Os ingressos já estão esgotados, mas não podia passar o registro da noite deste 4 de fevereiro, quando eu, Luiz e Danilo tocamos antes das Warpaint no MAC USP, dentro do no projeto The Art of Heineken.
Ajustando os controles para o coração do verão. O solstício iniciado na última entrada de sol em capricórnio tem enfrentado uma conjuntura vibracional pesada que ainda ecoa do período cósmico que dominou 2016. À medida em que concretizam-se as relações e as realizações que pairaram sobre o ano passado, a sensação de imobilidade e o descontrole moral refletem-se na temperatura e na atmosfera – resultado das pesadas nuvens cinzentas que pairam nos céus do início de 2017. É exatamente o aspecto ideal para colocar em prática os experimentos que conduzimos na antena de concreto disposta em frente ao Largo do Paysandú, na maior metrópole latina do Hemosfério Sul deste planeta. O encontro acontece mais uma vez em uma madrugada iniciada às 23h45, uma semana após a entrada do cientista-chefe Alexandre Matias na quadragésima segunda volta ao redor do Sol, idade que todo mochileiro intergaláctico sabe estar ligada ao próprio sentido da vida. Tal momento de transição é compartilhado pelo psicomergulhador de águas profundas do groove Danilo Cabral e o explorador antroposófico Luiz Pattoli, que juntos formam o instituto que batiza o evento. É a partir de seu laboratório central de paredes azuis que os três conduzem a ignição de boas vibração e a consequente fricção destas áureas que visa dissipar as nuvens do céu para que o contato com a estrelar solar possa entrar com força e começar a derreter as más influências que pairam sobre o planeta. Os três são escudados pelo ultramaratonista do som Jesse Marmo, que atende pelo codinome de Kowalski, e que veio diretamente da outra ponta da Dutra para estimular a formação do alto astral. No laboratório preto, o maestro eletrônico Carlos Costa conduz colisões de ondas sonoras de épocas diferentes e depois passa as boas energias para a dupla de fisicistas bon vivant Girls Bite Back, formada pelas doutoras Ana Prado e Nath Capistrano, que ajudam na concentração de ondas de puro delírio para que elas consigam atingir a maior circunferência tridimensional a partir do edifício da Trackers, para enfim começarmos o ano da forma apropriada. Não deixe-se acanhar pela chuva, que é parte das condições do experimento, e envie seu nome para o endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h do sábado 21 de janeiro de 2017. As confirmações chegam até às 22h e só pode entrar no recinto quem enviar seu próprio nome.
Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Verão 2017!
Sábado, 21 de janeiro de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Ana Prado e Nathalia Capistrano (Girls Bite Back), Jesse Marmo (DJ Kowalski) e Carlos Costa.
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.
Que tal começar 2017 alinhado com as principais novidades e as tendências do mercado da música? O que um artista iniciante precisa saber antes de arregaçar as mangas e começar sua jornada? O que um artista estabelecido precisa entender sobre o funcionamento do mercado pós-digital? Como trabalhar com artistas e apontar caminhos viáveis para sua sobrevivência neste mercado cada vez mais disputado? Como pensar em tudo isso e ainda ter tempo para criar, se inspirar e produzir?
Pensando nisso, propus, para o final de janeiro, uma semana de discussões para que artistas iniciantes possam discutir este cada vez mais complexo caminho das pedras. Para isso, chamei o produtor Carlos Eduardo Miranda, a jornalista Roberta Martinelli, a cantora e empresária Tiê e os irmãos artistas e produtores Rica Amabis (metade do Instituto) e Gui Amabis para traçar um panorama do que esperar do mercado da música em 2017.
O que priorizar: gravação ou apresentações ao vivo? Como conseguir fazer shows? Quando é necessário ter um empresário? Como atrair os primeiros fãs? Como gerir as redes sociais? Qual é a hora certa de gravar um disco? Qual o momento de prensar um CD? E o vinil? Como colocar sua música nos canais de streaming? Como fazer sua música tocar no rádio? E entrar em programas de TV, filmes e games? Como lidar com a imprensa e os formadores de opinião? Como fazer uma turnê pelo Brasil? Vale tentar a carreira no exterior?
As aulas acontecem dias 23, 24, 26 e 27 de janeiro, as inscrições já estão abertas e podem ser feitas neste link.
A Alice Coutinho, do Uia Diário, me chamou para falar sobre qual foi a boa de 2016 na versão radiofônica do site na Rádio Vozes me pôs ao lado de nomes como Juçara Marçal, José Julio do Espirito Santo, Mancha, Mauricio Bussab, Manuela Eichner, Pélico, Tika, César Lacerda, Manu Maltez e Marco Mattoli, todo mundo falando que, apesar de tudo, o ano que está terminando teve coisa boa. Ouve aqui, ó!
Há cinco anos o explorador neuropsicossociocultural Alexandre Matias começou um experimento. Depois de libertar-se das gravatas umbilicais do academicismo de pista e da graduação na química das fusões musicais durante o projeto Gente Bonita, ele se enfurnou todas as sextas-feiras num porão na Avenida São Luiz recebendo toda sexta-feira um convidado diferente para sintetizar vibrações positivas a partir do calor corporal, movimento pélvico, seratonina ativada pela memória e frequências sonoras superpostas. Após o primeiro ano, o cientista reuniu um grupo de pesquisadores formado por Danilo Cabral (psíquico-ciclista tecnognóstico iniciado na magia), Luiz Pattoli (transnudista situacionista e antropólogo cultural) e Babee (esteta do caos) e aos poucos transferiram sua residência para o laboratório humano de diversóes somáticas localizado entre a Galeria do Rock, o Largo do Paysandu e a esquina do Caetano e o experimento (que perdeu Babee para a arte, agora em carreira solo) comemora seu quinto aniversário conjurando espíritos quânticos para expurgar as más vibrações de um ano fatídico. Para nos ajudar nesta celebração, chamamos os velhos conhecidos e queridos Wilson Farina (doutor em história da arte e na aclimatação de ambientes revoltos) e Carol Morena (sacerdotisa do balanço subliminar), que abrem, respectivamente, as pistas azul e preta cada um. Depois entram as arquitetas da consciência alterada P.Dritas (escritório musical montado pelas pesquisadoras Carol Razuk e Renata Patelli) seguidas do desbravador Patrick Torquato (idealizador do Baile Tropical). Para garantir a presença neste experimento psicossocial é preciso enviar seu nome para o endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h do dia da celebração, que acontece no décimo dia do último m~es do ano vigente. Abaixo, uma amostra da fusão sonora proposta:
Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 10 de dezembro de 2016
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias + Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Carol Morena, Wilson Farina (Heatwave), Patrick Tor4 (Baile Tropical) e Carol Razuk + Renata Patelli (P.dritas)
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.
A Sim São Paulo começou nesta quarta com uma abertura em grande estilo que contou com os shows de Mahmundi e o encontro de Liniker e Elza Soares e continua até o fim de semana, com uma série de debates, shows, palestras e encontros que acontecem principalmente no Centro Cultural São Paulo. Como integrante do conselho consultivo da Semana Internacional da Música, participo como mediador de duas mesas nesta quinta-feira, A primeira delas acontece às 11h30 e chama-se A Música na TV Brasileira e terá a presença de Rodrigo Lariú (Play TV), Caio Corsalette (MTV/Nickelodeon/VH), Cris Lobo, Monica Brandão (Multishow) e Mariana Amabis (Altas Horas) – mais informações aqui. A outra acontece logo em seguida, às 13h30, quando discuto Crítica Cultural X Curadoria de Conteúdo ao lado do Rafael Rocha (NOIZE), André Maleronka (Vice), Dilson Laguna (Sofar), Guilherme Werneck (Bravo!) e Matthew Rogers (UNIFIED, da Austrália) – mais informações aqui. Para assistir aos shows e debates da Sim São Paulo é preciso ter a credencial de acesso total, que pode ser comprada no site do evento. Vale a pena!
Eis a lista com os indicados para o prêmio de música popular da Associação Paulista dos Críticos de Arte de 2016. Faço parte da comissão julgadora ao lado do Marcelo Costa e do José Norberto Flesch e juntos escolhemos vinte discos para concorrer à categoria de melhor disco do ano (como teve disco bom em 2016), cinco artistas para a categoria artista do ano, cinco shows na categoria de melhor show e mais cinco artistas na categoria revelação. Antecipamos para o blog do Pedro Antunes no Estadão (que linkou os vídeos com o áudio de todos os vinte discos) e agora pubico-os aqui:
Disco do ano
The Baggios – Brutown
BaianaSystem – Duas Cidades
Céu – Tropix
DeFalla – Monstro
Douglas Germano – Golpe de Vista
Ed Motta – Perpetual Gateways
Hurtmold e Paulo Santos – Curado
Iara Rennó – Arco e Flecha
João Donato – Donato Elétrico
Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz – A Saga da Travessia
Macaco Bong – Macaco Bong
Mahmundi – Mahmundi
Metá Metá – MM3
Rael – Coisas do Meu Imaginário
Sabotage – Sabotage
Serena Assumpção – Ascensão
Tatá Aeroplano – Step Psicodélico
O Terno – Melhor Que Parece
Vitor Araújo – Levaguiã Terê
Wado – Ivete
Artista do ano
BaianaSystem
Céu
Karol Conka
Liniker
Metá Meta
Show do ano
BaianaSystem
Céu
Metá Metá
Novos Baianos
Tulipa Ruiz + Marcelo Jeneci
Revelação
E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante
Joe Silhueta
Mahmundi
MC Carol
Paula Cavalciuk
O resultado será divulgado no fim da noite de quarta.