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“Tentei fazer uma versão em inglês para essa canção italiana tão importante chamada ‘Bella Ciao'”, escreveu a cantora norte-americana Mitski em sua conta no Instagram. “Claro que não falo nada de italiano então usei o tradutor do Google sem constrangimento e também me inspirei na versão em inglês que Tom Waits e Marc Ribot fizeram para essa música. Mas aí que está: mesmo que você fale italiano, diferente de mim, eu tenho certeza que pode escrever uma tradução melhor que a minha. E se você for um destes, faça isso! Ou ao menos tente! E grave, filme, compartilhe. Eu quero ver”. Veja a versão dela abaixo: Continue

Blues na sua cara

Corri dali pro Porta Maldita, mas não consegui assistir ao show das catarinenses Dirty Grills, mas pelo menos cheguei a tempo de ver o Orange Disaster, a banda do Carlão Freitas – que também toca comigo no Como Assim? – mais difícil de fazer shows pois seu baterista, Davi Rodriguez, não está morando no Brasil. Foi o primeiro show do grupo que vi, com Carlão fazendo as vezes de guitarra e baixo mesmo tocando só guitarra, enquanto o outro guitarrista, Vini F., se joga no noise, mas sem nunca perder a base musical do quarteto, enfiando um blues elétrico na sua cara a poucos centímetros de cair no caos sonoro dos Stooges, matendo a tensão necessária pra manter a paisagem sonora ideal para o vocalista J.C. Magalhães agir como um pregador apocalíptico, de chapéu, óculos e dedo em riste, hipnotizando o pequeno público que encheu o Porta Maldita.

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O cearense Mateus Fazeno Rock sentiu o peso da responsabilidade na apresentação que fez nesta quinta-feira na Casa Natura Musical. Reunindo um time de peso para mostrar seu Jesus Ñ Voltará, um dos grandes discos do ano passado, em grande estilo, ele quase escorregou na saída e bambeou quando um problema técnico o fez parar a apresentação para recomeçar do zero. Podia ter atropelado o erro e seguido em frente, mas sabendo da importância da apresentação, preferiu fechar as cortinas e voltar com tudo – invertendo inclusive o repertório para não simplesmente repetir a abertura original. E nestes momentos que você percebe a grandeza de um artista. Visivelmente nervoso na abertura que deu errado, ele voltou com sangue nos olhos e crescia a cada nova música – e a cada novo convidado. E que time: Fernando Catatau, Don L, Jup do Bairro, Brisa Flow e Mumutante, todos eles entrando no universo dramático do autor da noite, mesmo quando cantavam músicas próprias. A vocalista Mumutante era mais que participação especial e esteve durante todo o show com o grupo de Mateus (que ainda conta com os excelentes dançarinos Larissa Ribeiro e Raffa Tomaz e o DJ Viúva Negra), funcionando como segunda voz e calçando perfeitamente com o domínio que Mateus ia tendo do palco, seja só rimando ou tocando guitarra ou violão. E ele segue vindo…

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“Dizem que somos os impossibilstas, sonhadores românticos que não crescem, que nossas exigências são ingênuas e tolas, que nossas crenças são uma religião falida”, diz uma voz em italiano ao final do single que anuncia o novo disco do Primal Scream, o primeiro do grupo escocês em oito anos! Come Ahead (já em pré-venda) será lançado no dia 8 de novembro e traz músicas que seu líder, Bobby Gillespie, compôs e gravou ao lado do guitarrista Andrew Innes e do produtor e DJ David Holmes, mas ao contrário do que os primeiros teasers pareciam fazer entender, a dançante “Love Insurrection” parece pender o disco para um lado mais soul e de rock clássico do que a vibe eletrônico-punk que caracterizam seus discos mais políticos. Mas a mesma fala em italiano que encerra o single não diminui o teor do disco, falando que “o espírito humano não pode ser derrotado! Viva o amor! Não passarão!”. Ouça a nova música abaixo, além de ver a capa do disco (que traz uma foto vintage do pai de Bobby, Robert Gillespie Sr., estampada na capa) e o nome das músicas: Continue

Banda fundamental tanto no cânone do indie rock mundial quanto na tradição nova-iorquina de fundir melodia e ruído, o Galaxie 500 anunciou o seu primeiro lançamento em quase 30 anos. Formado pelo guitarrista e vocalista Dean Wareham, pela baixista e vocalista Naomi Yang e pelo baterista Damon Krukowski, o grupo teve uma vida curta entre os anos de 1987 e 1991, gravou três discos essenciais (Today de 1988, On Fire do ano seguinte e This is Our Music de 1990) e até hoje influencia gerações inteiras de aficionados por noise atmosférico e canções perfeitas. O novo disco, a coletânea de lados B, versões para músicas do New Order, do Velvet Underground e dos Rutles e canções arquivadas Uncollected Noise New York ’88​-​’​90 chega para o público no próximo dia 20 de setembro (e já está em pré-venda) e traz oito músicas do grupo que nunca foram lançadas, entre elas “Shout You Down” e “I Wanna Live”, que o grupo adiantou para mostrar o material que vem por aí. Ouça as novas músicas abaixo, além de ver a capa do disco e o relação com todas as 24 canções lançadas na nova coletânea: Continue

Você sabia que o Centro da Terra agora tem uma curadoria de cinema? Pois fui assistir a um dos filmes pautados pela Chica Mendonça, a curadora das quartas-feiras, pois teria uma surpresa musical ao final. O documentário A Música Natureza de Léa Freire, de Lucas Weglinski, está entrando em circuito comercial e teve sua pré-estreia no nosso teatro num dia que muita gente ficou pra fora, pois a protagonista do documentário, compositora, arranjadora e musicista histórica que felizmente está tendo sua importância resgatada recentemente, estava presente na sessão. E não apenas na plateia, ao final da exibição, Lea Freire subiu ao palco do teatro primeiro tocando piano ao lado do baixista Fernando Brandt, mas logo passou para seu instrumento do coração, a flauta transversal, quando convidou o mestre Filó Machado para dividir o palco com os dois. O violonista foi um dos primeiros parceiros de Lea, que transita entre a música erudita, a bossa nova e o choro e transpõe barreiras entre gêneros musicais com uma leveza e graça impressionantes – e vê-la ao lado de Filó, que comemorou os 50 anos da parceria, logo após assistir a um filme que, entre outras coisas, celebrava aquele encontro foi emocionante. Então já anota aí na agenda que toda quarta-feira tem filme lá no Centro da Terra – e algumas vezes podem vir boas surpresas como a desta quarta à noite…

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Aquela calma tensa

Bem bonito o espetáculo Des Chimères que Grisa e João Viegas apresentaram nesta terça-feira, no Centro da Terra. Os dois começaram os shows sozinhos, mostrando algumas músicas que compuseram juntos e outras composições de suas carreiras solo – ambos tocando teclados e guitarras (em algumas músicas), enquanto ela também tocava theremin e ele tocava o piano da casa. O clima etéreo expandiu aquela calma tensa que ia para além da canção francesa, uma das inspirações da parceria, invadindo a eletrônica e o trip hop, deixando o clima ainda mais jazzy ao contar com as presenças de Bruno Mamede no contrabaixo acústico (e também no sax) e Brandon Farmer na bateria, num show que, mesmo com clima experimental, está prontinho para navegar por outros palcos por aí…

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A primeira noite da temporada BNegron Convida, que o rapper BNegão está fazendo às segundas-feiras de julho no Centro da Terra nos apresentou ao trio carioca Dissantes, em sua primeira aparição em São Paulo. Formado pelos MCs Gilber T e Homobono (este último velho conhecido do anfitrião desde os tempos em que liderava os antigos Kamundjangos, que depois tornaram-se Los Djangos) e pelo produtor Feres disparando bases e tocando synths, o grupo surgiu durante a pandemia como uma resposta ao clima apocalíptico que vivíamos – e de alguma forma ainda vivemos – naquele período. Vestidos de trajes de segurança hospitalar e rimando letras sobre o presente pesadelo que nos assombra, o trio ainda contou com a participação de Bernardo no single latino que lançaram juntos, “Sangre de Barrio”, além de assumir as guitarras no último número da noite, com uma mistura de gêneros que deu a tônica das atrações que virão durante a temporada.

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Força e leveza

Começamos as comemorações de um ano de Inferninho Trabalho Sujo nesta sexta-feira ao reunir duas jovens deusas do rock que estão começando a mostrar seus trabalhos e colocar as garras de fora. A carioca Janine apresentou-se pela primeira vez fora de sua cidade com um convidado na segunda guitarra Marco Antônio Benvegnú, o homem por trás do codinome Irmão Victor, e mostrou que sensibilidade e peso podem caminhar lado a lado e mesmo que sua aparência frágil parecesse indicar ao contrário. Além de Marco, ela contava com sua banda habitual (Bauer Marín no baixo e Arthur Xavier na bateria) e alternava seus vocais entre um microfone e um gancho de telefone, que distorcia sua voz, fazendo uma apresentação concisa e na mosca.

Depois de Janine foi a vez de Luiza Pereira (ex-vocalista da banda Inky) mostrar toda a força de seu novo projeto solo, Madre. Formando um trio ao lado da baixista Theo Charbel e do baterista Gentil Nascimento, ela aumentou consideravelmente o volume e transformou seu trio em uma usina noise que ia pro extremo oposto da leveza de sua voz, rugindo eletricidade como se sempre tivesse feito isso da vida. E só quando passou da meia-noite – e quando comecei mais uma pista daquelas com a comadre Francesca Ribeiro – que alguém veio me cumprimentar pela escolha de duas bandas pouco convencionais para comemorar o dia do rock – e eu nem me lembrava que tinha isso! Mas quando o assunto é comemoração, aguarde que a próxima edição do Inferninho, dia 25, será épica e histórica! Aguarde e confie.

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