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OEsquema (2008-2015)

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Hora de fechar mais um capítulo.

Hoje desligamos o site por diferentes motivos, mas principalmente por estarmos sintonizados em frequências diferentes em relação à produção de cada um de nós. E por termos chegado a uma fria conclusão no fim do ano passado.

OEsquema nasceu da necessidade. Eu, Bruno e Arnaldo nos conhecemos online, no início do século, quando o URBe e o Mau Humor ficavam no Blogger e eu pendurava o Trabalho Sujo no já moribundo Geocities. Até que o Pablo e dois amigos vieram com uma história de criar um portal de blogs pra hospedar todo mundo que estava pendurado em servidores gratuitos e tentar criar uma fricção criativa entre diferentes produtores de conteúdo. O Pablo queria o Trabalho Sujo, que nem tinha completado uma década de vida e tinha mais história impressa do que digital, e eu vi uma oportunidade boa de chamar o URBe e o Mau Humor para aquela confusão alto astral.

Mas o Gardenal, o primeiro coletivo de blogs do Brasil, começou a crescer junto com a vida profissional de seus sócios, que não conseguiram gerir o servidor nem como plataforma digital, muito menos como negócio. Entre os problemas técnicos houve um hoje clássico servidor frito que nos fez perder pelo menos dois anos de produção online, uma pequena tragédia que, se por um lado me escaldou a me tornar menos acumulador digital, nos motivou a tentar buscar uma casa própria.

E no dia 8 do 8 do 8, eu, Bruno e Arnaldo convidamos o Mini para inagurar OEsquema. Não tinha plano de negócios nem linha editorial – era simplesmente um lugar para podermos escrever o que quiséssemos de acordo com a nossa vontade. Por assim seguimos os primeiros anos até que começamos a pensar em ampliar a festa, convidando um monte de amigos e amigas pra começar a se publicar sob a nossa marquise. Em comum tínhamos a vontade de distribuir conhecimento e opinião sobre assuntos diferentes, que não eram facilmente classificáveis nas prateleiras ainda utilizadas do século passado, e sermos personalidades individuais em vez de nomes que se escondem atrás de um todo. OEsquema era mais um processo do que um produto. Reunimos jornalistas, escritores, músicos, quadrinistas, fotógrafos, DJs, designers, palpiteiros, deslumbrados e céticos que tivessem uma mentalidade parecida com a nossa, urbanos de vinte e tantos ou trinta e poucos anos entendendo a relação da cultura e do comportamento modernos com as novas cidades e as novas mídias e tecnologias.

Nesses últimos sete anos vieram as redes sociais, a tecnologia móvel, a cultura em streaming e o início de maturidade política brasileira, processos que quase sempre se assemelhavam ao que havíamos pensado quando começamos a por OEsquema em prática. Não pioneiros – fomos os últimos representantes de uma cultura de clusters que foi atomizada e acelerada pelo impacto do mundo online e digital desta segunda década do século 20. Uma cultura que fez artistas se unirem em prol de causas estéticas, comunicadores criar os primeiros jornais, escritores se reconhecer coletivamente através das ideias. Um link que aproximou os primeiros modernistas, os primeiros anarquistas, os primeiros hippies, os primeiros punks, os primeiros hackers e os primeiros indies. E também os primeiros blogueiros, os primeiros videomakers, as primeiras bandas de rock, os primeiros fanzineiros.

OEsquema pertence a essa tradição de querer ficar junto dos outros. Somos a última espécie de uma época em que essa aproximação ocorria de maneira analógica e bem mais lenta. Mesmo que tenhamos nos conhecido primeiro virtualmente para depois nos conhecermos pessoalmente, nós dOEsquema temos os pés no século 20 e, como grupo, nos movíamos mais lentamente que a velocidade exigida pela internet no início desta década.

Com o mundo cada vez mais conectado, cada vez mais pessoas se conhecem simultaneamente, formando grupos que incluem anônimos e celebridades entre listas de amigos, seguidos e seguidores em diferentes plataformas sociais. O volume coletivo está cada vez mais intenso e são raros os maestros que se fazem entender no meio dessa cacofonia geral.

O fim de 2014 trouxe uma sensação de esgotamento para as pessoas no mundo todo relacionado a uma série de fatores diferentes. E, para nós, essa sensação não veio com um gosto feliz de missão cumprida mas também sem o amargor de um relacionamento mal resolvido. Seguimos amigos e próximos e vai ser inevitável que nos encontremos em novas parcerias – talvez agora mais intensas – num futuro próximo. Mas há um sentimento inevitável de falta de propósito, ao menos coletivamente, como cogitamos há quase uma década.

Seguimos cada um em nossos cantos, uns em seus próprios sites, outros firmes em redes sociais, mais alguns aproveitando o período para repensar sua relação com o digital. O Trabalho Sujo a partir dessa sexta assume seu próprio domínio como casa, quando começo uma enorme faxina editorial rumo ao aniversário de vinte anos, em novembro.

OEsquema pode ter terminado, mas a ligação que estabelecemos nestes anos é pro resto de nossas vidas.

Agradeço a todos que estiveram nessa enorme festa – nos encontramos por aí!

Beijos
Matias
PS – A carta de despedida do Bruno tá aqui . Linko as outras quando outras vierem.

Sobre crítica musical e jornalismo cultural

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Fui convidado para entrevistar o Otto no Seminário sobre Jornalismo Cultural que o Espaço Cult realiza desde ontem. Falamos sobre crítica musical numa entrevista em que convido os alunos a entrevistar comigo o percussionista pernambucano num evento que ainda teve participações do Marcos Augusto Gonçalves (o editor do caderno Ilustríssima), o Otavio Frias Filho (diretor de redação da Folha de S. Paulo), o Wellington Andrade (professor da Cásper Líbero), a Raquel Cozer (repórter que cobre literatura na Ilustrada), Isabela Boscov (crítica de cinema da Veja) e Giselle Beiguelman (editora-chefe da revista Select). O papo com o Otto começa às 14h30 e vai até às 16h. Mais informações no site do Espaço Cult.

Como foi a Noite Trabalho Sujo com a Ju Ferraz

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Mais uma sexta delírio em que eu e a Ju Ferraz botamos todo mundo pra dançar feliz na pistinha do Alberta, como dá pra ver nas fotos do Augusto aí embaixo. E sexta agora o tempo vai fechar com um quarteto da pesada: Danilo Cabral e Luiz Pattoli recebem Fabio Bianchini e Klaus Kohut numa noite que promete…

 

Noites Trabalho Sujo apresenta Alexandre Matias + Ju Ferraz

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Seguimos o mês de maio com aquele alto astral típico das sextas-feiras no Alberta #3, reunindo hits de todas as épocas àquela vontade de cantar e dançar músicas que fazem parte das nossas histórias. Nesta sexta, eu mesmo comando a animação e para isso convidei a Ju Ferraz para desfilar muita música pop pra todo mundo dançar. Os nomes pra lista de desconto podem ser enviados para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h da sexta. Vai ser demais!

Noites Trabalho Sujo apresenta Alexandre Matias + Ju Ferraz
Com Alexandre Matias e Ju Ferraz
Sexta-feira, 8 de maio de 2015
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

O Ecossistema da Música: divulgação e assessoria de imprensa

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E o curso que coordeno no Espaço Cult, O Ecossistema da Música no Século 21, começa a se expandir e além do curso semestral que este ano acontece nas duas últimas semanas de julho (anuncio a programação em breve, mas já dá pra se cadastrar no site com desconto) agora temos aulas isoladas que tratam de assuntos específicos dentro deste universo. A série de encontros Ecossistemas Singles traz sempre um professor para falar de um único assunto e para começar vamos falar sobre divulgação e assessoria de imprensa para música com a minha querida amiga Mariana “Piky” Candeias, que já trabalhou com MTV, Warner, Abril Music, Trama, Deck e vários artistas independentes. Segue a ementa do curso:

Divulgação e assessoria de imprensa para música

O curso tem como objetivo oferecer as ferramentas necessárias para que o aluno possa fazer um bom planejamento de divulgação, levando em conta não só os grandes veículos, mas também as redes sociais e internet. A situação da mídia atual e do mercado de música serão os principais pontos explorados nas aulas.

1) O novo ecossistema da mídia e o artista do século 21

Qual a situação da música na midia de hoje? Qual a diferença do impacto da divulgação nos veículos tradicionais, na internet e nas redes sociais? Onde estão, hoje, os formadores de opinião?

● A importância dos veículos tradicionais
● Como utilizar a internet e mídias sociais
● Qual é o papel dos blogs
● Como abordar um formador de opinião
● Qual jornalista tem a ver com que tipo de trabalho

2) O passo a passo da divulgação

Qual o momento certo de um artista ter um assessor de imprensa? Como começar a divulgar um artista na imprensa musical? Há um cronograma básico?

● A hora de começar a divulgação
● Como abordar o jornalista
● A importância de um release
● O CD como cartão de visita
● O papel das fotos de divulgação
● Como divulgar shows e lançamentos

O curso pode ser feito tanto por quem quer divulgar o seu próprio trabalho quanto para quem quer aprender mais sobre essa vertente da comunicação neste novo século. As inscrições podem ser feitas lá no site do Espaço Cult.

Noites Trabalho Sujo apresenta Batom Vermelho

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Vamos começar abril chacoalhando os quadris e cantando sem parar? Recepcionamos o novo mês e o outono ao receber as meninas do Batom Vermelho. Mesmo desfalcadas de Renata Miranda, que agora é mestra no velho continente, Camila Regis e Giovana Sanchez reúnem clássicos do rock, pérolas indies e hits pop que fazem jus à ja tradicional discotecagem no inferninho da rua São Luiz. Vem dançar com a gente!

Noites Trabalho Sujo apresenta Batom Vermelho
Com Alexandre Matias, Camila Regis e Giovana Sanchez
Sexta-feira, 3 de abril de 2015
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

ANALÓGICODIGITAL – MADRUGADA DA PAIXÃO 2015

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ANALÓGICODIGITAL – TRABALHO SUJO + VENENO SOUNDSYSTEM
Madrugada da Paixão – Quinta, 2 de abril de 2015 – Véspera de feriado
Só entra qm mandar nome para o email noitestrabalhosujo@gmail.com

A última vez que conduzimos nosso experimento de concentração de boas vibrações durante uma madrugada era terça-feira de carnaval e recebíamos 2015 no antológico reencontro gongórico das forças telúricas das Noites Trabalho Sujo e do Veneno Soundsystem revivendo as célebres noites ANALÓGICODIGITAL na rediviva Associação Brasileira de Empresários de Diversões no centro da maior cidade da América do Sul. Passada a quarentena, nos reencontramos mais uma vez para mais uma virada noturna de delírio e prazer desenfreados, quando os arqueólogos do registro sonoro em bolachas pretas Ronaldo Evangelista e Peba Tropikal recebem a ilustre presença do jovem mestre Yoka, do clã Somatória do Barulho, e o quarteto das Noites Trabalho Sujo Alexandre Matias, Babee, Danilo Cabral e Luiz Pattoli mais uma vez se unem para contar a segunda década do século passado reativando a memória afetiva de gerações. Para participar desta nova madrugada da paixão não esqueça de inscrever-se pelo endereço de correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com, única possibilidade de ingresso nesta transição épica de felicidade em movimento.

ANALÓGICODIGITAL – MADRUGADA DA PAIXÃO 2015
Noites Trabalho Sujo (Alexandre Matias, Babee, Danilo Cabral e Luiz Pattoli) conta a história da música pop em ordem cronológica e Veneno Soundsystem (Peba Tropikal e Ronaldo Evangelista) recebem Yoka (Somatória do Barulho)
Quinta, 2 de abril de 2015
A partir das 23h30
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com