávamos do partido trabalhista e de suas políticas neoliberais que agiam como um cavalo de Tróia, e fomos visionários ao prever o ressurgimento do fascismo, do militarismo e do imperialismo no século 21”, explica Bobby Gillespie, líder do Primal Scream, sobre o final dos anos 90 da banda, quando lançaram três discos que hoje recuperam como “a trilogia do Bunker”, que está sendo relançada em edição ampliada. “Os álbuns que constituem a trilogia Bunker eram a antítese absoluta de tudo o que acontecia na música do Reino Unido nos anos 90”, continua o vocalista da banda escocesa. “Fazíamos pop e rock experimentais, agressivos e sem concessões, com letras sobre desorientação psíquica, vício, alienação, depressão e questionamentos sobre a nossa própria existência e de documentar o lado sombrio e sórdido da cultura jovem britânica. Enquanto o restante da cena musical e cultural do Reino Unido se apaixonava por si mesma — convencidos de sua própria genialidade, afundados em uma orgia de narcisismo e cocaína e em um estado permanente de autocelebração —, nós, que havíamos vivido momentos de pensamento utópico no início da década, sentíamos agora profunda aversão por nós mesmos e pelo mundo”. Assim Gillespie se refere aos discos Vanishing Point, XTRMNTR e Evil Heat, todos gravados no estúdio que a banda tinha no norte de Londres, que batiza o nome desta fase, que será lançada em novas edições aos poucos (todos já em pré-venda): no dia 7 de agosto aparece a nova versão para o disco de 1997, no dia 4 de setembro vem a versão expandida para o disco do ano 2000 e finalmente o disco de 2002 vem inteiro no dia 30 de outubro. As reedições vêm em CD, vinil e trazem os remixes, lados B lançados pela banda neste periodo e até faixas inéditas. A versão em vinil do box da trilogia ainda vem com um 12 polegadas do single “If They Move Kill Em”. “Nunca fomos ‘britpop’ — queríamos queimar a bandeira, não agitá-la” – confira a ordem das músicas de cada reedição abaixo: