Os indicados a melhores do ano na APCA em 2020

A comissão de música da Associação Paulista dos Críticos de Arte, da qual faço parte, revelou nesta semana, os indicados às principais categorias da premiação neste ano. Devido ao ano estranho que atravessamos, reduzimos a quantidade de premiados, focando nas categorias Artista do Ano, Revelação, Melhor Live e Disco do Ano. Além de mim, também fazem parte da comissão Adriana de Barros (editora do site da TV Cultura e colunista do Terra), José Norberto Flesch (do canal JoseNorbertoFlesch), Marcelo Costa (Scream & Yell), Pedro Antunes (colunista do UOL e Tem um Gato na Minha Vitrola) e Roberta Martinelli (Radio Eldorado e TV Cultura). A escolha dos vencedores deve acontecer de forma virtual no dia 18 de janeiro. Eis os indicados às quatro principais categorias:

Os 5 artistas do ano
Caetano Veloso
Emicida
Luedji Luna
Mateus Aleluia
Teresa Cristina

Os 5 artistas revelação
Flora – A Emocionante Fraqueza dos Fortes
Gilsons – Várias Queixas
Guilherme Held – Corpo Nós
Jadsa e João Milet Meirelles – Taxidermia vol 1
Jup do Bairro – Corpo sem Juízo

As 5 melhores lives
Arnaldo Antunes e Vitor Araujo (03/10)
Caetano Veloso (07/08)
Emicida (10/05)
Festival Coala – Coala.VRTL 2020 (12 e 13/09)
Teresa Cristina (Todas as Noites)

Os 50 melhores discos
Àiyé – Gratitrevas
André Abujamra – Emidoinã – a Alma de Fogo
André Abujamra e John Ulhoa – ABCYÇWÖK
Arnaldo Antunes – O Real Resiste
Baco Exu do Blues – Não Tem Bacanal na Quarentena
Beto Só – Pra Toda Superquadra Ouvir
BK – O Líder Em Movimento
Bruno Capinam – Leão Alado Sem Juba
Bruno Schiavo – A vida Só Começou
Cadu Tenório – Monument for Nothing
Carabobina – Carabobina
Cícero – Cosmo
Daniela Mercury – Perfume
Deafkids – Ritos do Colapso 1 & 2
Djonga – Histórias da Minha Área
Fabiana Cozza – Dos Santos
Fernanda Takai – Será Que Você Vai Acreditar?
Fran e Chico Chico – Onde?
Giovani Cidreira e Mahau Pita – Manomago
Guilherme Held – Corpo Nós
Hiran – Galinheiro
Hot e Oreia – Crianças Selvagens
Ira! – Ira
Joana Queiroz – Tempo Sem Tempo
Jonathan Tadeu – Intermitências
Josyara e Giovani Cidreira – Estreite
Julico – Ikê Maré
Jup do Bairro – Corpo sem Juízo
Kiko Dinucci – Rastilho
Letrux – Letrux aos Prantos
Luedji Luna – Bom Mesmo É Estar Debaixo D’água
Mahmundi – Mundo Novo
Marcelo Cabral – Naunyn
Marcelo D2 – Assim Tocam Meus Tambores
Marcelo Perdido – Não Tô Aqui Pra Te Influenciar
Mateus Aleluia – Olorum
Negro Leo – Desejo de Lacrar
Orquestra Frevo do Mundo – Orquestra Frevo do Mundo
Pedro Pastoriz – Pingue-Pongue com o Abismo
Rico Dalasam – Dolores Dala Guardião do Alívio
Sepultura – Quadra
Seu Jorge & Rogê – Seu Jorge & Rogê
Silvia Machete – Rhonda
Tagua Tagua – Inteiro Metade
Tantão e os Fita – Piorou
Tatá Aeroplano – Delírios Líricos
Thiago França – KD VCS
Wado – A Beleza que Deriva do Mundo, mas a Ele Escapa
Zé Manoel – Do Meu Coração Nu

Os novos rumos de Vítor Araújo

vitoraraujo

Recém-saído de sua temporada no Centro da Terra – Mercúrio, quando começou a transitar entre nomes da música experimental brasileira, Vítor Araújo leva seu disco Levaguiã para o palco do Sesc Pompéia nesta sexta-feira (mais informações aqui), traçando paralelos entre o álbum e o processo que atravessou durante a temporada. Pedi para ele explicar as transformações que vem passando e como elas se refletem no show desta noite:

“Já estou a 2 anos na campanha do Levaguiã, e é o primeiro trabalho onde me apresento com banda. Primeiro houve o trabalho de adaptar e recriar os arranjos que originalmente foram escritor pra orquestra de formação sinfônica, que foi árduo porém interessante. E justamente por eu vir na música erudita mas dialogar – principalmente nesse show – com o meio mais pop-alternativo, acabou que o show circulou por vários tipos de espaço diferentes. Desde festival – como o Rec-Beat e o Coma -, até teatros como o Santa Isabel, e salas de concerto como o Ibirapuera. E agora, passados esses dois anos e rodado por esses diferentes lugares onde o show acaba se comportando de maneiras muito diferentes, decidi trazer pro show alguns elementos novos.”

“Aqui, torna-se muito importante a experiência de residência artística que foi construída no Mercúrio, onde pude fazer, ao vivo, experimentos de formação instrumental, de relação entre eletrônico e orgânico e, principalmente, de redundância sonora – tendo redundância aqui uma boa conotação. Trouxe de lá a vontade de ampliar a banda gerando um jogo de redundâncias instrumentais. Por isso: duas baterias, duas guitarras, dois percussionistas. “

“E, além disso, vamos poder retomar uma coisa que foi feita no início do lançamento do Levaguiã: em vez de uma audição do disco, como geralmente é feito pelos artistas em vias de lançar um novo trabalho, eu, Raul e Bruno Giorgi fizemos uma performance numa galeria de arte aqui de São Paulo onde Bruno remixava ao vivo o disco, que estava tendo a primeira audição pelos convidados. E ele mixava quadrifônicamente, em vez do padrão estéreo de L/R. Enquanto isso, Raul também remixava num projetor as peças gráficas que ele fez pro disco, construindo uma narrativa de animação ali na hora. No show do Pompéia vamos retomar essa idéia da quadrifonia, o show vai ser mixado na hora por Bruno em 4.1, dando uma ‘visão’ mais 360graus do show.”

“Isso tudo parece entrar num contexto pessoal meu onde sinto que me aproximo cada vez mais da música experimental e do ambiente de hibridismo entre o acústico e o eletrônico. Não sei ainda onde isso vai dar, mas acho que o Mercúrio e as alterações que ele gerou agora no show do Levaguiã apontam pra isso…”

Vítor Araújo: Mercúrio

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O pianista pernambucano Vítor Araújo transformou sua temporada em julho no Segundamente do Centro da Terra em uma residência que vai além dos quatro shows de julho. Durante todas as segundas do mês, ele irá retrabalhar e remixar músicas, texturas, sons e ruídos produzidos por seus convidados – que serão anunciados no decorrer do mês – para depois transformar o processo em um disco. Concebido por Vítor e seus parceiros GG Albuquerque e Raul Luna, a temporada Mercúrio vai da música erudita à canção popular, passando pela vanguarda contemporânea e por sons aleatórios, todos conspirando em prol de uma obra que será construída em frente ao público. Nomes como Cadu Tenório, Negro Leo, M. Takara e Alada já confirmaram presença e na primeira noite Vítor recebe Ayrton Montarroyos, Aduni Guedes, Miazzo, Thiago Nassif e Sérgio Machado para começar a elaborar as matrizes desta peça musical contínua (mais informações aqui). Conversei com o Vítor sobre suas intenções nesta temporada.

Fale sobre o conceito da sua temporada no Centro da Terra.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/vitor-araujo-mercurio-fale-sobre-o-conceito-da-sua-temporada-no-centro-da-terra

Mercúrio termina com o fim da temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/vitor-araujo-mercurio-mercurio-termina-com-o-fim-da-temporada

Qual é a graça de se assistir aos quatro shows da temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/vitor-araujo-mercurio-qual-e-a-graca-de-se-assistir-aos-quatro-shows-da-temporada

Quem mais ajudou você a compor esta temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/vitor-araujo-mercurio-quem-mais-ajudou-voce-a-compor-esta-temporada

O que você acha da possibilidade fazer uma temporada como esta no Centro da Terra?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/vitor-araujo-mercurio-o-que-voce-acha-da-possibilidade-fazer-uma-temporada-no-centro-da-terra

Qual o maior desafio desta temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/vitor-araujo-mercurio-qual-o-maior-desafio-desta-temporada

O primeiro semestre de 2018 no Centro da Terra

centro-da-terra-2018

É com imensa satisfação que anuncio os donos das temporadas no Centro da Terra neste primeiro semestre de 2018: em março temos a querida Bárbara Eugenia às segundas e o grande MdM Duo dos irmãos Fernando e Mario Cappi, guitarristas do Hurtmold; em abril às segundas temos o sagaz Rico Dalasam e às terças e a forte Luedji Luna; em maio as segundas são do mestre Edgar Scandurra e as terças do voraz Guizado; em junho as segundas são da deusa Cida Moreira e as terças dos ótimos Garotas Suecas e julho tem o sensacional Vitor Araújo nas segundas e o CORTE de Alzira Espindola nas terças. O Pedro Antunes conta mais em seu blog no Estadão.

Os 75 Melhores Discos de 2016 – 44) Vítor Araújo – Levaguiã Terê

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Lá vem o modernismo.

Carnaval 8-bit

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O pródigo pianista Vitor Araújo e Chiquinho, tecladista do Mombojó, juntaram seus instrumentos para celebrar o carnaval de seus ancestrais pernambucanos, com aquele sabor retrô do começo do novo século, e inventaram o Diatron, projeto em que relembram antigos frevos tocados com timbres dos anos 80. Parece só uma piada, mas pare e preste atenção: é coisa séria. Digo, pra quem, como eu, acha que carnaval é coisa séria.

Vida Fodona #365: Se o tempo melhora

vf365

Mentalizando a vinda do sol com som.

Kendrick Lamar – “Bitch, Don’t Kill My Vibe”
Alt-J – “Breezeblocks”
Frank Ocean – “Lost”
Poolside – “Harvest Moon”
Of Montreal – “Jan Doesn’t Like It”
Lucas Santtana – “Jogos Madrugais”
Letuce – “Insoniazinha”
Kika – “Sai da Frente”
Curumin – “Treme Terra”
Sambanzo – “Capadócia”
Siba – “Brisa”
Hurtmold – “Cleptociprose”
Goat – “Disco Fever”
Vítor Araújo – “Baião”
Metá Metá – “São Jorge”
Swans – “Lunacy”
Thiago Pethit – “Haunted Love”
Fujiya & Miyagi – “Your Silent Face”
Toro y Moi – “High Living”

Vai rolar.

Download do dia: A/B, de Vítor Araújo

Entre o popular e o erudito, Vítor segue traçando seu rumo, sempre experimentando: desta vez a novidade foi por todo o seu segundo disco pra download em seu site oficial. Vale conferir.

O baião de Vítor Araújo

Vitor Araújo está prestes a lançar seu disco novo (chamado de A/B) e já lançou o clipe com a primeira música, “Baião”, abaixo:

 

Macaco Bong no Auditório Ibirapuera

Videozinho que o povo da DoSol fez com o grupo matogrossense, no show que eles fizeram com convidados (Móveis, Siba, Porcas Borboletas e Vitor Araújo) aqui em São Paulo no mês passado.