Começando a semana com um Chemical Brothers que muita gente não lembra.
E o campeonato de quadribol também foi no Rio. Que doido.
Vi o Melancholia, do Lars Von Trier, na semana passada.
Não cheguei a desgostar, o que, pra mim, em se tratando do diretor dinamarquês, é lucro. Há cenas deslumbrantes com uma trilha sonora arrebatadora (“Tristão e Isolda”, de Wagner), uma atuação impecável de Charlotte Gainsbourg e uma mais ou menos de Kirsten Dunst, além de uma história que parece se desenrolar em uma DR familiar espetacular, mas que se perde em devaneios existencialistas esquizofrênicos. O início e o final do filme são ótimos, mas somando tudo não chega a uma nota 7. O que é uma nota alta, quando levamos em consideração que é um diretor autoral disposto a fazer ficção científica. E é mais ou menos a média do Von Trier, o diretor mais superestimado de sua geração. No entanto, vale ver no cinema – só as cenas à la Discovery Channel, em que Lars filma a Via Láctea em todo seu esplendor, já valem o preço do ingresso.
Ricky Gervais e Stephen Merchant estão fazendo outro seriado pseudodocumentário, depois do Office original e de Extras. Life’s Too Short é a vida romantizada do ator Warwick Davis, o cidadão verticalmente prejudicado que fez o papel-título de Willow, além de participar de duas sagas clássicas do cinema adolescente, Guerra nas Estrelas e Harry Potter.
Não consigo pensar nesse tema (piada sobre anões) sem lembrar da já clássica “Let Me Hold You (Little Man)”, a canção que marca a entrada de Dewey Cox, o protagonista do filme Walk Hard, para o time dos cantores de protesto. Sente a letra:
All the elevator buttons
So incredibly high
I stand today for the midget
At the size of a regular guy
Let Me Hold You Little Man
As the parade passes by
Let Me Hold You Little Man
We’ll make believe you can fly
You shout for me to put you down
But I’m marching today for your cause
I’m bangin’ the drum
Your big day will come
When they remake the wizard of Oz
Let Me Hold You Midget Man
We’ll pretend that you’re flyin in space
Let Me Hold You Little Man
So the dog will stop licking your face
Little Shoes, Little Pants
Little Song, Little Dance
Little Heart, Little Mind
But your rights are as big as mine
Na, Na-Na-Na, Na-Na-Na-Na
Na-Na Na Na-Na Na Na
Thank God I’m Tall
I won’t let you fall
We’re all midget, one and for all
Thank God I’m Tall
I won’t let you fall
We’re all midget, and some are just small
Stand Up For The Little People!
Esse Walk Hard parece imbecil, mas no fim é um bom filme. O John C. Riley, em especial, é muito bom.
Personagem mítico na história do Brasil no século passado, Carlos Imperial é tema de uma mostra que acontece no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro. Em Memória de um Cafajeste: O Cinema de Carlos Imperial vai do dia 28 ao dia 31 e reúne títulos como Sexo das Bonecas, Delicias do Sexo, Sexomaníaco, Loucuras Cariocas (Bumbum de Ouro), Rei da Pilantragem e o clássico Banana Mecânica, dos dois trechos abaixo:
Sua filmografia faz valer ainda mais a teoria do Inácio Araújo de que “a pornochanchada é o divã do pobre”. E não custa lembrar que, além de personagem no cinema, ele também tinha um programa de TV, clássico:
Será que essa mostra vem pra São Paulo?
Haywire podia ser qualquer filme de ação com Angelina Jolie. Mas Sorderbergh decidiu escalar uma lutadora de artes marciais (Gina Carano) para protagonizar um filme que ainda Ewan McGregor, Michael Fassbender, Antonio Banderas, Bill Paxton e Michael Douglas no elenco.
Pelo trailer que passou na Comic Con, parece massa.
Antes de Haywire, o diretor volta ao gênero que burilou em Solaris, dessa vez cutucando uma ferida mais específica, a da epidemia. O filme tem Matt Damon, Marion Cotillard, Kate Winslet, Jude Law, Gwyneth Paltrow e Laurence Fishburne no elenco.
Parece bem legal, daqueles filmes perfeitos pra se assistir durante um vôo.
Depois do risoto, o cachecol.
Qual será o próximo desafio do arauto do verão? Capuccinos? Luvas? Tricô? Fondue?
Amy deu uma palhinha no show de sua protegida, Dionne Bromfield, três dias antes de morrer.
Aparentemente, tudo ia bem.



