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Num tempo em que só existiam discos de vinil

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Essas imagens capturadas em 1971 na Tower Records de Los Angeles nos lembram dos tempos em que o vinil era a principal moeda da indústria fonográfica e visitávamos tempos gigantescos cheios de estantes de bolachas pretas com capas enormes e de difícil manuseio. Uma atividade que hoje é restrita a colecionadores e DJs era comum entre o público da virada dos anos 70 para os 80, antes da indústria dar o primeiro tiro no próprio pé ao criar o CD. O vídeo tava no Internet Archive mas foi pinçado pela Wax Poetics.

E essa caixa do Jesus & Mary Chain…?

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Ficou de cara com a foto? Saca o vídeo:

São onze discos em vinil, sendo que cinco deles são os discos de estúdio (Psychocandy, Darklands, Automatic, Honey’s Dead, Stoned & Dethroned e Munki) remasterizados na metade da velocidade de gravação e a partir das fitas originais. Os outros discos incluem basicamente todos os registros do grupo ao vivo na BBC e uma compilação com faixas inéditas, raridades e lados B, além de um livro de 32 páginas com entrevistas e artigos sobre a banda. Uma maravilha, mas não dá para comprar online se você estiver no Brasil.

Mezzanine, do Massive Attack, relançado em vinil

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Um dos grandes discos dos anos 90, Mezzanine foi recebido à época com estranheza pois aproximava o trio de Bristol de uma estética rocker avessa à pista de dança da época – mas que, com o tempo, foi revelando-se uma espécie de Screamadelica às avessas, o mais perto que a música eletrônica podia chegar do caráter épico e orgânico de bandas de rock como Clash ou Led Zeppelin. Talvez por isso nunca tenha sido relançado em vinil, fora sua primeira edição de 1998 – afinal não teve o impacto fulminante da estréia do Massive Attack (o místico Blue Lines, um disco atemporal) e foi curando entre os ouvidos de seus apreciadores com o tempo. E a Vinyl Factory acaba de anunciar a reedição analógica desse clássico temporão, que chega novamente às prateleiras no dia 11 de novembro. O disco você conhece, né…

A era dos LPs caseiros

Enjoy-The-Experience

Johan Kugelberg escreveu o livro Enjoy the Experience sobre um estranho efeito colateral do sucesso da indústria do disco na segunda metade do século passado, quando fábricas de vinil ofereciam às pessoas comuns a possibilidade de gravar seu próprio disco. E ao oferecer a mídia sem dar suporte artístico – não eram gravadoras, e sim fábricas de disco -, essa atividade deu origem a mais de uma geração de artistas amadores que não fizeram-se de rogados e gravaram seus próprios LPs, por mais estranhos, toscos e sem sofisticação parecessem. No livro recém-lançado, seu autor compila capas e histórias inacreditáveis de pessoas sem inclinação nem talento, mas dispostas a deixar sua marca na história da música pop. Abaixo, uma matéria que a BBC fez sobre este livro:

 

Uma caixa com os 17 LPs do Can

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Pode ir começando a fazer as contas: o grupo alemão mais importante depois do Kraftwerk (embora haja controvérsias, hehe) está às vésperas de ter toda sua discografia relançada num box com 17 discos de vinil, pela Mute. O box trará os discos Monster Movie, Soundtracks, Tago Mago (em edição dupla), Ege Bamyasi, Future Days, Soon Over Babaluma, Delay, Unlimited Edition (também em edição dupla), Landed, Flow Motion, Saw Delight, Can, Rite Time e Out Of Reach, além do inédito Can Live Sussex University 1975 e será lançado no dia 2 de dezembro deste ano pela Mute, segundo disse o pessoal do Quietus.

Cut Copy 2013

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Durante o festival da Pitchfork, que aconteceu neste fim de semana, o Cut Copy começou a revelar seu novo disco, ainda sem título. O primeiro single – “Let Me Show You” – eram prensado em levas diárias de quarenta vinis, durante os três dias do evento. O dono da cópia número 73 (de 120 no total) filmou sua compra e colocou no YouTube:

Clima tenso, diferente dos discos anteriores. A foto veio do Instagram da banda.