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Uma breve história da evolução dos créditos de abertura no cinema.

Consegue identificar todos os filmes?

Aproveitando o gancho do vídeo anterior, não dá pra dissociar que a importância cultural da internet para uma geração é idêntica – senão maior – que a do rock’n’roll para gerações anteriores. O fato do grupo japonês New Pants atualizar o lema imortalizado por Ian Dury no fim dos anos 70 é apenas uma constatação óbvia disso:

Audiossideral

O som existe no espaço sim, mas como ondas eletromagnéticas. Saca só:

Fui ao mais novo festival no calendário brasileiro somente no domingo pra ver os Arctic Monkeys (vi também o Foster the People, depois comento sobre os dois shows por aqui), mas deixo abaixo vídeos que achei com a íntegra dos principais shows do Lollapalooza Brasil que apareceram online. Se alguém ver mais algum por aí, dá um alou (ninguém filmou o dos Racionais?):

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Um dos grandes momentos daquele show de 1975 em Los Angeles que os Stones oficializaram em sua recente iniciativa digital, os Stones Archives:

E se tem “Angie” em vídeo, de repente eles lançam o vídeo completo desse show. Imagina…

Vi só o finzinho do show dos Racionais no Lollapalooza, mas o Mateus assistiu a tudo e conta mais:

Uma quantidade moderada de pessoas, se comparada ao público médio da tenda Perry (eletrônica), aguardou por pouco mais de uma hora para tirar a prova. Ao contrário de todas as outras bandas do festival, os Racionais não começaram no horário. O suspense para entrar no palco povoou as mentes com toda sorte de conspirações, alimentadas pela mítica em torno do grupo. Shows cancelados. Perseguição da polícia. Confusões de toda sorte. As teorias mais plausíveis davam conta de um suposto desentendimento a respeito da gravação do show (que, segundo o Multishow, foi proibida pela banda). Nada vem fácil para o Racionais, nunca veio. Não vai ser desta vez, justo ali. A tensão foi levada ao limite, e o grupo só entrou quando a plateia já vaiava o atraso de forma generalizada. Mas o que aconteceu na próxima hora e meia tornou sem sentido qualquer especulação a respeito das razões.

(…)

E eis que o bando estava muito à vontade, Mano Brown sorridente e interagindo o tempo todo com o público e com a pequena multidão no palco. Os clássicos vieram: “Vida Loka II”, “Negro Drama”, “Eu Sou 157”, “Homem na Estrada”, “Jesus Chorou”, “Estilo Cachorro”. Deve ter sido a primeira vez em qualquer edição do festival que tantos boys (de vila ou quatrocentões), minas, indies, seguranças e funcionários da limpeza curtiram um show juntos e misturados, sem qualquer distinção ou condescendência aparente. Mas foi só quando o jogo estava ganho que o Racionais decidiu mostrar por que esse dia seria ainda mais especial do que todos já sabiam. Como um soco na cara, surgiu nos telões a imagem da carteira de afiliação de Carlos Marighella ao PCB. Ao lado de seu rosto, a foice e o martelo ardiam impiedosamente nas vistas de um festival que representa tudo, menos o comunismo. Uma cena completamente impensável de acontecer em qualquer festival nos EUA.

A projeção seguiu ali durante toda a execução de “Marighella”, mas foi além, como foi além Mano Brown. As rimas da música nova se fundiram em uma exaltação ao “momento do Brasil”, sobre como os estrangeiros estão fascinados pelo país, e como nós temos que estar preparados para aproveitar a maré a nosso favor.

A íntegra tá lá no site da Soma.

OK Go às avessas: em vez de canções que viraram virais, o 9Gag Quintet apresenta canções saída de virais.

Clipe novo do Ogi na área:

Os cariocas também tão lançando clipe novo:

E guardem nesse nome, eles vão virar o novo Planet Hemp.

Os Rolling Stones estão em pleno processo de oficializar a própria pirataria, faturando em cima de clássicos alternativos que, por muito tempo, circularam apenas por baixo dos panos do rock’n’roll, numa época em que o acesso à música (hoje tão banal) era dificílimo. E se hoje qualquer um vê qualquer show a hora em que quiser em streaming HD da poltrona de sua TV conectada com a internet, nos anos 70, qualquer resquício de registro que pudesse capturar alguma novidade de qualquer artista que não fosse lançado em vinil nas lojas era tratado como material raro e de crucial interesse para os fãs. Foi assim que a indústria do disco pirata começou, muito antes da internet e do MP3, lançando trabalhos que os artistas muitas vezes nem sabiam que estavam sendo gravados.

Essa história paralela da música pop oficial pode ser considerada em pleno ocaso de sua existência, mas vem sendo responsável pela sobrevida de artistas que hoje que já tem pelo menos mais de três décadas na ativa. E os Stones finalmente começam a se dedicar a faturar em cima desse material, com o lançamento do site Stones Archives, que vende memorabilia da banda em geral. O grupo optou pela alternativa Frank Zappa em vez da lógica dos Beatles em seu Anthology ou de Bob Dylan em sua Bootleg Series. Ao contrário destes, os Stones não reinventaram uma forma de reempacotar material que já havia se tornado clássico em formatos alternativos. Como Zappa, que em sua série Beat the Boots relançava o material que os piratas faziam de seus shows exatamente como eles haviam sido pirateados (para, justamente, “quebrar os piratas”, como dizia o título da série), os Stones fuçam no próprio passado e reencontrando capas, gravações e títulos que já são tidos como clássicos pelos fãs mais ávidos, embora nunca tenham ganham um centavo diretamente destas vendas (já sua reputação…). O site, portanto, dispõe estes piratas à venda, cujo exemplar mais recente é a edição do disco L.A. Friday ’75, em show que marcava a entrada de Ron Wood para a banda e a participação de Billy Preston nos teclados. Olha o setlist…

“Honky Tonk Women”
“All Down The Line”
“If You Can’t Rock Me” / “Get Off Of My Cloud”
“Star Star”
“Gimme Shelter”
“Ain’t Too Proud To Beg”
“You Gotta Move”
“You Can’t Always Get What You Want”
“Happy”
“Tumbling Dice”
“It’s Only Rock N Roll”
“Heartbreaker”
“Fingerprint File”
“Angie”
“Wild Horses”
“That’s Life”
“Outta Space”
“Brown Sugar”
“Midnight Rambler”
“Rip This Joint”
“Street Fighting Man”
“Jumping Jack Flash”
“Sympathy For The Devil”

Dá pra escutar trechos aqui:

E no vídeo abaixo, Mick e Keith lembram dessa fase da banda:

Não que seja difícil encontrar esses discos gratuitamente pra download. Mas saber que a própria banda está os colocando à venda material que antes só os fãs mais ardorosos tinham acesso (a um preço que até é OK – US$ 7 pelo disco em MP3 -, mas poderia ser ainda mais barato), é louvável.