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Descendo a ladeira da tristeza

Olivia Rodrigo participou do Saturday Night Live neste fim de semana e, além de participar de alguns quadros e cantar mais uma vez “Drop Dead”, primeiro single de seu próximo álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl so in Love, revelou mais uma música, a primeira que dá o tom do adjetivo que parece ser central no novo disco. A triste balada “Begged” é a mesma que ela cantou ao lado de Weyes Blood num show fechado que fez em Los Angeles no outro fim de semana, e mais uma vez Natalie Mering estava ao seu lado, só que como apenas uma das integrantes dos grupo dos vocais de apoio, frisando sua participação como coadjuvante. E parece que a tristeza do título é real.

Assista abaixo:  

Olivia Rodrigo + Weyes Blood?!

Logo após o lançamento do single alto astral que inaugura a nova fase de Olivia Rodrigo e de Weyes Blood vir a público dizer que está vindo com disco novo, as duas se reuniram no palco do The Echo para cantar uma música inédita em uma apresentação intimista que Olivia fez na casa de shows em Los Angeles, nos EUA. A apresentação aconteceu nesta sexta-feira, quando Olivia convidou poucos fãs e amigos para o show, em que todos tiveram que guardar seus celulares e que ela tocou músicas de seus dois discos, o novo single “Drop Dead” duas vezes e uma música ainda sem título, considerada pelas testemunhas sua música mais emocionalmente devastadora e que a própria Olivia disse que é boa para o karaokê se você estiver triste. E para esta música nova ela convidou Weyes Blood para fazer os vocais de apoio, mas não confirmou se ela estará no disco. E seguimos esperando…

Weyes Blood está vindo…

Há um tempo sem dar notícia, Natalie Mering, nossa querida Weyes Blood, mandou um salve em sua conta do Instagram para falar do sumiço, anunciando disco novo em breve. “Caso vocês esteja pensando… Estive no estúdio… Esse demorou um pouco mais pra assar porque está… extradelicioso. Espero que estejam com fome…”, escreveu na legenda da série de fotos que tirou durante a gravação deste novo álbum, que foi gravado no clássico Electric Lady Studios em Nova York, única informação palpável sobre seu próximo trabalho inclusive na entrevista que deu para a revista Rolling Stone no dia em que revelou sobre sua volta. O novo disco ainda não tem título nem data de lançamento e será o sétimo álbum da cantora e compositora, além de ser o primeiro após o lançamento de And in the Darkness, Hearts Aglow, lançado no final de 2022, este mesmo sucessor do soberbo Titanic Rising, de 2019. De lá pra cá, além de um showzaço no Brasil em maio de 2023, sua única volta aos fonogramas aconteceu no ano passado, quando participou da trilha sonora do filme Marty Supreme, composta pelo produtor Oneohtrix Point Never. Pode vir, Natalie!

Duas horas de Blur! Uma hora e meia de Pulp!

Fora uma hora de Weyes Blood e outra de Warpaint. A versão chilena do festival Primavera – chamada Primavera Fauna – acaba de divulgar os horários e se eu não tivesse que ir à Flip no fim de novembro já teria comprado meus ingressos e minha passagem… Fora a possibilidade de esticar pra ver o Cure em Santiago na quinta seguinte (desse eu não desisti ainda).

Saca só:  

CFest: Balanço final

O C6Fest terminou neste domingo estabelecendo um novo padrão de realizar festivais de música em São Paulo. Conseguiu provar que é possível fazer um bom festival com boa estrutura e curadoria equilibrando-se entre o comercial e o pouco previsível trazendo tanto artistas novos e relevantes quanto nomes consagrados – e, principalmente, dissociar a ideia de festival de música estar atrelada a dia de perrengue, como o que fizeram os festivais realizados em São Paulo na última década. Obviamente a questão do preço extorsivo do ingresso é um ponto central nos poucos contras do evento: não bastasse ser caro pra cacete, só era permitido que se frequentasse um dos três palcos em que se realizavam os shows, algo que é uma irrealidade longe da vida de qualquer fã de música que não nasceu em berço de ouro. Eu mesmo já estava conformado em não ir caso não estivesse credenciado. Mas falo disso abaixo.  

C6Fest traz Kraftwerk, War on Drugs, Weyes Blood, Arlo Parks, Dry Cleaning e Underworld para o Brasil

Depois de já ter anunciado Kraftwerk (pela primeira vez no Brasil sem um de seus fundadores, Florian Schneider, que morreu em 2020), Weyes Blood e Tim Bernardes tocando Gal Costa em sua escalação, o festival C6Fest, produzido pela Dueto de Monique Gardenberg que fazia o Free Jazz e o Tim Festival, acaba de anunciar sua formação completa. O evento acontece no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, entre os dias 18 e 20 de maio, e no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, entre os dias 19 e 21 do mesmo mês e traz, na escalação final, nomes novíssimos como Arlo Parks, Black Country New Road, Samara Joy e Dry Cleaning, grandes nomes da última década como War on Drugs. Christine and the Queens, The Comet is Coming e Jon Batiste e veteranos como Underworld e Juan Atkins, entre várias outras atrações. No time brasileiro, há um tributo a Zuza Homem de Mello (que foi curador do Free Jazz e do Tim Festival) com a Orquestra Ouro Negro, Fabiana Cozza e Monica Salmaso, Russo Passapusso com a Nômade Orquestra, Caetano Veloso e uma homenagem musical ao ano de 1973 com Kiko Dinucci, Juçara Marçal, Arnaldo Antunes, Tulipa Ruiz, Linn da Quebrada, Giovani Cidreira e Jadsa. Os ingressos começam a ser vendidos a partir do próximo dia 5 e separei mais informações sobre horários e preços abaixo.  

Weyes Blood no Brasil?

A coluna Direto da Fonte do Estadão trouxe confirmações sobre o próximo festival da Dueto Produções de Monique Gardenberg, que realizava o Free Jazz e o Tim Festival em décadas passadas. O C6 Fest vai acontecer em vários espaços do Parque Ibirapuera nos dias 19, 20 e 21 de maio deste ano e segue a linha dos eventos anteriores da produtora, reunindo novatos e veteranos da música pop mundial. E o primeiro nome confirmado é o de ninguém menos que a minha jovem musa Weyes Blood, dona de um dos melhores discos do ano passado. Aguenta coração!