Trabalho Sujo - Home

Boards of Canada 2013: “—— / —— / —— / XXXXXX / —— / ——”

BoC-2013

Depois da dupla francesa, é a vez dos irmãos escoceses fazerem mistério. O lendário Boards of Canada, um dos pais da chamada IDM e talvez o maior nome da música eletrônica ambiente deste século (James Blake tem que comer muito feijão com arroz ainda), deu sinal de vida. Sem lançar nada desde 2006, os irmãos Michael Sandison e Marcus Eion lançaram, neste Record Store Day, um único 12 polegadas, na nova-iorquina Other Music. No disco, batizado com o enigmático nome de —— / —— / —— / XXXXXX / —— / ——, só se ouve uma coisa:

“9-3-6-5-5-7”.

Foi o suficiente para fazer fãs saírem à caça, principalmente no site especializado 2020k e no fórum Twoism, onde já cogitaram que o número sejam coordenadas geográficas, um código de cores, uma letra em ASCII (“m”, que se for a quarta letra de uma palavra com seis, como o título pode indicar, pode ser, por exemplo, a época em que o disco será lançado – “summer”?). Vale a pena acompanhar a discussão (em inglês) nos comentários de um vídeo em uma conta do YouTube que pode ser um perfil falso da banda – apenas pelo simples fato de ter surgido uma anotação com o nome do disco aos 4:20 do vídeo:

Outro jogo começou. Imagine se houver outros discos em lojas espalhadas pelo mundo que ainda não foram encontrados… Vi na Fact.

Ronnie Von psicodélico em vinil

Boa notícia: a Polysom vai relançar os três discos da fase psicodélica de Ronnie Von em vinil: o homônimo de 1968, A Misteriosa Luta do Reino Parasempre contra o Império do Nuncamais, de 1969, e Minha Máquina Voadora, do ano seguinte.

discos-ronnievon

Vi na Trip.

20 anos do Last Splash, das Breeders

breedersbox

Mais uma daquelas caixas que vêm nos lembrar o quanto estamos velhos: desta vez é o clássico Last Splash, das Breeders, que recebe tratamento de luxo pesado numa edição chamada LSXX que traz nada menos que SETE vinis (ou três CDs, pra quem não tiver tanta sede). Saca a ordem das músicas logo abaixo:

 

Retrospectiva OEsquema 2012: Vinil

vinil

Nunca abandonei o vinil (nem os CDs, livros ou revistas, guardo-os todos como relíquias pessoais mais do que registros musicais), mas 2012 me fez retomar o velho affair com os discos pretos com mais paixão na medida em que a indústria fonográfica e toda uma geração de artistas se dispunham a voltar ao velho formato. Assim, foi mais fácil ceder aos impulsos do eBay (que vinha evitando há uma década, por saber de seu potencial de caixa de Pandora) como aos encantos da PopMarket (talvez a melhor idéia da velha indústria do disco em tempos digitais para voltar a vender, inclusive CD, ao oferecer “free shipping worldwide”) quanto a reorganizar a velha coleção de discos (o tempo da licença médica ajudou nesse quesito) e até a deixar a velha vitrola portátil em segundo plano para finalmente comprar um tocadiscos profissa. Meus discos sorriem toda manhã, de felicidade. Eu também.