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Noites Trabalho Sujo apresenta Luiz Pattoli + Bia Pattoli

Hoje são dois irmãos quem tocam a Noite Trabalho Sujo – o mestre Pattoli, que você já conhece e confia, recebe a caçula Bia para uma noite de puro regozijo sonoro e deleite dançante, com pérolas de todas idades, países e gêneros musicais para combinar com esse clima pré-verão. Devo dar o ar de minha graça no começo da noite, para já ir esquentando a pista, mas até o final da madruga vai ser com a dupla. Se você não saca ainda o esquema da festa, basta se informar no site do Alberta e na página do evento no Facebook. Para por seu nome na lista de desconto não tem mistério: é só mandar os nomes para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. E você já votou na Noite Trabalho Sujo como grande noite de 2012 em São Paulo? Vamo lá!

Como foi a Noite Trabalho Sujo especial Beatles

Mais uma Noite Trabalho Sujo memorável, daquelas que vão ficar na cabeça e no coração por um bom tempo – pois além de tocarmos apenas Beatles (sem versões, sem carreira solo, sem remix), eu, o Danilo, o Mutley, o Wilsera e a Babee tivemos a manha de não repetir nenhuma música sequer por toda a madruga. Foi épico, como dá pra sacar pelas fotos da Bárbara, aí embaixo. A próxima festa tem o Pattoli tocando junto com a irmã dele, a Bia, e a Noite Trabalho Sujo está na eleição de Melhor Noite de 2012 segundo o Guia da Folha. Vota lá!

 

Noites Trabalho Sujo apresenta Noite Beatles!

Há 50 anos a banda mais importante do século 20 saía do estúdio de Abbey Road após gravar seu primeiro disco, que seria lançado três meses depois. Há 17 anos eu lançava uma coluna chamada Trabalho Sujo num jornal de Campinas chamado Diário do Povo. Há um ano, as Noites Trabalho Sujo começavam no Alberta 3. Juntando as três comemorações, resolvi dedicar a melhor sexta de São Paulo de hoje à causa Beatle – por isso convido-os todos a uma festa em que só se ouvirá Beatles. Nada de remixes, versões ou carreira solo – só gravações com John, Paul, George e Ringo. Para me ajudar nessa saga, convidei dois residentes dessa sexta florida – Danilo Cabral e Babee Leal – além dos ilustres Wilson Farina e Fabio Bianchini para uma noite épica de tripla comemoração. As coordenadas, pra quem ainda não sabe, estão no site do Alberta e na página do evento no Facebook. Para mandar o nome para a lista de desconto, é só mandar para o email noitestrabalhosujo@gmail.com. It’s getting better all the time!

Como foi a Noite Trabalho Sujo com o Klaus

Mais uma noite épica, em que eu e KK conduzimos à pistinha da Noite Trabalho Sujo por momentos de puro delírio sônico e celebração noturna – só quem esteve lá sabe do que estou falando. Quem não pode ir, pode conferir o clima a partir das fotos da sempre presente Bárbara, abaixo. E não deixe de ir nessa sexta-feira, porque teremos uma Noite Trabalho Sujo em que apenas uma banda será tocada por toda a noite. Vai ser incrível…

 

Noites Trabalho Sujo apresenta Klaus K.

E hoje quem divide os CDJs comigo é o garoto da praia Klaus K., que faz dupla com a Babee na festa Fireworks e já deu o ar de sua graça por duas vezes no Alberta, durante a minha licença médica. Klaus tem o pé na eletrônica moderninha, mas não perde a pose pop – e cai na linha filé com farofa que tanto prezo sem muito problema, por isso prepare-se para uma noite épica! As coordenadas pra chegar na festa você já sabe; se não, elas estão no site do Alberta e na página do evento no Facebook. Quer incluir seu nome na lista de desconto? Basta enviar para o email noitestrabalhosujo@gmail.com. Vai ser incrível!

Como foi a ANALÓGICODIGITAL dos 17 anos do Trabalho Sujo

Quem foi, sabe como foi foda. Eu, Babee, Pattoli e Danilo usamos os 17 anos do Trabalho Sujo como desculpa para executar um velho plano – tocar toda a história da música pop em ordem cronológica desde o aparecimento do rock’n’roll, em 1955. Não precisou nem entrar nos anos 60 para engatarmos uma noite incrível, superlotando a pistinha digital da Trackers numa madrugada antológica, que com certeza terá repeteco. Terminamos às sete da matina, com a Malg registrando o registro de um #CliMatias – as minhas fotos de previsão do tempo no Instagram.

O Dan tirou umas fotos que mostram como foi o sábado passado, sente só aí embaixo:

 

Link – 12 de outubro de 2011

Sem quererMeme acidentalHomem-Objeto (Camilo Rocha): Maior, mais leve e quase igual • Entre boatos e a verdade • E o vencedor das eleições nos EUA foi o TwitterImpressão Digital (Alexandre Matias): Jornalismo, tecnologia, web e o que eu tenho a ver com isso • Marco Civil: Em busca de consenso • No Arranque (Filipe Serrano): Os novos programas de escritório na era da mobilidade • O fim do Messenger e o início do Instagram na web

Impressão Digital #131: Saindo do Link Estadão


A última encarnação do Link que comandei (em sentido horário a partir da esquerda): eu, Camilo, Thiago, Murilo, Vinícius, Carol, Filipe e Tati. sdds glr :~

Minha coluna de despedida da edição do Link. A coluna segue no caderno, toda segunda, mas desde a sexta-feira passada eu não frequento mais os corredores do sexto andar do prédio ocre perto da ponte do Limão na Marginal Tietê. Foi foda – saio com dorzinha no peito por perder determinadas convivências diárias, mas com a sensação de dever cumprido. Depois eu escrevo mais sobre isso…

Jornalismo, tecnologia, web e o que eu tenho a ver com isso
Sou feliz de trabalhar com quem trabalhei

Foi num jornal diário que comecei minha carreira e tomei gosto pelo jornalismo. A redação em que diferentes egos e perspectivas conversam e se chocam é um ambiente fantástico, circo-hospício seríssimo. Os assuntos mais pedestres trombam com as Grandes Questões da Humanidade, tudo correndo contra o relógio do fechamento, segundos contados para terminar o texto, chegar a foto, tratar a imagem, exportar a arte, pensar na página.

A primeira redação em que trabalhei tinha acabado de aposentar as máquinas de escrever e as trocado por PCs, mas não havia e-mail nem internet. Filmes eram revelados. Fumava-se na redação. Parece Mad Men, mas era 1994.

Lembro do primeiro PC com acesso à internet na redação, abandonado na sala de produção, ao lado dos computadores com matérias das agências de notícias, faxes e até uma máquina de telex. Eu era o único jornalista que me dedicava mais do que meia hora online, fuçando sites, listas de discussão e e-zines, antes de ter acesso à web em casa. Não à toa instiguei o próprio jornal a ter sua própria página na rede, ainda em 1996.

Mudei para a redação do jornal concorrente e tornei-me editor do caderno de cultura no mesmo ano em que o Napster popularizou o MP3. Foi quando percebi que internet não era só tecnologia – era cultura. Que baixar MP3 era o primeiro indício da transformação que o meio digital trazia. Não era só uma forma nova de “consumir cultura”, mas uma nova camada de experiência que atravessaria nosso cotidiano em breve.

E aconteceu: vieram os blogs, o Google cresceu, depois o YouTube, as redes sociais e o celular passou a acessar a internet. Passei por outras redações e cheguei a esta do Estadão no mesmo ano em que Steve Jobs mostrou seu iPhone. Novamente num jornal diário, mas o digital se impunha: fatos podiam ser checados online, fontes e personagens podiam ser descobertos em redes sociais, repórteres mandavam informações por celulares, todo mundo tinha e-mail, uma parte (pequena) da redação tinha blog. Ainda havia a máquina de fax e não era possível fumar no computador, mas ainda havia o fumódromo.

Quando comecei no Link, ainda editor-assistente, era relativamente fácil separar quem cobria que área no caderno. Mas os assuntos se misturaram e, ao ser promovido a editor em 2009, implodimos essas barreiras. Como passamos a escrever tanto para um caderno semanal quanto para um site diário – em vez de separar quem é do impresso com quem é do online. A mesma equipe também assumia o caderno em outras plataformas, que experimentou com as redes sociais antes do próprio jornal ter suas contas. Falamos do Twitter, do Marco Civil, do Facebook, da pirataria política e de impressão 3D antes de esses assuntos entrarem na pauta brasileira.

Mas a melhor coisa nestes cinco anos e meio de Link, que terminam nesta edição (estou deixando o Estadão esta semana) foi estar junto a pessoas ótimas, amigos dispostos a encarar desafios e a aprender, sempre de bom humor. Pessoalmente é a principal dívida que tenho com o jornal: ter trabalhado com pessoas tão fodas que vocês conhecem pelo nome e sobrenome, mas que me refiro como amigos – Filipe, Tati, Camilo, Murilo, Carol, Vinícius, Thiago, Helô, Carla, Rafa, Fernando, Ana, Fred, Rodrigo, Bruno, Ju, Lucas, Gustavo, Marcus. Juntos, transformamos não apenas o suplemento de tecnologia em um caderno central para o jornal como aceleramos a mudança na cobertura de tecnologia no Brasil. Além de termos aprendido e nos divertido muito, neste processo.

Quis o destino que meu último Link viesse na mesma semana em que o primeiro jornal que trabalhei acabou; o Diário do Povo, de Campinas, parou de circular no primeiro domingo deste mês. Mas isso não significa que o impresso irá acabar – estamos começando a ver uma transformação bem interessante no que diz respeito ao jornalismo, à tecnologia e, claro, à cultura humana. Vamos ver o que virá.

Saio da redação, mas sigo nestas páginas. A Impressão Digital segue aqui, toda segunda. Foi muito bom, aprendi muito. E não se esqueçam: só melhora.