As viagens mais alucinantes induzidas por agentes químicos no cérebro humano, capturadas em celulóide.
A sugestão – de que se tivéssemos um inimigo comum como alienígenas as finanças mundiais não estariam nessa merda – é do Paul Krugman e faz sentido:
Ele cita um episódio de Além da Imaginação ao final de sua fala, mas está se referindo, na verdade, ao clássico episódio The Architects of Fear, da série Outer Limits, que era uma espécie de seriado concorrente e similar ao Twilight Zone, mas com um pé mais firme na ciência do que no surrealismo (um dia eu falo mais desse seriado, é demais). Olha o episódio inteirinho aí embaixo:
E a premissa do tal episódio é conhecida pela maioria por aqui, pois seu final é bem parecido com o plano de Veight ao final de Watchmen. Não é coincidência, Alan Moore inclusive cita o seriado bem nas últimas páginas de sua minissérie:
Aí junta isso com o papo desse cara no programa do Bill Maher, falando que o débito dos bancos norte-americanos é maior do que todo o orçamento da história da Nasa:
Mistura ainda com esse papo do “fim do sonho” (que faz sentido) e repare na quantidade de filmes que estão sendo lançados sobre alienigenas ou sobre o fim do mundo e não se espante se começarmos a ver mais notícias sobre vida fora da terra, hohoho…
Que jóia essa que o Beto descolou!
Olha o que aconteceu em Indianapolis, no fim de semana.
Tenso.
Não adianta, nem com clipe dirigido pelo Spike Jonze o disco desses dois tá batendo.
Essa música parece que foi feita pelo Diplo num dia em que ele descobriu que perdeu uma bela grana. Horrível. Pobre Otis Redding.
Mas não custa lembrar que o velho Canhê segue sua sina de falar merda desmesuradamente. Ele mandou a seguinte pérola:
“I walk through the hotel and I walk down the street, and people look at me like I’m insane, like I’m Hitler. One day the light will shine through and one day people will understand everything I ever did.”
E se você acha que foi só um deslize, olha o contexto em que ele disse isso – antes de falar o trecho acima (um pouco antes dos sete minutos): quase OITO minutos de mimimi “ninguém-me-compreende”. O cara ainda teve a manha de se comparar ao Michael Jordan.
Que bicho insuportável.
E pra quem não entendeu a foto: Kanye West = Carlton Banks.
Muito boa essa entrevista com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman no Globo, dica do Fernando:
Esses distúrbios eram uma explosão pronta para acontecer a qualquer momento. É como um campo minado: sabemos que alguns dos explosivos cumprirão sua natureza, só não se sabe como e quando. Num campo minado social, porém, a explosão se propaga, ainda mais com os avanços nas tecnologias de comunicação. Tais explosões são uma combinação de desigualdade social e consumismo. Não estamos falando de uma revolta de gente miserável ou faminta ou de minorias étnicas e religiosas reprimidas. Foi um motim de consumidores excluídos e frustrados. (…) Estamos falando de pessoas humilhadas por aquilo que, na opinião delas, é um desfile de riquezas às quais não têm acesso. Todos nós fomos coagidos e seduzidos para ver o consumo como uma receita para uma boa vida e a principal solução para os problemas. O problema é que a receita está além do alcance de boa parte da população.
Bizarro.
Não o perca de vista!
Prepare-se para ter seu conceito de “música ruim” ampliado:
Confesso que fiquei impressionado.

