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Um Dia Um Show Salvou Minha Vida, com Bia Abramo

E a convidada desta semana do podcast Um Dia Um Show Salvou a Minha Vida, que faço ao lado do compadre Rodrigo Levino, é a mestra Bia Abramo. No programa, dedicado a celebrar a alegria que é assistir à música ao vivo, pedimos para à maior jornalista de música de sua geração para falar sobre os shows que foram importantes para sua formação – e no centro deste seu palco, Nick Cave.

Ouça abaixo:  

20 anos do Link Estadão e a minha parte neste quinhão

Coube ao Bruno Romani, atual editor do Link Estadão, a tarefa de celebrar o aniversário de vinte anos do antigo caderno do centenário jornal paulistano dedicado à tecnologia e ele convidou alguns ex-editores para lembrar do tempo em que cada um de nós tomou conta da publicação. Liderei esta equipe entre 2007 e 2012, primeiro como editor-assistente e depois, dois anos após minha contratação, como editor e aproveitei para lembrar de um período que funcionou como uma era de ouro da cultura digital e também como uma forma de trazer a cobertura de tecnologia do jornalismo brasileiro para o século 21. Além de mim, a antologia ainda reunia textos do Camilo Rocha, da Claudia Tozetto e do Bruno Capelas, todos ex-editores da seção.

Leia meu texto abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Los Otros, Florextra e Jovita

Desbravando mais um território, o Inferninho Trabalho Sujo desta semana acontece em um dos principais palcos para novas bandas em São Paulo neste meio de década, A Porta Maldita. Projeto itinerante com mais de dez anos de atuação, o Porta se estabeleceu como estabelecimento fixo há um ano, no número 400 da rua Luiz Murat, em frente ao cemitério que separa a Vila Madalena de Pinheiros, escondido sob uma discreta porta que esconde uma escada que leva para uma das pequenas casas da cidade com o melhor equipamento de som. Culpa do herói Arthur Amaral, que abriu espaço para minha festa nessa sexta-feira, dia 25, quando apresentamos três novíssimas bandas locais, os trios Los Otros e Jovina e o quinteto Florextra, com discotecagens minha e da Lina Andreosi entre os shows. Os ingressos já estão à venda neste link e custam mais barato do que se deixar pra comprar no dia.

Desaniversário | 19.10.2024

Faz tempo, né? Mas finalmente vamos matar a saudade de mais uma de nossas festas em que a acabação feliz dá a tônica pra não acordarmos destruídos no dia seguinte. A Desaniversário deste mês veio um pouco mais tarde mas neste sábado, dia 19, estaremos mais uma vez transformando a pista do Bubu em uma fonte de diversão e dança ininterrupta, começando cedo, como de praxe, pra acabarmos a tempo de aproveitarmos bem o domingo. Eu, Clarice, Camila e Claudinho deixamos o alto astral dominar o recinto e contagiar os presentes com músicas que vocês nem lembravam que conheciam e pessoas que você nem sabia que queria conhecer. A festa, como sempre, acontece no Bubu, que fica na marquise do estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/n°), começa às 19h e vai até à meia-noite. Vem dançar com a gente!

Um Dia Um Show Salvou Minha Vida, com Lorena Calábria

O podcast Um Dia Um Show Salvou Minha Vida começou durante a pandemia, quando conversávamos sobre shows clássicos que assistimos e compadre Rodrigo Levino lembrou que em 2021 dez dos principais shows que viu em sua vida completavam dez anos. Ele me chamou para ajudá-lo a materializar essa memória num podcast em que ele lembrava de apresentações ao vivo que assistiu em diferentes lugares do mundo, lembrando de artistas como Sade, Teenage Fanclub, Fleet Foxes, LCD Soundsystem, Vítor Ramil, Mercury Rev, Sonic Youth e Strokes, entre outros. Quando retomamos o assunto após o período pandêmico, sugeri chamar convidados para compartilhar histórias em comum e Levino me colocou na roda, como coapresentador do programa, que entra em sua nova fase com uma série de amigos em comum com os quais compartilhamos lembranças boas sobre músicas sendo mostradas ao público a partir do palco. E quem começa essa nova fase é a querida Lorena Calábria, que visita velhas lembranças, começando pelo show que mais marcou sua vida, quando assistiu ao grupo A Cor do Som.

Ouça abaixo:  

Mesma frequência

Três artistas de gerações diferentes sincronizaram-se às frequências do Inferninho Trabalho Sujo nessa sexta-feira, quando realizamos mais uma edição no Cineclube Cortina. A noite começou com a estreia da maravilhosa Tontom, que fez seu primeiro show em São Paulo com a desenvoltura de artista estabelecida, que contrasta com seu ar pós-adolescente. Ela ainda trouxe uma banda da pesada, formada por uma parte boa da atual cena do Rio de Janeiro, com Paulo Emmery na guitarra, Vovô Bebê no baixo, Manuella Terra na bateria e Antonio Dalbo nos teclados, todos recriando o pop irresistível produzido e arranjado por Guilherme Lírio no ótimo EP Manias 2000. Ela ainda aproveitou para tocar músicas inéditas e versões, como “Gente Aberta” de Erasmo Carlos e o hit “Lunares” de sua irmã Raquel Dimantas, além de repetir seu hit “Tontom Perigosa” no bis.

Depois foi a vez do Cidade Dormitório submeter o público reunido em sua psicodelia psicodramática, que começou com o baterista Fábio Aricawa sozinho no palco com a guitarra. Foi uma introdução premonitória – e até singela – para a densa viagem promovida pelo grupo, que singrou pelos sentidos entre as paisagens emocionais desoladas das letras superpostas sobre os fractais multicoloridos do som, tudo isso conduzido pela bateria de Fábio ao lado do baixo pesado de João Mário e pelos solos em fúria e discursos intermimáveis de Yves Deluc e segunda guitarra de Lllucas, além de todos assumirem vocais em diferentes momentos do show. O público cantou junto com o grupo músicas de todos seus discos, como Esperando o Pior, Fraternidade-Terror, Verões e Eletrodoméstico e, claro, o recente Ruída ou O Começo Me Distrai, elevando o nível da noite para a catarse.

Quem fechou os trabalhos foi o grande Tatá Aeroplano, que subiu com sua Boate Invisível com duas mudanças na formação, pois dois músicos da banda estão em turnê pelo exterior – o sagaz Arthur Kunz segurou bem o ritmo de Bruno Buarque enquanto Bia Magalhães trouxe voz e carisma para compensar a ausência de Malu Maria. Mas Junior Boca, Dustan Gallas e Kika estavam lá chancelando o recente trabalho coletivo do mister, que começou a noite com músicas de seus discos mais recentes (Boate… e Não Dá Pra Agarrar), que consolidou essa nova formação de sua banda, mas também passeou por outros momentos de sua discografia, incluindo a versão que faz para “Ressurreições” de Jorge Mautner, encerrando os shows de sexta com o astral lá em cima. Foi demais!

Assista abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Tatá Aeroplano, Tontom e Cidade Dormitório

Na próxima sexta-feira, dia 27, temos uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Cineclube Cortina, desta vez reunindo gerações de artistas diferentes pra mostrar que a cena musical desta década está pegando fogo. A noite começa com a novidade carioca do ano, a cantora e compositora Tontom, que lançou seu EP Mania 2000 este ano, que traz o irresistível hit “Tontom Perigosa”, fazendo sua primeira apresentação em São Paulo. Depois é a vez da nova sensação indie nordestina, o trio sergipano Cidade Dormitório, que volta para São Paulo para mostrar as músicas de seu disco mais recente, Ruína ou O Começo Me Distrai. E finalmente encerramos a noite com a primeira aparição de Tatá Aeroplano no Inferninho, quando o mestre psicodélico mostra seu disco dançanete Boate Invisível com banda completa – e convidados que ainda irão ser anunciados. A noite começa às 21h com discotecagem da Lina Andreosi para terminar com a minha discotecagem ao lado da Francesca Ribeiro, como de praxe nos nossos Inferninhos – e os ingressos já estão à venda. O Cineclube Cortina fica na Rua Araújo, 62, no centro, perto do Metrô República. Vamos?

Desaniversário | 21.9.2024

A edição deste mês da festa foi cancelada porque a prefeitura realizará um evento no estacionamento do estádio, impossibilitando o acesso ao Bubu. A próxima edição acontecerá no dia 19 de outubro, fiquem ligados!

Vamso a mais uma de nossas festas em que a acabação feliz dá a tônica pra não acordarmos destruídos no dia seguinte? A Desaniversário deste mês veio um pouco mais tarde mas neste sábado, dia 21, estaremos mais uma vez transformando a pista do Bubu em uma fonte de diversão e dança ininterrupta, começando cedo, como de praxe, pra acabarmos a tempo de aproveitarmos bem o domingo. Eu, Clarice, Camila e Claudinho deixamos o alto astral dominar o recinto e contagiar os presentes com músicas que vocês nem lembravam que conheciam e pessoas que você nem sabia que queria conhecer. A festa, como sempre, acontece no Bubu, que fica na marquise do estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/n°), começa às 19h e vai até à meia-noite. Vem dançar com a gente!

Dois extremos do rock

A edição desta semana do Inferninho Trabalho Sujo no Picles firmou-se em duas vertentes distintas do espectro do rock. A primeira atração foi o power blues do Orange Disaster, que, com duas guitarras, vocal e bateria, começaram a noite rasgando riffs e fazendo o chão tremer. A guitarra-baixo de Carlão Freitas dispara riffs que funcionam como chamados de guerra para os delírios noise do segundo guitarrista, Vinícius Favaretto. Juntos – e propulsionados pela bateria pesada de Davi Rodriguez – eles deixam o púlpito da noite à disposição do vocalista Julio Cesar Magalhaes, que com o visual mais antirrock possível (apesar da camiseta com um pentagrama), dispara sermões apocalípticos que conversam bem com os dias de pior qualidade do ar de São Paulo que temos atravessado. O clima de blues bad vibe descende de formações cruas como Jon Spencer Blues Explosion e Pussy Galore e fez o público grudar no palco. E o Vini no final ainda puxou um cowbell antes de entrar no meio do público. Foi demais.

Depois foi a vez do Antiprisma subir no palco do Picles e o clima pesado dissipou para dar lugar à trama delicada criada a partir do encontro das guitarras e vocais do casal que conduz o grupo, Elisa Moreira e Victor José, que vão do folk ao indie rock sem muito esforço, conduzindo tanto as velhas quanto as novas canções (do disco que o grupo lança ainda esse ano) do susurro à microfonia usando o rock clássico como régua. Ao lado deles, a dupla que forma o grupo Retrato (Ana Zumpano na bateria e Beeau Goméz no baixo), que completa a formação ao vivo do Antiprisma, fecha a cozinha da banda com cumplicidade e sutileza, sem nunca tirar o foco dos dois que deram o tom da segunda apresentação da noite. Depois, eu e Bamboloki começamos anunciando a pista com o tema de Beetlejuice (culpa dela!) para depois permabular pelo rock dos anos 80, o funk brasileiro do início do século, pepitas de dance music e indie rock e um ar meio freak entre o glam rock e o pop brasileiro. Quem foi sabe…

Assista abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Orange Disaster e Antiprisma

Inferninho Trabalho Sujo mais uma vez no Picles e desta vez reunimos duas bandas pra esquentar ainda mais essa sexta-feira 13, ambas pela primeira vez no palco da festa. Começamos com o hard blues com spoken word pós-punk do Orange Disaster e depois recebemos o rock clássico do Antiprisma mostrando as músicas que estarão em seu próximo disco, que está quase saindo do forno. Quem começa a noite e toca antes das bandas é a intrépida Lina Andreosi, que vai encarar sua primeira noite propriamente rock como DJ para depois passar a bola pra mim e pra Bamboloki, que incendiamos a madrugada com aquele toque freak chic que você bem conhece… Vamos?