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Meu mapa afetivo de São Paulo

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Fui entrevistado pelo projeto Mapas Afetivos, que tenta redesenhar a cidade de São Paulo a partir da memória de seus convidados. Falei da Aclimação, do Centro, do Sumaré e da avenida Paulista – pontas do quadrilátero em habito desde 2002.

Aclimação

Centro

Sumaré

Paulista

Vale visitar o site e passear por outros tantos mapas afetivos – e só tem gente foda: da Laerte à Renata Simões, passando pelo casal Fernanda e Endrigo do Espaço Cult, Nelson Triunfo, Facundo Guerra, Fióti, Karina Buhr, Baixo Ribeiro, Ana Freitas, Tiê, Gaía Passarelli, Kátia Lessa, Eduardo Suplicy, André Whoong, Hugo Possolo, Tulipa, entre outros. Confere lá.

Noites Trabalho Sujo | 10.6.2017

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Chegando perto da metade do ano, encerramos o primeiro semestre de nossa celebração hipnótico-carnal coletiva consensual trazendo uma compilação autoral dos registros sonoros industriais feitos até aqui. Selecionamos uma série de músicas que se encaixam no cardápio sonoro oferecido em todos nossos experimentos mas que se enquadram no critério de registros tornados públicos entre o dia primeiro deste dois mil e dezessete até a presente data, além de confrontá-los com frequências já conhecidas pelo voluntariado submisso aos testes de energia orgônica. Este é o tema da apresentação deste fim de semestre conduzida pelo cientista psicossocial Alexandre Matias e o explorador antropológico-químico Danilo Cabral, que, desfalcados da presença do carismático nudista Luiz Pattoli, seguram a edição deste sábado como dupla no auditório azul da torre de concreto em frente ao Largo do Arouche. Do outro lado do andar, a dupla de completistas O Cafuçu e o Hipster, formado pelos pesquisadores Pedro Jansen e Leo Freire, estreiam em um auditório maior, seguidos da presença sempre contagiante de Ana Laura Mello, também conhecida como DJ Mulher, que encerra as atividades na madrugada deste sábado para o domingo. Não custa lembrar que só participa das atividades deste dia dez quem enviar seu nome para o correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com.

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 10 de junho de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Pedro Jansen e Leo Freire (O Cafuçu e o Hipster) e Ana Laura (DJ Mulher).
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 40, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor). Os cem primeiros a chegar pagam R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.

Noites Trabalho Sujo | 13.5.2017

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Há uma parte do processo de captura do êxtase coletivo em um ambiente controlado hermeticamente que diz respeito especificamente à memória de curto e longo prazo. Por isso, sazonalmente nós, do instituto Noites Trabalho Sujo, experimentamos exercitar a glândula pineal a partir da narrativa cronológica, submetendo voluntários ao acompanhamento da evolução estética dos últimos setenta anos a partir de amostras sonoras de poucos minutos de duração. O pesquisador de ressonâncias mórficas orgônicas Alexandre Matias, o explorador de movimentos pélvicos Luiz Pattoli e o psicoantropólogo Danilo Cabral convidam os convidados para um transe conjunto de ativação de neurônios por meio de uma contextualização lógica. No outro auditório da torre de transmissão de bons fluidos Trackertower, dois grupos de pesquisadores (a cientista Nathalia Capistrano do centro de pesquisas Girls Bite Back ao lado do professor Rodrigo Giordano do núcleo de estudos Dope e a dupla de exploradores psíquicos Gemini, formada pela doutora Karen Ercolin e o mestrando Acácio Mendes) mantém os pés firmes em 2017 para embalar os presentes com memórias de curto prazo, provocando o choque que inevitavelmente aflora a química de atração que buscamos nestes eventos mensais. Para garantir a presença, é necessário que os voluntários enviem seus nomes para o endereço de correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h.

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 13 de maio de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo contando a história da música pop em ordem cronológica), Karen Ercolin e Acácio Mendes (Gemini), Nath Capistrano (Girls Bite Back) e Rodrigo Giordano (Dope)
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 40, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor). Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.

Noites Trabalho Sujo | 8.4.2017

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Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 8 de abril de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Carlos Costa (Quarto/Fresta) e Sarah Sioli e Tati Contreiras (Almost Locals) apresentando Liv Brandão
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.

A contração de músculos repetidas vezes em sincronia com o pulso delimitado por frequências sonoras cíclicas envolve a consciência de uma sensação de torpor que permite acessar áreas cerebrais inativas na vida desperta. Aliadas à baixa iluminação, à frequência visual harmônica que intercala a profusão de cores à presença massiva de outros corpos em mesma sintonia, tais movimentos permitem a criação de uma massa biomática orgônica que dissemina o conhecimento e sensações entre os voluntários, provocando a ressonância transmórfica que eventualmente nos leva à telepatia, à precognição e outras variantes do que comumente nos referimos como sexto sentido, intuição ou parapsicologia. É este experimento que está sendo realizado de forma igualmente repetitiva no terceiro (ou quarto?) andar da torre de concreto localizada na esquina próxima ao Largo do Paysandu, encruzilhada energética capital na criação psíquica coletiva do mito sobre a metrópole paulistana. A cada passagem de sábado para domingo que atravessa-se coletivamente vinculado a outras cobaias deste retiro orgástico mais expande-se a consciência que diz respeito ao reconhecimento de uma escala ainda maior de realidade, sensação que aparenta-se fugaz mas que entra na escala genética a partir da fricção dos neurônios ativados neste processo. Supervisionando o laboratório rítmico, o psiconauta Alexandre Matias e seus cientistas cúmplices no instituto Noites Trabalho Sujo, o neuro-antropólogo Danilo Cabral e o astrofilósofo Luiz Pattoli conjuram pequenas viagens psicodelicas concentradas em registros fonográficos de diferentes eras da história recente para solidificar a sensação do prazer em uma densa nuvem de som e calor. No outro ambiente do mesmo experimento, o conluio xamânico provocado pelas feiticeiras transnacionais do processo de ambientação deslocada chamado Almost Locals realiza uma manifestação pró-progesterona invocando apenas entidades femininas na sessão ministrada pela sacerdotisaSarah Sioli e a maga Tatiana Contreiras, que ainda convidaram a fada Liv Brandão para um ritual transformador. Em seguida, o cientista gnóstico Carlos Costas parte do rescaldo energético formado para reconstrui-lo usando ondas sintéticas superposta à metalinguagem cifrada em sígilos sonoros, recriando seu próprio centro de pesquisas, o Quarto/Fresta, em nossa instalação. O transe intraespacial começa a partir das 23h45 e a presença dos voluntários ao êxtase coletivo é requerida através do endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com, caso contrário não é possível permitir sua participação. Abra-se.

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 8 de abril de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Carlos Costa (Quarto/Fresta) e Sarah Sioli e Tati Contreiras (Almost Locals) apresentando Liv Brandão
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.

O Ecossistema da Música em 2017

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As transformações que estão acontecendo no mercado da música no início do século 21 são avassaladoras. Não só o Brasil chega a um nível de profissionalização na história de seu mercado como o panorama mundial da indústria fonográfica vem mudando radicalmente, além das mudanças nos hábitos de consumo de todos os ouvintes. Se antes a forma de chegar ao público pressupunha canções, lojas de discos, rádio e TV, hoje as inúmeras alternativas se desdobram exponencialmente entre aplicativos, streaming, webclipes, estratégias de lançamento, vídeos virais, gifs animados, álbuns em vinil, shows supresa, editais públicos, distribuição digital, gerenciamento de carreira, merchandising, sincronização, downloads, likes e views.

O ecossistema da música no século 21 está em plena transformação e é justamente este o foco do curso que proponho desde 2014 junto ao Espaço Cult, reunindo grandes nomes da cultura, do entretenimento e da mídia no Brasil para tentar definir horizontes de atuação para novos artistas, profissionais deste meio e ouvintes interessados nestas mudanças. Desta vez o curso acontece durante todas as terças-feiras dos meses de maio e junho deste ano, reunindo nomes como a cantora e compositora Tiê, o produtor Carlos Eduardo Miranda, o distribuidor Maurício Bussab, a assessora de imprensa Mariana “Piky” Candeias, a jornalista e apresentadora Roberta Martinelli, o empresário e artista Evandro Fióti e a empresária Heloisa Aidar. O curso começa dia 2 de maio, vai até o dia 27 de junho e as aulas podem ser adquiridas de forma avulsa (à exceção das aulas de abertura e de encerramento, que fazem parte apenas da versão completa do curso). As inscrições podem ser feitas no site do Espaço Cult.

Vida Móvel

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Finalmente recebi minha cópia do livro Vida Móvel, uma antologia de trabalhos relacionados à importância e ascensão da telefonia celular em nosso cotidiano, organizada pela Editora Bei. Além do artigo “A Maior das Ferramentas”, do escritor e pesquisador norte-americano Noah Arcenaux, da Universidade de San Diego (Estados Unidos), ensaios fotográficos de Eduardo Longman e Fernando Laszlo e de uma linha do tempo mostrando quais foram os principais aparelhos desde a invenção do telefone móvel, ainda há artigo “O nascimento de uma nação digital”, em que escrevi sobre o papel dos celulares na transformação digital do Brasil. Mais informações sobre o livro no site da editora.

Jornalismo Cultural na Web

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A revista Bravo está organizando, ao lado do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo, um curso sobre Jornalismo Cultural na Web e eu fui convidado para participar de uma das aulas, sobre jornalismo independente, ao lado do Bruno Torturra, da Helena Bagnoli (da própria Bravo) e Marina Amaral (diretora de redação da Agência Pública). Abaixo, o programa do curso, que já abriu inscrições:

No novo cenário, o jornalismo cultural se reinventa e aumenta suas possibilidades, os recursos multimídia disponíveis aproximam notícia e leitor e proporcionam experiências quase reais. Nunca houve tanto espaço para falar de livros, peças, discos, exposições, movimentos estéticos. Artistas se comunicam diretamente com fãs, opiniões pulverizadas tomam o lugar da crítica tradicional. Contar boas histórias, escrever bons textos, fazer conexões relevantes e colocar o leitor no centro de tudo, ainda continua sendo o caminho a perseguir.

Como então conciliar excelência editorial, com o gosto pela síntese, pela fragmentação e generalidade que povoam nossos tempos? Como manter o pensamento reflexivo nesse mundo apaixonado por opiniões consensuais e ainda sendo sustentável financeiramente?
Essas são as questões centrais que a Bravo! pretende discutir nestes encontros.

10/04 – Retrospectiva do jornalismo cultural
Dos clássicos cadernos de cultura ao impresso premium. Marcas amadas x um mercado arisco. Formatos consagrados x necessidade de reinvenção. Revista Bravo: a definição do novo formato
Com Helena Bagnoli.

12/04 – Novo jornalismo e as mídias sociais
Como trabalhar com redes sociais. A presença nas redes sociais – como existir. O desafio de ser lido. O jogo do vídeo para cada plataforma, uma narrativa
Com Guilherme Werneck.

17/04 – Como sobreviver além da publicidade
Projetos on demand. Patrocínio x publicidade. Como ser mais do que apenas mídia. Oportunidades de negócio cultural. Cultura colaborativa. Movimento makers.
Com Paulo Carmossa, Manoel Brasil e Helena Bagnoli.

19/04 – Curadoria: Como fazer uma seleção que empolgue as redes?
O que é relevante? Relevância x alcance. Ferramentas de curadoria online. Curadoria cultural versus curadoria do conhecimento
Com Dante Felgueiras, Pedro Dória e Guilherme Werneck.

24/04 – A leitura em profundidade está em desuso?
O cenário mundial do jornalismo de leitura longa. Reportagem multimídia, casos e prática. Conteúdo não-perecível. Novas abordagens narrativas.
Com Armando Antenore e Guilherme Werneck.

26/04 – O papel da crítica de arte
Por onde começar. Crítica acadêmica x crítica jornalística. Qual a importância? Existe uma boa crítica?
Com Almir Freitas.

03/05 – Jornalismo independente
Do fanzine às plataformas digitais. Tipos diferentes de independência. Financiamento coletivo. Como ser viável financeiramente.
Com Marina Amaral, Alexandre Matias, Bruno Torturra e Helena Bagnoli.

08/05 – Jornalismo cultural na prática
Como escrever um bom texto?
Com Ronaldo Bressane.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

A imagem que ilustra este post é uma foto de Henk Nieman da obra Ttéia1C, de Lygia Pape.