
Milton Nascimento aposentou-se dos palcos – mas felizmente só dos palcos! E não bastasse ter lançado músicas com Esperanza Spalding (que antecipam um álbum em dupla que contará com Lianne La Havas, Maria Gadú, Tim Bernardes e Lula Galvão), ele acaba de estrelar um Tiny Desk, a apresentação ao vivo intimista em estúdio produzida pela emissora norte-americana NPR, ao lado da contrabaixista e cantora norte-americana para divulgar seu disco novo que será lançado nessa sexta-feira, fazendo uma apresentação deslumbrante com um repertório que inclui clássicos como “Cais”, “Outubro”, “Saci (de Guinga e Paulo César Pinheiro)” e “When You Dream” (de Wayne Shorter e Edgy Lee) e ainda contou com participações especiais da própria Gadú e do violonista Guinga, . Ninguém segura esse Milton!
Assista abaixo: Continue

De volta aos palcos em grande estilo, Soledad apresentou o espetáculo Desterros nesta terça-feira no Centro da Terra quando passeou por um repertório cearense que contemplava tanto a praia quanto o sertão, tanto clássicos quanto a contemporaneidade, acompanhada de uma banda afiadíssima, quase toda sua conterrânea, mesmo que por convivência: o baterista Xavier e o guitarrista e baixista Davi Serrano são do Ceará, enquanto a tecladista brasiliense Paola Lappicy tem raízes paraibanas, o guitarrista e baixista Allen Alencar é do Sergipe e o percussionista Clayton Martin vem da Moóca, mas como único não-cearense do grupo Cidadão Instigado, já tem dupla cidadania. Além destes subiram ao palco o guitarrista Fernando Catatau – que tocou uma música ao violão e as outras numa curiosíssima guitarra tenor canadense verde-limão – e a cantora Paula Tesser, também conterrâneos de Sol, que pinçou um repertório mágico para uma noite intensa, que passou por Mona Gadelha (“Cor de Sonho”), Clodo, Climério e Clésio (“Tiro Certeiro”), Amelinha (“Santo e Demônio”), Belchior (“Meu Cordial Brasileiro”), Fagner (“Postal do Amor”), Rodger Rogério (“Ponta do Lápis” e “Quando Você Me Pergunta”), Chico Anysio (“Dendalei”, do projeto Baiano e Os Novos Caetanos), Ednardo (“Beira Mar”, do clássico Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto Na Viagem), além de duas de Vitor Colares, seu cantor favorito, que encerraram a noite: “Vermelho Azulzim” numa versão emotiva e a canção “Jardim Suspenso”, que reuniu todos no palco. Foi lindo.
Assista abaixo: Continue

A temporada Eu Nem Tinha Nascido que o Gabriel Thomaz começou nesta segunda-feira no Centro da Terra veio com o gás todo – e ele trouxe os Autoramas para começar tudo com o pé na porta. A nova encarnação do grupo, que conta com o baterista Igor Sciallis, o baixista Jairo Fajer e a tecladista – que também toca castanholas – Luma Lumee fez essa temporada começar com o dedo na tomada, quando o grupo revisitou seu repertório clássico, incluindo músicas de seu disco de estreia que comemora aniversário de 25 anos neste 2024, como “Autodestruição”, “Ex-Amigo” e a irresistível “Catchy Chorus”. Esta última fechou a noite com o grupo chamando todo mundo pro palco, transformando tudo numa grande zona, mas – como o show todo – sem precisar sair de sua área-base, o rock para dançar! E antes de terminar o show, Gabriel anunciou a programação das próximas segundas-feiras, avisando que, na próxima, quando toca com seu projeto solo Multi-Homem, contará com as presenças de Tatá Aeroplano e BNegão! Como o próprio Gabriel sempre diz: rrrrrock!
Assista abaixo: Continue

(Foto: Gabriela Krueger/Divulgação)
Conheci a Gabrielli Motta no momento em que seu Monstro Bom estava começando a ganhar forma. Conjunto que ela formou entre São Paulo e Osasco como um veículo pra suas canções, o grupo está prestes a lançar seu primeiro EP, batizado de Verde Limão, e antecipa o primeiro single, que leva o nome da banda, que será lançado nesta terça-feira, em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Foi a segunda música que mostrei para os meninos há um pouco mais de um ano, quando abri meu baú de composições para eles, confiando no nosso reencontro depois de anos sem tocar juntos”, conta a própria Gabi, que canta e toca guitarra, explicando que a música foi a faísca pra banda começar a existir de fato. “A guitarra base limpa se manteve, mas dessa vez como caminho por onde as guitarras precisas do Fe (Felipe Aranha) seguiriam, junto com o baixão do Igor (Beares) e a bateria centrada do Ian (Ferreira)! Gravamos em Osasco, no estúdio que fica na casa da família do Felipe e onde somos muito bem recebidos todo domingo – religiosamente.” “Foi incrível ver amigos e amigos de amigos que já sabiam cantar a música antes mesmo de ela ter sido lançada, sem poderem dar play no Spotify”, lembra a vocalista sobre os primeiros shows que vêm fazendo. “Estamos felizes em cruzar essa fronteira e chegar a novos lugares!”
Ouça abaixo: Continue

E entre rever parentes e compadres e ter alguns dias de descanso em Brasília, ainda calhou de estar na minha cidade ao mesmo tempo em que a querida Tulipa Ruiz – quando finalmente pude assistir a um show de seu Habilidades Extraordinárias, menos de um mês após a passagem do mestre Luiz Chagas, pai dela e de seu guitarrista quase univitelino Gustavo Ruiz. Pudemos conversar bastante sobre a ida do mestre, mentor, jornalista e guitarrista num papo em que ela comentou sobre as cartas do velho Chagas que revisitou nestes últimos dias e a lembrança sobre sua importância também como tradutor – algo que nunca pude conversar com o velho guru: são deles as traduções clássicas para Misto Quente do Bukowski, Lady Sings the Blues (a biografia de Billie Holiday), 13 de Pete Townsend e da primeira edição de Flashbacks, do Timothy Leary, só pra ficar nos livros lançados pela Brasiliense. O show em Brasília, que fez parte do encerramento do primeiro dia do Festival Coma, que ainda atravessa o próximo fim de semana, foi o segundo que os dois fizeram depois da ida do pai e ambos me falaram como o show anterior, em São Luís no Maranhão, os reenergizou positivamente, algo que Tulipa deixou claro ao revisitar o número mais clássico de seu pai, a gigantesca “Às Vezes”. Salve, meu!
Assista abaixo: Continue

Tirei uns dias de descanso na minha cidade-natal, mas assistir a shows é trabalho e diversão ao mesmo tempo – além de ser motivo para finalmente visitar o novo Sesi Lab, unidade do Sesi que tomou o lugar do antigo Touring, em frente ao mitológico Conic, que recebe uma vez por mês artistas escolhidos pela curadoria da comadre Roberta Martinelli. Só o Sesi Lab – com sua exposição permanente de experimentos científicos que encanta adultos e crianças – já vale a visita, mas o show mensal também reúne um bom recorte da noite brasiliense e calhei de assistir a mais um show dos manos do Mombojó, segunda apresentação que vejo deles nesse ano, tocando o disco Carne de Caju, em que veneram o mestre Alceu Valença entre seus próprios hits. E o show em Brasília teve um gostinho pernambucandango a mais quando Felipe S. convidou Fabinho Trummer, o líder da clássica banda Eddie, que agora está morando em Brasília, para dividir os vocais na clássica “Coração Bobo”. Showzão.
Assista abaixo: Continue

O aniversário é dela mas quem ganha o presente somos nós. Charli XCX completa 27 anos neste dia 2 de agosto e aproveitou a data para tirar mais uma surpresa dessa caixa de Pandora chamada Brat, disco que aos poucos consolida-se como um dos principais lançamentos deste 2024. Depois de lançar duas versões do álbum, ela vem aos poucos revisitando as músicas do mesmo disco com convidadas especiais. A primeira delas foi Lorde, que ela chamou para dividir uma nova versão de “Girl, So Confusing”, que muitos diziam ser sobre a cantora neozelandesa, com a própria, rebatizada didaticamente como “The Girl, So Confusing Version with Lorde”. Agora é a vez de ela chamar ninguém menos que Billie Eilish como convidada para “Guess”, música que apareceu na segunda versão de Brat – também didaticamente batizada de Brat and It’s the Same but There’s Three More Songs So It’s Not – e que ganha nova versão com outra dona do ano (embora seu Hit Me Hard and Soft, lançado há pouco, não tenha batido direito por aqui, apesar da expectativa.
Assista abaixo: Continue

Maravilhosa a apresentação que o grupo Música de Montagem fez nesta terça-feira, encerrando a programação de música de julho no Centro da Terra. Liderado pelo professor Sergio Molina, que salta do violão para o piano em quase todas as músicas, regendo o resto do grupo enquanto faz os vocais, o grupo conta com um time de instrumentistas que reúne características quase antagônicas quando falamos de música: concisão e exuberância. Todos eles – da baterista Priscila Brigante à baixista Clara Bastos, passando pelo guitarrista Vitor Ishida e pela voz e presença da fantástica Xofan – dominam tanto seus instrumentos quanto têm plena noção de exibir seu virtuosismo apenas em momentos específicos, preferindo manter a coesão das canções, que passeiam por territórios espinhosos sem nunca perder a ênfase no pop. A presença dos dois convidados da noite – a elegante Ana Deriggi e o apaixonante Rubi – só aumentaram o sarrafo de uma apresentação para ser aplaudida de pé. Excelente!
Assista abaixo: Continue

Direto de Sorocaba, Dabliueme foi o convidado final da temporada BNegron Convida, que o MC BNegão conduziu às segundas-feiras de julho no Centro da Terra. Sozinho em sua MPC, o produtor e poeta fez incursões por diferentes raízes da música brasileira, misturando João Donato, Elis Regina, Tincoãs e Aldir Blanc entre beats e loops e seus versos falados para depois receber o anfitrião da temporada, com quem dividiu o palco por três números, cada um apontando para um lado diferente.
Assista abaixo: Continue

E a produtora O2, que anunciou levar o clássico Stop Making Sense para várias salas de cinema no Brasil, não apenas acaba de confirmar em sua conta no Instagram que a estreia do filme acontece mesmo no dia 29 de agosto, como deixou escapar que teremos inclusive uma versão para Imax! Ainda não sabemos em quais cidades o filme vai passar, mas imagina isso!
Assista abaixo à versão brasileira do trailer: Continue