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Alexandre Matias por Pérola Mathias

Minha conterrânea de cerrado e quase-parente Pérola Mathias foi uma das que esbaldou-se na festa em que comeemorei os 29 anos do Trabalho Sujo na Casinha e ela aproveitou a deixa para me entrevistar sobre as quase três décadas desta minha obra contínua. E foi assim que ela me apresentou na introdução do papo:

No último sábado, o jornalista Alexandre Matias comemorou os 29 anos do Trabalho Sujo — “jornalismo arte desde 1995”. O site e o trabalho do Matias na cobertura musical, curadoria, discotecagem e produção é referência para todo mundo que gosta de música, de música brasileira, de música brasileira independente. O Matias é muito mais do que o cara que você vê nos shows (para quem está em São Paulo) filmando o palco e que te apresenta bandas novas. Ele é pioneiro num modelo de fazer jornalismo cultural. Não é que ele estava aqui quando a internet ainda era mato, o Trabalho Sujo já existia antes mesmo dela adentrar nas casas brasileiras.

Por ocasião do aniversário do projeto e da grande comemoração que aconteceu no último Sábado (01) com uma festa que reuniu vários DJs amigos, aproveitei para entrevistar o jornalista no estilo: tudo que você sempre quis saber sobre o Trabalho Sujo e nunca teve coragem de perguntar. Já ouvi muitas pessoas perguntarem “como você dá conta de fazer tudo?”, “por que você foi escolher escrever logo sobre música?”, “vai ter um festival pra comemorar os 30 anos?”, “de onde você tirou esse nome?”.

Agradeço imensamente a deferência, os adjetivos e, mais do que tudo, a companhia nesses anos todos – e em breve eu e ela lançamos mais uma. Leia a íntegra da entrevista lá no site dela, o Poro Aberto.

Um Dia Um Show Salvou Minha Vida, com Piky Candeias

Desta vez eu e Levino chamamos a querida Piky para falar sobre os shows de sua vida em mais um episódio de nosso podcast e ela escolhe um mestre da música brasileira que pode presenciar ao vivo como ponto de partida, ao falar sobre o show de Tom Jobim que assistiu no começo dos anos 90, em São Paulo, com participação de Milton Nascimento e Chico Buarque.

Ouça abaixo:  

#trabalhosujo29anos na Casinha!

Em novembro o Trabalho Sujo completa 29 anos e dou início às comemorações com compadres e comadres de diferentes épocas da minha vida discotecando comigo em uma festa num endereço icônico, quando celebro a fase final deste retorno de Saturno na emblemática Casinha, novo endereço que o Mancha – da clássica casa que levava seu nome – está fazendo festas desde o ano passado. E além do próprio Mancha, ainda tocam comigo, neste sábado, gigantes que atravessaram diferentes fases da minha vida profissional: o escultor de luz Serjão Carvalho, que viu o Trabalho Sujo nascer quando ele ainda era uma página impressa em um jornal no interior de São Paulo; a eterna musa indie Kátia Mello, o icônico Luiz Pattoli que tocava nas Noites Trabalho Sujo do Alberta e da Trackers comigo, ao lado de Danilo e Babee (que convidei mas não podem vir) e minha dupla de Desaniversário Camila Yahn. A casa fica na Rua Jorge Rizzo, 63, em Pinheiros, abre a partir das 22h e a festa atravessa madrugada adentro, apareça pra me dar um abraço e se acabar de dançar, como de praxe. Os ingressos já estão à venda neste link.  

Um Dia Um Show Salvou Minha Vida, com Camilo Rocha

Em mais um programa dissecando as maravilhas de se assistir música ao vivo, eu e Levino desta vez chamamos o compadre Camilo Rocha, que entre lembranças de raves, apresentações de DJs e de artistas de música eletrônica, que é seu métier, voltou-se para uma lembrança afetiva indie, quando assistiu ao show do The Cure no Brasil ainda nos anos 80.

Ouça abaixo:  

Um Inferninho exemplar

E a primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo na Porta Maldita seguiu exatamente a premissa que cogitei quando bolei a festa há pouco mais de um ano, reunindo três bandas novíssimas que não se conheciam e que trouxeram seus pequenos públicos para assistir inclusive aos shows das outras bandas, criando aos poucos a sensação de que aquilo que está acontecendo ao redor de cada grupo é mais extenso do que a amplitude pontual de cada um deles. A noite começou com o show cru e entrosado do trio Los Otros, fazendo sua sexta apresentação em público. A simbiose do casal vocalista, o guitarrista Tom Motta e a baixista Isabella Menin, dá a tônica da banda e a sua dinâmica entre vozes e instrumentos – e com o público – é acompanhada com empenho pelo baterista Vinicius Czaplinski, que também faz alguns vocais de apoio. Além de suas primeiras composições, o grupo ainda tocou uma música do Elvis Costello (“Pump It Up”), uma da Rita Lee (“Papai me Empresta o Carro”), outra do Charly Garcia (“La Sal No Sala”) e T-Rex (“20th Century Boy”), esta tocada num bis improvisado.

Depois deles foi a vez da banda Florextra, também em um de seus primeiros shows ao vivo, fazer sua primeira apresentação no Porta Maldita, puxando mais a linha para a MPB, principalmente devido à presença de sua vocalista, a sempre sorridente Giu Sampaio. Mas a dinâmica entre os outros músicos (Gabriel Luckmann, guitarrista que também faz vocais de apoio, o baixista e flautista Ma Vettore, o tecladista Alê London e o baterista Pepito – que trocou de instrumentos com Gabriel na última música) caminha entre uma MPB que equilibra-se entre a bossa nova e a Jovem Guarda e um indie rock dócil, cativando o público presente.

A terceira atração da noite foi o grupo de mais estrada naquele palco, embora também seja uma banda em seus primeiros dias. O trio Jovita orbita entre o rock psicodélico nitidamente influenciado por Boogarins e viagens instrumentais que conversam com fortes ecos de Clube da Esquina (principalmente a partir dos vocalizes em falsete do guitarrista João Faria), música brasileira tradicional e eletrônica (esses cortesias do synth e das percussões do baixista Nicolas “Bigode” Farias) e grooves instrumentais nascidos entre as décadas de 60 e 70. A bateria de Guilherme Ramalho aterra com vontade os devaneios do guitarrista e do baixista e juntos os três propõem voos quase instrumentais que mostram que a banda tem um futuro próximo promissor – ainda mais agora prestes a gravar seu primeiro disco. Um Inferninho didático, que ainda contou com o ar familiar e underground característicos do Porta Maldita, um lugar com pouco tempo de vida mas muita história pra contar… E quando eu tava discotecando madrugada adentro, temperado por algumas doses de Amaral, eis que surgem vários conhecidos perdidos na noite em busca de uma saideira, o que transformou a pisa do Porta Maldita numa boa viagem ao passado, com direito a Television, Smiths e Elvis Costello – e há quanto tempo eu não tocava “A Forest” na pista…?

Assista abaixo:  

Um Dia Um Show Salvou Minha Vida, com Bia Abramo

E a convidada desta semana do podcast Um Dia Um Show Salvou a Minha Vida, que faço ao lado do compadre Rodrigo Levino, é a mestra Bia Abramo. No programa, dedicado a celebrar a alegria que é assistir à música ao vivo, pedimos para à maior jornalista de música de sua geração para falar sobre os shows que foram importantes para sua formação – e no centro deste seu palco, Nick Cave.

Ouça abaixo:  

20 anos do Link Estadão e a minha parte neste quinhão

Coube ao Bruno Romani, atual editor do Link Estadão, a tarefa de celebrar o aniversário de vinte anos do antigo caderno do centenário jornal paulistano dedicado à tecnologia e ele convidou alguns ex-editores para lembrar do tempo em que cada um de nós tomou conta da publicação. Liderei esta equipe entre 2007 e 2012, primeiro como editor-assistente e depois, dois anos após minha contratação, como editor e aproveitei para lembrar de um período que funcionou como uma era de ouro da cultura digital e também como uma forma de trazer a cobertura de tecnologia do jornalismo brasileiro para o século 21. Além de mim, a antologia ainda reunia textos do Camilo Rocha, da Claudia Tozetto e do Bruno Capelas, todos ex-editores da seção.

Leia meu texto abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Los Otros, Florextra e Jovita

Desbravando mais um território, o Inferninho Trabalho Sujo desta semana acontece em um dos principais palcos para novas bandas em São Paulo neste meio de década, A Porta Maldita. Projeto itinerante com mais de dez anos de atuação, o Porta se estabeleceu como estabelecimento fixo há um ano, no número 400 da rua Luiz Murat, em frente ao cemitério que separa a Vila Madalena de Pinheiros, escondido sob uma discreta porta que esconde uma escada que leva para uma das pequenas casas da cidade com o melhor equipamento de som. Culpa do herói Arthur Amaral, que abriu espaço para minha festa nessa sexta-feira, dia 25, quando apresentamos três novíssimas bandas locais, os trios Los Otros e Jovina e o quinteto Florextra, com discotecagens minha e da Lina Andreosi entre os shows. Os ingressos já estão à venda neste link e custam mais barato do que se deixar pra comprar no dia.

Desaniversário | 19.10.2024

Faz tempo, né? Mas finalmente vamos matar a saudade de mais uma de nossas festas em que a acabação feliz dá a tônica pra não acordarmos destruídos no dia seguinte. A Desaniversário deste mês veio um pouco mais tarde mas neste sábado, dia 19, estaremos mais uma vez transformando a pista do Bubu em uma fonte de diversão e dança ininterrupta, começando cedo, como de praxe, pra acabarmos a tempo de aproveitarmos bem o domingo. Eu, Clarice, Camila e Claudinho deixamos o alto astral dominar o recinto e contagiar os presentes com músicas que vocês nem lembravam que conheciam e pessoas que você nem sabia que queria conhecer. A festa, como sempre, acontece no Bubu, que fica na marquise do estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/n°), começa às 19h e vai até à meia-noite. Vem dançar com a gente!

Um Dia Um Show Salvou Minha Vida, com Lorena Calábria

O podcast Um Dia Um Show Salvou Minha Vida começou durante a pandemia, quando conversávamos sobre shows clássicos que assistimos e compadre Rodrigo Levino lembrou que em 2021 dez dos principais shows que viu em sua vida completavam dez anos. Ele me chamou para ajudá-lo a materializar essa memória num podcast em que ele lembrava de apresentações ao vivo que assistiu em diferentes lugares do mundo, lembrando de artistas como Sade, Teenage Fanclub, Fleet Foxes, LCD Soundsystem, Vítor Ramil, Mercury Rev, Sonic Youth e Strokes, entre outros. Quando retomamos o assunto após o período pandêmico, sugeri chamar convidados para compartilhar histórias em comum e Levino me colocou na roda, como coapresentador do programa, que entra em sua nova fase com uma série de amigos em comum com os quais compartilhamos lembranças boas sobre músicas sendo mostradas ao público a partir do palco. E quem começa essa nova fase é a querida Lorena Calábria, que visita velhas lembranças, começando pelo show que mais marcou sua vida, quando assistiu ao grupo A Cor do Som.

Ouça abaixo: