O grupo instrumental paulistano faz uma série de shows a partir deste fim de semana para lançar seu disco mais recente, Medo de Morrer / Medo de Tentar, em vinil. O primeiro acontece neste sábado, dia 23, no Centro Cultural São Paulo (23/7), o segundo é no Z Carniceria na sexta dia 29 e o terceiro na terça, dia 9 de agosto, no Sesc Pompeia. O grupo está sorteando através do Trabalho Sujouma cópia de seu novo disco e um par de ingressos para vê-los ao vivo no show deste sábado (atualização: a promoção terminou no dia do show). Para concorrer, escreva nos comentários que banda funcionaria bem numa jam session com eles. O disco você escuta a seguir:
Em comemoração ao Record Store Day, o grupo Bixiga 70 entregou algumas faixas de seu terceiro disco, lançado no ano passado, ao produtor Victor Rice para que ele desse aquele tratamento especial característicos de seus dubs. O resultado é o disco The Copan Connection, que será lançado neste sábado, na loja Patuá Discos, em tiragem limitada em vinil. A capa foi feita pelO MZK, que assina todas as capas do grupo, e que também estará discotecando no lançamento, que começa às 15h e vai até à noite. Além do Zk, também discotecam Magrão, Ramiro Z (da Patuá), Peba Tropikal e Maurício Fleury (do Veneno Soundsystem – e Maurício é tecladista e guitarrista do Bixiga). O evento é de graça e a Patuá fica na Rua Fidalga, 516, Vila Madalena (mais infos no 11-2306-1647). Ouça abaixo a versão que Rice fez para a faixa “Machado”.
E aproveito pra linkar os vídeos que fiz do Baile do Bixiga, no final do mês passado, quando o grupo apresentou-se do lado da Tulipa Ruiz e de seu irmão Gustavo. Foi quente!
Visitei a segunda fábrica de vinis da América Latina, que fica em São Paulo e começa a prensar discos no meio do ano para uma matéria que fiz para o UOL.
Rômulo Fróes está lançando seu disco de 2014 Barulho Feio em vinil em três shows gratuitos, quinta, sexta e sábado, no Teatro de Arena, em São Paulo, e descolou três unidades para serem sorteadas aqui no Trabalho Sujo. Basta responder nos comentários deste post qual é sua música favorita do disco e por quê, além de que dia você prefere ir no show (além de deixar seu email para que eu possa entrar em contato). Até o final da tarde de quinta eu anuncio os vencedores, que poderão retirar seu disco direto no show. Maiores informações na página do evento no Facebook. Valendo!
E mais uma novidade sobre os Mutantes à vista: depois de lançar a caixa com toda a obra dos Mutantes ainda com Rita Lee, a parceria da Polysom e a Universal dão a luz pela primeira vez à versão em vinil do esquecido O A e o Z. O disco, de 1973, foi gravado após a saída de Rita Lee do grupo e é um mergulho de cabeça na onda progressiva para onde o grupo já estava se inclinando no último disco com Rita, o País dos Bauretz. Ele conta apenas com seis músicas, todas gigantescas, cheias de solos instrumentais e letras metidas a séria, longe do bom humor característico do grupo. Contudo, não foi lançado quando foi gravado e era referido como um disco perdido da banda, até que a discografia dos Mutantes foi relançada em CD em 1992, o que fez o disco finalmente vir à tona. A capa e o encarte é desta época e foram compostos com desenhos de Arnaldo Baptista feitos entre 1986 e 1992. Mas a principal diferença neste relançamento é a ordem das músicas – no CD original a disposição das faixas era a seguinte: “‘A’ e o ‘Z'”, “Rolling Stones”, “Você Sabe”, “Hey Joe”, “Uma Pessoa Só” e “Ainda Vou Transar com Você”, diferente da do vinil, que ficou “‘A’ e o ‘Z'”, “Uma Pessoa Só” e “Ainda Vou Transar com Você” no lado A e “Rolling Stone” (sem o “s” da versão original), “Você Sabe” e “Hey Joe” no lado B. É um bom disco de rock progressivo, embora seja um disco fraco à luz dos clássicos da banda. Chega às lojas dia 27 deste mês.
Agora só faltam ressurgirem os dois últimos discos da banda em sua fase totalmente prog, com apenas Sergio Dias da formação original: Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974) e Ao Vivo (1976). E, claro, abrir de verdade o baú do grupo, resgatando faixas que nunca viram a luz do dia. Porque o que tem de coisa inédita por aí…
A trilha sonora da série Sopranos é um dos pontos altos de sua narrativa – não apenas da produção, já que seu criador, David Chase, que escolhia pessoalmente as músicas, resolveu reservar parte do orçamento para conseguir os direitos de músicas que custariam caro para uma simples série de TV – coisa que Sopranos está longe de ser. São muitos os momentos em que a musica certa invade uma cena completando-a perfeitamente, como esta, logo no início da segunda temporada:
Alabama 3 – “Woke Up This Morning”
R.L. Burnside – “It’s Bad You Know”
Frank Sinatra – “It Was A Very Good Year”
Lado B
Bob Dylan – “Gotta Serve Somebody”
Little Steven & The Disciples Of Soul – “Inside Of Me”
Cream – “I Feel Free”
Them – “Mystic Eyes”
Lado C
Bruce Springsteen – “State Trooper”
Bo Diddley – “I’m A Man”
Elvis Costello & The Attractions – “Complicated Shadows”
Nick Lowe – “The Beast In Me”
Lado D
Los Lobos – “Viking”
Wyclef Jean – “Blood Is Thicker Than Water”
Eurythmics – “I’ve Tried Everything”
E das tantas músicas boas que ficaram de fora (“Goin’ Down Slow” do Howlin’ Wolf, “Blur” do Aphex Twin, “Moonlight Mile” dos Stones, “One of These Days” do Pink Floyd, “The Blues is My Business” da Etta James, “I (Who Have Nothing)” do Ben E. King, “I’m Not Like Everybody Else” dos Kinks, “Kid A” do Radiohead, “My Lover’s Prayer” do Otis Redding e “Don’t Stop Believing” do Journey – como é que não entrou?) a ausência que mais sinto é a de “You Can’t Put Your Arms Around a Memory”, do Johnny Thunders.
E prepare-se para ouvir falar pacas de De Volta para o Futuro nos próximos dias – pois dia 21 de outubro deste ano é o dia em que teoricamente Marty McFly chega, pela primeira vez, ao futuro, na primeira continuação do filme. E entre as novidades está essa incrível caixa de vinis, com as trilhas sonoras dos três filmes pela primeira vez empacotadas num box organizado por uma loja de camisetas online, a Mondo Tees. A caixa reúne os três discos com as trilhas escritas por Alan Silvestri e foram reunidas como o plutônio que o Doutor Brown roubou para conseguir viajar no tempo.
Na caixa, os discos têm essas capas:
Dá pra comprar também os discos em versão individual – aí eles têm capas diferentes, mas igualmente estilosas.
Um dos melhores discos do ano passado (quarto colocado, na minha contagem), o Encarnado de Juçara Marçal vai ser lançado em vinil pela Goma Gringa, em versão que inclui uma sobrecapa que estica a arte original feita por Kiko Dinucci – já está em pré-venda. O selo também está lançando um dos grandes discos deste ano em vinil, o R.A.N., do Space Charanga, a versão Sun Ra da Charanga de Thiago França, parceiro de Juçara no Metá Metá.