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Electric Guest pra começar uma longa sexta-feira.

Há tempos já associo a ida ao cinema a ir a um brinquedo de parque de diversões. Claro que o cinema segue independente desta mudança – boas histórias ainda serão contadas em uma grande tela por muito tempo -, mas a experiência de fechar-se em uma sala escura para entregar-se à visão de um diretor, para mim, hoje em dia tem um efeito mais sensorial do que propriamente narrativo, principalmente a partir da forma que o som conduz a narrativa deste cinema de explosão. E aí vem este vídeo-ensaio do alemão Matthias Stork chamado Cinemacaos, que explica como o atual cinema de ação abandonou completamente a edição lógica da narrativa visual para deixar esta lógica por conta do som. Bem didático.

Você deve lembrar do Rob Ager das análises sobre o Big Lebowski e o 2001 que eu já postei por aqui. Seu objeto mais recente de estudo é o filme O Iluminado, do mestre Kubrick, em que ele, além de cogitar que boa parte das cenas de loucura de Jack são apenas devaneios de um escritor em frente a uma página branca, ainda traça uma complexa e sensata relação entre a lógica de Kubrick, elementos do filme que não estavam no livro original de Stephen King e a criação do atual sistema financeiro global. A primeira parte segue abaixo, as outras três vêm logo depois:

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Charlie Brooker é um dos caras mais massa na Inglaterra hoje.

Dica da Gi, que é tão fã quanto eu (ou mais).

Conhece o Strausz?

Produtor carioca afeito à dance oriental – with a twist. Se liga…

Mais guitarra!

Civil Civil uma hora dessas, por que não?

Tire doze minutos do seu dia para iluminar-se com esse vídeo incrível que eu vi no Silvano.

Bem foda o show do Cícero terça no Prata da Casa. Ele está prontinho para atingir ainda mais público e apresentou um show com pouquíssimas ressalvas, mas sem ter vergonha do status pop que vem aos poucos atingindo – como, por exemplo, deixar o público terminar algumas músicas de um disco que não tem nem um ano de idade. E é isso mesmo: criando sua própria audiência graças à internet (terminou o show agradecendo “à galera do Twitter e do Facebook”, seu disco Canções de Apartamento ainda não existe fisicamente só teve mil cópias, para se ter idéia), ele levou algumas centenas de pessoas à choperia do Sesc Pompéia – e quase todos sabiam cantar a extensão completa de suas músicas, não apenas o refrão. Caminhando entre o indie rock (exposto principalmente na guitarra de Ricardo Gameiro) e na MPB (Cícero toca violão o tempo todo, acompanhado de perto de Bruno Schulz, seja no piano ou no acordeão), ele desfilou suas canções com orgulho e desenvoltura, pronto para atingir um novo patamar muito em breve. Abaixo, alguns vídeos que fiz do show:


Cícero – “Ensaio Sobre Ela”

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Todo o Rockers

O clássico blaxploitation jamaicano tá na íntegra no YouTube. Assista enquanto é tempo: