O britpop foi uma conspiração do governo britânico?

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É o que diz Kevin Shields, o homem-My Bloody Valentine, em entrevista ao Guardian:

“Britpop foi massivamente forçado pelo governo. Algum dia será interessante ler todos os arquivos do MI5 (o serviço secreto britânico) sobre o britpop. Fizeram tudo bem debaixo do nosso nariz.”

É uma teoria que corre há um bom tempo – e finalmente alguém resolveu falar. Parece estranho, mas se você parar pra pensar…

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2 Resultados

  1. caio disse:

    Na verdade, não é estranho não. Governos que apoiam, incentivam e articulam manobras pouco ortodoxas para aumentar o destaque de movimentos culturais na grande mídia não são novidade. Principalmente movimentos que contenham um espírito nacionalista, geralmente surgidos após anos de crise e baixa estíma nacional, como foi o britpop nos 90’s. Um bom exemplo está no caso da relação da CIA americana com o crítico de arte Clement Greenberg. Ao longo das décadas de 40 e 50, após a Segunda Guerra e em clima de guerra fria, o governo americano não apenas financiava o crítico mas também o enviava a congressos internacionais onde ele pudesse glorificar o expressionismo abstrato (cujo maior representante foi Jackson Pollock) como representante do espírito de liberdade americano: pura propaganda que focava o “front cultural” o que, na batalha contra o socialismo, era tão importante quanto a bomba atômica. Da mesma forma, não surpreende que o governo inglês, após vinte anos de crise política e sem liderar um movimento cultural do peso da invasão britânica dos 60’s e o punk dos 70’s, resolvesse dar um empurrão forçado ao britpop.

  2. Alex disse:

    isso explica porque Britpop é tão chato…